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Aprendendo sobre a amizadeDespertai! — 1970 | 8 de dezembro
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é proveitoso examinar a conversa da pessoa. — 1 Ped. 4:15.
Também, nestes dias ocupados, não podemos esperar que os outros nos visitem ou nos recebam constantemente. O inspirado Provérbio (25:17) afirma: “Faze raro o teu pé na casa do teu próximo, para que não se farte de ti e certamente te odeie.”
E quando for convidado para uma noitinha na casa de outrem, é sábio não manter acordado seu anfitrião até altas horas. Usualmente há muita coisa a fazer depois de os convidados partirem, e se já for muito tarde, isso talvez signifique mais dificuldades para o anfitrião. Algumas pessoas se vão tão tarde que talvez não sejam convidadas tão amiúde como poderiam sê-lo. E, talvez algumas pessoas que não podem ficar acordadas até altas horas, por questões de idade ou de saúde, ou por terem de levantar-se cedo, não são tão hospitaleiras como gostariam de sê-lo porque os convidados não raro simplesmente não sabem quando ir embora.
Que Espécie de Amigos Cultivar
Talvez o fator mais vital para uma amizade duradoura seja a escolha que fazemos em primeiro lugar. Muitos fazem o erro de escolher amigos pela sua utilidade. Escolhem amigos pelo que eles possuem ou podem contribuir, e não realmente pelo que são. Via de regra, tais amizades não florescem.
Outras pessoas são simplesmente pessoas que querem a ascensão social ou uma posição social de destaque. Sua amizade se acha manchada com um propósito egoísta. “É preciso se ter o cuidado de se associar com aqueles que realmente contam ou, de outra forma, não se chegará a lugar nenhum”, afirmam. Isto está muito longe da prática cristã. (Tia. 2:1) As amizades baseadas no egoísmo são ocas, vazias, estéreis. — Luc. 14:12-14.
Ao escolher amigos, seja seletivo de modo piedoso. Até o próprio Deus é seletivo na escolha de amigos. Deus chamou a Abraão de seu amigo, por causa da fidelidade de Abraão. (Tia. 2:23) E o Salmo quinze mostra que Deus estabelece padrões elevados para aqueles ‘que seriam hóspedes em sua tenda’ — nem todos são benvindos. Jesus Cristo também estabeleceu padrões para aqueles que seriam seus amigos. A seus seguidores, afirmou: “Sois meus amigos se fizerdes o que eu vos mando.” — João 15:14.
O que dizer do leitor? É seletivo na questão de amigos? Possui fidedignas normas orientadoras? Visto que seremos influenciados até certo ponto pelos amigos que tivermos, seria bom sermos seletivos.
Cônscios da qualidade, certamente não faríamos nenhum erro se escolhêssemos aqueles a quem Deus e Cristo chamam de amigos. Podemos esperar que primem em amor, longanimidade, bondade, boa qualidade moral e domínio de si. (Gál. 5:22, 23) Aqueles que possuem estas qualidades excelentes e piedosas constituirão excepcionais amigos deveras! Nada atrai mais os amigos do que seu amor mútuo a Deus. Conforme Rute, que é mencionada na Bíblia, disse a Noemi: “Teu povo será o meu povo, e teu Deus o meu Deus.” — Rute 1:16, 17.
O cristão dedicado tem de considerar este assunto da amizade tendo presente vários princípios bíblicos salvaguardadores. Por exemplo, aquele que diz: “Más associações estragam hábitos úteis.” E outro que afirma: “Portanto, todo aquele que quiser ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus.” (1 Cor. 15:33; Tia. 4:4) Assim, vemos que a escolha devida de amizades não só influenciará nossos hábitos diários, mas também terá efeito direto em nossa relação com Deus.
Visando salvaguardar as relações da pessoa com Deus, é sábio acolher o conselho de Sua Palavra, por ‘se afastar’ da associação com certos tipos de pessoas. Quem são elas? O apóstolo Paulo menciona os “amantes do dinheiro” — aqueles cujos pensamentos estão sempre nos bens materiais. Também alista aqueles que são “desobedientes aos pais”, os ‘orgulhosos’, e os “sem autodomínio”, e os que são “mais amantes de prazeres do que amantes de Deus”. (2 Tim. 3:2-5) Nenhuma amizade deve ser estabelecida com pessoas assim, de jeito algum. Este conselho bíblico, se seguido, pode servir de verdadeira proteção.
Visto que o verdadeiro amigo deve ser um confidente fidedigno, devemos também assegurar-nos que nosso amigo não seja do tipo que tagarelaria a nosso respeito, para nosso dano. A respeito de tais amigos, a Bíblia afirma: “Quem encobre uma transgressão está procurando amor, e aquele que continua falando sobre um assunto separa os que estão familiarizados uns com os outros. O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo.” “Há companheiros dispostos a se fazerem mutuamente em pedaços, mas há um amigo que se apega mais do que um irmão.” — Pro. 17:9, 17; 18:24.
É importante, também, que os amigos compartilhem os mesmos interesses e alvos. Se escolher como amigo alguém cujos interesses o levem em outra direção, talvez perca o seu alvo na vida. Isto se dá em especial quanto à pessoa que se deseja provar fiel como servo de Deus.
Assim, mediante a Palavra de Deus, a Bíblia, aprendemos o que é a verdadeira amizade, que leva ao amor cristão, que promove a comunicação livre, que traz conforto em tempos difíceis e concede a oportunidade de se fazer coisas em favor de outros. A amizade enriquece a vida da pessoa e a tempera com maior felicidade. Assim, seja amigável — seja um amigo.
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“Ouro negro” no quintal dos fundos do AlascaDespertai! — 1970 | 8 de dezembro
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“Ouro negro” no quintal dos fundos do Alasca
Do correspondente de “Despertai!” no Alasca, EUA
“ENCONTRADO OURO NO CLONDIQUE!” foi o anúncio dramático em 1896 que provocou uma corrida de canadenses e estadunidenses para o Alasca e o Yukon. Multidões foram infetadas da esperança de que “ficariam ricos” nos campos auríferos. Nos anos recentes, um anúncio similar de novo iniciou uma corrida para o Alasca. Desta vez, o objetivo é o “ouro negro” — petróleo, descoberto na frígida Vertente Norte do Alasca.
A presença de petróleo ali foi observada pelos russos, pois a menção dele surge em seus registros já na década de 1860. Os estadunidenses vieram a saber do líquido negro aqui por volta de 1880, depois da compra da terra da Rússia. As primeiras reivindicações petrolíferas foram feitas em 1897. Talvez os esquimós mereçam o crédito pelas primeiras “descobertas” de petróleo no Ártico, visto que “exploravam” boas porções de exudações de petróleo e as queimavam para degelar sua madeira flutuante.
Certo interesse sério neste petróleo foi demonstrado na virada do século, mas o que começou a ser um surto findou abruptamente em 1904, quando os pesquisadores de petróleo ficaram interessados nos novos poços no Texas e na Califórnia. A exploração petrolífera se deu em pequena escala desde aqueles dias. Na década de 1950, a Marinha dos EUA efetuou alguma prospecção nesta
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