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  • A busca de verdadeiros amigos
    A Sentinela — 1987 | 15 de setembro
    • A busca de verdadeiros amigos

      CERTO jovem feriu-se gravemente num acidente de motocicleta. Ficou várias semanas em coma e então começou a recuperar-se lentamente. “Se eu tivesse tantos bons amigos como tenho conhecidos, eu me recuperaria num ritmo mais acelerado”, disse ele. ‘Muitos amigos que eu tinha antes do acidente me abandonaram. Bons amigos, porém, podem ter um bom efeito curativo.’

      Esta situação é típica do atual mundo desamistoso. Os chamados amigos podem ser muitos, quando tudo vai bem. Mas, quando ocorre a desgraça, eles desaparecem. Verdadeiros amigos são geralmente difíceis de encontrar.

      Contudo, ter apenas um ou dois amigos verdadeiros e calorosos faz enorme diferença na vida. Os entendidos no assunto dizem: “O anelo por laços pessoais mais estreitos é um dos grandes temas dos nossos tempos.” E como diz um velho ditado: “Em ocasiões de necessidade é que se conhece os amigos.”

      Houve tempo em que as pessoas se preocupavam mais com os outros e estavam dispostas a ajudar seus amigos ou vizinhos. Mas, o período crítico da Primeira Guerra Mundial trouxe uma generalizada piora nas relações humanas. A norma agora é uma atitude mal-agradecida, insensível, e de ‘primeiro eu’.

      Este triste estado de coisas foi predito 19 séculos atrás nas seguintes palavras: “Nos últimos dias vai ser muito difícil ser cristão. Porque as pessoas só amarão a si mesmas e ao dinheiro; serão orgulhosas e fanfarronas, zombarão de Deus, desobedecendo aos pais, sendo ingratas com eles e completamente más. Serão duras de coração e nunca se submeterão aos outros; serão sempre mentirosas e desordeiras, e não se incomodarão com a imoralidade. Serão rudes e cruéis, e escarnecerão daqueles que procuram ser bons. Atraiçoarão seus amigos.” — 2 Timóteo 3:1-4, A Bíblia Viva.

      Que sombria, porém exata, representação do mundo de hoje! E isto aparentemente nos dá pouca esperança de encontrar amigos verdadeiros. Não obstante, mesmo agora é possível fazer verdadeiros amigos. E quão preciosos são! Pode-se sempre recorrer a eles em busca de ajuda, conselho, consolo e calorosa companhia. Mas, é vital distinguir entre verdadeiros e falsos amigos.

      Nem Todos os “Amigos” São Verdadeiros Amigos

      Aquele jovem ferido num acidente, mencionado no início do artigo, fazia parte dum time de futebol e tinha muitos “amigos”. Membros de clubes ou de pequenas comunidades em muitos casos formam relacionamentos agradáveis. Mas, tais “amizades” talvez não sejam muito estáveis. E ter muitos “amigos” e daí perdê-los todos é muito desanimador, como constatou aquele jovem. Fazer conhecidos é fácil; fazer verdadeiros amigos, não é.

      Pessoas ricas ou que ocupam altos postos podem facilmente fazer muitos “amigos”. Como diz a Bíblia: “O rico tem muitos amigos.” “Todos procuram agradar as pessoas importantes; todos querem ser amigos de quem dá presentes.” (Provérbios 14:20; 19:6, Provérbios na Linguagem de Hoje) Mas, quantos destes têm segundas intenções? E, se aquele que tem muitos amigos perder a riqueza ou a posição, talvez fique logo completamente sem amigos.

      Muitas vezes, pessoas fisicamente atraentes têm também muitos “amigos” — muitos deles influenciados por fatores físicos. Mas, tais “amizades” podem ser muito prejudiciais, e podem desaparecer na adversidade como a névoa no calor. Assim, existe real necessidade de . . .

      Ser Seletivo

      Sim, é sábio ser seletivo na escolha de amizades. Em muitos casos, falsos amigos são grandes lisonjeadores que procuram agradar com segundas intenções. “O homem que lisonjeia seu próximo estende uma rede sob seus passos.” — Provérbios 29:5, A Bíblia de Jerusalém.

      Portanto, medite cuidadosamente a respeito de seu atual círculo de amigos. Será que eles o influenciam para o bem ou para o mal? São egocêntricos, dogmáticos ou presunçosos? Agem impetuosamente e sentem prazer em correr riscos? Qual é a atitude deles para com os do sexo oposto? São corteses e respeitosos ou tomam liberdades excessivas, talvez sendo realmente imorais? Mostraram seus companheiros freqüentes ser desonestos, são confiáveis? Usam drogas? Bebem demais? Em caso positivo, você corre risco. Talvez você seja honesto, puro e humilde, mas lembre-se: “Más associações estragam hábitos úteis.” — 1 Coríntios 15:33.

      O grande perigo de se ter más companhias é que a pessoa as imitará. Lenta, talvez imperceptivelmente, os modos e as atitudes delas influenciarão você. Como diz a Bíblia: “Quem anda com os sábios será sábio, mas quem anda com os tolos acabará mal.” — Provérbios 13:20 PLH.

      É fácil dar um passo em falso ao fazer amigos. Mas, não se desanime. Ainda existem milhões de pessoas excelentes e amigáveis no mundo. Assim, como poderá encontrar tais verdadeiros amigos?

  • Como granjear verdadeiros amigos
    A Sentinela — 1987 | 15 de setembro
    • Como granjear verdadeiros amigos

      “A ÚNICA maneira de se ter um amigo é ser amigo”, escreveu Emerson, o poeta americano. A amizade é uma via de mão dupla, envolvendo o espírito de dar. Pessoas introvertidas e as com tendências egoístas acham difícil fazer verdadeiros amigos. Não obstante, elas podem ser bem-sucedidas, como veremos.

      A verdadeira amizade germina do amor, porque o amor atrai as pessoas. Todavia, alguns têm dificuldade em fazer amigos. Como pode a pessoa superar isso?

      “Seja bom ouvinte. Incentive outros a falarem a respeito deles mesmos”, aconselhou Dale Carnegie. Quando pessoas desconhecidas são apresentadas, talvez num encontro social, quem são as que travam amizades? Não são as que falam muito, mas sim as que se interessam calorosamente em outros, fazendo com que se expressem e realmente os escutando. Lembrar-se de nomes e de fatos interessantes a respeito de novos conhecidos pode também ajudar a desenvolver amizades.

      No livro Essenciais na Comunicação Entre Pessoas (em inglês), Kim Giffin e Bobby R. Patton recomendam deixar-se conhecer e a autenticidade. “Para que alguém lhe seja importante”, dizem, “você precisa conhecer algo sobre ele/ela que lhe interesse . . . [Seja] aberto e franco em todas as ocasiões . . . As suas respostas a outros devem ser sinceras.”

      Os verdadeiros amigos não são apenas honestos, mas também demonstram consideração, nunca tentando impor-se um ao outro, ou sendo excessivamente possessivo. Eles entendem um ao outro, podem compreender o ponto de vista do outro, e podem assim mostrar empatia. À medida que o relacionamento se desenvolve, eles abrem seu coração um ao outro, tornando-se não apenas bons amigos mas também amigos íntimos. Nem todos os verdadeiros amigos são amigos íntimos. Jesus Cristo, a mais amistosa pessoa que já pisou na terra, fez muitos amigos, mas apenas alguns eram realmente amigos íntimos. — Marcos 9:1-10; Lucas 8:51.

      O Livro da Verdadeira Amizade

      A Bíblia, em muito o melhor livro sobre o tema da amizade, diz: “O verdadeiro companheiro está amando todo o tempo e é um irmão nascido para quando há aflição.” (Provérbios 17:17) Os verdadeiros amigos são compassivos e prontos para ajudar quando surgem problemas. A seguir, um bom exemplo disso — um episódio dos dias do antigo Israel.

      Por causa da fome, certo homem de Judá mudou-se para Moabe com sua esposa, Noemi. Com o tempo, ele veio a falecer. Mais tarde, seus dois filhos casaram-se com as moças moabitas Rute e Orpa. Daí, os filhos morreram, deixando sozinhas três viúvas. Noemi, a mãe, decidiu voltar para Judá, e as suas duas noras passaram a acompanhá-la. Contudo, durante o percurso, Noemi instou as jovens a regressarem e procurar novos esposos dentre seu próprio povo. Orpa fez isso, mas Rute insistiu em acompanhar Noemi. Por quê? Porque ela era mais do que uma nora; era também uma verdadeira amiga. Por um lado, sua natureza compassiva não a permitiria deixar a idosa viúva, despojada de sua família, ir sozinha. — Rute 1:1-17.

      Rute mostrou verdadeira empatia, bondade, lealdade e amor. Tais qualidades constituem a sólida base da verdadeira amizade. Havia, porém, outro fator envolvido no relacionamento de Rute com Noemi.

      Amizade num Plano Mais Elevado

      Quando Noemi instou com Rute a voltar, esta disse: “Não instes comigo para te abandonar, . . . pois, aonde quer que fores, irei eu . . . Teu povo será o meu povo, e teu Deus, o meu Deus.” (Rute 1:16) Noemi ajudara a Rute, anteriormente pagã, a conhecer e a amar o verdadeiro Deus, Jeová. A crença que compartilhavam tornou-se poderoso vínculo espiritual unindo essas duas mulheres como verdadeiras amigas. E Jeová as abençoou com uma nova família. Com o tempo, Rute casou-se com Boaz, um próspero dono de terras em Judá, e teve um filho chamado Obede, que se tornou avô do Rei Davi. — Rute 4:13-22; Mateus 1:5, 6.

      Este fator espiritual coloca a amizade num plano mais elevado. Como? No caso de Rute e Noemi, ambas adoravam a Jeová, “Deus misericordioso e clemente, vagaroso em irar-se e abundante em benevolência e em verdade”. (Êxodo 34:6) “Deus é amor”, e quando sinceramente o adoramos com espírito e verdade, certamente aumentamos em amor a ele e a nossos semelhantes. (1 João 4:8; João 4:24) Assim, nós mudamos. Desenvolvemos um amistoso interesse em outros, especialmente pelos mansos, pessoas sofredoras de todas as raças. Pessoas introvertidas tornam-se assim menos egocêntricas. Pessoas egoístas desenvolvem preocupação para com outros. Passamos a mostrar os frutos do espírito de Deus — “amor, alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé, brandura, autodomínio”. — Gálatas 5:22, 23.

      Estas qualidades nos ajudam a desenvolver a habilidade vital de perdoar as fraquezas e os erros de outros — “não . . . Até sete vezes, mas: Até setenta e sete vezes”, como disse Jesus. (Mateus 18:21, 22) Muitas amizades fracassam neste ponto. Mas, Jesus Cristo tanto pregou como praticou isto. Quantas vezes ele perdoou os erros de seus discípulos imperfeitos e falíveis, incluindo até mesmo a vergonhosa renegação de seu Senhor, por parte de Pedro! — Mateus 26:69-75.

      Em resultado de todo esse desenvolvimento espiritual, o nosso círculo de amizades aumenta. Por fim, descobrimos que pertencemos a uma vasta e global família de amigos! Descobrimos também que o padrão geral de nossos amigos é muito superior. Por exemplo, Bruno, um relativamente recente adorador de Jeová, lembra-se de que anteriores amigos levaram-no a bebedeiras e a negligenciar sua esposa e seus filhos. Mas agora ele é muito dedicado à sua família. Sobre seus muitos novos amigos que compartilham a mesma fé em Jeová, ele diz: “Se eu tiver um problema, sei que poderei apanhar o telefone e chamar qualquer um deles, e eles terão prazer em ajudar.”

      Alan tinha amigos cuja conversa geralmente girava em torno de carros e de garotas. Mas, ele achou tais assuntos “enfadonhos e vazios”, depois que fez muitos novos amigos que, como ele, amam a Jeová. Eles surpreenderam a Alan com o “interesse espontâneo, genuíno e amoroso” nele.

      Os Nossos Melhores Amigos

      Todas essas pessoas e milhões mais formam uma família mundial, apolítica, de amigos que transcende barreiras nacionais, raciais e sociais — uma verdadeira fraternidade humana, exatamente como a dos primitivos cristãos. (3 João 14) O mesmo vínculo que uniu Rute e Noemi também une esta família, a saber, a adoração pura de Jeová Deus. Todos os que a ela pertencem reconhecem humilde e gratamente que Jeová e Jesus Cristo são os seus melhores amigos.

      ‘Ter o Deus Todo-Poderoso e seu Filho como amigos?’, talvez se pergunte. ‘Como é isso possível? Não é isso uma presunção?’ Bem, a Bíblia diz: “Abraão depositou fé em Jeová, . . . e ele veio a ser chamado ‘amigo de Jeová’.” Tratava-se certamente de bondade imerecida. Contudo, a Palavra de Jeová diz: “Deus opõe-se aos soberbos, mas dá benignidade imerecida aos humildes.” — Tiago 2:23; 4:6.

      Alguns talvez se considerem pecaminosos demais para ter tal privilégio. Mas Tiago prossegue: “Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as vossas mãos, ó pecadores, e purificai os vossos corações, ó indecisos. Humilhai-vos aos olhos de Jeová, e ele vos enaltecerá.” — Tiago 4:8, 10.

      Jesus disse: “Vós sois meus amigos, se fizerdes o que vos mando.” Ele frisou também que os maiores mandamentos são ‘amar a Jeová de todo o nosso coração, alma, e mente, e o nosso próximo como a nós mesmos’. (João 15:14; Mateus 22:37-40) Se fizermos isso, teremos muitos amigos verdadeiros. Ademais, habilitar-nos-emos assim a outro grande privilégio — a vida eterna numa terra purificada sob o Reino de Deus. (Mateus 6:9, 10) Como disse Jesus: ‘O mandamento [de Jeová] significa vida eterna.’ — João 12:50.

      Permitirá que as Testemunhas de Jeová o ajudem? Quais pessoas genuinamente amistosas, estão dispostas a visitá-lo e a considerar esse assunto vital com você, gratuitamente. Elas podem ajudá-lo a fazer muitos verdadeiros amigos.

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