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Seu futuro — está escrito nos astros?Despertai! — 1986 | 8 de maio
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Mas a lei da genética prova que as características hereditárias são transmitidas aos descendentes na concepção, e não no nascimento. De acordo com o livro Astrology: Science or Superstition? (Astrologia: Ciência ou Superstição?), o antigo astrólogo Ptolomeu “jeitosamente contornava isto por afirmar que o nascimento se dará sob a mesma constelação dominante na época da concepção, embora não exista realmente nenhum motivo para se supor que isto aconteça”.
Reagem os Cientistas
Muitos cientistas, por conseguinte, ficam alarmados diante da crescente aceitação da astrologia. Em 1975, 19 Prêmios Nobel, junto com outros cientistas, lançaram um manifesto intitulado: “Objeções à Astrologia — Declaração de 192 Destacados Cientistas.” Este declarava:
“Nos tempos antigos, as pessoas . . . se voltavam para os corpos celestes como moradas ou presságios dos Deuses, e, assim, ligavam-nos intimamente com eventos ocorridos aqui na Terra; não tinham nenhum conceito das amplas distâncias entre a Terra e os planetas e estrelas. Agora que tais distâncias podem ser calculadas, e têm sido calculadas, podemos depreender quão infinitesimamente pequenos são os efeitos gravitacionais e outros, produzidos pelos planetas distantes, e pelas estrelas, ainda mais longínquas. É simplesmente um erro imaginar que as forças exercidas pelas estrelas e pelos planetas, no momento do nascimento, possam, de algum modo, moldar nosso futuro.”
É interessante que um grupo de pessoas antigas não precisava da ciência moderna para explicar-lhes que a astrologia era um erro. Há mais de 2.500 anos, Jeová Deus disse à nação de Israel: “Não peguem o mau costume que outros povos têm, de fazer horóscopos e tentar descobrir o futuro pela posição das estrelas e dos planetas! Não se assustem com ‘esses sinais do céu’; deixem o medo [superstição, Byington, em inglês] para os outros povos.” (Jeremias 10:2, 3, A Bíblia Viva) Ou, como a Tradução do Novo Mundo o expressa: Os “sinais dos céus . . . são apenas uma exalação”. Em outras palavras, os signos ou sinais astrológicos têm tanta substância como o sopro exalado por seus pulmões.
‘E que importa se a astrologia é anticientífica?’, alguns objetam. ‘Não pode ser considerada um simples divertimento inofensivo?’
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A astrologia, os aniversários e a BíbliaDespertai! — 1986 | 8 de maio
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A astrologia, os aniversários e a Bíblia
Segundo os autores Ralph e Adelin Linton, existe uma conexão definida entre a astrologia e os aniversários. Eles comentam em seu livro The Lore of Birthdays (A Doutrina dos Aniversários Natalícios): “A Mesopotâmia e o Egito, berços da civilização, foram também as primeiras terras em que os homens se lembravam e honravam seus aniversários natalícios. A guarda de registros de aniversários natalícios era importante, nos tempos antigos, principalmente porque a data do nascimento era essencial para se fazer um horóscopo.”
Na verdade, os israelitas também guardavam registros de nascimento. Mas isto era feito de modo a determinar a idade dos homens para os serviços sacerdotal, militar e outros. (Números 1:2, 3; 4:2, 3; 2 Reis 11:21) A Bíblia, contudo, não registra as datas de nascimento nem mesmo de homens de destaque, tais como Noé, Abraão, Moisés, Davi — nem de Jesus Cristo! “Sem dúvida”, os autores supracitados admitem, “há celebrações natalícias mencionadas na Bíblia, mas apenas para comemorar o natalício de hereges iníquos, como Faraó e Herodes. Quando os cristãos primitivos tentavam fixar a data do nascimento de Cristo, muitos dos Pais da Igreja consideraram isso um sacrilégio . . . Eles proclamaram que não devia haver nenhuma tentativa de celebrá-lo, visto que isto era um costume pagão ímpio”.
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A astrologia — é um divertimento inofensivo?Despertai! — 1986 | 8 de maio
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A astrologia — é um divertimento inofensivo?
RECENTEMENTE, o astrônomo inglês Patrick Moore disse: “É muito ridículo pensar que vidas e destinos sejam controlados pelos astros . . . [A astrologia] é um negócio bem inofensivo, mas, para ser qualquer espécie de ciência, ela bem que carece de base.”
Encarando os assuntos dum ponto de vista puramente prático, contudo, a pessoa se vê obrigada a concluir que a astrologia é tudo, menos inofensiva.
“A Culpa É dos Astros!”
Um dos perigos mais óbvios é que a astrologia desestimula as pessoas a assumir a responsabilidade por seus atos. Tome-se, por exemplo, o casamento. Declarou certo astrólogo sul-africano, a respeito de casais com horóscopos incompatíveis: “Já disse a várias pessoas que seu casamento não tem nenhuma chance, e que elas deveriam divorciar-se.”
Mas, considere só: Será razoável pôr fim a um casamento porque estrelas e planetas têm péssima compatibilidade? Não seria melhor que os casais que têm problemas assumissem a responsabilidade por seus atos, e procurassem ajuda? A Bíblia contém muitos conselhos práticos para a solução dos problemas conjugais. (Veja, por exemplo, Efésios 5:22-25.) E muitos que os aplicaram obtiveram exatamente a ajuda correta, e salvaram seu casamento. Agir assim certamente é melhor do que lançar nos astros a culpa por seus problemas!
E que dizer dos numerosos erros que cometemos na vida? Será saudável justificar-nos, culpando a astrologia? Há alguns anos, um senhor de Miami, Flórida, EUA, foi acusado de roubo, estupro e tentativa de agressão. Qual foi sua defesa? Ele arranjou três astrólogos que afirmaram que ele não poderia evitar isso, devido ao “alinhamento desarmonioso dos planetas”. Seguir esta linha de raciocínio somente poderia aprofundar a pessoa na trilha do erro.
E pense só no que aconteceria se pessoas de responsabilidade, tais como os líderes nacionais, começassem a voltar-se para os astros em busca de orientação. No livro Human Destiny — The Psychology of Astrology (O Destino Humano — A Psicologia da Astrologia), Gwin Turner nos fornece este lembrete que deixa gelada a espinha: “Reis e Governantes do passado sempre mantinham ao lado seus Astrólogos, e até mesmo na segunda guerra mundial, um astrólogo húngaro, Louis de Wohl, era utilizado sem alarde pelo Ministério da Guerra britânico.” Ele fornecia aos ingleses predições sobre o êxito de certos oficiais, e sobre vitórias em certas batalhas. Também conseguia dizer ao Ministério da Guerra britânico que conselhos Hitler estava obtendo de seus astrólogos, de acordo com o horóscopo dele. Alguns chegam até a afirmar que diversos políticos hoje em dia se voltam para os astros em busca de orientação.
Parece-lhe inofensivo que decisões de vida ou morte dependam da posição dos planetas?
Por Trás do Poder de Predição
Há vezes em que as predições astrológicas se confirmam. Mas, será que isto realmente se dá pela leitura dos astros? Anos atrás, o falecido psicólogo Vernon Clark testou as habilidades de alguns astrólogos. Forneceu-lhes dez casos e solicitou aos astrólogos que enquadrassem cada um deles em um de dois horóscopos. Os astrólogos tiveram um êxito fenomenal! Três astrólogos chegaram até a enquadrar corretamente todos eles!
O astrólogo americano, Dal Lee, conseguiu acertar sete dos dez. Mas, a que se devia atribuir seu êxito? Pelo visto, envolvia mais do que a leitura dos astros. “Devia levar pelo menos meia hora para um astrólogo avaliar cada tema, isto quer dizer, dez horas ao todo”, Lee alegadamente disse. Todavia, por estar ocupado nessa ocasião, Lee “somente dedicou um minuto a cada tema”. Admitidamente, então, seu êxito não era “puramente astrológico”. Confessou Lee: “Creio, antes, tratar-se dum caso de ‘percepção extra-sensorial’.”
É interessante que diversos astrólogos admitem, igualmente, utilizar o que equivale a poderes ocultos. Isto deve alertar as pessoas interessadas em agradar a Deus. Pois em Isaías 1:13, Deus afirma taxativamente: “Não posso tolerar o uso de poder mágico.” Por quê? A Bíblia mostra que as pessoas que manifestam poderes de predição acham-se amiúde sob controle ou influência de forças espirituais demoníacas. (Compare com Atos 16:16-18.) As predições astrológicas, por conseguinte, podem às vezes não ser nada mais do que proferimentos dos demônios — inimigos juramentados de Deus e das pessoas que servem a Ele! Apenas danos podem sobrevir àquele que procura a orientação demoníaca!
A Astrologia — É Uma Religião?
Alguns, porém, afirmam interessar-se apenas casualmente pela astrologia. Todavia, o que de início é um interesse casual pode transformar-se em algo parecido com a devoção religiosa. Disse um cientista que assinou a declaração supracitada contra a astrologia: “Para alguns, a astrologia é, sem dúvida, uma espécie de fuga . . . Para outros, a astrologia tornou-se uma revelação divina, uma verdade pura — isto é, uma religião genuína.” Há autoridades que afirmam que existe uma tendência de alguns de permitir que as predições dos horóscopos se tornem profecias que cumprem a si mesmas. Quando a astrologia controla tanto assim uma pessoa, tornou-se deveras uma religião.
A astrologia tornou-se deveras parte oficial da religião da antiga Babilônia. Será, contudo, que tal religião resultou em benefício para ela? Pelo contrário, a Bíblia contém a seguinte pronúncia contra a antiga Babilônia: “Fatigaste-te com a multidão dos teus conselheiros. Que se ponham de pé, pois, e que te salvem, os adoradores dos céus, os astrólogos, os que divulgam conhecimento nas luas novas a respeito das coisas que virão sobre ti.” (Isaías 47:13, nota da Trad. do Novo Mundo, com Referências, em inglês.) As predições dos astrólogos de Babilônia não conseguiram poupar a cidade da ruína permanente. — Isaías 13:19, 20.
É interessante, porém, que a influência religiosa de Babilônia durou mais do que ela. “De Babilônia”, declara o livro A History of Astrology (História da Astrologia), “os caldeus levaram a astrologia para o Egito, e, mais importante ainda, para a Grécia”.
Seguir a religião da astrologia, portanto, é perigoso. Por quê? Porque, de acordo com a Bíblia, acha-se programada a destruição de todas as religiões baseadas nas crenças babilônicas. Deveras, a queda da antiga Babilônia aponta para esta futura devastação. Em Revelação 18:4, adverte-se-nos: “Saí dela [da organização babilônica], povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.”
A astrologia dificilmente pode ser assim chamada de ‘divertimento inofensivo’. (Compare com Deuteronômio 18:10-12.) Segui-la poderia ser o primeiro passo para se cair sob influências demoníacas perigosas e perder a amizade de Deus! (2 Coríntios 6:17, 18) Na verdade, todos nós precisamos de orientação. Mas, quão mais seguro e melhor é nos voltarmos para a Bíblia em busca de orientação! (Salmo 119:105) Aqueles que acatam a Palavra de Deus obtêm ajuda prática para enfrentar os problemas da vida, algo que a astrologia deixa de suprir.
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