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AstrólogosAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Não havia nenhum templo grande, erigido entre os babilônios, que não estivesse equipado de seu próprio observatório celeste.
No oitavo século A.E.C., o profeta Isaías, predizendo a destruição de Babilônia, desafiou os conselheiros uranoscópicos daquela cidade condenada, que contemplavam as estrelas, a que a salvassem: “Fatigaste-te [Babilônia] com a multidão dos teus conselheiros. Que se ponham de pé, pois, e que te salvem, os adoradores dos céus, os contempladores das estrelas, os que divulgam conhecimento nas luas novas a respeito das coisas que virão sobre ti.” — Isa. 47:13.
No decurso da História, Daniel e seus três companheiros tornaram-se cativos nesta terra de astrólogos. Quando postos à prova “quanto a todo assunto de sabedoria e de compreensão”, estes hebreus foram achados, pelo rei babilônico, “dez vezes melhores do que todos os sacerdotes-magos e os conjuradores que havia em todo o seu domínio real”. (Dan. 1:20) Depois disso, Daniel foi chamado de “chefe dos sacerdotes-magos” (Dan. 4:9), mas é importante notar que ele nunca renunciou à adoração de Jeová para se tornar ‘divisor dos céus’, contemplando as estrelas. Por exemplo, Nabucodonosor ficou tão enfurecido quando os astrólogos e os demais “sábios” não conseguiram revelar-lhe seu sonho, que exclamou: “Sereis desmembrados e as vossas próprias casas serão transformadas em latrinas públicas.” (Dan. 2:5) Daniel e seus companheiros estavam incluídos nesta ordem ampla, mas, antes de se executar a ordem, Daniel foi levado perante o rei, trazendo a seguinte mensagem: “Há nos céus um Deus que é Revelador de segredos”, mas, “no que se refere a mim, não é por meio de qualquer sabedoria que haja em mim mais do que em quaisquer outros viventes que este segredo me foi revelado”. — Dan. 2:28, 30.
MAGOS VISITAM JESUS
Astrólogos (em grego: mágoi; “magos”, Al; PIB) trouxeram presentes ao menino Jesus. (Mat. 2:1-16) Comentando quem eram estes mágoi, The Imperial Bible-Dictionary (O Dicionário-Bíblico Imperial, Vol. II, p. 139), diz: “Segundo Heródoto, os magos eram uma tribo dos medos, que professavam interpretar sonhos, e eram os encarregados oficiais dos ritos sagrados; eram, em poucas palavras, a classe erudita e sacerdotal, e tendo, como se supunha, a perícia de derivar dos livros e da observação das estrelas uma visão sobrenatural dos eventos vindouros. . . . investigações posteriores tendem a fazer de Babilônia, antes que da Média e da Pérsia, o centro da magia completamente desenvolvida. ‘Originalmente, os sacerdotes medos não eram chamados de magos. . . . Dos caldeus, contudo, receberam o nome de magos para a sua casta sacerdotal, e é assim que podemos explicar o que Heródoto diz dos magos, como sendo uma tribo meda.’ (J. C. Muller, na Encicl. de Herzog)”.
Justino Mártir, Orígenes e Tertuliano, lendo Mateus 2:1, consideravam corretamente os mágoi como sendo astrólogos. Tertuliano escreveu: “Sabemos da mútua aliança entre a magia e a astrologia. Os intérpretes das estrelas, então, foram os primeiros . . . a apresentar a Ele [Jesus] ‘dádivas’.” (“Sobre a Idolatria”, cap. ix) O nome “magos” tornou-se comum “como termo genérico para astrólogos no Oriente”. — The New Funk & Wagnalls Encyclopedia (Nova Enciclopédia de Funk & Wagnalls), Vol. XXII, p. 8076.
De modo que há forte evidência circunstancial de que os mágoi que visitaram o menino Jesus eram astrólogos. Assim, O Novo Testamento (em inglês), de Charles B. Williams, reza “contempladores das estrelas”, com uma nota explicativa ao pé da página: “Isto é, estudantes das estrelas em relação com os eventos na terra.” Apropriadamente, traduções modernas rezam “astrólogos” em Mateus 2:1. — NEB; NM; veja BLH.
Não se revela quantos desses astrólogos “das regiões orientais” trouxeram “ouro, olíbano e mirra” ao menino Jesus; não há nenhuma base concreta para a idéia tradicional de que fossem três. (Mat. 2:1, 11) Sendo astrólogos, eram servos de deuses falsos, e, quer o soubessem, quer não, foram guiados por aquilo que lhes parecia ser uma “estrela” móvel. Alertaram Herodes de que havia nascido o “rei dos judeus”, e Herodes, por sua vez, tentou matar Jesus. No entanto, a trama falhou. Jeová interveio e mostrou-se superior aos deuses demoníacos dos astrólogos, de modo que estes, em vez de voltarem a Herodes, retornaram por outro caminho, depois de receberem “em sonho um aviso divino”. — Mat. 2:2, 12.
HEPATOSCOPIA E ASTROLOGIA
A prática de ‘examinar o fígado’ (hepatoscopia) parece ter sido um aspecto especial da astrologia. (Eze. 21:21) Numa escola-templo de Babilônia foi encontrado um modelo de argila dum fígado que remonta ao tempo de Hamurábi. Um lado dele estava dividido em áreas representativas do “dia” e da “noite”. A beirada estava dividida em dezesseis partes, tendo-se dado a cada seção os nomes correspondentes às deidades dos céus. Portanto, visto que este ramo de vaticinio dividia o céu de maneira puramente imaginária, dividia de modo similar o fígado de suas vítimas sacrificiais. Quando ofereciam tais sacrifícios, examinavam o fígado, considerando-o um reflexo em miniatura do céu, para ver que agouros os deuses lhes revelavam. — Veja ADIVINHAÇÃO.
CONDENAÇÃO DIVINA DA ASTROLOGIA
Uma grande verdade é declarada de modo simples: “No princípio Deus criou os céus e a terra”, inclusive os planetas do nosso sistema solar e as estrelas fixas nas suas constelações. (Gên. 1:1, 16; Jó 9:7-10; Amós 5:8) Nesta grandiosa criação, porém, não era da vontade de Jeová que o homem constituísse essas coisas em deuses. Por isso, proibiu estritamente ao seu povo a adoração de “semelhança alguma do que há nos céus em cima”. (Êxo. 20:3, 4) A astrologia, em todas as formas, era proscrita. — Deut. 18:10-12.
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ATALIA
[possivelmente, Iah(u) é grande, exaltado]. Rainha de Judá, filha do Rei Acabe, de Israel, e de sua esposa, Jezabel, sendo neta de Onri. (2 Reis 8:18, 26) Era irmã do Rei Jeorão, de Israel, e irmã, ou meia-irmã, dos outros 70 filhos de Acabe, a todos os quais Jeú mandou matar. ( 2 Reis 3:1, 2; 10:1-9) Atalia foi dada em um casamento de conveniência política a Jeorão, o filho mais velho de Jeosafá, de Judá. (2 Reis 8:27; 2 Crô. 18:1) Era mãe de Acazias, que com o tempo se tornou rei de Judá.
Atalia, como sua mãe Jezabel, instigava Jeorão, marido dela, a fazer o que era mau aos olhos de Jeová durante seu reinado de oito anos. (1 Reis 21:25; 2 Crô. 21:4-6) E Atalia, como sua mãe, derramou brutalmente o sangue dos inocentes. Quando morreu Acazias, seu iníquo filho, depois de reinar apenas um ano, ela matou todos os outros abrangidos na linhagem real, exceto o menininho Jeoás, que tinha sido escondido pelo sumo sacerdote e sua esposa, tia de Jeoás. Depois disso, Atalia instalou-se como rainha, por 6 anos, 904-898 A.E.C. (2 Crô. 22:11, 12) Os filhos dela roubaram do templo de Jeová as coisas sagradas e as ofereceram a Baal. — 2 Crô. 24:7.
Quando Jeoás atingiu os sete anos, Jeoiada, o sumo sacerdote temente a Deus, tirou o garotinho dum lugar secreto e o coroou como legítimo herdeiro do trono. Ouvindo o tumulto, Atalia correu para o templo e, ao ver o que estava acontecendo, bradou: “Conspiração! Conspiração!” O sumo sacerdote Jeoiada ordenou que fosse retirada do local do templo a fim de ser executada na porta dos cavalos do palácio; ela foi, talvez, a última pessoa da casa abominável de Acabe. (2 Reis 11:1-20; 2 Crô. 22:1 a 23:21) Quão veraz resultou ser: “Nada da palavra de Jeová, que Jeová falou contra a casa de Acabe, cairá sem cumprimento por terra”! — 2 Reis 10:10, 11.
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ATÁLIA
No fim da primeira viagem missionária de Paulo, ele embarcou na cidade portuária de Atália, na costa da Panfília, na Ásia Menor, dirigindo-se para Antioquia, da Síria, cerca de 480 km de distância. — Atos 14:24-26.
Atália, a moderna Antaliá, foi fundada por Átalo II, rei de Pérgamo (159-138 A.E.C.), no estuário do rio Cataractes. Tornou-se o porto principal da província da Panfília, servindo de escoadouro para a rica região interiorana do SO da Frígia, e sendo o ponto natural de embarque da região central da Ásia Menor para a Síria e o Egito. Servindo originalmente como porto da cidade vizinha de Perga, que dista alguns km por terra, Atália tinha ultrapassado aquela cidade em importância, nos tempos apostólicos.
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ATENAS
[provavelmente assim chamada em honra à deusa mítica grega Atena, que correspondia à Minerva romana].
A capital moderna da Grécia e sua cidade mais destacada nos tempos antigos. Localiza-se perto do extremo S da planície de Ática, cerca de 7 km do mar Egeu, sendo servida pelo porto marítimo vizinho de Pireu, com o qual estava ligada nos tempos pré-cristãos por meio de longas muralhas quase paralelas. Sua localização geográfica muito contribuiu para sua grandeza na História. Os montes que cercavam a cidade forneciam uma defesa natural, e os passos montanhosos estavam suficientemente distantes para evitar a possibilidade de um ataque terrestre de surpresa. Estava também distante do mar o bastante para ficar segura duma armada invasora, todavia, suas três baías naturais, na vizinha Pireu, eram facilmente acessíveis a partir da cidade.
CENTRO CULTURAL E RELIGIOSO
Embora Atenas gozasse de certa fama militar como a capital dum pequeno império e forte potência naval no quinto século A.E.C., distinguia-se primariamente como o centro da erudição, da literatura e da arte gregas. Tornou-se uma cidade universitária, repleta de professores, oradores e filósofos, sendo o lar de famosos filósofos, tais como Sócrates, Platão e Aristóteles. Estabeleceram-se ali quatro escolas filosóficas, a platônica, a peripatética, a epicurista e a estóica (Atos 17:18), e estas eram cursadas por estudantes de todo o império, nos tempos romanos.
Atenas também era uma cidade muito religiosa, provocando o comentário do apóstolo Paulo de que os atenienses ‘pareciam mais dados ao temor das deidades do que os outros’. (Atos 17:22) Com efeito, segundo o escritor grego Hesíodo, do oitavo século A.E.C., os gregos antigos possuíam mais de 30.000 deidades. A religião era controlada pelo Estado e este a incentivava por pagar os sacrifícios públicos, os ritos e as procissões em honra aos deuses. Podiam-se encontrar ídolos nos templos, nas praças públicas e nas ruas, e as pessoas oravam regularmente aos deuses antes de empenhar-se em suas festas ou “simpósios” intelectuais, em suas assembléias políticas e em suas competições atléticas. A fim de não ofender a quaisquer dos deuses, os atenienses até mesmo construíram altares “A um Deus Desconhecido”, fato a que Paulo se refere em Atos 17:23. Pausânias, geógrafo do segundo século, confirma isto, explicando que, enquanto estava viajando pela estrada, do porto da baía de Falero até Atenas (talvez percorrida por Paulo em sua chegada), notou “altares dos deuses chamados Desconhecidos, e de heróis”.
ORIGENS HISTÓRICAS
A origem da cidade está envolta em incerteza, embora a arqueologia indique que já tinha sido habitada desde tempos bem primitivos. Com o tempo, Atenas tornou-se o centro do primeiro
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