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Convém-lhe a astrologia?Despertai! — 1974 | 22 de maio
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Convém-lhe a astrologia?
“QUE tipo de pessoa sou eu?” “Qual é minha vocação na vida?” “O que o futuro me reserva?” Já ponderou sobre tais perguntas? A maioria já. Em busca das respostas, milhões de pessoas por toda a história recorreram à astrologia. O que quer dizer este termo?
The Century Dictionary and Cyclopedia define astrologia como estudo que “presume que os corpos celestes [sol, lua, estrelas e planetas] exercem, segundo suas posições relativas em certos tempos, direta influência sobre a vida e o destino humanos”.
Há alguma base válida para a astrologia? Pode-se obter conhecimentos sobrenaturais por empregá-la? Se se envolvesse na astrologia, exerceria ela boa influência sobre sua pessoa?
Crescente Interesse Pela Astrologia Hoje
Os anos recentes presenciaram enorme surto de interesse pela astrologia. Sobre isso, declarou o escritor Jess Stearn:
“A astrologia, a arte certa vez desacreditada dos caldeus e babilônios, agora passa por singular ressurgimento. Tão forte se tornou a moda — não só por parte de crédulas senhoras idosas, mas também por parte de intelectuais e jovens — que há arquitetos que planejam casas especialmente para pessoas nascidas sob certos signos do zodíaco [e] decoradores de interiores e fabricantes que adaptam esquemas de cores às pessoas destes mesmíssimos signos.”
Pessoas de todas as rodas de vida se interessam pela astrologia. Tanto ricos como pobres lêem diariamente seus horóscopos. Apenas nos EUA, cerca de dez milhões de pessoas seguem zelosamente a astrologia, e cerca de outros 40 milhões têm algum contato com ela. Há vinte anos atrás, podiam-se achar colunas de horóscopos em menos de cem jornais naquele país. Hoje, mais de mil jornais dos EUA as publicam.
Por que as pessoas seguem a astrologia? O interesse próprio amiúde é um fator motivador. Exemplificando: rapazes e moças com intenções românticas amiúde comparam os seus horóscopos para ver se são “feitos” um para o outro. Muitos, pela astrologia, procuram saber que passos financeiros devem dar, e quando. Na Ásia, as datas de casamento e do enterro são amiúde determinadas pela astrologia. No Oriente, tanto a época como a direção exata dos desfiles cerimoniais são com freqüência determinadas pelos astrólogos. Até muros palaciais têm sido derrubados de modo que um desfile possa seguir em alinhamento com os planetas.
Insistem os astrólogos que aquilo que fazem é realmente uma ciência. Um deles escreveu em data recente: “É o maior cabedal de conhecimentos da história humana — sem excessão.” No entanto, muitas obras de referência definem a astrologia como “pseudociência” (isto é, “falsa ou pretensa ciência”). Qual é a verdade sobre o assunto? Como é que os astrólogos fazem seus cálculos? É seu método verdadeiramente científico? A resposta a tais perguntas talvez tenha que ver com se a astrologia lhe convém.
É Científica a Astrologia?
Nos tempos antigos, pensava-se que a terra era o centro do universo. Visto que a terra executa uma rotação completa sobre seu eixo a cada 24 horas, a alguém em pé na terra pareceria que o sol, a lua e as estrelas giravam ao redor da terra.
Os astrólogos antigos concluíram que estes movimentos celestes tinham significado especial para o homem. Observaram doze grupos ou constelações particulares de estrelas, aos quais deram nomes de pessoas e de animais, tais como Leo (para leão), Taurus (para touro) e Aries (para carneiro). A suposta trajetória circular aparentemente percorrida por tais estrelas e planetas veio a ser chamada de zodíaco, que significa “[círculo] de animais (ou, de criaturas viventes)”. Sobre o zodíaco, The World Book Encyclopedia comenta: “Desde os tempos mais primitivos, os homens dividiram o zodíaco em 12 partes iguais de 30° cada uma. Tais partes são chamadas de signos do zodíaco. Há cerca de 2.000 anos atrás, cada signo recebeu o nome da constelação que ocupava sua posição.”
Por causa do movimento da terra ao redor do sol, visto da terra, parece que o sol progride de uma constelação para a outra a cada mês, fazendo um circuito completo em doze meses.
Afirmam os astrólogos que, no momento exato de nascer, a pessoa é influenciada especialmente pela constelação em que o sol aparece e também por aquela que surge, na ocasião, no horizonte oriental, no local do nascimento. Afirmam também os astrólogos que as posições dos planetas em relação às estrelas e de uns para com os outros em certas ocasiões podem influir de forma favorável ou desfavorável sobre a pessoa. Isto se dá especialmente, afirmam eles, por ocasião do nascimento. Um mapa que mostra tais posições é chamado de “horóscopo”. Supostamente, as radiações deste corpos celestes atingem as células do recém-nascido, provocando mudanças hereditárias que determinam o tipo de pessoa que será. É isso realmente verdade?
O astrônomo Dr. Bart J. Bok, da Universidade do Arizona, EUA, afirma que Não. Declarou ele:
“Estudos das estrelas e dos planetas têm mostrado que as quantidades de radiação destes corpos recebidas na cerra são infinitamente pequenas e que quaisquer efeitos gravitacionais são tão ínfimos a ponto de serem negligíveis em comparação com os dos objetos próximos.
“Além do sol, a lua é o único corpo celeste que produz regularmente uma força superior à força gravitacional produzida pelos objetos adjacentes por ocasião do nascimento. Somente nas condições mais favoráveis é que a atração gravitacional do planeta Marte pode igualar a produzida pelo médico encarregado do parto.”
Mesmo se os corpos celestes pudessem influir nas células duma pessoa e moldar sua personalidade, ocorreria isto no nascimento? Aponta o destacado genetista Amram Scheinfeld:
“A posição [do astrólogo] de que as forças cósmicas influem na personalidade do bebê no momento em que ele nasce é geneticamente insustentável. Para que tal teoria seja válida a influência sobre os genes teria de ocorrer no momento da concepção da criança, e não no seu nascimento. . . . Todos os seus mapas são planejados com nove meses de atraso.”
Por causa desta dificuldade, alguns astrólogos tentam calcular isso desde o tempo da concepção. Mas, quem pode determinar precisamente tal momento?
O Que Dizer das Datas do Zodíaco?
Há ainda outra séria dificuldade. Lembramo-nos de que as datas dos signos do zodíaco foram calculadas à base das constelações que apareciam neles há cerca de dois mil anos. Nesse tempo, por exemplo, a constelação de Áries podia ser vista na seção de “Aries” do zodíaco. O sol apareceria nesta constelação no equinócio da primavera setentrional (cerca de 21 de março) e permanecia ali por cerca de trinta dias. Os mapas do zodíaco fornecem a impressão de que isto ainda se dá, designando o período de 21 de março a 20 de abril a Áries. Mas, isto é incorreto. The World Book Encyclopedia explica porque:
“A cada ano, o sol cruza o equador a cerca de 50 segundos do arco a oeste dos pontos em que o cruzou o ano antes. Este movimento para o ocidente, dos pontos equinociais, é chamado de precessão dos equinócios. . . .
“Devido à precessão, os signos do zodíaco não mais correspondem às constelações em honra das quais foram chamados. Há mais de 2.000 anos, o sol estava na parte do céu chamada de Aries no equinócio da primavera [setentrional] e é ainda chamada de a primeira de Aries. Acha-se agora na constelação de Pisces, e se move no sentido da constelação chamada Aquarius no zodíaco.”
Assim, as datas fornecidas nos mapas do zodíaco para o aparecimento do sol nas várias constelações estão todas deslocadas uma seção, ou, como se expressa a mesma enciclopédia: “Atualmente, as estrelas de Aries se acham no signo [seção] de Taurus. As de Taurus acham-se no signo [seção] de Gemini, as de Gemini no signo [seção] de Câncer e assim por diante.” Os horóscopos baseados nas antigas datas estão inteiramente errados. Convém-lhe algo tão carente de base científica?
Origem na Religião da Antiga Babilônia
Se examinar a história da astrologia, do que fica sabendo? Onde e como se originou? Declara o Professor Morris Jastrow: “A história da astrologia pode ser rebuscada agora à antiga Babilônia, e deveras, às mais primitivas fases da história babilônica.” A respeito do zodíaco, The Century Dictionary and Cyclopedia indica: “Há forte evidência de que o zodíaco foi formado em Babilônia por volta de 2100 A. C. . . . Várias das figuras das antigas constelações têm notável caráter babilônico, . . . e quase todas podem ser explicadas pela mitologia babilônica.
Que finalidade teve a astrologia em seu início? Continua o Professor Jastrow: “Na Babilônia, bem como na Assíria, . . . a astrologia assume seu lugar no culto oficial como um dos dois meios principais à disposição dos sacerdotes . . . para assegurarem-se da vontade e da intenção dos deuses.” O sol, a lua e os planetas eram considerados os lares dos deuses babilônicos, e receberam nomes em honra deles. Os sacerdotes criam que a interpretação correta dos movimentos destes corpos revelaria o que os deuses estavam prestes a fazer. Assim, a astrologia era religiosa desde seu início. Era uma forma de adivinhação por meio de presságios.
Naturalmente, os devotos da astrologia hoje não afirmam que os planetas sejam moradas dos deuses antigos. Mas, sua fé na astrologia equivale à mesma coisa. Como assim? Bem, não se deriva a astrologia moderna dessa antiga superstição babilônica? Um ramo duma árvore não é ainda parte da árvore? Também, que diferença essencial existe entre crer que os “deuses” planetários ou as “forças” planetárias governem assuntos humanos?
Os astrólogos talvez sustentem que sua prática é uma ciência, mas temos visto que a evidência não apóia sua pretensão. O fato é que a astrologia hoje nada mais é senão um rebento moderno da religião pagã da antiga Babilônia. Deseja envolver-se em tal superstição? Se desejar, que tipo de influência ela exercerá sobre sua pessoa?
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Como pode influenciá-lo a astrologia?Despertai! — 1974 | 22 de maio
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Como pode influenciá-lo a astrologia?
SE A astrologia for verdadeiramente benéfica, deve produzir bons resultados para todos os seus aderentes. Mas, o que mostram os fatos? O astrônomo inglês, Dr. Harold Jones Spencer, declara: “Tenho recebido pilhas de cartas, muitas delas trágicas, que contam como a crença nisso [na astrologia] arruinou lares que eram felicíssimos até que um dos cônjuges começou a segui-la.”
O astrônomo Bart Bok indica outro grave problema que pode surgir quando as pessoas depositam fé na astrologia: “O perigo é que se as pessoas realmente’ crêem nela, ela os priva do poder de fazer suas próprias decisões.” Aprecia sua liberdade de pensar por si e usar seu próprio critério para decidir os assuntos? Gostaria de perder tal liberdade por permitir que estrelas e planetas sem vida e sem inteligência ditem cada passo seu?
Há, porém, objeções mais sérias à astrologia. Quais poderiam ser?
Qual É o Conceito de Deus Sobre a Astrologia?
Observamos que a astrologia é uma forma de adivinhação e também envolve procurar presságios. O conceito de Deus sobre tais coisas acha-se expresso em Deuteronômio 18:10, 12: “Não se deve achar em ti alguém que . . . empregue adivinhação, alguém praticante de magia ou quem procure presságios . . . Pois, todo aquele que faz tais coisas é algo detestável para Jeová.”
Considere o que aconteceu ao reino de dez tribos de Israel quando “começaram a curvar-se diante de todo o exército dos céus”, nos dias do Rei Oséias. Lemos: “Por isso Jeová ficou muito irado com Israel, de modo que os removeu da sua vista”, fazendo com que fossem para o cativeiro na Assíria em 740 A. E. C. — 2 Reis 17:16, 18.
Contraste com isto o proceder do Rei Josias, de Judá, que “acabou com a atividade . . . dos que faziam fumaça sacrificial a Baal, ao sol, e à lua, e às constelações do zodíaco”. A ação de Josias foi mencionada como sendo algo “direito aos olhos de Jeová”, e Deus o abençoou por isso. (2 Reis 23:5; 22:2) Deseja também granjear a aprovação de Jeová Deus? Poderia fazer isso por se empenhar numa prática que o tornaria “detestável” perante Ele?
Aconselha a Palavra de Deus: “Confia em Jeová de todo o teu coração e não te estribes na tua própria compreensão. Nota-o em todos os teus caminhos, e ele mesmo endireitará as tuas veredas.” (Pro. 3:5, 6) Poderia realmente depositar sua confiança em Jeová e, ao mesmo tempo, crer em algo que Ele condena em sua Palavra?
Inspiradas por Quem as Profecias?
É verdade que os astrólogos fizeram algumas predições que se cumpriram. Significa isso que a astrologia seja realmente boa? que possa trazer benefícios às pessoas? A lei de Deus, fornecida ao antigo Israel, reconhecia que até mesmo um falso profeta poderia fazer predições exatas de vez em quando. (Deu. 13:1-3) O que lhes dava tal habilidade de fazê-lo?
Naturalmente, algumas coisas podem ser simples coincidências. Outras vezes, a linguagem dos astrólogos é tão ambígua que poderia ser aplicada a quase tudo. Mas, sabia que a Bíblia não elimina a possibilidade de os astrólogos obterem conhecimento sobrenatural? Como poderia ser isso?
A Bíblia associa a adivinhação e a procura de presságios com o espiritismo. (Deu. 18:10, 11) Quem pratica tais coisas pode ficar sob a influência de “forças espirituais iníquas”. (Efé. 6:12) Poderiam tais forças demoníacas transmitir o conhecimento de eventos futuros a alguém aqui na terra?
Interessante é que lemos na Bíblia sobre uma moça que “costumava fornecer muito ganho a seus amos por praticar a arte do vaticínio”. Pelo que parece, cumpriram-se algumas das coisas que tal jovem predisse, como se dá com certas predições dos astrólogos hodiernos. Mas, quem era responsável pelas habilidades de vaticínio de tal jovem? A Bíblia declara que estava sob a influência de “um espírito, um demônio de adivinhação”. — Atos 16:16.
A conexão entre o espiritismo e a astrologia é igualmente clara hoje. “Estava e ainda está intimamente relacionada a outras pseudociências e superstições, tais como a quiromancia, numerologia, e o uso de encantamentos e mágica”, afirma The World Book Encyclopedia. Assim, a astróloga Sybil Leek afirma ser feiticeira. E, em adição às suas habilidades astrológicas, Maurice Woodruff declara que é clarividente e tem percepção extra-sensorial (PES).
Assim, é a influência dos espíritos iníquos ou demônios, e não o método de adivinhação em si (neste caso, a astrologia), que é responsável por ocasionais predições exatas feitas por astrólogos. Mostrando que o método particular de adivinhação (se pela astrologia, lançar sortes ou outro método) não é realmente importante, há o comentário do Professor L. A. Waddell:
“Ao registrar várias formas em que se praticava a adivinhação no Tibete, um observador medieval chinês escreveu: ‘Sem considerar a variedade de seus métodos de adivinhação, e sua imperícia no seu modo de exame, são bem amiúde surpreendentemente exatos.’ Esta crítica ainda é valida.”
Mas, apesar de certo grau de exatidão, decididamente a maioria das predições astrológicas deixam de cumprir-se. Por exemplo: os astrólogos predisseram enchentes globais para os anos de 1186 e 1524, mas não ocorreram tais enchentes. Em 1939, os principais astrólogos britânicos disseram que não haveria nenhuma guerra e, quando essa predição falhou, predisseram que a guerra terminaria no fim do ano seguinte, com a derrota de Hitler. Mas, a Segunda Guerra Mundial se arrastou até 1945. Mais recentemente, os astrólogos hindus predisseram que o mundo terminaria em princípios de fevereiro de 1962. Hindus devotos ficaram de vigília a noite toda, na expectativa disso. Mas, de novo, nada aconteceu.
Foi feita uma enquete sobre as predições dos três mais populares astrólogos da Grã-Bretanha em 1941. O que revelaram? Um deles estava certo em apenas doze vezes em trinta; o segundo, nove vezes em trinta, e o terceiro só fez quatro predições corretas em trinta tentativas.
A astrologia não pode fornecer visão fidedigna quanto à própria pessoa ou ao futuro. Não é a matéria sem vida, que gira no espaço sideral, e sim o “Deus vivente”, Jeová, que declara “desde o princípio . . . o final” e que assim pode dizer à humanidade o que o futuro lhe reserva. Faz isso em sua Palavra escrita, a Bíblia. (1 Tim. 4:10; Isa. 46:10) É também esta Palavra do Deus vivo, e não os astrólogos adivinhos, que “é capaz de discernir os pensamentos e as intenções do coração” e que, assim, pode ajudá-lo a entender o que o motiva e o que lhe trará verdadeiro êxito. — Heb. 4:12.
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