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  • Babilônia (Cidade)
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • alma humana. Nergal era seu deus do submundo, a “terra sem retorno”, e sua esposa, Eres-Quigal era sua soberana.

      Os babilônios desenvolveram a pseudociência da astrologia, no esforço de descobrir o futuro do homem nas estrelas. (Veja ASTRÓLOGOS.) A magia, a feitiçaria e a astrologia desempenhavam parte destacada em sua religião. (Isa. 47:12, 13; Dan. 2:27; 4:7) Muitos corpos celestes, por exemplo, os planetas, receberam nomes segundo os deuses babilônios. No quarto século E.C., Epifânio opinou que foi ‘Ninrode quem estabeleceu as ciências da magia e da astronomia’. A adivinhação continuou a ser um componente básico da religião babilônica nos dias de Nabucodonosor, que a usava para fazer decisões. — Eze. 21:20-22.

      MILENAR INIMIGA DE ISRAEL

      A Bíblia tece muitas referências à cidade de Babilônia, começando com o relato de Gênesis sobre a cidade original de Babel. (Gên. 10:10; 11:1-9) Incluído no despojo tomado de Jericó por Acã havia “um manto oficial de Sinear”. (Jos. 7:21) Depois da queda do reino setentrional de Israel, em 740 A.E.C., foram trazidas pessoas de Babilônia para substituir os cativos israelitas. (2 Reis 17:24, 30) Ezequias cometeu o erro de mostrar aos mensageiros de Babilônia os tesouros de sua casa; estes mesmos tesouros, bem como alguns dos “filhos” de Ezequias, foram mais tarde levados para Babilônia. (2 Reis 20:12-18; 24:12; 25:6, 7) O Rei Manassés (716-661 A.E.C.) também foi levado cativo para Babilônia, mas, por se ter humilhado, Jeová o restaurou ao seu trono. (2 Crô. 33:11) Sob Nabucodonosor, Babilônio, era um “copo de ouro”, na mão de Jeová, para derramar sua indignação contra as infiéis Judá e Jerusalém. O Rei Nabucodonosor levou os preciosos utensílios da casa de Jeová para Babilônia, junto com milhares de cativos. — 2 Reis 24:1 a 25:30; 2 Crô. 36:6-20; Jer. 25:17; 51:7.

      No livro de Daniel se recontam as experiências de Daniel e de seus três companheiros no cativeiro babilônico, inclusive a interpretação dos sonhos do rei e o recebimento de visões. Os livros de Esdras e de Neemias contam como cerca de 50.000 saíram do cativeiro junto com Zorobabel e Jesua, em 537 A.E.C., e sobre outros 1.800 junto com Esdras, em 468. Os utensílios do templo foram restaurados a Jerusalém. (Esd. 2:64-67; 8:1-36; Nee. 7:6, 66, 67) Em 455 A.E.C. o rei persa Artaxerxes I, também chamado de “rei de Babilônia”, comissionou Neemias a ir a Jerusalém como governador e reconstruir suas muralhas. (Nee. 2:7, 8) Mordecai era descendente de um benjamita que foi levado cativo para Babilônia. — Ester 2:5, 6.

      As Escrituras Gregas Cristãs contam como Jeconias (Joaquim), levado prisioneiro para Babilônia, foi um elo na linhagem até Jesus. (Mat. 1:11, 12, 17) A primeira carta canônica do apóstolo Pedro foi escrita de Babilônia. (1 Ped. 5:13) Esta “Babilônia” era a cidade às margens do Eufrates, e não Roma, conforme alguns afirmam. — Veja PEDRO, CARTAS DE.

      “Babilônia, a Grande” acha-se incluída entre os simbolismos do livro de Revelação. Ali, ela é descrita como “a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra” (17:5) e como fazendo “todas as nações beber do vinho da ira da sua fornicação”. (14:8) É-lhe dado o “copo do vinho da ira” do furor de Deus (16:19); “numa só hora” chega seu julgamento (18:10); os dez chifres da fera cor de escarlate desmontam-na da fera, desnudam-na, comem suas partes carnudas e a queimam por completo. (17:16) Ela é lançada para baixo num lance rápido, como uma grande mó. (18:21) Assim, a desolação de “Babilônia, a Grande” torna-se tão completa como a daquela iníqua cidade nas margens do rio Eufrates. — Veja BABILÔNIA, A GRANDE.

  • Babilônia (País)
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • BABILÔNIA (PAÍS)

      Aquela terra antiga no baixo vale mesopotâmico através do qual correm os rios Tigre e Eufrates, e que corresponde à parte sudeste do moderno Iraque. Estende- se por cerca de 48 km a O do Eufrates, sendo contígua ao deserto da Arábia. A leste do Tigre, é limitada pelas colinas da Pérsia; a SE, pelo golfo Pérsico. Seu limite norte é um limite natural, assinalado por observável aumento da altitude próximo de Bagdá. Aqui no N os dois rios se aproximam a uns 40 km um do outro. A planície se estende por cerca de 400 km ao S, e tem uns 160 km de largura em seu ponto mais amplo. Esta área de uns 20.720 km2 tem um tamanho similar ao estado de Nova Jersey, E.U.A., ou de Sergipe, Brasil. Esta região é tão plana que, do limite norte até o golfo existe um declive de apenas 38 m no nível dos rios.

      Às vezes os historiadores subdividem a região de Babilônia, chamando a parte setentrional de Acade e a parte sul de Suméria ou Caldéia. Originalmente este território foi designado nas Escrituras como a “terra de Sinear”. (Gên. 10:10; 11:2) Mais tarde, quando os regentes dominantes fizeram da cidade de Babilônia a sua capital, era conhecida como a região ou país de Babilônia. Visto que as dinastias caldéias às vezes a dominavam, era também chamada de “a terra dos caldeus”. (Jer. 24:5; 25:12; Eze. 12:13) Algumas das antigas cidades do país de Babilônia eram Adabe, Acade, Babilônia, Borsipa, Ereque, Quis, Lágaxe, Nipur e Ur.

      Composta de depósitos de aluvião resultantes das inundações causadas pelos dois grandes rios, a terra, como um todo, era bastante fértil. Extensivo sistema de canais, tanto para irrigação como para drenagem, tornava possível produzir safras colossais de cevada, milho, tâmaras, figos e romãs.

      A escavação arqueológica feita aqui no berço da civilização trouxe à luz muitos fatos interessantes sobre povos do passado, e seu modo de vida. O deciframento de milhares de tabuinhas de argila e de inscrições revela que as pessoas, há muito, faziam contratos, assinavam arrendamentos e comercializavam com outras nações. Possuíam um sistema de pesos e medidas, e tinham conhecimento da ciência da matemática. A astronomia, embora explorada pelos astrólogos adoradores de demônios, conseguia, mesmo assim, manter um registro do tempo e do movimento dos corpos celestes, e, destarte, desenvolveram-se calendários úteis.

      Por volta da primeira metade do oitavo século A.E.C., um rei assírio chamado Tiglate-Pileser III (Pul) regia o país de Babilônia. (2 Reis 15:29; 16:7; 1 Crô. 5:26) Mais tarde, durante o reinado de Sargão II, um caldeu chamado Merodaque-Baladã proclamou-se rei da cidade de Babilônia, com o apoio de Elão e de alguns arameus, mas, depois de alguns anos, foi expulso por Sargão. Senaqueribe, ao suceder a Sargão II, enfrentou outra revolta babilônica liderada por Merodaque-Baladã. Depois da tentativa frustrada de Senaqueribe de capturar Jerusalém em 732 A.E.C., Merodaque-Baladã enviou emissários a Ezequias, de Judá, possivelmente para conseguir apoio contra a Assíria. (Isa. 39:1, 2; 2 Reis 20:12-18) Alguns anos depois, Senaqueribe expulsou Merodaque-Baladã e fez-se coroar regente da cidade de Babilônia, posição que reteve até à morte. Seu filho, Esar-Hadom, reconstruiu a cidade de Babilônia; este, por sua vez, foi sucedido por Assurbanipal, que governou o país de Babilônia através dum vice-rei. Após a morte de Assurbanipal, os babilônios cerraram fileiras em torno de Nabopolassar, e lhe concederam a realeza. Isto, então, foi o começo da dinastia neobabilônica, que devia continuar até Belsazar.

      Evidentemente, em 632 A.E.C., a Assíria foi subjugada por esta nova dinastia caldéia, com a ajuda dos aliados medos e citas. Em 625, o filho de Nabopolassar derrotou o Faraó Neco, do Egito, na batalha de Carquemis, e, mais tarde nesse ano, assumiu as rédeas do governo como Nabucodonosor II. (Jer. 46:1, 2) Em 620, compeliu Jeoiaquim a pagar-lhe tributo, mas, depois de dois anos, Jeoiaquim se revoltou. Em 618, ou durante o terceiro ano de Jeoiaquim como regente tributário, Nabucodonosor subiu contra Jerusalém. (2 Reis 24:1; 2 Crô. 36:6) No entanto, antes que pudesse ser vencido pelos babilônios, Jeoiaquim morreu. Joaquim, tendo sucedido a seu pai, rapidamente se entregou e foi levado cativo para Babilônia, junto com os demais nobres, em 617. (2 Reis 24:12) Zedequias foi em seguida designado para o trono de Judá, mas também se rebelou; e, em 609, os babilônios cercaram de novo Jerusalém e finalmente romperam suas muralhas em 607 A.E.C. — 2 Reis 25:1-10; Jer. 25:3-12.

      Pelo menos uma tabuinha cuneiforme foi encontrada, referindo-se a uma campanha contra o Egito, no 37.° ano de Nabucodonosor (588/587 A.E.C.) Esta pode ter sido a ocasião em que o poderoso Egito veio a ficar sob controle babilônico, segundo predito pelo profeta Ezequiel, evidentemente no ano 591 A.E.C. (Eze. 29:17-19) Por fim, depois dum reinado de 43 anos, que incluía tanto a conquista de muitas nações como um grandioso programa de edificações na própria Babilônia, Nabucodonosor II morreu, e foi sucedido por seu filho, Evil-Merodaque (Amel-Marduque), em 581. Este novo regente mostrou bondade para com o cativo Rei Joaquim. (2 Reis 25:27-30) O período seguinte da história babilônica é bastante obscuro. Informações históricas mais completas acham-se disponíveis quanto a Nabonido e seu filho, Belsazar, que evidentemente atuavam como co-regentes na época da queda de Babilônia.

      Já então os medos e os persas, sob o comando de Ciro, o Grande, marchavam para assumir o controle de Babilônia, e tornarem-se a quarta potência mundial. Na noite de 5/6 de outubro de 539 A.E.C. (calendário gregoriano), apoderaram-se de Babilônia, e Belsazar foi morto. Dentro de dois anos, Ciro expediu seu famoso decreto que permitia que cerca de 50.000 cativos retornassem a Jerusalém. Cerca de duzentos anos depois, o domínio persa sobre o país de Babilônia chegou ao fim quando Alexandre Magno capturou a cidade de Babilônia, em 331. Em meados do segundo século A.E.C., os partos, sob seu rei, Mitridates I, detinham o controle sobre a região de Babilônia. Visto

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