BIBLIOTECA ON-LINE da Torre de Vigia
BIBLIOTECA ON-LINE
da Torre de Vigia
Português (Brasil)
  • BÍBLIA
  • PUBLICAÇÕES
  • REUNIÕES
  • w77 1/3 pp. 129-132
  • Autodomínio — salvaguarda contra o desastre

Nenhum vídeo disponível para o trecho selecionado.

Desculpe, ocorreu um erro ao carregar o vídeo.

  • Autodomínio — salvaguarda contra o desastre
  • A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1977
  • Matéria relacionada
  • “Supri . . . ao vosso conhecimento, o autodomínio”
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
  • Autodomínio — por que é tão importante?
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1991
  • Cultivemos o fruto do autodomínio
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1991
  • O valor e a necessidade do autodomínio
    A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1970
Veja mais
A Sentinela Anunciando o Reino de Jeová — 1977
w77 1/3 pp. 129-132

Autodomínio — salvaguarda contra o desastre

O HOMEM e a mulher estavam juntos. Ele trabalhava por alguns dias num conserto da casa dela. Ambos eram membros da congregação cristã. A mulher era infeliz no seu casamento. Começou a contar suas mágoas e problemas ao homem. Ele sentiu compaixão, e, enquanto tentou dar-lhe conselho e consolo, pôs o braço em volta dos ombros dela. Seguiram-se outras intimidades, e não demorou muito até que ambos se viram envolvidos em adultério.

Estes dois não haviam nem planejado, nem tramado, cometer tal pecado. Até aquele momento, ambos haviam levado uma vida de boa moral e haviam andado de modo cristão. Era falta de amor à Palavra de Deus ou de normas corretas de moral? Não em primeiro lugar. Era a falta de AUTODOMÍNIO.

O autodomínio é um dos frutos do espírito de Deus. O autodomínio do cristão não é inerente, mas é dirigido pelo seu conhecimento de Deus e da Palavra deste. Foi por isso que o apóstolo Pedro admoestou: ‘Supri ao vosso conhecimento o autodomínio.’ — 2 Ped. 1:5, 6.

Numa lista dos nove frutos do espírito, o amor vem em primeiro lugar, na frente do autodomínio. (Gál. 5:22, 23) Naturalmente, se o amor sempre operar de modo perfeito e constante no cristão, ele também exercerá sempre o autodomínio. Mas, visto que todos, inclusive os cristãos, são imperfeitos, o autodomínio é uma faceta da personalidade cristã que precisa de constante vigilância.

A falta de autodomínio pode levar a um desastre. Alguém pode ter alegria, paz, longanimidade, benignidade, bondade, fé e brandura. Pode tê-los praticado sempre. Mas, perdendo o autodomínio, ele pode temporariamente perder também todas estas outras qualidades. Neste ínterim, pode causar dano irreparável à sua própria vida e à de outros.

Por isso, os cristãos oram para ter autodomínio. Senão, poderão cair numa armadilha. Cada um tem o pecado operando na sua carne, de modo que ‘nem sempre pratica o que quer; porém, muitas vezes faz aquilo que odeia’. (Rom. 7:15) Por causa desta condição lamentável, o apóstolo Paulo disse: “Amofino o meu corpo e o conduzo como escravo, para que, depois de ter pregado a outros, eu mesmo não venha a ser de algum modo reprovado.” — 1 Cor. 9:27.

Foi por isso que Jesus incluiu na oração que ensinou aos seus discípulos a súplica: “Não nos leves à tentação.” (Mat. 6:13) Deus não tenta a ninguém a fazer o que é mau. Mas, Ele sabe que, quando o cristão faz algo de errado, raras vezes é o caso de ele estar completamente ignorante do erro de suas ações. A pessoa costuma saber que aquilo que faz desagrada a Deus. Quando tentado ao pecado, é provável que pense: O que pensa Deus disso? Que efeito terá isso sobre a minha relação com Deus ou com a congregação cristã? Como afetará minha família? Vituperarão minhas ações o nome de Deus e o de Cristo ou a mim mesmo e a congregação? Ele acatará estes pensamentos de advertência ou então os relegará a segundo plano e se entregará ao pecado.

Portanto, quando o cristão ora: “Não nos leves à tentação”, ele pede que Deus se lembre dele numa ocasião de prova e lhe lembre as fortes advertências da Bíblia — de erguer sinais claros e inconfundíveis de “Pare!” ao longo do caminho. Pede que, caso comece a fraquejar, Deus o faça cair em si e o faça parar. Deus não vai fazê-lo parar à força, interferindo assim na liberdade de escolha, mas, por fortificar a mente da pessoa com pensamentos certos, que procedem da sabedoria divina, Jeová ‘lhe provê a saída, a fim de que possa agüentar a tentação’. — 1 Cor. 10:13.

Se o cristão deixar de recorrer a Deus, com a essência desta súplica de oração no coração, entrará em operação o princípio: “Cada um é provado por ser provocado e engodado pelo seu próprio desejo. Então o desejo, tendo-se tornado fértil, dá à luz o pecado.” (Tia. 1:14, 15) A pessoa tentada ficará irresistivelmente engodada ao ponto em que lança fora toda a cautela e todos os princípios, e se entrega à ação pecadora “igual ao touro que chega ao abate”. (Pro. 7:22) Isto é o que o Diabo quer. (1 Ped. 5:8) Mas, Deus apoiará o cristão que orar em tempo de tensão, dando-lhe o poder do autodomínio.

Em certa ocasião, Deus poupou Davi a uma grande calamidade, por restabelecer o autodomínio de Davi. Neste caso, Deus usou um agente humano, uma mulher, a fim de apelar para Davi, para se desviar de um proceder precipitado. Esta mulher foi Abigail. Davi e seus homens, proscritos pelo iníquo Rei Saul, haviam protegido os pastores e os rebanhos do marido de Abigail, Nabal, homem rico. Quando Davi enviou uma delegação, solicitando gêneros alimentícios, Nabal os ultrajou. Por causa da ação insensata e feroz de Nabal, Davi, muito irado, estava em caminho para exterminar a casa de Nabal, porém, Abigail se encontrou com ele no caminho e rogou para que deixasse o assunto entregue a Jeová, em vez de fazer vingança pelas suas próprias mãos.

Davi viu o desastre em que sua ira estava para lançá-lo e respondeu: “Bendito seja Jeová, o Deus de Israel, que te enviou neste dia ao meu encontro! E bendita seja a tua sensatez, e bendita sejas tu que neste dia me contiveste de entrar em culpa de sangue.” — 1 Sam. 25:2-35.

Imagine que desastre Davi teria causado para si mesmo, se Deus não o tivesse ajudado a recuperar o autodomínio, na sua pressa de massacrar os homens da casa de Nabal! E, nos atuais tempos corrutos, o autodomínio é igualmente vital para o cristão. Os jovens que procuram viver segundo as normas cristãs entram constantemente em associação com aqueles, cujas práticas más são coisa corriqueira. Essas pessoas não têm autodomínio e exercem forte pressão sobre o jovem cristão, a fim de induzi-lo a usar drogas ou a se empenhar em imoralidade, insubordinação, vandalismo e violência. Sim, jovens e idosos, a perda do autodomínio por parte do cristão pode levar a um ato que arruinaria a vida dele e prejudicaria seriamente os outros. Num instante, poderia lançar uma mancha sobre a sua reputação cristã e deixar uma cicatriz na sua consciência.

Assim como se dá com os outros frutos do espírito, o autodomínio precisa ser desenvolvido pelo estudo da Palavra de Deus e pela aplicação das ordens Dele. O autodomínio mantém o equilíbrio e realça as outras qualidades cristãs. Este mundo, pelo “desejo da carne, e o desejo dos olhos, e a ostentação dos meios de vida da pessoa”, apela fortemente para a “velha personalidade que se conforma ao [nosso] procedimento anterior e que está sendo corrompida segundo os seus desejos enganosos”, da velha personalidade. (1 João 2:16; Efé. 4:22) Por este motivo, os verdadeiros cristãos reconhecem a grande importância de desenvolverem a salvaguarda fidedigna: o autodomínio.

[Capa na página 129]

[Endereço da filial]

    Publicações em Português (1950-2026)
    Sair
    Login
    • Português (Brasil)
    • Compartilhar
    • Preferências
    • Copyright © 2025 Watch Tower Bible and Tract Society of Pennsylvania
    • Termos de Uso
    • Política de Privacidade
    • Configurações de Privacidade
    • JW.ORG
    • Login
    Compartilhar