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O valor e a necessidade do autodomínioA Sentinela — 1970 | 1.° de fevereiro
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algum modo” em vão. A falta de autodomínio iniciou a raça humana no caminho do pecado e da morte, e causou a queda de muitos dos servos de Jeová e a sua desgraça. Mas é possível exercê-lo, conforme demonstrado por muitos personagens bíblicos fiéis. Especialmente quando se trata de prazeres, de coisas de que gostamos, tais como a comida e a bebida, o sexo e a recreação, precisamos de autodomínio ao querermos fazer o que é sábio, amoroso e direito.
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“Supri . . . ao vosso conhecimento, o autodomínio”A Sentinela — 1970 | 1.° de fevereiro
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“Supri . . . ao vosso conhecimento, o autodomínio”
“Por esta mesma razão, por contribuirdes em resposta todo esforço sério, supri à vossa fé a virtude, à vossa virtude, o conhecimento, ao vosso conhecimento, o autodomínio.” — 2 Ped. 1:5, 6.
1, 2. (a) Por que é tão apropriada a admoestação de Pedro, de suprirmos ao nosso conhecimento o autodomínio? (b) Por que não é fácil exercer autodomínio?
A PALAVRA de Deus dá muita ênfase a obtermos o conhecimento contido nela. Tal conhecimento é indispensável para obtermos a vida eterna, assim como Jesus disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” (João 17:3) Mas, conforme acabamos de ver, o conhecimento sem o autodomínio não nos dará vida, e por isso o apóstolo Pedro nos aconselha bem apropriadamente: “Por esta mesma razão, por contribuirdes em resposta todo esforço sério, supri à vossa fé a virtude, à vossa virtude, o conhecimento, ao vosso conhecimento, o autodomínio.” — 2 Ped. 1:5, 6.
2 Pode-se dizer que tão grandes como são o valor e a necessidade de autodomínio, é também o esforço para tê-lo. Por quê? Por que precisam até mesmo cristãos maduros tomar precauções para ‘andarem dum modo digno de Deus’, embora se admita que para alguns significa esforço maior do que para outros? (1 Tes. 2:12) Porque, sob as condições atuais, aderir ao proceder de retidão é exatamente o oposto a seguir a lei do menor esforço, o que, por sua vez, se deve aos três adversários que confrontam a nós cristãos, a carne, o mundo e o Diabo.
3. Que adversário dentro de nós torna o autodomínio difícil, conforme se vê em que testemunho bíblico?
3 Em primeiro lugar, há todas as tendências decaídas, herdadas, da carne. Sim, do mesmo modo como herdamos diversas debilidades físicas de nossos antepassados, herdamos também fraquezas morais ou falhas na personalidade. Não podemos escapar do fato de que “os pais foram os que comeram a uva verde, mas foram os dentes dos filhos que ficaram embotados”. Conforme o próprio Jeová disse a respeito da humanidade logo após o Dilúvio: “A inclinação do coração do homem é má desde a sua mocidade.” E parece que quanto mais dotada ou vigorosa é a personalidade, tanto mais difícil é para o seu possuidor exercer autodomínio; este é um fato comprovado inúmeras vezes não só pela história secular, mas também pelos exemplos bíblicos. O problema que todos os servos de Jeová têm para exercer autodomínio é especialmente bem declarado pelo apóstolo Paulo: “Pois eu sei que em mim, isto é, na minha carne, não mora nada bom; porque a capacidade de querer está presente em mim, mas a capacidade de produzir o que é excelente não está presente. Pois o bem que quero, não faço, mas o mal que não quero, este é o que pratico.” Não há dúvida sobre isso, Paulo reconheceu que tinha de travar uma luta para exercer autodomínio. Mas, tanto de suas próprias palavras como do registro de suas atividades se torna claro que nunca cessou de guerrear contra as fraquezas da carne e que elas não chegaram a dominá-lo, senão nunca poderia ter escrito: “De modo algum damos qualquer causa para tropeço, para que não se ache falta no nosso ministério.” Ele amofinava seu corpo, mantendo-o sob controle. Pode-se dizer que, por continuarmos na nossa guerra contra o egoísmo, contra a falta de autodomínio em coisas pequenas, é pouco provável que façamos outros tropeçar por cedermos a graves pecados. — Jer. 31:29; Gên. 8:21; Rom. 7:18, 19; 2 Cor. 6:3; 1 Cor. 9:27; Sal. 51:5; Mar. 14:72.
4, 5. (a) Que adversários visíveis temos de enfrentar em nossos esforços de exercer autodomínio? (b) Que adversários invisíveis temos?
4 E em segundo lugar, temos em oposição aos nossos esforços de exercer autodomínio este sistema iníquo de coisas composto de homens ateus, egoístas. Eles se esforçam a explorar-nos por apelar para as nossas fraquezas para o seu próprio proveito pessoal. (1 João 2:15, 16) É do interesse deles que cedamos às nossas paixões, excedendo-nos na comida e na bebida, empenhando-nos na conduta desenfreada, lendo literatura lasciva, assistindo a filmes imorais, ficando fanáticos nos esportes ou sobrecarregando-nos desnecessariamente de dívidas, por comprarmos coisas que realmente não nos podemos dar ao luxo de comprar. E depois há o exemplo dos em volta de nós, que cedem a tais tentações.
5 Em terceiro lugar, temos de lidar com os que exercem controle invisível sobre este sistema iníquo de coisas, Satanás, seu deus, junto com os seus demônios. (2 Cor. 4:4; Efé. 6:12) Ele conseguiu fazer que Eva agisse sem autodomínio e tentou fazer o máximo para fazer Jesus agir de modo similar. (Mat. 4:1-10) Nunca nos devemos esquecer que não temos de lidar apenas com adversários visíveis, mas, acima de tudo, com invisíveis, o chefe dos quais “anda em volta como leão que ruge, procurando a quem devorar”. — 1 Ped. 5:8.
O ESPÍRITO E A PALAVRA DE DEUS, NOSSOS AJUDADORES
6. (a) Que força poderosa proveu Jeová para nos auxiliar a adquirir autodomínio? (b) De que modo, especialmente, se pode obter esta força?
6 Mas, assim como há poderosas forças operando contra exercermos autodomínio, há ajudas ainda mais poderosas para nos auxiliar a exercê-lo, sendo que os principais são o espírito santo de Deus e a Sua Palavra. Conforme lemos: “Não por força militar, nem por poder, mas por meu espírito”, diz Jeová. (Zac. 4:6) Quão grande é a ajuda do espírito santo de Deus no exercício do autodomínio é esclarecido por Paulo: “Persisti em andar por espírito, e não executareis nenhum desejo carnal.” ISTO é autodomínio! Mais do que de qualquer outro modo, este espírito santo pode ser adquirido por se assimilar regular e seriamente a Palavra de Deus, cheia do espírito. De Gênesis a Revelação, ela está cheia de admoestação direta e indireta para se exercer autodomínio. Conforme vimos, ela nos dá muitos exemplos de aviso contra o dano causado pela falta de autodomínio e muitos bons exemplos mostrando a sabedoria de se exercer autodomínio, bem como as recompensas disso. — Gál. 5:16.
7-9. (a) Que conselho nos dá a Palavra de Deus quanto a controlarmos os nossos pensamentos? (b) Nosso espírito ou emoções? (c) Nossas afeições, nossos anseios ou nossos desejos?
7 Entre as coisas que a Palavra de Deus nos aconselha diretamente é que devemos controlar nossos pensamentos. Devido às fraquezas herdadas e às condições imperfeitas e iníquas ao redor de
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