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  • O que deve saber sobre pneus
    Despertai! — 1973 | 8 de março
    • O que deve saber sobre pneus

      DÁ-SE conta de que o único contato de seu carro com o solo é através dos pneus? Não só eles servem para amaciar a rodagem; são vitais em frear e em orientar o carro. Mas, o que acontece quando os pneus estão defeituosos?

      Daí, talvez resultem acidentes de trânsito; com efeito, grande porcentagem dos acidentes de carro são atribuídos a pneus defeituosos. Quando considera que centenas de mortes ocorrem no trânsito a cada dia através do mundo, pode ver quão vitais são seus pneus. O que sabe sobre eles e sobre como cuidar deles?

      Fabricação

      O principal ingrediente dos pneus é a borracha, a maior parte da qual hoje é sintética. Nos EUA, cerca de 60 por cento de toda borracha usada vai para pneus e câmaras-de-ar. No entanto, a borracha dos pneus recebe vários aditivos, os básicos sendo os seguintes:

      Enxofre, para ajudar a vulcanizar ou curar a borracha. O negro do carvão, para dar força e dureza em resistir à abrasão. Óleos e alcatrão, para tornar a borracha maleável e para ajudar a se misturar e combinar. Antioxidantes e antiozonizadores, para resistir aos efeitos prejudiciais da luz solar e do ozônio, e, assim, dar maior durabilidade ao pneu.

      O pneu moderno também contém tecido, usualmente raiom ou nylon. A borracha composta é impregnada no tecido por meio de grandes cilindros, produzindo o tecido revestido de borracha. Se o pneu fosse feito apenas de borracha, não poderia suportar as tremendas pressões e o calor gerados pelas altas velocidades nas estradas. Ficaria contorcido e cederia.

      Portanto, a carcaça, ou corpo do pneu, é feita de uma camada após outra de tecido impregnado de borracha. Cada camada é uma lona. O pneu de duas lonas tem duas camadas de tecido ou tela, o pneu de quatro lonas tem quatro camadas. A banda de rodagem de borracha é aplicada posteriormente.

      A banda de rodagem é a parte do pneu que entra em contato com a estrada. Sua forma é resultado de cuidadosos estudos científicos. A banda precisa aderir à estrada nas curvas e nas freagens, mesmo em tempo molhado.

      Se examinar a banda de rodagem dum pneu, notará que possui sulcos bastante amplos que se estendem por toda a banda; possui também cortes menores, sulcos em forma de anzóis, colocados em ângulo para com os sulcos maiores. Este formato é especialmente eficaz no tempo chuvoso. Os sulcos em forma de anzóis agem como pequenos limpadores, limpando a água da estrada e lançando-a nos sulcos maiores, de onde pode ser escoada.

      Diferentes Formatos e Recauchutagem

      Há dois tipos básicos de pneus. O enviesado ou de lona transversal, e o de lona radial. O enviesado é o mais familiar nos EUA e no Brasil, ao passo que os radiais têm sido padrão na Europa já por quinze anos, e crescem de popularidade nos EUA e no Brasil. A principal diferença entre os dois, como o nome sugere, é na forma em que as lonas são situadas.

      As camadas de tecido do pneu transversal são colocadas em diagonal para com a banda de rodagem e transversalmente uma para com a outra. No pneu cinturado transversal, um cinturão de material, usualmente fibra de vidro, é adicionado à banda. Este cinturão fornece aprimorada maleabilidade e tração, e da vida mais longa ao pneu, por impedir que a banda se contorça na estrada. Dos carros estadunidenses de 1970, 85 por cento estavam equipados com estes novos pneus cinturados transversais, ao passo que dois anos antes apenas alguns deles o foram.

      No pneu radial, as camadas de tecido correm em ângulos retos para com a banda. Daí, um cinturão adicional, feito de tecido ou de aço, é ajustado como uma cinta ao redor do pneu, sob a banda de rodagem, dando-lhe rigidez. A inteira largura da banda, portanto, entra em contato com a estrada a todo o tempo, resultando em menos desgaste da banda de rodagem.

      Um recauchutado é um pneu gasto que recebeu novo cauchu vulcanizado. O processo se inicia com cuidadosa inspeção do pneu, para assegurar-se de que as telas não tenham sofrido danos. O pneu é então levado a uma máquina polidora a fim de se remover toda a velha banda, deixando intata a carcaça. A carcaça é, a seguir, aspergida com uma solução de borracha. Uma máquina aplica então uma camada de cauchu, que se fixa à antiga carcaça. Por fim, o pneu é colocado num molde e curado por uma hora, mais ou menos. Esta é uma forma menos onerosa de se conseguir um pneu razoavelmente bom.

      Cuidado dos Pneus

      O serviço mais importante que pode prestar a seus pneus é a inflação adequada. Isto estenderá sua vida, lhe economizará dinheiro, bem como aumentará a segurança deles. O seu manual de proprietário lhe dá a recomendação da pressão da inflação.

      A subinflação é uma das principais causas da vida curta dos pneus. Quando o pneu está subinflado, isto provoca excessiva flexão, que gera o calor e enfraquece o pneu. Os estudos revelam que o pneu que contém dezoito libras de pressão, mas que deveria conter vinte e cinco libras, só durará a metade de sua vida normal! Se a pessoa tem usado seus pneus de forma subinflada, a banda de rodagem se gastará mais perto das extremidades do que no meio. Por outro lado, a banda se gastará mais no meio do que nos extremos se o pneu estiver superinflado.

      É importante verificar a pressão dos pneus com regularidade; até o tempo influi nela. O pneu perderá cerca de uma libra de pressão para cada seis graus centígrados de temperatura a menos. Talvez seja insensato confiar no medidor de pressão da bomba nos postos de serviço; amiúde são inexatos. Um pequeno medidor de pressão de pneus é barato, e pode ser mantido no seu porta-luvas.

      Os pneus devem ser examinados quando frios, isto é, antes que tenham rodado mais de um quilômetro e meio. Isto se dá porque a pressão aumentará com a rodagem. O pneu subinflado, quando frio, registrará, talvez, uma pressão superior à recomendada quando quente. Mas, jamais ‘sangre’ o ar dos pneus quando estiverem quentes, pois, então, eles ficarão abaixo da pressão adequada quando frios.

      O adequado cuidado dos pneus também inclui o cuidado no parqueamento — nada de bater nas guias das ruas. Isto pode romper as camadas de tecidos. Passar sobre pedras grandes ou restolhos pode ter o mesmo efeito. Guiar sempre a altas velocidades, partidas rápidas que nem foguete, curvas fechadas e freadas bruscas resultam todas em rápido desgaste dos pneus.

      É sábio, também, examinar periodicamente cada pneu para ver se há cortes ou outros danos que talvez causem problemas. Também, veja se há pedrinhas, pregos ou outros objetos ‘estranhos’ presos nas bandas. Se deixados ali, talvez consigam penetrar na borracha e fazer um furo.

      Os pneus constituem importantíssima parte de seu carro. E, cuidar bem deles talvez não só lhe poupe dinheiro, mas também a vida.

  • Iguarias marinhas do Pacífico Sul
    Despertai! — 1973 | 8 de março
    • Iguarias marinhas do Pacífico Sul

      Do correspondente de “Despertai” no Chile

      FOI em 1520. Os primeiros viajantes em volta ao mundo, velejando através do estreito que acabaram de descobrir, próximo do extremo sul da América do Sul, dificilmente podiam acreditar no que viam! Aqui, onde ventos penetrantes sopram das regiões polares, índios nus remavam em suas canoas; seus corpos estando inteiramente protegidos por grossa camada de óleo de foca.

      Apesar do clima rigoroso, tais índios usufruíam uma existência relativamente saudável, vivendo duma dieta inteira de peixe cru. Anos mais tarde, contudo, quando a chamada civilização invadiu essa área, foram dizimados pelas doenças contagiosas. Mas, em pequenos bareszinhos por toda a longa costa do Chile, derivações de sua dieta de peixe cru sobreviveram a eles.

      Antes que estremeça diante da idéia de comer peixe cru, pense só: Já confrontou ostras cruas em meia concha embebidas em gelo triturado? Aqui, no Chile, há muitas outras iguarias deliciosas que se derivam das águas costeiras do Pacífico Sul.

      País Que Aprecia os Alimentos do Mar

      Em 1970, o Chile colheu 1.300.000 toneladas de alimentos do mar, situando-se nos primeiros lugares entre os países dotados de indústria pesqueira do mundo. No que tange ao consumo de alimentos do mar, o Chile é o primeiro dentre os países latino-americanos; cada chileno, em média, come cerca de dezoito quilos por ano. Algumas famílias que vivem nas costas comem quase todo o dia o que o mar lhes oferece.

      Aqui em Concepción encontramos carrocinhas nas ruas carregadas de bolas verdes espinhosas chamadas erizos (ouriços-do-mar). Rompendo a concha dura, encontramos lá dentro línguas amarelo-pálidas como dum girassol. Se as conseguirmos retirar, e lhes adicionarmos suco de limão e pimenta, ah! Que sabor original!

      Uma visita ao mercado municipal é interessante experiência. Aqui nos sentamos num balcão coberto de ladrilhos brancos, e pedimos uma mistura de alimentos do mar crus conhecida como mariscal. Uma vez que o prato esteja diante de nós, podemos distinguir algo familiar a nós — pequenos mariscos, mas, e as outras coisas? A garçonete nos diz seus nomes: Cholhuas (mexilhões), machas e

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