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Presenciei um seqüestro aéreo!Despertai! — 1974 | 22 de novembro
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“Não”, respondi, “não me interesso pelos assuntos políticos das nações. As testemunhas de Jeová, em todas as partes da terra, são neutras quanto à política. Estamos primariamente interessados na pregação das boas novas do reino de Deus.”
Sua expressão mudou para o ceticismo quando continuei dizendo: “O reino de Deus trará paz e segurança a toda a terra.”
“Temos paz e segurança aqui em Cuba, e não tivemos de falar sobre Deus para obtê-las”, respondeu ele.
“Não estou falando sobre o deus trinitário das chamadas igrejas cristãs, mas a respeito do Deus cujo nome é Jeová, o verdadeiro Deus da Bíblia, que promete trazer condições perfeitas à terra toda, inclusive a Cuba. Nenhum governo humano pode fazer isso, nem lhe pode dar a vida eterna em felicidade.”
O homem respondeu que Deus não existe, que o homem veio do oceano. Apelei a ele, para que contemplasse a maravilha da criação que é o corpo humano, e lhe perguntei como é que podia crer que não havia Deus. Pude explicar-lhe mais que o próprio Deus, em breve, irá, remover da face da terra todos os governos estabelecidos pelos homens. Por conseguinte, a vida das pessoas está em perigo, se não examinarem a Bíblia e ouvirem o aviso dado por Deus.
A entrevista terminou. Corri para junto de meus amigos no saguão, contente em verificar que o ônibus não partira sem mim. Fazia um dia lindo em Havana, e a caminho do aeroporto tivemos oportunidade de ver parte desta grande cidade.
Reencontros
Por volta das duas da tarde, partimos para casa. Às dezoito horas aterrissamos em Barranquilla, desta vez com um “passageiro” a menos e muito mais felizes. A multidão que aguardava o avião nos deu a todos uma calorosa acolhida. Passamos a noite num hotel em Barranquilla, arranjado pela linha aérea.
Na manhã seguinte, pensamentos de outro tipo — a perspectiva de felizes reencontros com a família — ocuparam todos os passageiros durante o vôo para Bogotá. Ao chegarmos, conseguimos abrir caminho da melhor maneira possível pelos repórteres e a polícia, por fim recebendo o abraço de boas-vindas de nossas esposas.
Mais de 48 horas se passaram desde o início de nossa viagem. Agora, sentíamo-nos gratos a Jeová Deus por termos chegado sãos e salvos e em tempo para comparecer à sessão do primeiro dia da assembléia. Verificamos que os jornais estavam repletos diariamente com relatos do seqüestro. Esta publicidade serviu para familiarizar a muito mais pessoas em Bogotá com a assembléia das testemunhas de Jeová. Sem dúvida, contribuiu para a excelente assistência de 23.409 pessoas no discurso público, no último dia da assembléia. Assim, nossa triste experiência não deixou de produzir bons resultados. — Contribuído.
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Dirija e permaneça vivo!Despertai! — 1974 | 22 de novembro
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Dirija e permaneça vivo!
Aproxima-se a época de trânsito pesado no verão. Isso significará o prazer das férias para muitos; mas, sem dúvida, em muitos países, significará morte para outros. No ano passado, 56.000 pessoas morreram apenas nas rodovias dos Estados Unidos, e mais de dois milhões ficaram feridos. Os prejuízos ultrapassaram 140 bilhões de cruzeiros. Pode isto ser reduzido? Howard Pyle, presidente emérito do Conselho Nacional de Segurança, explicou recentemente a chave para se reduzir as mortes nas rodovias: “Se a razoável consideração por todos os envolvidos guiasse o comportamento de cada motorista, o índice de mortes poderia ser substancialmente reduzido.” Reduzido, em seus cálculos, em “85 a 90 por cento”!
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