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Como encara a autoridade?A Sentinela — 1972 | 1.° de novembro
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Como encara a autoridade?
1, 2. (a) Como se ilustra o modo comum de se encarar a autoridade? (b) Por que é importante que examinemos nossa própria maneira de encarar a autoridade?
CERTA manhã de outubro de 1969, a polícia da cidade de Montreal, no Canadá, em vez de se apresentar para o serviço, dirigiu-se a uma arena para considerar táticas de greve. Como reagiriam as pessoas da cidade diante desta repentina ausência da autoridade policial? Conforme esperado, irromperam distúrbios e saques por parte de malandros, estudantes militantes e outros oportunistas. Mas, que dizer do cidadão comum, daquele que talvez fosse o vizinho? Uma testemunha ocular relatou:
“Não me refiro a desordeiros e a violadores habituais da lei, refiro-me a simples pessoas comuns cometerem ofensas que nem sonhariam em tentar se houvesse um policial postado na esquina. Vi carros atravessar sinais vermelhos. Motoristas andaram à toda pela contramão, porque sabiam que ninguém iria pegá-los.” — Times de Nova Iorque, sexta-feira, 10 de outubro de 1969, página 2.
2 Encara a autoridade do mesmo modo como estas “simples pessoas comuns”? É a autoridade apenas algo a ser tolerado, mas a ser destratado quando se tem a oportunidade? Talvez responda: ‘Claro que não!’ Mas, convém examinar-se bem, porque a sua maneira de pensar e de agir talvez tenha sido influenciada dum modo despercebido. Para a maioria da geração atual, “autoridade” é uma palavra que soa mal; acham que a autoridade limita indevidamente a liberdade de ação, que até mesmo os mais conservadores gostariam de ter. Por isso verificamos que esta geração mina a autoridade de todo modo concebível. Pode dar-se na forma de extrema dissensão vocal ou mesmo violenta. Ou pode ser o desafio silencioso à autoridade, mas não menos destrutivo em assuntos que podem passar despercebidos, entre “simples pessoas comuns”, que constituem a maioria da atual sociedade humana.
3. Como se expressam pessoas de destaque sobre as tendências atuais para com o respeito pela autoridade?
3 O Dr. Amitai Etzioni, presidente do Departamento de Sociologia da Universidade de Colúmbia, comentou o “flagrante desrespeito pela autoridade, qualquer espécie de autoridade, que ele observa em muitos universitários”, dizendo:
“Depois da Segunda Guerra Mundial, algo entrou em colapso na criação dos filhos . . . Há uma ampla reação contra o autoritarismo — uma reação excessiva, conforme parece. . . . Agora temos já crescidos todos estes filhos nascidos na década de 1940, que não podem aceitar autoridade de qualquer maneira — do professor, do policial, do Juiz, nem mesmo um do outro. . . . Vejo também um perigo para a ordem civil, a própria estrutura da sociedade.” — The National Observer, segunda-feira, 2 de fevereiro de 1970, página 20.
O Senador John L. McClellan, dos Estados Unidos, numa entrevista sobre os motivos do aumento do crime no país, falou de modo similar:
“Outro é o clima geral existente nesta nação — de desobediência civil, de dissidência e de desrespeito pela autoridade — esta chamada filosofia de cada um ‘fazer o que bem entende’, sem considerar sua relação ou seu impacto sobre outros. Grande parte disso vem em forma de rebelião contra a autoridade constituída.” — U. S. News & World Report, 16 de março de 1970, página 18.
4. (a) O que é autoridade? (b) Como expressaram alguns a sua maneira de encarar a autoridade?
4 Exatamente o que significa autoridade, que deva provocar tais sentimentos cada vez mais hostis para com ela, conforme se encontram hoje em toda a parte? Certo dicionário diz que ela significa o “poder de influenciar ou dominar o pensamento, a opinião ou o comportamento”. Os em autoridade, portanto, influenciam ou dominam as ações da pessoa num rumo que ela talvez queira ou não queira seguir. Em resultado disso, o exercício da autoridade veio a ser considerado por muitos como contrário à liberdade. A liberdade, no sentido da eliminação da autoridade, tem sido apresentada por alguns como derradeiro objetivo a ser alcançado pelos homens. Um filósofo estadunidense, do século passado, Henry Thoreau, no seu ensaio sobre a “Desobediência Civil”, expressou isso do seguinte modo:
“Aceito calorosamente o lema: ‘O melhor governo é o que governa menos’; . . . Levado avante, resulta finalmente no seguinte, em que também creio: ‘O melhor governo é aquele que nem governa.’” — Man & The State: The Political Philosophers, página 301.
Uma estrela do cinema, adolescente e moderna, expressou o mesmo sentimento na linguagem de hoje em dia: ‘É chato receber ordens de alguém. . . . há pais que pensam que têm o direito divino de governar seus filhos simplesmente porque os geraram.” (Sunday News de Nova Iorque, 17 de novembro de 1968) Sendo que esta modalidade de pensar se torna mais a norma do que a exceção, é de se admirar que “a própria estrutura da sociedade” esteja em perigo?
A ORIGEM DO DESRESPEITO PELA AUTORIDADE
5. Como se identifica a origem do desrespeito pela autoridade?
5 O que está causando este poderoso movimento para se livrar dos laços de toda autoridade? Um comentário no International Herald Tribune, de 7 de junho de 1968, inadvertidamente se refere à origem primária do desrespeito pela autoridade: “Há alguma coisa no ar do mundo moderno, um desafio à autoridade, uma irresponsabilidade contagiosa, uma espécie de delinqüência moral, não mais restrita pela crença religiosa ou ética.” Esta “alguma coisa no ar” é simplesmente o resultado das atuais atividades daquele que a Bíblia chama de “governante da autoridade do ar, o espírito que agora opera nos filhos da desobediência’. (Efé. 2:2) A atual geração está colhendo os frutos abundantes da obra deste, ao cultivar o desrespeito pela autoridade. Entretanto, as raízes disso remontam ao encontro deste “governante” com o primeiro casal humano.
6, 7. (a) Como testou o Criador do homem a maneira em que Adão e Eva encaravam a sua autoridade? (b) Como quebrantou Satanás seu respeito pela autoridade, e por que é importante que saibamos disso?
6 Visto que se deve querer a todo custo evitar ser considerado por Deus como ‘filho da desobediência’, é sábio examinar a espécie de raciocínio que o “governante da autoridade do ar” gerou entre a humanidade. Este foi primeiro ilustrado com Adão e Eva, quando foram postos à prova a respeito de como encaravam a autoridade do Criador, como governante. Deus fez valer seu direito de fazer e manter leis para governar sua criação. Ele definiu limitações específicas de sua liberdade. A obediência deles significaria a aceitação de Sua autoridade suprema ou soberania sobre eles. Ele disse: “De toda árvore do jardim podes comer à vontade. Mas, quanto à árvore do conhecimento do que é bom e do que é mau, não deves comer dela, porque no dia em que dela comeres, positivamente morrerás.” — Gên. 2:16, 17.
7 Aquele que mais tarde foi chamado de “governante da autoridade do ar” presumiu questionar a autoridade de Jeová. Ao fazer isso, tornou-se Satanás, que significa “opositor”. falando por meio duma serpente, questionou a afirmação legítima de autoridade por parte de Jeová, difamando a ordem de Deus. Satanás perguntou a Eva: “É realmente assim que Deus disse, que não deveis comer de toda árvore do jardim?” (Gên. 3:1) Eva sabia que Deus não havia restrito indevidamente sua liberdade, proibindo-lhes comer de toda árvore. Havia fixado apenas uma limitação razoável, uma única árvore. Quando Eva indicou que sabia disso, Satanás passou a acusar Deus de mentir, para manter os humanos sob a Sua autoridade, e afirmou que a vida deles não dependia da obediência, e, de fato, haveria novos aspectos da liberdade à disposição deles, se desafiassem a regência de Jeová. Esta é a mesma premissa falsa que Satanás continua a usar hoje, ao desviar os homens de todas as formas de autoridade. Faz-se parecer que o proceder de autodeterminação e independência seja atraentemente preferível a ser governado pelos desejos de outros. Se Satanás puder conseguir que alguém se agaste mesmo apenas um pouco sob a autoridade, então o caminho estará aberto para uma rebelião mais séria no futuro. — Gál. 5:9.
OUTROS FATORES QUE INFLUEM NO MODO DE ENCARÁ-LA
8. Como influi o exemplo na maneira de se encarar a autoridade?
8 Há diversos outros fatores que podem influir no modo de se encarar a autoridade. É bom aperceber-se deles, para que não desencaminhem nossa maneira de pensar na direção seguida pelos demais deste sistema. Temos o caso do exemplo péssimo dado pelos adultos em autoridade ou pelos que deviam defendê-la. Funcionários públicos tais como os policiais, professores e carteiros, os pais e até mesmo os clérigos advogam ostensivamente a lei e a ordem, mas amiúde não querem acabar com as suas próprias ações ilegais. Isto tem induzido muitos a concluir que a lei só precisa ser obedecida se não resultar em inconveniências pessoais e não interferir nos próprios interesses egoístas. Por isso verificamos que sonegam impostos e tarifas por meios astutos, violam as leis do trânsito, quando acham que podem safar-se com isso, furtam dos seus patrões, por falsificarem as contas de despesas ou por levarem pertences da firma. Participam em greves ilegais, acompanhadas por difamações e demonstrações emocionais, amiúde envolvendo violência. Os adultos usam também amiúde termos depreciativos para com os agentes da lei e autoridades eleitas, e até mesmo estas autoridades denunciam publicamente seus oponentes políticos dum modo pouco lisonjeiro, dando assim um péssimo exemplo aos jovens. Quando os adultos se comportam assim, não é de se esperar que os observadores jovens tenham pouco respeito pelas suas demandas de mais respeito? — Pro. 26:22.
9. De que modo têm homens abusado de sua autoridade?
9 Outro fator que influencia alguns no seu modo de encarar a autoridade é que os em autoridade amiúde abusam do poder que têm. O pai, chefe divinamente autorizado da família, pode tornar-se tirano. Escândalos públicos nos fazem saber da prática comum do suborno de policiais e políticos. (Pro. 29:4) Líderes políticos amiúde enganam o público com declarações que depois se mostram invertidas, e assim resulta uma “lacuna de credibilidade”. Obter uma sentença favorável num tribunal demasiadas vezes é apenas para os que podem conseguir um advogado “bom”, e pelos empenhos de tais advogados inescrupulosos podem até mesmo “comprar” a isenção da punição por crimes cometidos. As minorias sofrem. Em outros casos, há homens claramente perversos que usam mal a autoridade por meio da força, tais como Hitler e outros déspotas que surgiram em anos recentes.
10. Como tem a apatia por parte de autoridades estimulado o desrespeito?
10 Observar-se a apatia ou a falta de ação por parte das autoridades contribui para o sentimento de desprezo pelas normas duplas de se fazer justiça. É do conhecimento geral que em muitos países o submundo do crime é quase imune aos processos criminais, sendo até mesmo chamado de “intocáveis” pelo público nos Estados Unidos. Esta apatia incentiva outros a seguir um proceder contrário à lei. O Senador McClellan salientou isto nos seus comentários adicionais sobre o motivo do aumento do crime nos Estados Unidos: “O crime sem punição gera mais crime. . . . a probabilidade de se ser preso, condenado e punido por um crime sério é menos de uma em vinte.” (U. S. News & World Report, 16 de março de 1970, páginas 18, 19) Isto confirma o que foi dito pelo sábio Rei Salomão: “Por não se ter executado prontamente a sentença contra um trabalho mau é que o coração dos filhos dos homens ficou neles plenamente determinado a fazer o mal.” — Ecl. 8:11.
11. Que perguntas suscita o que se acaba de mencionar?
11 Em suma, podemos ver que diversas coisas influem na maneira em que se encara a autoridade. A influência de Satanás, as próprias tendências carnais do homem, os maus exemplos humanos, o abuso do poder e a falta de ação, tudo isto contribui para fazer com que as pessoas criem o sentimento de rebelião para com a autoridade. De fato, ‘homem tem dominado homem para seu prejuízo”. (Ecl. 8:9) Em vista de tal quadro desagradável do exercício da autoridade, durante os anos, muitos usam estas coisas para justificar o proceder que. adotam em oposição à autoridade, quando violam as leis ou se empenham em diversas formas de dissensão. Mas, devem estas coisas desequilibrar nossa maneira de encarar a autoridade e a finalidade que serve? Devem induzirmos a nos rebelarmos francamente contra o que consideramos ser males perpetrados contra os que estão sujeitos à autoridade? Devem criar em nós ressentimentos de modo menos evidente e tornar-nos prontos para desobedecer à autoridade sempre que achamos que ninguém nos vê ou que nos ‘podemos safar com isso’?
12. Como podemos aprender a maneira correta de encarar a autoridade?
12 Uma coisa que deve ser evidente das observações feitas até agora é que “não é do homem que anda o dirigir o seu passo”. (Jer. 10:23) Portanto, o cristão precisa ser guiado pelo seu Criador, na sua maneira de encarar as autoridades contemporâneas e a autoridade em geral. O conceito correto é esclarecido de dois modos: (1) pela observação dos princípios físicos que demonstram o valor e a necessidade de autoridade, conforme encontrados nas leis da criação, e (2) por se aprenderem princípios corretos, fornecidos na revelação escrita do Criador, a Bíblia Sagrada, sobre a Sua maneira de encarar a autoridade. Podemos aqui recapitular brevemente alguns destes princípios.
CONCEITO CORRETO DA AUTORIDADE É SUGERIDO PELA CRIAÇÃO
13. (a) Como exerce seu corpo autoridade sobre a sua pessoa? (b) Como reage às demandas de seu corpo?
13 Somos governados por certas leis físicas que restringem nossas ações ou nos obrigam a fazer coisas. Em alguns casos, isto é bastante obrigatório. Por exemplo, seu corpo o ‘influencia’ ou ‘demanda’, com inegável autoridade, que ingira combustível, isto é, alimento. Se quiser continuar a viver, terá de comer. Seu corpo precisa também livrar-se dos resíduos produzidos pelo metabolismo. Dá-lhe como que uma ordem de autoridade para eliminar. Considere sua necessidade de sono, ar e água. Seu corpo lhe dá ordens, e por fim o obrigará a obter estas coisas, mesmo que não as queira. Acha que se lhe tirou a liberdade por causa destas coisas? Vai rebelar-se e tornar-se violento contra seu corpo, só por que ele exerce uma forma de autoridade sobre sua pessoa? Isto seria absurdo, não seria? Os que tentam violar estas leis físicas apenas prejudicam a si mesmos. No entanto, a aderência correta a elas é benéfica e pode realmente dar prazer. Quem não gosta duma boa noite de sono, duma gostosa refeição ou dum copo de água fria num dia quente?
14. Dê um exemplo da autoridade exercida pela lei da criação.
14 O mesmo se dá com as leis fora de nosso corpo e às quais temos de obedecer. A existência de escadas e de elevadores é um lembrete constante do poder que a gravidade tem sobre nós. Negaria a autoridade da gravidade por sair pela janela dum décimo andar, em vez de usar a escada? Embora estas leis sejam inflexíveis e contínuas no seu efeito, quem negaria que são realmente bastante benéficas? A gravidade retém a atmosfera da terra’ os oceanos e outras coisas tão necessárias para a vida. Se reconhecermos as leis da criação e cooperarmos com elas, verificaremos que podem ser usadas ainda com mais proveito e prazer. Por exemplo, os homens reconheceram a autoridade da lei da gravidade, estudaram-na junto com outras leis aplicáveis e por fim inventaram o avião. Isto não é rebelião contra a autoridade da gravidade, assim como tampouco é a existência de aves ou de insetos voadores. Estes apenas cooperam em harmonia com leis divinamente instituídas, com proveito para os que as reconhecem.
15. (a) Como se demonstra nas normas do universo que há autoridade? (b) Quais são algumas normas que influem hoje na nossa vida?
15 Outro campo em que a autoridade nos traz verdadeiro benefício é o da uniformidade do universo. O corpo humano ilustra isso. Seus órgãos, com raras exceções, sempre são encontrados no mesmo lugar, e todos os membros externos do corpo são arranjados simetricamente. Imagine o caos que resultaria na prática da medicina, e especialmente na cirurgia se não se pudesse esperar que o apêndice de alguém esteja no mesmo lugar que nas outras pessoas! Que aconteceria se as nossas pernas tivessem costumeiramente comprimentos diferentes? Mas, isto não se dá. Um projetista, com autoridade para isso, já padronizou nosso corpo para nós. O salmista bíblico, Davi, disse em admiração: “E todas as suas partes estavam assentadas por escrito no teu livro.” (Sal. 139:14-16) Não ficou entregue a nós decidirmos estas coisas. Contudo, dentro dos limites de Suas normas, Ele admitiu uma infindável variedade e liberdade de escolha, para nosso prazer. Aplicando o princípio da uniformidade à vida atual, encontramos benefícios e a clara necessidade de alguma autoridade para determinar as normas. Precisam decidir-se pesos, medidas e valores monetários, bem como o lado da rua em que se deve andar. É evidente o que aconteceria se cada um fizesse como bem entendesse. Portanto, o exercício da autoridade elimina a confusão e fornece uma medida de segurança, por determinar certas normas.
16. Quais são alguns dos benefícios derivados pelos homens do exercício da autoridade?
16 Nossa breve recapitulação de algumas leis da criação nos mostrou que o exercício da autoridade por meio delas contribui para nos manter vivos e provê uma existência ordeira. Não restringe a liberdade no verdadeiro sentido, quando reconhecemos sua direção e cooperamos em harmonia com ela. A autoridade evidente na criação realmente contribui para nossa alegria de vida
O CONCEITO CORRETO DA AUTORIDADE PROVÉM DO CRIADOR
17. O que há no homem que torna necessária a autoridade? Ilustre isso.
17 O arranjo de autoridade feito por Deus, para guiar criaturas inteligentes, é necessário, porque lhes deu algo que só o Criador onipotente podia dar, a saber, a capacidade de escolherem seu próprio rumo, o “livre arbítrio”. Ele se apercebe de que esta liberdade lhes dá uma escolha entre alternativas, algumas das quais talvez não sejam nos melhores interesses de quem as escolhe ou de outros. Por isso, precisa-se duma forma de orientação, para que as criaturas inteligentes possam viver em paz e eqüidade. Como ilustração, um homem talvez queira construir seu lar em certo lugar bonito, mas, infringiria a sua escolha a liberdade de outros? O lugar talvez já tenha sido escolhido por outro ou talvez seja um bom local para um parque comunitário, em benefício de todos da localidade. É bem evidente que precisa haver um meio de se decidir o que é melhor para todos, visto que os homens precisam coexistir com outros homens. A maneira de Deus fazer isso é através do princípio da chefia.
18. Como providenciou Jeová o exercício da autoridade? O que mostra isso a respeito de Jeová?
18 O princípio da chefia é ilustrado em 1 Coríntios 11:3: “Quero que saibais que a cabeça de todo homem é o Cristo; por sua vez, a cabeça da mulher é o homem; por sua vez, a cabeça do Cristo é Deus.” Quando se amplia isso para incluir todas as criaturas inteligentes e suas atividades, este princípio permeia o arranjo de Jeová para governar o universo, inclusive a nós aqui na terra. Demonstra uma cordial preocupação com Suas criaturas, não uma altivez desinteressada. É a preocupação de um pai amoroso com seus filhos. O apóstolo Paulo escreveu: “Deus vos trata como a filhos. . . . pois Jeová disciplina aquele a quem ama.” (Heb. 12:6, 7) o exercício da autoridade por Jeová pode ter a forma de disciplina ou conselho necessário, assim como quando um pai humano os dá aos seus filhos. No entanto, mostra que ele se importa, que está interessado e que deseja o melhor para aquele que recebe sua orientação. E produz uma relação pacífica com Deus e com o próximo, assim como o apóstolo prossegue, dizendo: “Depois dá fruto pacífico, a justiça, aos que tem sido treinados por ela [a disciplina].” — Heb. 12:11.
NECESSIDADE DE AUTORIDADE CIVIL
19. (a) Para que fim servem as autoridades civis? (b) O que recebemos das autoridades civis e o que damos em troca?
19 Embora o pleno benefício do arranjo governamental de Jeová tenha sido temporariamente interrompido com respeito ao governo terrestre, ele reconhece que precisa haver alguma forma de autoridade, até que se restabeleça plenamente a sua regência. Portanto, verificamos que se disse aos cristãos que “estejam sujeitos e sejam obedientes a governos e autoridades [civis, existentes,] como governantes”, em vez de se rebelaram contra eles por causa de suas imperfeições. (Tito 3:1) Estas “autoridades” ajudam a manter certa medida de ordem na sociedade, sem a qual haveria um caos resultante da anarquia. Neste respeito, as autoridades refletem o que remanesce da consciência do homem, dada por Deus. (Rom. 2:14, 15) Elas têm a necessária autoridade para manter certo grau de ordem em campos tais como os serviços públicos (saúde pública, abastecimento de água, correio, construção de estradas, educação); combate ao crime e ao fogo, e proteção judicial; auxílios governamentais e legislação preventiva (construção, prevenção de incêndios, saúde pública, poluição, gêneros alimentícios, remédios, trânsito). Em reconhecimento destes benefícios, o cristão dá às autoridades seculares sujeição relativa e impostos. (Rom. 13:6, 7; Mar. 12:17) Em resultado, na maior parte, pode continuar “a levar uma vida calma e sossegada, com plena devoção piedosa e seriedade”, sob homens “em altos postos”, as autoridades governamentais. — 1 Tim. 2:2.
20. Como encara o cristão maduro a autoridade?
20 Portanto, como encara o cristão maduro a autoridade? Primeiro, reconhece que ela é necessária em todos os aspectos de sua existência. Vê no exercício dela pelo Criador um interesse amoroso no bem-estar de Suas criaturas. Reconhece que as autoridades seculares servem agora no propósito geral do Criador e que foram “colocadas por Deus nas suas posições relativas”. (Rom. 13:1, 2; João 19:11) Reconhece que é necessário estar em sujeição relativa à autoridade exercida pelos que ocupam várias posições na vida secular — o professor, o patrão, o policial, o Juiz e o coletor de impostos. Continua a manter este conceito piedoso apesar dos aparentes abusos e das faltas das atuais autoridades, sabendo que “alguém que é mais alto do que o alto está vigiando, e há os que estão alto por cima deles”. (Ecl. 5:8; Pro. 15:3) Continua confiante em que é da vontade de Jeová exercer sua autoridade amorosa por meio duma “administração no pleno limite dos tempos designados”. (Efé. 1:10) Aguarda o tempo em que “toda a autoridade no céu e na terra” será administrada por Jesus, por intermédio de servos cristãos fiéis, semelhantes aos que agora trabalham arduamente entre ele e seus irmãos cristãos. — Mat. 28:18.
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Como seu modo de encarar a autoridade influi na sua vidaA Sentinela — 1972 | 1.° de novembro
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Como seu modo de encarar a autoridade influi na sua vida
1. Até que ponto influi na nossa vida nosso modo de encarar a autoridade, e como podemos saber de que modo a encaramos?
A MAIORIA de suas relações com outros e a felicidade que deriva delas é influenciada pelo seu modo de encarar a autoridade. Influi nas associações familiares, religiosas e seculares, que abrangem quase cada hora de cada dia. O importante a lembrar-se nestas relações não é apenas que reconhece a autoridade, mas como encara esta autoridade. Considera-a necessária e em muitos casos como provisão amorosa para seu benefício? Ou considera-a como algo a ser evitado, quando se torna inconveniente ou é contrária ao que deseja? Poderá obter uma avaliação clara de seu modo de encarar a autoridade por recapitular brevemente os pontos de sua vida em que ela influi, considerando situações que possam surgir, em resultado do modo como a encara. Estas relações podem ser divididas de modo geral em dois grupos, as de fora e as de dentro da congregação cristã. Vamos examiná-las individualmente.
AUTORIDADE GOVERNAMENTAL
2. (a) Como se torna evidente a maneira em que se encara a autoridade governamental? (b) Qual é a maneira correta de se encarar tais autoridades?
2 Sua maneira de encarar a autoridade governamental costuma mostrar-se pelo modo em que encara os representantes do governo sob o qual vive. Poderá entrar em contato com representantes dele, tais como policiais, juízes, funcionários do governo, coletores de impostos ou professores. Nos tratos com tais autoridades fora da congregação cristã, demonstra-se o conceito correto pelo reconhecimento e pela aceitação do princípio da sujeição relativa. Existe a tendência comum de encarar as autoridades como sendo inerentemente más e assim de desrespeitá-las. Este desrespeito amiúde se evidencia em não se obedecer ao que parece ser desnecessário ou a leis injustas, tais como certos regulamentos de trânsito, ou por se empenhar em “pequenas” desonestidade relacionadas com tarifas e impostos. Ou pode tomar a forma de se darem nomes derrogatórios de gíria aos policiais e a outros representantes do governo. Sobre esta última prática, é interessante notar o que Salomão aconselhou aos judeus no reino de Israel: “Não invoques o mal sobre o próprio rei nem mesmo no teu quarto de dormir.” (Ecl. 10:20; Atos 23:5) E Pedro mostrou que os cristãos devem aplicar este princípio aos atuais governantes seculares: “Honrai a homens de toda sorte, . . . dai honra ao rei.” — 1 Ped. 2:17.
3. Por que é importante desenvolver agora a maneira correta de se encarar a autoridade governamental?
3 Por que é isto tão importante, visto que estas autoridades são parte dum sistema desvanecente? É por causa do modo de encarar ou do conceito mental para com a autoridade que cultiva não só em nós, mas também em nossos filhos e nos com quem nos associamos. As autoridades governamentais existentes atuam agora como “ministro de Deus para ti, para teu bem”, e precisam ser encaradas assim, não importa quão imperfeitos sejam os administradores individuais. Assumir atitude contra elas, mesmo em questões pequenas, significaria tomar “posição contra o arranjo de Deus” para o nosso tempo. (Rom. 13:2, 4) Na nova ordem de Jeová precisaremos encarar de modo certo a autoridade assumida pelo governo do Reino, sem dúvida por intermédio de administradores terrestres. Naquele tempo, estes poderão ter de tratar de grande parte daquilo que agora consideramos ser funções seculares. Certamente não seria sábio continuar numa atitude de desrespeito para com os homens designados para administrar tais coisas sob o governo de Deus.
4. Dê um exemplo do conceito equilibrado sobre a autoridade secular sem se transigir nos princípios cristãos.
4 Mesmo nas esferas em que a autoridade secular e a autoridade de Deus parecem estar em conflito, é sábio mostrar respeito para com a autoridade governamental, tanto quanto possível. Por exemplo, seu filho talvez curse uma escola em que as autoridades educativas exigem que as crianças aprendam a teoria da evolução. Seria correto falar ao seu filho com menosprezo a respeito do professor e assim cultivar nele o desrespeito por esta autoridade? Não; antes, poderá explicar que o cristão deve mostrar o devido respeito pela autoridade por escutar o que se ensina, reconhecendo que se exige do professor que ensine tal matéria. Poderá salientar também que isto não significa que se precisa crer em tudo o que se ouve, assim como tampouco se precisa concordar com os conceitos do partido político em poder, só porque exerce autoridade. (Pro. 14:15) Um conceito correto e equilibrado sobre a autoridade do professor é assim mantido sem se transigir nos princípios cristãos.
5. É sábio envolver-se na rebelião contra as autoridades constituídas, e por quê?
5 Tampouco é sábio deixar-se levar pelas tendências atuais de dissidência para com as autoridades civis existentes. Provérbios 24:21, 22, fala a respeito dos “que estão a favor duma mudança” da administração do rei ungido de Jeová. O conselho dado é: “Não te metas com os [tais] . . . Porque o seu desastre surgirá tão repentinamente, que da extinção daqueles que estão a favor duma mudança quem se aperceberá?” Este princípio certamente poderá ser aplicado pelos cristãos confrontados com a moderna rebelião contra a autoridade, rebelião que amiúde assume a forma de violência. Os mais prejudicados costumam ser os próprios perturbadores. O cristão aguardará que Jeová solucione os males da humanidade, quando Seu reino, como ‘pedra cortada sem mãos’, golpear e esmiuçar “todos estes reinos”, sem qualquer ação da nossa parte. — Dan. 2:34, 44.
EMPREGO
6. (a) Como encaram alguns a autoridade de seu patrão? (b) Pode-se justificar tal conceito? Por quê?
6 Neste velho sistema de coisas, a atitude costuma ser a de fazer o menos possível para o patrão secular, apenas o suficiente para “arranjar-se”. Às vezes se ouve os empregados gabar-se de quão pouco podem fazer no trabalho e “conseguir safar-se com isso”. Alguém que sabe o que a Bíblia indica sobre o futuro próximo talvez até mesmo raciocine: “A firma será de qualquer modo destruída em breve no Armagedom, portanto, por que trabalhar duro para perpetuá-la?” Talvez use até mesmo esta espécie de raciocínio capcioso ao ponto de gastar tempo com outras coisas, quando não é observado, tais como preparar um discurso bíblico ou pregar a outros empregados durante as horas em que concordou trabalhar para seu patrão. Devia perguntares: “É isto honesto? É justo para com meu patrão? Se eu perguntasse ao meu patrão se posso fazer estas coisas, qual seria a resposta dele?” Quer o próprio patrão seja desonesto ou injusto, quer não, isso não entra na questão. Qualquer atividade além daquela que concordou em fazer para seu patrão durante o tempo que ele lhe paga tornaria suspeito seu modo de encarar a autoridade dele. Alguém que faz tais coisas não gostaria de considerar-se ladrão, mas, não significam as suas ações que toma desonestamente o tempo pelo qual o patrão lhe paga? — Heb. 13:18.
7. (a) Como são alguns influenciados por outros no emprego? Ilustre isso. (b) Como se mostra a maneira correta de se encarar a autoridade no emprego?
7 Outro assunto relacionado em que convém pensar é o seguinte: “Permiti que os outros empregados influenciassem meu modo de encarar a autoridade do patrão? Sigo os maus hábitos deles, de vir trabalhar tarde e parar cedo, ou de simplesmente ‘fazer cera’?” O conselho bíblico a respeito da relação da pessoa com seu “dono” ou patrão é: “[Que] lhes agradem bem, . . . não praticando furto, mas exibindo plenamente uma boa fidelidade, para que [os cristãos] adornem o ensino de nosso Salvador, Deus, em todas as coisas.” (Tito 2:9, 10; Col. 3:22, 23) Alguém pode ‘praticar furto; de outras maneiras, do que por tirar dinheiro ou coisas do patrão, conforme se acaba de mostrar. Também, quando alguém, sem conhecimento do patrão, tira “licença paga por doença” quando realmente não está doente, mostra desrespeito para com a autoridade do patrão, bem como para com as leis de Jeová sobre o mentir e o furtar. Nestas coisas consideradas “pequenas” pelos empregados em geral, pode-se mostrar como se encara a autoridade e se se tem as características cristãs que Jeová deseja nos que hão de viver na Sua nova ordem. Pode-se mostrar o conceito correto da autoridade por se ter alegria nas consecuções, dominando bem o trabalho e tornando-se eficiente nele, desenvolvendo assim bons hábitos para o futuro, quando se estará sob a autoridade de superintendentes justos de Jeová.
AUTORIDADE FAMILIAR
8. (a) A quem cabe a responsabilidade pela maneira em que o filho encara a autoridade? (b) É mais fácil ser pai ou mãe negligente na administração de disciplina?
8 Passando para as relações dentro da congregação, chegamos às existentes entre pais e filhos. Quanto à autoridade parental, não cabe ao filho desenvolver por conta própria o conceito correto. A iniciativa precisa ser tomada pelos pais, especialmente nos primeiros anos formativos do filho. Isto significa fazer o que o Provérbio (13:24) aconselha: “Aquele que . . . ama [seu filho] está à procura dele com disciplina.” Quando a disciplina é necessária, levá-la a cabo, cada vez, com correção e conselho bem pensados, costuma desenvolver nos filhos excelente respeito pela autoridade parental. Entretanto, para muitos pais, isto parece simplesmente trabalho demais, quando querem descansar dos cuidados resultantes de outros aspectos de sua vida. O progenitor perspicaz, porém, olha para além do trabalho imediato de disciplinar seu filho. Vê os benefícios acalentadores que o filho que desenvolveu o modo correto de encarar a autoridade pode trazer a toda a família. Salomão disse: “Castiga teu filho e ele te trará descanso e dará muito prazer à tua alma.” (Pro. 29:17) Assim, o filho mostrará ser realmente motivo de satisfação e causará menos trabalho ao pai ou à mãe disposto a fazer o esforço, nas primeiras fases da vida dele, para incutir nele profundo respeito pela autoridade parental.
9. (a) Têm os filhos apreço pelos pais que não exercem autoridade? (b) Que alcance tem o cultivo do respeito pela autoridade nos filhos por parte dos pais?
9 O progenitor transigente com seu filho, deixando-o fazer o que bem entende, em vez de exercer a autoridade parental quando necessária, verificará que resulta o seguinte: “Se alguém está mimando o seu servo desde a infância, este se tornará posteriormente na vida até mesmo um ingrato.” (Pro. 29:21) Os jovens têm pouco para agradecer ao pai ou à mãe que não mostra bastante interesse em dar de si mesmo com disciplina, em vez de dar do bolso coisas materiais. Os pais são na maior parte responsáveis pela maneira em que seu filho encara a autoridade, e encontra-se pouca simpatia na Palavra de Deus para com os que dizem: “Não consigo controlar meu filho.” A maneira em que os jovens encaram a autoridade parental influi profundamente no modo em que também encaram a autoridade fora da família; portanto, os pais devem refletir bem, da próxima vez, antes de preferirem “descansar” em vez de dar a necessária disciplina.
10. Como pode a esposa cristã melhorar a maneira em que os filhos encaram a autoridade, e com que benefícios para si mesma?
10 Outra coisa que influi muito na maneira em que os jovens encaram a autoridade é o conceito que vêem que os pais têm na aplicação do princípio da chefia. (1 Cor. 11:3) Quando seu filho pede uma decisão sobre alguma coisa, diz seu marido constantemente: “Vá perguntar à sua mãe”? É uma esposa que costuma agir de modo independente de seu marido, exercendo toda a autoridade sobre os filhos, ao ponto de que quase sempre venham falar-lhe, em vez de se dirigirem a seu pai? Poderá verificar que isto contribui para esta atitude de seu marido, ou ele talvez fique ressentido, porque assume a autoridade legítima do pai. Procure encaminhar o filho ao pai nas questões mais importantes. Em muitos casos, resultará num benefício tríplice — ele terá a sensação de ter realizado algo em cumprimento de seu papel correto como chefe, a esposa terá a satisfação de ter um marido que realmente é o “chefe da casa”, e os filhos crescerão com o conceito correto sobre a autoridade. Observarão a autoridade parental como frente estável e unida, digna de seu respeito.
11. (a) Que problemas talvez surjam quanto ao respeito que a esposa tem pela autoridade do marido? (b) Como resolverá a esposa sábia tal situação?
11 Um dos maiores problemas que a esposa pode ter com respeito à autoridade familiar surge quando ela tem a personalidade mais dominante ou mais capaz. Ela talvez ache difícil manter o conceito correto da autoridade de seu marido, se ele não estiver à altura de suas expectativas. Ela tem diante de si dois caminhos. Poderá assumir a autoridade dele, embora isto seja contrário às instruções de Deus, ou poderá mostrar que ela tem o conceito correto sobre a autoridade, quer a autoridade esteja à altura de suas expectativas, quer não. A esposa que adotar este último proceder e recorrer amorosamente ao seu marido para fazer decisões sentir-se-á muito mais feliz do que se tentasse assumir o papel dele. Por lhe mostrar consideração humilde e cortês, ele talvez melhore até mesmo nas qualidades necessárias para exercer a autoridade. Isto aumentará as outras qualidades que a fizeram amá-lo em primeiro lugar, resultando numa relação feliz que não é possível sem o conselho sábio da Bíblia. (Efé. 5:33) Mesmo nas situações que parecem pôr à prova o respeito da esposa até o limite, se ela encarar a autoridade de modo correto, não pensará logo que seu caso seja uma exceção. Primeiro examinará a si mesma e se empenhará em aplicar os princípios sadios da Palavra de Deus e as sugestões de Seus servos.
AUTORIDADE CONGREGACIONAL
12. Como devem as mulheres que fazem parte da congregação cristã encarar o arranjo da autoridade nela?
12 De certo modo similar à autoridade do homem sobre a mulher no casamento, também na congregação cristã o homem tem certa autoridade sobre a mulher. A mulher “emancipada” na sociedade moderna tem às vezes dificuldades em aceitar isso. A maioria dos que estão na organização de Jeová são mulheres, e admitirem a autoridade masculina é um testemunho do modo como a Palavra de Jeová pode operar. A mulher que entra nesta organização e que tem um trabalho secular em que exerce autoridade sobre um grande número de outros, incluindo homens, poderá achar difícil restringir-se na presença dum homem que não é tão capaz de dirigir outros como ela é. Entretanto, se ela continuar a aceitar seu lugar no arranjo de Jeová e encarar isso como Seu modo de agir, fará uma contribuição valiosa para a paz e a harmonia da congregação. — 1 Tim. 2:12.
13. Quando alguém discorda das decisões tomadas pelos em autoridade, como deve encarar a situação?
13 Pensamentos ou ações no sentido de que alguém é superior em capacidade ou bom critério àquele em autoridade podem resultar em frustrações para ele e em dissensão na congregação. Mas o que acontece quando achamos difícil sujeitar-nos a certa decisão ou a certo modo de proceder determinado pelo superintendente em autoridade? Em vez de remoer isso ou tentar fazer outros ver quão errada ela é, mostre o conceito correto por aceitar a direção daquele que tem a autoridade designada para tratar do assunto. Mesmo que seu próprio critério seja melhor neste único caso, está melhor habilitado ou disposto a assumir a posição dele em outros aspectos? Por outro lado, também, poderá estar enganado. Às vezes acontece que um proceder aparentemente errado resulta no fim em ser certo, talvez pela direção de Jeová.
14. O que se pode fazer para ajudar os que se queixam das decisões do superintendente designado?
14 E quando alguém procura instigar ‘uma mudança’, por palavras e por atos, ajude-o a obter o conceito correto da autoridade. Neste caso, aquele que preside não terá de agir com severidade segundo a autoridade que tem, para edificar e não para demolir’. (2 Cor. 13:10; Heb. 13:17) A paz e a harmonia resultantes para a congregação quando os membros dela encaram a autoridade de modo correto é muito mais importante do que fazer as coisas de modo mais “eficiente”. Se tivermos uma sugestão, de que temos a certeza de ser bastante importante para ser tomada em consideração, é melhor aguardar o tempo propício e a maneira certa para apresentá-la àquele que tem a autoridade de tratar dela, assim como a Rainha Ester fez nos tempos antigos. — Est. 4:11; 5:1, 2; 7:1-13.
15. Como devemos encarar a autoridade do corpo governante visível da organização de Jeová?
15 O corpo governante visível da organização de Jeová também recebeu autoridade Dele para dirigir a obra de Seus adoradores na terra, no tempo atual. (Mat. 24:45-47) A congregação e seus superintendentes mostram que encaram a autoridade de modo correto quando aceitam voluntariamente seu conselho provido por intermédio da página impressa, de cartas ou de seus representantes viajantes. Às vezes, há a tendência de se duvidar da correção de certo conselho, talvez na questão da vestimenta ou do corte do cabelo, considerando isso como intromissão em assuntos particulares e na “liberdade” da pessoa. Entretanto, quem tiver o conceito correto da autoridade reconhecerá a preocupação que a organização de Jeová tem para com o modo em que Deus é representado perante o mundo por nosso intermédio. (1 Cor. 4:9) Não considerará as instruções como regras arbitrárias, mas como evidência do interesse amoroso nos seus adoradores. — Pro. 3:12.
16. Como ficaram alguns afetados pela provisão progressiva do alimento espiritual, mas, qual é o conceito correto?
16 Às vezes, alguns falam contra o entendimento de certo ensino bíblico apresentado pela Sociedade Torre de Vigia. Por exemplo, houve os que tiveram dificuldades em aceitar a mudança do entendimento das “autoridades superiores”, de Romanos 13:1. Alguns até mesmo tropeçaram e caíram de sua relação dedicada a Jeová por causa deste assunto. Não encararam de modo correto a autoridade da organização de Jeová para prover “alimento” espiritual “no tempo apropriado”. Quando alguns dos discípulos tiveram dificuldades em aceitar o que Jesus ensinou sobre determinado ponto, disseram: “Esta palavra é chocante; quem pode escutar isso?” e “foram embora para as coisas deixadas atrás e não andaram mais com ele”. Pedro, com o conceito correto sobre a autoridade de Jesus para ensinar, dava-se conta de que não havia outro lugar onde se podia obter a verdade, e por isso continuava no caminho da vida. — João 6:60, 66-69.
AUTORIDADE DE JEOVÁ
17. Como se demonstra a aceitação da autoridade de Jeová?
17 A relação mais importante que alguém possa ter é com seu Criador, mediante a dedicação. Nisto, também, influi a maneira de encararmos a autoridade. Aceitamos a Jeová como aquele que ‘esquadrinha o coração’, e, portanto, notamo-lo em todos os nossos caminhos’? (Jer. 17:10; Pro. 3:6) Mostramos respeito pela autoridade de Jeová nesta relação de dedicação pessoal por meio da obediência, especialmente nos pontos que talvez não sejam observados por outros. Coisas tais como a masturbação e o pensamento errado ou imoral podem ser controladas quando encaramos de modo correto a autoridade de Jeová. Isto demonstrará com quanta seriedade consideramos nossa relação exclusiva com Ele. Estaremos constantemente cônscios de seu interesse amoroso em nós e aceitaremos a orientação de sua autoridade na nossa vida. Temeremos violar as suas leis, não por causa de represálias, mas porque nos apercebemos de que ele sabe o que é melhor para nós e que qualquer outro proceder seria para o nosso prejuízo.
18. Ilustre como pode ser posta à prova a maneira em que se encara a autoridade de Jeová, explicando o conceito correto neste caso.
18 Uma situação bastante difícil para alguns é quando se “enamoram” de alguém que não é dedicado a Jeová. Isto se dá especialmente onde há poucos prospectivos cônjuges entre os que servem a Deus. A questão de como encaramos a autoridade de Jeová neste assunto, que envolve fortes emoções, torna-se bem real. O desejo de ter “liberdade” neste respeito pode dar início a uma série de eventos que já levaram muitos de volta ao velho sistema, em escravidão a um cônjuge que não tem nenhum respeito pela autoridade de Jeová, nem pelos princípios justos. Os que têm o conceito correto não se verão em tal situação, porque consideram o conselho de Jeová sobre tais assuntos não apenas como autoridade expressa, mas como baseado no interesse amoroso do que é eternamente melhor para seus adoradores. Contentar-se-ão em esperar até que se sane a situação do modo de Jeová e no seu tempo devido.
AUTORIDADE NA NOVA ORDEM
19. Quando é o tempo de se cultivar o conceito correto da autoridade, e por quê?
19 Agora é o tempo de começarmos a amoldar nossa maneira de pensar com respeito à autoridade na nova ordem. Não há motivos de se supor que Jeová mude sua maneira de lidar com os homens. Sem dúvida, usará seus representantes para administrar o funcionamento das atividades terrestres. Acha difícil aceitar agora a autoridade destes representantes em questões espirituais? Então, como reagirá se for naquele tempo dirigido por eles para cuidar de certa responsabilidade vulgar, tal como recolher o lixo?
20. De que importância pode ser para nós no futuro a maneira de encararmos a autoridade, e o que reflete este conceito?
20 Lembre-se de que foi nesta questão do respeito pela autoridade que o primeiro homem foi posto à prova, e pode ser que no fim do reinado milenar de Cristo este princípio também esteja envolvido na prova final. Isto talvez seja indicado por haver então “nações nos quatro cantos da terra”, que serão induzidas a atacar a autoridade de Jeová conforme representada pelo “acampamento dos santos e a cidade amada”. (Rev. 20:8, 9) Nossa maneira de encarar a autoridade realmente reflete nossa compreensão e nosso apreço do propósito de Jeová em todas as suas partes relacionadas. Quando alguém tem falta de compreensão, então ele se torna igual “ao cavalo e ao mulo sem entendimento, cujo fogosidade é preciso reprimir por meio de freio ou cabresto”. (Sal. 32:9) Em vez de ser reprimido no Armagedom ou mais tarde, é sábio desenvolver e mostrar entendimento quanto à autoridade, para que sejamos o tipo de pessoas que Jeová quer na sua nova ordem de justiça. Assim cooperaremos em harmonia com a sua direção provida por meio do Reinado de Cristo e faremos com que a terra paradísica, pacífica, seja um grandioso testemunho dos benefícios que resultam quando se encara a autoridade de modo correto.
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