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  • A prevalecente vontade de Deus
    A Sentinela — 1962 | 1.° de dezembro
    • Davi relacionasse o leão ao boi selvagem: “Salva-me da bocca do leão; sim dos chifres dos bois bravios . . . tu me respondeste.” (Sal. 22:21, VB) Que fazendeiro confiaria neste boi selvagem?

      CONTRASTADAS A CEGONHA E A AVESTRUZ

      Deus em seguida perguntou a Jó qual a razão da diferença entre a cegonha e a avestruz, ambas sendo aves e ainda assim tão diferentes nos hábitos:

      “Veem de ti as alegres azas dos abestruzes, a par das pennas da cegonha, e da sua plumagem? Ella deixa porém em terra os seus ovos, e os aquenta no pó: E se esquece de que o pé os calcará, e que a fera do campo os pisará. Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus; debalde é seu trabalho sem temor: Porque Deus a privou de sabedoria, e não lhe repartiu intelligencia. Quando se levanta ao alto, ri-se do cavallo, e do que vae montado nelle.” — Jó 39:13-18, Tr.

      Bate a asa da avestruz alegremente como a da cegonha? Não. A cegonha tem asas poderosas e voa muito alto. A Bíblia fala da “cegonha no céu”. (Jer. 8:7, ALA) Mas a avestruz, embora bata com as asas, não pode fazer o mesmo. As rêmiges da cegonha são largas e poderosas; as rêmiges secundárias e as terciárias sendo tão compridas quanto as rêmiges primárias, dão uma superfície imensa à asa tornando-a uma ave altiva e de longo vôo. Mas pode a avestruz bater as asas de um modo assim alegre?

      Que contraste, também, entre a avestruz e a cegonha quanto ao aninhar e pôr os ovos. A avestruz “deixa porém em terra os seus ovos”. Não quer dizer que a avestruz no deserto abandona necessariamente os ovos. Não, mas ela deixa os ovos na própria terra antes que confiá-los a um ninho feito em árvore alta, como faz a cegonha. “Quanto à cegonha, a sua casa é nos ciprestes.” (Sal. 104:17, ALA) O ninho grande e bem compacto da cegonha é geralmente feito nos lugares mais elevados. Não é assim com a avestruz. A terra é o ninho dela. Em países não tropicais as aves fêmeas chocam durante o dia, e os machos revezam à noite, guardando cuidadosamente os ovos. Em países tropicais as aves chocam durante a noite revezando, mas durante o dia deixam-nos ao calor do sol, os ovos sendo em parte ou inteiramente cobertos com areia ou com terra. “A verdadeira incubação dos ovos se processa pelo calor do sol.” (The New Funk & Wagnall’s Encyclopedia) Deixando os ovos na terra e mantendo-os quentes, ela parece fazer uma estupidez: “E se esquece de que o pé os calcará, e que a fera do campo os pisará.” Ela poderá ter que deixar os ovos sem cuidado ao se aproximarem inimigos.

      Não somente há diferença quanto ao lugar do ninho da avestruz e da cegonha mas também quanto ao modo de tratarem os filhotes. John Kitto, em The Pictorial Bible diz acerca das cegonhas: “Nenhuma ave é mais famosa pelo seu apego aos filhotes; e, o que é mais raro entre as aves, pela bondade aos velhos e fracos da sua raça.” Mas, e a avestruz? “Endurece-se para com seus filhos, como se não fossem seus.” O profeta de Deus, Jeremias, escreveu: “A filha do meu povo tem-se tornado cruel como as avestruzes no deserto.” (Lam. 4:3, VB) Comentando este tratamento cruel, o viajante inglês Thomas Shaw escreveu no Travels in Barbary (Viagens na Barbaria):

      “Observa-se na avestruz que partilha pouquíssimo da afeição natural, que é tão forte entre a maioria das outras criações. Pois, ao menor barulho distante, ou em ocasiões triviais, ela abandona os ovos ou a cria, para os quais, talvez ela nunca volte; ou, se voltar, talvez seja muito tarde. Os árabes às vezes encontram ninhos inteiros destes ovos intactos, alguns sendo frescos e bons, outros podres e deteriorados. . . . Muitas vezes encontram alguns dos filhotes, não maiores do que uma bem crescida franguinha, quase mortos de fome, perdidos e gemendo, como muitos órfãos aflitos à procura da mãe.”

      Sim, “Deus a privou da sabedoria”, contudo seus filhotes são protegidos pela providência tão bem quanto os filhotes da cegonha, o símbolo da ternura materna. A grande falta de sabedoria da avestruz não é sem o sábio desígnio de Deus, tal como nos sofrimentos de Jó, que lhe pareceram tão irrazoáveis, mas havia um propósito sábio.

      O que acontece quando a avestruz se depara com o perigo? Não esconde a cabeça na areia. Antes, bate as asas ao alto e “ri-se do cavallo e do que vae montado nelle”. Com as duas pernas compridas e as asas batendo esta ave corre mais do que muitos quadrúpedes velozes. O historiador Xenofonte escreveu: “Mas ninguém jamais apanhou a avestruz, pois na sua fuga constantemente ganhava terreno do perseguidor, ora correndo abaixada ora levantando-se com asas abertas, como se tivesse içado as velas.” Semelhantemente, Shaw, nas Travels in Barbary (Viagens na Barbaria) diz:

      “Nem os árabes são bastante destros para alcançá-las, mesmo montados nos seus melhores cavalos. Elas, quando levantam vôo, riem-se do cavalo e do cavaleiro. Dão-lhe a oportunidade de somente admirar à distância a extraordinária agilidade bem como a majestade dos seus movimentos. . . . Nada, certamente pode ser mais bonito e mais divertido do que tal vista; as asas, pelas repetidas, embora incansáveis vibrações, servindo-lhes tanto de velas como de remos; enquanto que os pés, ajudando também em afastá-las da vista, são igualmente insensíveis à fadiga.”

      Quando se ri do cavalo, quão depressa corre a avestruz? “Tão rápidas são elas”, diz The Encyclopedia Americana, “que mesmo o árabe no seu cavalo de raça pode raras vezes alcançar uma delas sem ajuda, e mesmo quando se caça à cavalo em revezamento quando as aves circulam no seu território favorito, um ou mais cavalos são freqüentemente sacrificados na caça.” O volume The Animal Kingdom (O Reino Animal) diz: “Na corrida ela pode passar na frente de quase todos os seus inimigos nas planícies da África. Quarenta milhas [64 quilômetros] é uma estimativa não exagerada da sua velocidade.” Alguns naturalistas limitam a sua velocidade máxima a quarenta e cinco quilômetros por hora; mas Martin Johnson, fotógrafo de filme cinematográfico de vida agreste, disse que a velocidade máxima da ave é de oitenta quilômetros por hora.

      As palavras de Jeová acerca da avestruz, do jumento selvagem e do boi selvagem mostram que o grande Dador dos instintos age de acordo com a sua vontade; e o que o homem pode fazer a respeito disso? A vontade divina prevalece nisto bem como em todos os assuntos da vida e somos sábios em agir em harmonia com ela. “Tu és digno, Senhor [Jeová] e Deus nosso, de receber a glória, a honra e o poder, porque todas as cousas tu criaste, sim, por causa da tua vontade vieram a existir e foram criadas.” — Apo. 4:11, ALA.

  • As duas revistas
    A Sentinela — 1962 | 1.° de dezembro
    • As duas revistas

      Uma publicadora que trabalhava com as revistas, encontrou-se certo dia com uma senhora amistosa que, apesar de não estar especialmente interessada, disse: “Bem, certamente nada nos pode acontecer simplesmente por aceitarmos duas revistas.” Visto que a irmã voltara várias vezes, mas nunca encontrara ninguém em casa, começava a parecer que nada aconteceria mesmo. Daí, certo dia, o marido atendeu a porta — a irmã tinha interrompido a sua soneca. Mesmo sendo ela um pouco apologética por isso, o homem a convidou a entrar e explicou que a sua esposa tinha obtido as revistas porque ele estava doente e ela achou que ele precisava de alguma coisa para ler: por que não as revistas? O homem ficou interessado e perguntou à irmã como se pode ter certeza que Deus existe. Depois de algumas provas bíblicas, começou-se um estudo, e este casal jovem tem feito bom progresso. Assistem às reuniões e caem regularmente no serviço, portanto, algo pode acontecer simplesmente por se aceitarem duas revistas. — Anuário das Testemunhas de Jeová para 1962, publicado em inglês.

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