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CedroAjuda ao Entendimento da Bíblia
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entre os infiéis reis materialistas de Judá, e simbolizava a exaltação de si mesmos, e a falsa segurança. (Jer. 22:13-15, 23; Isa. 2:11-13) Todavia, o crescimento e o desenvolvimento do homem justo é assemelhado ao de um cedro firmemente arraigado. (Sal. 92:12; compare Isaías 61:3 com Salmo 92:12; 104:16.) Assim, ao passo que, por um lado, Jeová promete manifestar seu poder por abater os poderosos cedros-do-líbano e fazê-los ‘saltitar pelos montes como bezerros’ (Sal. 29:4-6), por outro lado, Ele prediz o tempo em que fará com que o cedro cresça até mesmo nas regiões desérticas (Isa. 41:19, 20) e o destaca entre as árvores como uma das muitas criações que louvarão seu majestoso Nome. — Sal. 148:9, 13.
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Cédron, Vale Da Torrente DoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CÉDRON, VALE DA TORRENTE DO
[proveniente talvez duma raiz que significa “preto, sujo”, ou de uma que significa “fulgir, queimar, radiar calor”]. Trata-se dum vale profundo que separa Jerusalém do monte das Oliveiras e que se estende primeiro em direção SE e depois para o S, ao longo da cidade. Não dispondo de água, nem mesmo no inverno, exceto em caso de chuvas especialmente fortes, o vale do Cédron se inicia a certa distância do N dos muros de Jerusalém. De início, é um vale amplo e raso, continuando a estreitar-se e a aprofundar-se. Ao atingir a frente da porta de Santo Estêvão, próximo da antiga área do templo, já tem aproximadamente 30 m de profundidade e cerca de 120 m de largura. Ao S da antiga área do templo, unem-se respectivamente, ao vale do Cédron, o vale de Tiropeom e o vale de Hinom. Daí em diante, continua rumo SE, cruzando o árido deserto de Judá até o mar Morto. O nome moderno aplicado à parte inferior do vale é uádi en-Nar (“uádi de fogo”), indicando que é quente e seco na maior parte do tempo.
Defronte de Jerusalém, sepulcros escavados ocupam as encostas íngremes e rochosas do lado E do vale. Do seu lado O, cerca de meio caminho entre a antiga área do templo e a unção dos vales de Tiropeom e do Cédron, acha-se a fonte de Giom. (Veja GIOM N.° 2.) Não muito longe desta fonte, o vale do Cédron se alarga e forma um espaço aberto. Tem-se sugerido que esta área aberta talvez corresponda ao antigo “jardim do rei”. — 2 Reis 25:4.
O Rei Davi, quando fugia do rebelde Absalão, atravessou a pé o vale do Cédron. (2 Sam. 15:14, 23, 30) Por ter Simei amaldiçoado a Davi naquela ocasião, Salomão mais tarde restringiu-o a Jerusalém, não permitindo que atravessasse o vale do Cédron, sob pena de morte. (1 Reis 2:8, 9, 36, 37) Jesus atravessou este mesmo vale ao dirigir-se para o jardim de Getsêmani. (João 18:1) Nos reinados dos reis Asa, Ezequias e Josias, de Judá, o vale do Cédron foi utilizado como local para a eliminação de artigos usados para idolatria. (1 Reis 15:13; 2 Reis 23:4, 6, 12; 2 Crô. 15:16; 29:16; 30:14) Também serviu como local de sepultamento. (2 Reis 23:6) Isto tornou o vale do Cédron uma área impura, sendo, por conseguinte, significativo que a profecia de Jeremias apontasse para um tempo em que, por contraste, “todos os socalcos até o vale da torrente do Cédron” seriam “algo sagrado para Jeová”. — Jer. 31:40.
[Foto na página 291]
Vista do vale da torrente do Cédron, em direção ao sul.
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CefasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CEFAS
Veja PEDRO.
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CegonhaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CEGONHA
[Heb. , hhasidháh]. O nome desta ave se deriva, evidentemente, do hebraico hhésedh, que significa benevolência (benignidade amorosa) ou amor leal, como em Gênesis 19:19. Assim, hhasidháh indica uma criatura bondosa e leal, e tal descrição se ajusta bem à cegonha, visto que é famosa pelo seu terno cuidado para com seus filhotes e por sua lealdade ao seu par vitalício.
A cegonha é uma ave grande, pernalta, similar ao íbis e à garça. A cegonha-branca (Ciconia alba) possui plumagem branca, exceto as rêmiges de suas asas, que são negro-lustrosas. A cegonha adulta pode atingir até 1, 20 m de altura, medindo quase 1, 20 m de comprimento do corpo, e com magnífica envergadura que pode atingir quase 2, 10 m. Seu longo bico vermelho é amplo na base e bem pontiagudo, sendo usado pela cegonha para remexer a lama em busca de rãs, peixes ou pequenos répteis, ao patinhar nos charcos ou percorrer os pastos de maneira desajeitada, com suas compridas pernas vermelhas. Além de pequenas criaturas aquáticas, alimenta-se de gafanhotos e de esperanças, e também pode recorrer à carniça e aos detritos. A cegonha foi incluída na lista das criaturas impuras, que, de acordo com o pacto da Lei, os israelitas estavam proibidos de comer. — Lev. 11:19; Deut. 14:18.
Quando repreendia o povo apóstata de Judá, que deixou de discernir o tempo do julgamento por parte de Jeová, o profeta Jeremias trouxe à atenção deles a cegonha e outras aves que ‘conhecem bem seus tempos designados’. (Jer. 8:7) A cegonha emigra regularmente por toda a Palestina e a Síria, vindo de seus ninhos hibernais na África, aparecendo em grandes bandos durante março e abril. Dentre as duas espécies de cegonha encontradas na Palestina, a cegonha-branca e a cegonha-negra (Ciconia nigra), a primeira só ocasionalmente permanece para reproduzir-se naquela região, amiúde fazendo seu ninho nos topos das casas, mas também aninhando-se em árvores. A cegonha- negra, assim chamada por causa de sua cabeça, pescoço e dorso negros, é mais comum na área do mar Morto e em Basã, e procura árvores, quando disponíveis, para fazer seu ninho. O salmista referiu-se às cegonhas aninharem-se em altos juníperos. — Sal. 104:17.
Contrastando o avestruz que não voa com a cegonha que voa alto, Jeová perguntou a Jó: “Acaso a asa da fêmea de avestruz bateu alegremente, ou tem ela as plumas duma cegonha e a plumagem?” (Jó 39:13) As rêmiges da cegonha são bem largas e fortes, as rêmiges secundárias e terciárias sendo quase tão longas quanto às primárias, proporcionando imensa superfície à asa e habilitando a cegonha a ser uma ave capaz dum vôo alto e de longa duração. É uma vista imponente a cegonha voando, planando com suas fortes asas, com o pescoço estendido e suas longas pernas bem esticadas para trás. As duas mulheres vistas na visão de Zacarias (5:6-11), que levavam uma medida de efa que continha certa mulher chamada “Iniqüidade”, são descritas como tendo “asas semelhantes às asas da cegonha”. A referência ao “vento nas suas asas” (V. 9) harmoniza-se também com o sussurro produzido pelo ar que passa pelas rêmiges da cegonha. As penas primárias estendem-se como dedos, em vôo, de modo que formam-se eslotes nas pontas das asas, destarte controlando o fluxo de ar sobre o topo das asas, e melhorando seu poder de sustentação.
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CegueiraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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CEGUEIRA
Esta parece ter sido uma aflição comum nos tempos antigos. Entre os fatores responsáveis pela cegueira destacavam-se a doença, a velhice e a extirpação dos olhos daqueles feitos cativos na guerra.
A lei de retaliação (pena de talião) de Israel, que exigia alma por alma, olho por olho, dente por dente, mão por mão, pé por pé, não só destacava a santidade da vida, mas também inculcava fortemente nos israelitas a necessidade de terem cuidado extraordinário em evitar causar dano a outrem, e também de se certificarem de que qualquer testemunho que dessem no tribunal fosse verdadeiro e exato, visto que a pessoa que dava falso testemunho sofreria a própria punição que visava trazer a uma pessoa inocente. (Êxo. 21:23, 24; Deut. 19:18-21; Lev. 24:19, 20) Se um amo fosse o causador da perda dum olho de seu escravo, o amo não tinha de sofrer a extirpação de um dos seus olhos, mas o escravo ficava livre. (Êxo. 21:26) Ao passo que os escravos podiam ser obrigados a trabalhar e podiam ser surrados, caso fossem rebeldes, ainda assim o amo ficava, desse modo, cônscio da necessidade de refrear-se de ser indevidamente severo.
Jeová, que fez o olho, pode também trazer a cegueira. (Êxo. 4:11) Ele avisou a nação de Israel de que, caso rejeitassem seus estatutos e violassem seu pacto, traria sobre eles a febre ardente, fazendo com que seus olhos fraquejassem. (Lev. 26:15, 16; Deut. 28:28) Ele infligiu cegueira temporária nos casos dos homens iníquos de Sodoma e do feiticeiro Elimas. (Gên. 19:11; Atos 13:11) Saulo de Tarso ficou cegado com o brilho da luz, quando Jesus lhe apareceu, “como a alguém nascido prematuramente”. Ele recuperou a visão quando Ananias impôs-lhe as mãos, e “caíram-lhe dos olhos o que parecia [ser] escamas”. — 1 Cor. 15:8; Atos 9:3, 8, 9, 12, 17, 18.
A cegueira causada à força militar dos sírios, conforme o pedido de Eliseu, era, evidentemente, a cegueira mental. Se todo o exército tivesse sido afligido de cegueira física, todos teriam de ser conduzidos pela mão. Mas o relato afirma simplesmente que Eliseu lhes disse: “Este não é o caminho e esta não é a cidade. Segui-me.” Sobre este fenômeno, William James, em seus Principies of Psychology (Princípios de Psicologia), Volume 1, página 48, declara: “A cegueira mental é um dos resultados mais curiosos do distúrbio do córtice cerebral. Não é tanto a insensibilidade às impressões óticas como é a incapacidade de compreendê-las. Psicologicamente se interpreta isso como perda de associações entre as sensações óticas e o significado delas; e qualquer interrupção das vias entre os centros óticos e os centros de outras idéias pode causar isto.” Possivelmente esta era a espécie de cegueira removida por Jeová quando o exército sírio chegou a Samaria. — 2 Reis 6:18-20.
A cegueira desqualificava um homem de servir como sacerdote no santuário de Jeová. (Lev. 21:17,18, 21-23) O sacrifício de um animal cego era também inaceitável para Jeová. (Deut. 15:21; Mal. 1:8) Mas a lei de Jeová refletia consideração e comiseração pelo cego. Aquele que colocasse um obstáculo no caminho dum cego, ou o desorientasse, era amaldiçoado. (Lev. 19:14; Deut. 27:18) Jó, servo justo de Deus, disse: “Tornei-me olhos para o cego.” — Jó 29:15.
Quando Jesus Cristo estava na terra, ele restaurou milagrosamente a visão de muitos cegos. (Mat. 11:5; 15:30, 31; 21:14; Luc. 7:21,
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