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  • Coruja (Mocho)
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    • embora algumas também comam pequenas aves e insetos. Os gritos das corujas vão desde um piar plangente a um estalido estrondoso.

      Alguns sugerem que o kohs hebraico, incluído entre as aves ‘impuras’ (Lev. 11:13, 17; Deut. 14:16), indica o Athene noctua ou mocho-galego (mocho, NM). — Lexicon in Veteris Testamenti Libros (Léxico dos Livros do Velho Testamento), de Koehler e Baumgartner, p. 428.

      A palavra hebraica (kohs) é em outras partes traduzida “copo” (Gên. 40:11), e alguns sugerem que o termo seja aplicável à coruja, descrevendo os típicos “discos” faciais ou tufos ao redor dos olhos, um efeito parecido a um pires, criado pelas penas que se irradiam de modo ereto. Outros o ligam com o pio da ave, o do “mocho-galego” sendo um lamuriento “quiu-quiu”. O “mocho-galego”, com cerca de 25 cm de comprimento, é um dos mochos mais encontrados na Palestina, podendo ser achado em matagais, olivais e ruínas desoladas. O salmista, em sua aflição solitária, sentiu-se como um ‘mocho-galego dos lugares desolados’. (Sal. 102:6) Apropriadamente, o nome árabe desta variedade especifica de mocho é “mãe das ruínas”.

      Na Lei mosaica também se alista como ‘impura’ a ave chamada em hebraico yanshúph (ou yanshóhph), nome que alguns pensam indicar um som de “risada alta”, ou de “forte sopro” (a palavra hebraica para “sopro” sendo nasháph), ao passo que outros a ligam com o “crepúsculo” (Heb., nésheph), indicando simplesmente uma ave noturna. (Lev. 11:17; Deut. 14:16) Segundo The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete; Vol. 2, p. 252), o nome “é usado hoje para o Otus, o mocho-toupeirão”, ao passo que Koehler e Baumgartner (Lexicon in Veteris Testamenti Libros, p. 386) indicam o “mocho-pequeno-de-orelhas”. O mocho-pequeno-de-orelhas (mocho-orelhudo, NM) sendo uma ave de cerca de 38 cm de comprimento, é assim chamado por causa dos tufos eretos, semelhantes a orelhas, nas laterais de sua ampla cabeça. Freqüenta bosques e áreas desoladas, e é representado como uma das criaturas que habitariam as ruínas de Edom. — Isa. 34:11.

      Predisse-se que as casas abandonadas das ruínas de Babilônia ficariam “cheias de corujões [plural de ’óahh]”. (Isa. 13:21) Estas circunstâncias e o nome hebraico, que se entende indicar uma criatura que “uiva” com um pio triste, bem se ajustam ao Bubo ascalaphus (bufo), ave encontrada nas cavernas e ruínas, e que é comum na região de Petra e Berseba. Seu grito é um estalido alto, prolongado e forte. É o maior e o mais forte dos mochos da Palestina. Como outros mochos, seus grandes olhos, à noite, apresentam um brilho luminescente vermelho-amarelado quando refletem a luz, e, junto com seu grito lúgubre, tal característica sem dúvida contribuiu para ser um símbolo do mau agouro entre os supersticiosos povos pagãos.

  • Corvo
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    • CORVO

      [Heb. , ‘orév; gr. , kórax]. A primeira ave especificamente mencionada na Bíblia é o corvo. (Gên. 8:7) Os lexicógrafos estão divididos quanto a se seu nome tenciona descrever a cor negra da ave (desta forma se relacionando com o hebraico ‘aráv, que significa “anoitecer”, e, assim, ficar escuro), ou se imita o grasnar áspero, característico da ave.

      Sendo a maior das aves passeriformes, o corvo mede c. 60 cm de comprimento e suas asas podem atingir uma envergadura de uns 90 cm. Sua plumagem brilhante é notável por sua coloração preta retinta (Cân. 5:11), com tonalidades azul-metálico e púrpura iridescentes, as partes inferiores às vezes tendo um toque de verde. Sua dieta é extremamente variada, comendo tudo, desde nozes, frutinhas silvestres e cereais a roedores, répteis, peixes e crias de aves. Embora ataque os jovens e os fracos entre os pequenos animais, é primariamente necrófago. Quando come um cadáver, tem por hábito comer os olhos e outras partes moles da vítima, antes de dilacerar o abdome com seu forte bico. (Pro. 30:17) É poderoso voador, batendo as asas em ritmo forte e constante, ou planando suavemente em amplos círculos, enquanto espreita a área abaixo, em busca de alimento. Sua contínua busca de alimentos o leva a sobrevoar uma área incomumente grande.

      O sagaz corvo é reputado pelos naturalistas como uma das aves mais inteligentes, adaptáveis e engenhosas de todas. Em vista disso, de sua força para voar e de sua habilidade de sobreviver com ampla variação de alimentos, inclusive cadáveres, o corvo era um candidato adequado para ser a primeira criatura a ser enviada por Noé para fora da arca, na ocasião em que as águas do Dilúvio começaram a baixar. O texto indica que o corvo, depois disso, permaneceu fora da arca, utilizando-a apenas como lugar de descanso. — Gên. 8:5-7.

      No pacto da Lei, o corvo foi declarado impuro (Lev. 11:13, 15; Deut. 14:12, 14), e a frase “segundo a sua espécie” é entendida, pelo visto, como abrangendo outras aves aparentadas, como a gralha de várias espécies, entre elas a gralha-calva, a gralha-de-nuca-cinzenta e a gralha-de-bico-vermelho, todas as quais podem ser encontradas na Palestina.

      O corvo, diferente da gralha, é usualmente uma ave da região desértica, muitas vezes habitando regiões montanhosas e até mesmo desertos. Achava-se entre as criaturas vistas por Isaías numa visão como habitando o “vácuo e as pedras do vazio” da arruinada Edom. (Isa. 34:11) O corvo também tem o hábito de estocar reservas alimentares em fendas rochosas, ou de enterrá-las sob folhas. Tais aves foram assim uma escolha apropriada quando Deus as usou miraculosamente para levar pão e carne, duas vezes por dia, para Elias, quando o profeta estava escondido no vale da torrente de Querite. — 1 Reis 17:2-6.

      Os corvos nidificam em penhascos ou áreas rochosas elevadas, bem como em árvores altas; escolhem um cônjuge para toda a vida e são pais devotados. Jeová Deus, o verdadeiro Provisor de todas as suas criaturas, voltou a atenção de Jó para Ele próprio por meio da indagação: “Quem prepara para o corvo o seu alimento quando seus próprios filhotes clamam a Deus por ajuda, vagueando por não haver nada para comer?” (Jó 38:41) O salmista também mostrou que o alimento trazido pelas aves paternas que percorrem grandes distâncias para satisfazer os estridentes pios de suas vorazes crias se deve às bondosas provisões do Criador (Sal. 147:7-9), ao passo que Jesus se referiu aos corvos de forma similar, para assegurar a seus seguidores que Aquele que cuida de tais aves do ar certamente proveria as necessidades de seus servos humanos. — Luc. 12:24; compare com Salmo 104:27, 28; Mateus 6:26.

  • Corvo-marinho
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    • CORVO-MARINHO

      [Heb., shalákh, mergulhador]. Esta ave somente aparece na lista de aves impuras sob a Lei mosaica, lista esta que proíbe que se coma certas aves, a maioria das quais são aves de rapina e necrófagas, embora pareça haver exceções, tais como a poupa e o cisne. (Lev. 11:17; Deut. 14:17) O verbo do qual se deriva este nome significa “atirar, arremessar ou lançar”; assim, descreve-se os pescadores do Egito, no Nilo, como ‘lançando [do heb., shalákh] anzóis’ no rio. (Isa. 19:8) Os tradutores da Septuaginta grega entendiam que tal ave fosse o kataráktes, nome grego duma ave que mergulha na água e nada em perseguição aos peixes, ao passo que a Vulgata latina usa mergulus (o “mergulhador”) para indicar tal ave. Portanto, parece evidente que o termo hebraico representa uma ave comedora de peixes, mergulhadora, e a maioria das traduções consideram o corvo-marinho como a espécie mais provável, visto ser muito comum na Palestina, especialmente ao longo da costa mediterrânea e também em certas massas de água interioranas, tais como o mar da Galiléia. Ao longo de lagos e rios pode-se encontrar um “corvo-marinho pigmeu”, menor, embora não seja tão freqüente.

      O corvo-marinho é da família dos pelicanos, sendo um tanto parecido ao pato. Tendo geralmente o corpo alongado e de coloração escura, o corvo-marinho é rápido e ágil na água, nadando sob a água principalmente por usar seus pés palmados, mas também, às vezes, por empregar suas asas relativamente longas para dardejar atrás de sua presa. Seu bico aguçado e curvado o torna um esplêndido pescador, e, desde os tempos antigos, os corvos-marinhos são treinados pelos pescadores no Oriente e em parte da Índia para capturar peixes para seus donos, sendo colocado um anel um tanto solto ao redor da garganta deles para impedir que engulam algo além de peixinhos bem pequeninos.

      [Foto na página 363]

      Corvo-marinho adulto.

  • Cós
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    • CÓS

      A capital, localizada no extremo NE duma ilha que tem o mesmo nome, situada na costa SO da Ásia Menor. Sua posição vantajosa fornecia a Cós grande importância comercial e naval nos tempos antigos. Depois que Paulo ‘separou-se a muito custo’ dos superintendentes de Éfeso, aos quais tinha falado em Mileto (Atos 20:17, 36-38), o navio que ele e Lucas tomaram ‘seguiu um rumo direto’, isto é, velejou de vento em popa, sem ziguezaguear, e sob bons ventos, até que ‘chegou a Cós’, um percurso de uns 56 km costa abaixo. (Atos 21:1) Alguns comentaristas têm calculado que, com os predominantes ventos normais de NO do mar Egeu, tal distância podia ser coberta em cerca de seis horas, permitindo que, como Lucas indica, o navio de Paulo chegasse a Cós no mesmo dia em que partira de Mileto. Parece provável que tal navio passou a noite ancorado ao largo da Costa E de Cós e chegou a Rodes “no dia seguinte”, depois de partir de manhã, numa viagem relativamente curta de 80 km.

  • Costela
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    • COSTELA

      Há, no corpo humano, 24 destes ossos longos, delgados e curvos que encerram a caixa torácica, dispostos em 12 pares. As costelas acham-se entre os ossos em cuja medula se produz o sangue, e formam uma caixa que protege o coração e os pulmões.

      Na criação da mulher, Deus não a fez separada e distinta do homem por formá-la do pó da terra, como fizera na criação de Adão. Ele tirou uma costela do lado de Adão, à base da qual fez para Adão um complemento perfeito, a mulher Eva. (Gên. 2:21, 22) Adão, contudo, permaneceu como homem perfeito, agora unido com sua esposa como ‘osso do osso e carne da carne’. (Gên. 2:23; Deut. 32:4) Ademais, isto não perturbou as células reprodutoras de Adão, de modo a influir em seus filhos, meninos ou meninas, na estrutura de suas costelas. Tanto o macho como a fêmea humanos possuem, cada um, 24 costelas.

      É interessante notar que uma costela que foi removida voltará a crescer, substituindo a si mesma, uma vez que se permita a permanência do periósteo (a membrana de tecido conjuntivo que envolve o osso). O registro não declara se Jeová Deus seguiu este proceder ou não; não obstante, como Criador do homem, Deus certamente estava a par desta qualidade incomum dos ossos das costelas.

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