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  • Pica-pau — maravilhosamente modelado para perfurar
    Despertai! — 1977 | 22 de setembro
    • Pica-pau — maravilhosamente modelado para perfurar

      O SOM das batidinhas rápidas capta sua atenção, ao passar por um grupo de árvores. Com toda a certeza, há um pica-pau perfurando um tronco de árvore, provavelmente em busca de insetos ou de larvas de insetos. Ou, talvez escave um buraco para servir de ninho. Trata-se duma vista e dum som familiares em muitas partes da terra, pois há pica-paus em todas as terras, exceto em Madagáscar e na região da Austrália.

      Em menos de três segundos, um pica-pau pode bater com seu bico em forma de cunha cerca de quarenta e quatro vezes contra um tronco ou um ramo de árvore. Como é que o pássaro consegue suportar todas essas batidas sem ficar irrecuperavelmente tonto?

      A resposta parece residir no formato da cabeça do pica-pau. O espaço entre o cérebro do pássaro e a dura membrana externa do cérebro é muito estreito e, por conseguinte, contém menos fluido do que o espaço maior encontrado em aves aparentadas que não escavam nem batem com o bico. Esta caraterística serve aparentemente para reduzir as ondas líquidas de choque que resultam do impacto e da vibração. Daí, também, osso comparativamente denso, porém esponjoso, abriga o cérebro, impedindo o movimento deste órgão vital. Também, o tecido conetivo esponjoso e elástico, adjacente aos ossos entre o crânio e o bico, absorve o choque, como o fazem os grandes músculos que se estendem sobre a cabeça do pica-pau e por trás de cada uma de suas 20 orelhas. Além de controlar o movimento da língua, tais músculos atuam de forma bem parecida a amortecedores, acolchoando a cabeça e impedindo-a de girar.

      Outras partes do corpo do pica-pau são, de forma semelhante, maravilhosamente modeladas para a atividade — as pernas, os pés, a cauda e a língua.

      Examine as pernas dele. São curtas e fortes, idealmente adaptadas para a subida na posição vertical. Os pés consistem em quatro dedos, o segundo e o terceiro apontando para a frente e os outros dois voltados para trás. O quarto dedo também pode movimentar-se para o lado e para a frente. Cada dedo está equipado de uma afiada garra curva. Assim, cada pé pode funcionar como uma pinça, habilitando o pica-pau a agarrar-se com firmeza à medida que sobe nos troncos, em ramos de árvores, em penhascos ou até mesmo nas paredes de prédios.

      A cauda também contribui sua parte para a existência bem sucedida dessa ave. Funciona bem como escora ou suporte enquanto o pica-pau dá bicadas. As doze retrizes fortes, que formam a cauda, estão dispostas como tabuinhas superpostas, uma colocada sobre a outra. Durante a muda, as duas retrizes centrais incomumente fortes não caem até que as outras já tenham crescido e possam fornecer o apoio necessário ao pica-pau.

      A língua é ainda outra modalidade digna de nota do pica-pau. Está ligada ao hióide, órgão formado de tecido ósseo e elástico que se situa ao redor do crânio. Certos músculos puxam as alças do hióide e, desta forma, empurram a língua para fora do bico por considerável distância. No caso do pica-pau verde, ou peto-verde, a língua pode estender-se para fora do bico até 10 centímetros. Movendo-se rapidamente para dentro e para fora do bico, a língua estendida, coberta por grossa camada de muco viscoso, pode pegar insetos e larvas escondidos em intrincadas passagens. Em muitas variedades de pica-paus, a ponta da língua é córnea e dotada de pêlos rijos, ou vilosa. Com tais pêlos rijos, espetam prontamente as larvas. Há também pica-paus com línguas em forma de colher, que terminam num amplo grupo de pêlos, exatamente o formato ideal para coletar formigas e térmites.

      Como é que o pica-pau determina se um ‘prato’ está escondido embaixo da casca duma árvore? Comumente, atribui-se isto à sua aguda audição. Depois de perfurar e então pausar por um instante, a ave consegue detectar se quaisquer insetos foram perturbados. Também, as galerias formadas pelos insetos sem dúvida produzem um som diferente às batidas do pica-pau.

      Na verdade, o pica-pau é maravilhosamente modelado! A estrutura interna de sua cabeça pode fornecer, ao homem, a inspiração para melhores instrumentos de proteção à cabeça no futuro. Para o pica-pau, porém, seu excelente equipamento é essencial à vida.

  • Outra espécie de “vítima de guerra”
    Despertai! — 1977 | 22 de setembro
    • Outra espécie de “vítima de guerra”

      ● Neste século, as guerras ceifaram horrível tributo de vidas humanas. Na Segunda Guerra Mundial, especialmente, não só morreram milhões de homens uniformizados, mas também grandes massas de civis nas zonas de guerra, graças, especialmente, ao “bombardeio de saturação” de cidades, empregado por ambos os lados. Há, naturalmente, as vítimas que todas as guerras produzem: as viúvas e os órfãos que restam, quando são mortos os seus maridos e pais.

      No entanto, há ainda outro tipo de vítima de guerra, um que dificilmente recebe qualquer atenção. Trata-se das mulheres que estavam noivas, prontas a se casar, mas cujos noivos morreram antes de se dar o casamento. Nenhum estado lhes mostra consideração alguma, tal como as pensões que as viúvas recebem. Mas, elas, em muitos casos, têm de viver a vida inteira sem o marido que gostariam de ter. E, usualmente, como solteiras, têm de pagar, proporcionalmente, maiores impostos de rendas.

      Também, por causa dos muitos homens que morrem na guerra, outros milhões de mulheres jamais conseguem casar-se. Há muitos poucos homens para que todas as mulheres elegíveis consigam um marido. Por exemplo, na segunda guerra mundial, cerca de três milhões de soldados alemães foram mortos. Na União Soviética, foram mortos cerca de sete e meio milhões de homens. Assim, depois da guerra, tornou-se impossível que muitos milhões de mulheres nesses países encontrassem cônjuges, devido à escassez de homens. A aflição dessas mulheres não pode ser pensada com frases que são usadas com freqüência para descrevê-las, tais como, “mulheres de sobra”, como se isto fosse algo natural. Essa “sobra” foi muito desnatural, criada pela matança em massa dos homens elegíveis.

      Este enorme problema não pode ser solucionado pelo homem. Trata-se de mais um dos muitos e muitos problemas que somente Deus pode equacionar e que equacionará em sua nova ordem.

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