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Existe base científica para a hidroscopia?Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
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exemplo, que poderiam ser responsáveis pela reação hidroscópica. Esta é a crença dos geólogos soviéticos que têm usado o BPM por mais de uma década, e cujo trabalho merece ser melhor conhecido no Ocidente.”
Segundo esta teoria, pensa-se que as variações da força do campo magnético, causadas por determinadas formações geológicas, são o que provoca a reação hidroscópica, e não a presença ou ausência de água ou de metais. Tais formações, contudo, favorecem o depósito de veias metalíferas ou os acúmulos de água. Muitos exemplos de aplicação bem sucedida da hidroscopia, na União Soviética, foram fornecidos, para a localização tanto de depósitos de minérios como de água corrente.
Nos testes da Universidade Estadual de Utah, adrede mencionados, os 150 hidróscopos iniciantes receberam, cada um, 30 blocos de madeira e andaram ao longo de trajetos prescritos de teste. Deveriam deixar cair um bloco onde quer que sentissem uma reação hidroscópica. Cada um deles andava sozinho pelos trajetos, e antes de o seguinte surgir, removiam-se os blocos, depois de registrarem-se suas posições. Num número significativo de casos, eles deixaram cair os blocos nos mesmos locais. Depois de relatar isto, continua o artigo em New Scientist:
“Estes resultados sugerem que valeria a pena examinar a possibilidade de que as reações hidroscópicas se relacionassem a pequenas variações do campo magnético ao longo dos trajetos de teste, segundo medidas por magnetômetros de vapor, de césio. Verificou-se haver alguma correlação: os hidróscopos obtinham reações mais freqüentes ao longo de segmentos dos trajetos em que ocortiam maiores mudanças do gradiente do campo magnético. Chadwick e Jensen concluíram que o possível elo entre as reações hidroscópicas e as mudanças do campo magnético relacionadas à água corrente subterrânea poderiam constituir a base da pesquisa futura.”
Conclusão
Conclui New Scientis: “Se a reação hidroscópica é tão geral assim, e se as afirmações soviéticas quanto a efetividade do BPM como técnica de prospecção devem ser consideradas pelo seu valor nominal, pareceria haver todo motivo para se tornar a adivinhação da existência de água e minerais um assunto de esforços concentrados de pesquisa . . . se a solução dum mistério milenar, freqüentemente ligado à clarividência e ao ocultismo, resultasse ser, afinal de contas, simples questão de análise cabal, isso seria uma demonstração oportuna do valor do método científico.”
Mesmo que se prove que há respostas às mudanças do campo eletromagnético, que alguns atribuem à presença da água, isso ainda não explica as extremas reações de alguns que afirmam que a vara ou vareta balança loucamente e às vezes se quebra, graças à violência da reação. Nem existe qualquer explicação para a afirmação de que alguns podem passar a vara sobre um mapa de certa área e localizar água. Em tais casos, bem que as forças demoníacas podem estar operando. Os espíritos iníquos às vezes se aproveitam das reações normais e as distorcem, além de toda proporção, ou pegam uma verdade e a levam a tal extremo que ela se torna crasso engano.
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Que cérebro avícola!Despertai! — 1979 | 8 de dezembro
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Que cérebro avícola!
A ciência sempre ficou aturdida pela capacidade das aves de emigrarem a longas distâncias. Agora tal mistério se aprofundou — os pombos podem sentir a posição da lua, mesmo quando não conseguem vê-la. Antes disto, tinha sido demonstrado que os pombos-correio sentem as mudanças no campo magnético da terra podem ver ondas de luz que nós não podemos, podem detectar sons de baixa freqüência a muitos quilômetros de distância, podem sentir as mudanças da pressão atmosférica e podem identificar odores familiares. E, agora, os pombos sabem onde está a lua mesmo a luz do dia. Como conseguem fazê-lo ainda constitui um mistério para os cientistas.
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