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BaalAjuda ao Entendimento da Bíblia
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deusas do panteão cananeu estavam relacionados, na mente de seus adoradores, com certos corpos celestes. Por exemplo, um dos textos de Ras Xamra menciona uma oferta feita à “Rainha Sapas (o Sol) e às estrelas”, e outro alude “ao exército do sol e à hoste do dia”. Baal, também, tem sido visto como deus-sol, conforme indicado por The International Standard Bible Encyclopcedia (Enciclopédia Bíblica Padrão Internacional), Volume 1, página 345: “O Bel-Merodaque bab[ilônico] era um deus-Sol, assim como também o era o Baal can[aneu], cujo título pleno era Baal-Samaim, ‘senhor do céu’.”
Por conseguinte, é digno de nota que a Bíblia tece várias referências aos corpos celestes, em conexão com a adoração de Baal. Descrevendo o proceder obstinado do reino de Israel, declara o registro bíblico: “Continuaram a abandonar todos os mandamentos de Jeová . . ., e começaram a curvar-se diante de todo o exército dos céus e a servir a Baal.” (2 Reis 17:16) A respeito do reino de Judá, é digno de nota que, bem no templo de Jeová, vieram a existir “utensílios feitos para Baal, e para o poste sagrado, e para todo o exército dos céus”. Também, o povo em todo Judá fazia “fumaça sacrificial a Baal, ao sol e à lua, e às constelações do zodíaco, e a todo o exército dos céus”. — 2 Reis 23:4, 5; 2 Crô. 33:3; veja também Sofonias 1:4, 5.
Cada localidade possuía seu próprio Baal ou “senhor” divino, e o Baal local amiúde recebia um nome que indicava que estava sendo ligado a uma localidade específica. Por exemplo, o Baal de Peor (Baal-Peor), adorado pelos moabitas e midianitas, obteve seu nome do monte Peor. (Núm. 25:1-3, 6) Os nomes destes Baals locais vieram mais tarde a ser transferidos, por uma figura de retórica (metonímia) para as próprias localidades, como, por exemplo, Baal-Hermom, Baal-Hazor, Baal-Zefom, Bamote-Baal. Embora houvesse oficialmente muitos Baals locais entre os cananeus, entendia-se que na realidade só havia um deus Baal.
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Baal De PeorAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BAAL DE PEOR
O Baal específico adorado no monte Peor, tanto pelos moabitas como pelos midianitas. (Núm. 25:1, 3, 6) Tem sido sugerido que o Baal de Peor poderia realmente ter sido Quemós, em vista de que esta deidade era o principal deus dos moabitas. (Núm. 21:29) Como no caso do baalismo em geral, ritos crassamente licenciosos estavam provavelmente ligados à adoração de Baal de Peor. Os israelitas, enquanto acampados em Sitim, nos altiplanos de Moabe, foram engodados à imoralidade e à idolatria pelas adoradoras deste deus. — Núm. 25:1-18; Deut. 4:3; Sal. 106:28; Osé. 9:10; Rev. 2:14.
O pecado de Israel em relação com Baal de Peor resultou em Jeová enviar um flagelo mortífero que matou milhares de israelitas. Surge uma questão quanto ao número dos que foram realmente mortos pelo flagelo, em vista da aparente discrepância entre Números 25:9 e 1 Coríntios 10:8. Pelo que parece, 23.000 foram mortos diretamente pelo flagelo, ao passo que 1.000 “cabeças” ou chefes do motim foram mortos pelos juízes de Israel e então pendurados em algo. — Núm. 25:4, 5.
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Baale-judáAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BAALE-JUDÁ
Veja QUIRIATE-JEARIM.
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Baal-perazimAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BAAL-PERAZIM
[senhor ou mestre das rupturas]. O local duma vitória completa do Rei Davi sobre as forças coligadas dos filisteus, algum tempo depois de Davi conquistar a fortaleza de Jerusalém. (2 Sam. 5:9, 17-21) O registro declara que, ao ouvir falar da aproximação agressiva dos filisteus, Davi e seus homens ‘desceram ao lugar de difícil acesso’, ao passo que os filisteus “andaram percorrendo a baixada de Refaim”. Recebendo de Jeová a garantia de Seu apoio, Davi atacou-os, e os filisteus fugiram, deixando atrás os seus ídolos. Atribuindo a vitória a Jeová, Davi disse: “Jeová irrompeu através dos meus inimigos na minha frente, como uma brecha feita por águas”; e, por este motivo, ele “chamou aquele lugar pelo nome de Baal-Perazim”. O relato em 2 Samuel 5:21 afirma que Davi e seus homens ‘levaram assim embora os ídolos abandonados pelos filisteus’; no entanto, o relato paralelo em 1 Crônicas 14:12 mostra a medida final tomada, declarando: “Davi disse então a palavra, e eles [os ídolos] foram assim queimados no fogo.”
A baixada de Refaim é considerada como sendo a planície do Baqa‘ a SO de Jerusalém, que, depois de declinar por cerca de 1,6 km, contrai-se num vale estreito, o uádi el Werd. Em tal base, a maioria dos peritos sugerem o sítio de Baal-Perazim como sendo Sheikh Bedr, no promontório de Ras en-Nadir, que dá para o “manancial das águas de Neftoa [a moderna Lifta]” (Jos. 15:8, 9) a NO de Jerusalém.
O monte Perazim a que Isaías se refere é considerado como sendo a mesma localidade. Seu uso na profecia relembra a vitória de Jeová, mediante Davi, em Baal-Perazim, citada como exemplo do ato estranho que deverá acontecer, no qual, declara Jeová, ele irromperá contra seus inimigos como uma inundação-relâmpago. — Isa. 28:21.
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Baal-zebubeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BAAL-ZEBUBE
[dono (senhor) das moscas]. O Baal adorado pelos filisteus em Ecrom. Há indícios de que era prática comum entre os hebreus mudar os nomes dos deuses falsos para algo similar, porém degradante. Por isso, a terminação “Zebube” pode ser uma alteração de um dos títulos de Baal indicados nos textos de Ras Xamra como “Zebul [Príncipe ou Exaltado], Senhor da Terra”. Alguns peritos, contudo, sugerem que o nome foi dado a tal deus por seus adoradores, por ser considerado o produtor de moscas e, por conseguinte, capaz de controlar esta praga comum do Oriente Médio. Visto que o fornecimento de oráculos estava ligado a Baal-Zebube, outros partilham o conceito de que Baal-Zebube era um deus considerado como provendo oráculos pelo vôo ou zumbido duma mosca. — 2 Reis 1:2.
A designação “Beelzebube” ou “Belzebu” (possivelmente significando “senhor da habitação” ou “senhor do excremento”), que aparece nas Escrituras Gregas Cristãs com referência ao regente dos demônios, pode ser uma alteração de “Baal-Zebube”. — Mat. 12:24.
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BaasaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BAASA
[destemido; ofensivo]. Terceiro rei do reino de dez tribos de Israel, filho de Aijá, da tribo de Issacar, tendo antecedentes insignificantes. Usurpou o trono por matar seu predecessor, Nadabe, após o que exterminou toda a casa de Jeroboão, como tinha sido profetizado. (1 Reis 15:27-30; 14:10) Baasa, contudo, deu continuidade à adoração dos bezerros de Jeroboão, e, por causa disso, prometeu-se que a sua própria casa também seria exterminada. (1 Reis 16:1-4) Quando travou guerra contra Judá, Asa induziu o rei da Síria a fustigar Baasa pelo N. A cidade fortificada de Ramá, que Baasa estava edificando, foi então devastada por Asa. (1 Reis 15:16-22; 2 Crô. 16:1-6) Depois de ter regido por 24 anos (975-952 A.E.C.), Baasa morreu e foi sepultado em sua capital, Tirza. Elá, filho dele, foi seu sucessor, mas, em questão de dois anos, Zinri rebelou-se e exterminou a casa de Baasa, cumprindo o decreto de Jeová. — 1 Reis 16:6-13.
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BabelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BABEL
[confusão]. Uma das primeiras cidades a ser edificada após o Dilúvio. Ali Deus “confundiu . . . o idioma de toda a terra”. (Gên. 11:9) O nome se deriva do verbo balál, que significa “mesclar, misturar, confundir, desordenar”. Os cidadãos locais, imaginando sua cidade como sendo a sede do governo de Deus, afirmavam que o nome se compunha de Bab (Porta) e de El (Deus), significando “Porta de Deus”. Desde a antiguidade, a palavra “Bab” (“Porta”) é a designação dada no Oriente Médio à sede dum governo.
O começo do reino do iníquo Ninrode, o “poderoso caçador em oposição a Jeová”, foi aqui em Babel, “na terra de Sinear”, na planície aluvial formada pelo aluvião dos inundantes rios Eufrates e Tigre. (Gên. 10:9, 10) Não havia pedras disponíveis para construção, de modo que os edificadores utilizaram grandes depósitos de argila. “Façamos tijolos e cozamo-los por um processo de queima”, disseram. Devido à ausência de cal, a argamassa consistia em betume, provavelmente transportada pelo Eufrates abaixo desde os seus depósitos naturais em Hit, a 225 km a NO. — Gên. 11:3.
O programa de Babel, que desafiava a Deus, centralizava-se na construção duma torre religiosa “com o seu topo nos céus”. Não foi construída para a adoração e louvor de Jeová, mas foi dedicada à religião falsa, inventada pelo homem, com a motivação de fazer um “nome célebre” para os construtores. — Gên. 11:4.
O tempo aproximado de tal edificação pode ser deduzido da seguinte informação: Pelegue viveu de 2269 a 2030 A.E.C. Seu nome significava “divisão; parte”, pois “nos seus dias foi dividida a terra” [isto é, “a população da terra”]; Jeová “os espalhou dali por toda a superfície da terra”. (Gên. 10:25; 11:9) Um texto de Skarkalisharri, rei de Agade (Acade) nos tempos patriarcais, menciona sua restauração duma torre-templo em Babilônia, subentendendo que tal estrutura já existia antes de seu reinado.
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Babilônia (Cidade)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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BABILÔNIA (CIDADE)
[confusão]. O nome posteriormente dado a Babel. Esta cidade renomada localizava-se junto ao rio Eufrates, nas planícies de Sinear, região mais tarde chamada Babilônia, a aproximadamente 870 km a E de Jerusalém, e cerca de 80 km ao S da moderna Bagdá. — Veja BABILÔNIA (PAÍS).
Ninrode, que viveu na última parte do terceiro milênio A.E.C., fundou a cidade de Babilônia como a capital do primeiro império político do homem. A construção desta cidade, contudo, teve um fim súbito quando se deu a confusão das comunicações. (Gên. 11:9) Gerações posteriores de reconstrutores vieram e passaram. Hamurábi ampliou e fortificou a cidade, e a tornou a capital do Império Babilônico sob a regência semítica.
Sob o controle da Potência Mundial Assíria, a cidade de Babilônia figurou em várias contendas e revoltas. Daí, com o declínio do segundo império mundial, o caldeu Nabopolassar fundou nova dinastia em Babilônia, por volta de 645 A.E.C. Seu filho, Nabucodonosor II, que concluiu a restauração e levou a cidade à sua maior glória, jactou-se: “Não é esta Babilônia, a Grande, que eu mesmo construí?” (Dan. 4:30) Em tal glória, continuou sendo a capital da terceira potência mundial sob os sucessivos reinados do filho de Nabucodonosor, Evil-Merodaque (Amel-Marduque), de seu genro Neriglissar e do filho de Neriglissar, Labashi-Marduque, e, por fim, tendo a Nabonido, genro de Nabucodonosor, no trono. Belsazar, filho de Nabonido, regia junto com seu pai como co-regente até a noite de 5/6 de outubro de 539 A.E.C. (calendário gregoriano), quando Babilônia caiu diante dos exércitos invasores dos medos, persas e elamitas, sob o comando de Ciro, o Grande.
Nessa noite fatídica, na cidade de Babilônia, Belsazar realizava um banquete para mil de seus grandes. Nabonido não estava ali presente para ver a ominosa escrita na parede de argamassa: “MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.” (Dan. 5:5-28) Os registros históricos antigos indicam o que se seguiu. Depois de sofrer a derrota às mãos dos persas, ele se refugiara na cidade de Borsipa, ao SO.
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