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Alexandre o Grande e a profecia bíblicaA Sentinela — 1961 | 15 de fevereiro
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norte e ao sul do molhe. Os navios ao sul conseguiram fazer logo uma brecha. Lançaram-se passadeiras e as tropas de assalto de outros navios passaram por elas. Alexandre desembarcou com um dos grupos de assalto e estava entre os primeiros no muro. No ínterim, a frota de Alexandre penetrou no porto de Tiro e derrotou a frota tironiana encurralada ali. Em pouco tempo os macedônios penetraram em Tiro de todos os lados. Foi tremenda a carnificina nas ruas e nas praças. Os macedônios, enfurecidos pela resistência obstinada da cidade, não mostraram misericórdia. Uma grande parte de Tiro foi reduzida a cinzas. Cerca de 8.000 tironianos foram mortos e 2.000 jovens foram pregados em estacas, na praia, em represália pela matança de prisioneiros macedônios. Cerca de 30.000 tironianos foram vendidos como escravos. O sítio tinha durado de meados de janeiro até meados de julho de 332 A. C.
Alexandre entrou a seguir em Jerusalém, onde, segundo o historiador Charles Rollin em sua História Antiga, “o sumo sacerdote, posteriormente, mostrou-lhe estas passagens na profecia de Daniel, em que se fala deste monarca. . . . Podemos facilmente imaginar a grande alegria e a admiração que enchiam Alexandre ao ouvir essas promessas tão claras, tão circunstanciais e tão vantajosas. Antes de partir de Jerusalém, ele reuniu os judeus e os concitou a pedirem qualquer favor que quisessem.”
Alexandre avançou então para o Egito, o qual, cansado do jugo persa, o acolheu como libertador. Na desembocadura do Nilo fundou a cidade de Alexandria, em 332 A. C.
Alexandre voltou-se novamente para o norte e começou a marcha para Babilônia, com um exército de aproximadamente 47.000 homens. Dario III fez várias ofertas de paz. A sua última oferta, Alexandre respondeu ao embaixador: “Se ele [Dario] estivesse satisfeito a ser o segundo depois de mim, sem pretender ser o meu igual, talvez que eu o ouvisse. Diga-lhe que o mundo não admite dois sóis, nem dois soberanos.”
A VITÓRIA EM GAUGAMELA
Dario preparou-se assim para a batalha. Esta vez Dario ajuntou um exército duas vezes maior que o que lutou em Isso. Reuniu um exército de aproximadamente 1.000.000 de homens. Alexandre, com seus 47.000 homens, cruzou o Eufrates e o Tigre e enfrentou Dario, que estava na chefia daquele exército colossal, perto da aldeia de Gaugamela, a uns vinte e nove quilômetros ao nordeste das ruínas de Nínive. Dario colocou na frente das suas tropas duzentos carros armados de foices e quinze elefantes. O rei persa esperava derrotar com eles as falanges de Alexandre, desorganizando-as para que se tornassem presa fácil dos ataques da cavalaria persa.
Ao se iniciar a batalha, os carros avançaram sobre a planície, atacando as falanges. Mas Alexandre tinha destacado tropas mais leves para neutralizar os carros. Estas feriram os cavalos e os condutores com projéteis. Os poucos carros que chegaram às falanges passaram por elas inofensivas, pois os lanceiros abriram as suas fileiras para deixá-los passar; e na retaguarda foram facilmente capturados. A batalha travava-se furiosamente. Os piques das falanges brilhavam cada vez mais perto de Dario; e quando o condutor do carro do rei foi abatido por um dardo de arremesso, Dario saltou do carro, montou num cavalo e saiu galopando do campo de batalha. Pouco depois, o exército persa seguiu o seu líder — retrocedendo em pânico. Alexandre perseguiu os fugitivos; e, segundo Arriano, foram mortos 300.000 persas. O fugitivo Dario foi morto por homens que tinham sido seus aliados.
FRACASSO DOS PLANOS PARA A BABILÔNIA
Babilônia rendeu-se imediatamente. Alexandre decidiu fazer desta cidade a capital do mundo. Ele iniciou vários grandes projetos de construção em Babilônia. Mas os seus planos de fazer de Babilônia novamente uma grande cidade não podiam ser bem sucedidos, porque esta vez Alexandre estava em conflito com a profecia bíblica. O Deus do céus tinha declarado por meio de seu profeta: “Babilônia . . . será como Sodoma e Gomorra, quando Deus as transtornou. Nunca, mais será habitada, nem reedificada de geração em geração.” (Isa. 13:19, 20, Al) Por isso fracassaram os planos de Alexandre quanto à reconstrução de Babilônia, que estava biblicamente condenada; e depois de voltar a Babilônia, após outras conquistas, o folião Alexandre morreu de febre, aos trinta e um anos de vida, em 323 A. C.
O que aconteceria ao seu império? A profecia bíblica esclarece que “o seu reino será quebrado, e repartido para os quatro ventos do céu; mas não para a sua posteridade”. (Dan. 11:4, ALA) Quanto ao simbólico bode, o anjo de Deus disse a Daniel: “Mas o bode peludo é o rei da Grécia; e a ponta grande que tinha entre os olhos é o rei primeiro; o ter sido quebrada, levantando-se quatro em lugar dela, significa que quatro reinos se levantarão da mesma nação, mas não com a força dela.” — Dan. 8:21, 22, Al.
As palavras de Deus não podem falhar; e, fiel à profecia, até o ano de 301 A. C., o ano da batalha decisiva de Ipso, quatro dos generais de Alexandre se tinham estabelecido em poder. O historiador Rollin escreveu, comentando isto bem como o decreto de Deus a respeito de Babilônia: “Não há nada que evidencie mais a força e o peso desta maldição invencível do que os esforços do príncipe mais poderoso que já reinou; um príncipe, que foi o mais obstinado de todos quanto à execução dos seus projetos; um príncipe cujos empreendimentos nunca falharam, mas que falhou neste [a reconstrução de Babilônia], embora não parecesse tão difícil como o resto. . . . Pode algo ser mais maravilhoso, mais divino, do que uma série de profecias, todas elas tão claras, tão exatas e tão circunstanciais; profecias que até indicam que um príncipe morreria sem deixar um único sucessor dentre a sua própria família, e que quatro de seus generais dividiriam o seu império entre si?”
A carreira de Alexandre o Grande mostra com que exatidão a profecia bíblica se cumpre; isto, por sua vez, glorifica o Originador desta profecia, Jeová Deus. Que todos os que desejam ser bem sucedidos modelem então as suas vidas em harmonia com a Palavra profética de Deus, cujas palavras nunca podem falhar.
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Maior atrativoA Sentinela — 1961 | 15 de fevereiro
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Maior atrativo
● É conhecido que os restaurantes criam um ambiente agradável para atrair fregueses. Não faz muito tempo, a Igreja Cristã de Broadway, em Wichita, Kansas, EUA, decidiu dar maior atrativo ao seu costumeiro serviço recreativo depois do oficio. Promoveu-se um culto dominical “de antanho” e os membros da igreja vieram vestidos de roupa de outrora. Outras características do ambiente incluíam lâmpadas de querosene, luz de lanternas, música de órgão de fole e segregação entre homens e mulheres nos bancos da igreja. “Isto é feito”, explicou o pastor, “não para fornecer recreação, mas num esforço de recapturar o ambiente e o espírito de nossos antepassados”. Em vista da escassez de conhecimento espiritual no mundo, parece que as igrejas da cristandade necessitam mais das verdades bíblicas do que dum ambiente agradável, “pois a cena deste mundo está mudando” permanentemente no Armagedon. — 1 Cor. 7:31, NM.
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