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  • Baluartes da religião falsa foram estabelecidos em todo o mundo, partindo de Babilônia
    A Sentinela — 1964 | 1.° de dezembro
    • e de saneamento. — Sob “Arqueologia”, página 44, parágrafos 2-4.

      NINRODE É TRANSFORMADO EM DEUS E EM FALSO “DESCENDENTE”

      9. Como veio Ninrode a ser considerado um deus?

      9 Ninrode permaneceu como primeiro rei de Babilônia. Era tido em alta conta como o poderoso caçador e rei em oposição a Jeová, e como organizador do antigo Império Babilônico original. Recusando-se a reconhecer a Jeová qual Deus verdadeiro, os babilônios se inclinariam a adorar a Ninrode. Quando morreu, o deificariam, fazendo dêle um deus, o deus guardião da cidade de Babilônia. — Gên. 10:9.

      10. (a) Por que nome é chamado na Bíblia o principal deus da cidade de Babilônia? (b) De que modo identifica a Merodaque The Encyclopcedia Britannica? (c) O que diz The Jewish Encyclopedia sobre a identidade de Ninrode?

      10 Mais de 1.500 anos depois, quando a Babilônia atingiu o ápice de glória nos dias do Rei Nabucodonosor II, mencionado na Bíblia Sagrada, o principal deus da cidade imperial era Marduque. O seu templo nesta era chamado E-sagila (significando “Casa Sublime”), cuja tôrre era chamada E-teme-nanki (significando “Casa do Alicerce do Céu e da Terra”). Em relação com o deus Marduque, que é chamado de Merodaque na Bíblia (Jer. 50:1, 2), é interessante lermos os seguintes comentários:

      Ninrode tem sido identificado com Merodaque, o deus de Babilônia . . . Tem sido identificado com Gilgames, o herói do épico que contém a história do Dilúvio Babilônico . . . com vários reis históricos de Babilônia, . . . — The Encyclopcedia Britannica, Volume 19, edição de 1911, página 703.

      Duas teorias são agora consideradas quanto à identidade de Ninrode: . . . Os que identificam Ninrode com Marduque, no entanto, [dizem] que . . . os sinais [cuneiformes] que constituem o nome de Marduque, que também é representado como caçador, são lidos fonèticamente “Amar Ud”; e, de modo ideográfico, podem ser lidos “Namr Ud” — em hebraico “Ninrode”. — The Jewish Encyclopedia, Volume 9, página 309.

      11. Como é que o livro The Two Babylons liga Ninrode ao deus Merodaque?

      11 Alexander Hislop, autor de The Two Babylons (As Duas Babilônias), embora achando o nome Ninrode como derivado de Nimr, “leopardo” e rada, ou rad, “subjugar”, identifica Ninrode como sendo o deus Merodaque. “Não há dúvida”, diz êle, “que Ninrode era rebelde, e que sua rebelião era comemorada nos mitos antigos; mas, seu nome naquele caráter não era Ninrode, e sim Merodaque, ou, como entre os romanos, Marte, ‘o rebelde’; ou, entre os oscanos da Itália, Mamers . . . , ‘O causador de rebelião’.” — Página 44, nota ao pé da página de The Two Babylons.

      12. (a) Com que promessa divina estavam bem familiarizados os homens nos dias de Ninrode? (b) Como seria essa profecia em Gênesis 3:15 aplicada a Ninrode, todavia, o que indicou que tal aplicação não era a certa?

      12 No jardim do Éden original do homem, Deus fêz uma promessa. Tal promessa se acha em Gênesis 3:15, onde Deus sentenciou à morte a Grande Serpente, Satanás, o Diabo, por ter induzido o perfeito casal humano, Adão e Eva, a unir-se a êle na rebelião contra o Criador dêles. Disse: “Porei inimizade entre ti e a mulher, e entre a tua descendência e a sua descendência. Êle te ferirá a cabeça e tu o ferirás no calcanhar.” Diferente dos homens de hoje em dia que pretendem que o relato do jardim do Éden é apenas mito, os homens naquele tempo, nos dias de Ninrode, estavam bem a par dêste evento histórico e sabiam muito bem que Deus havia feito mesmo aquela promessa. Destarte, antes de dizerem que jamais fôra feita tal promessa, tiveram de torcer o significado da promessa e aplicá-la a si mesmos, errôneamente. Quando Ninrode se tornou “poderoso na terra”, demonstrando ser poderoso caçador e se estabelecendo qual primeiro rei de Babilônia, tornou-se fácil para os babilônios aproveitarem-se desta circunstância para correr à frente do real cumprimento da profecia edênica. Em harmonia com seu desejo egoísta de criar para si mesmos um grande nome, tornou-se nacionalístico, sim, patriótico, aplicarem a Ninrode a profecia no tocante à descendência da mulher. Tal conceito por certo obteria o encorajamento de Ninrode, porque prenderia a si o povo com mais firmeza, bem como aos seus sucessores no cargo. A bênção de Noé mostrara que o descendente viria mediante a linhagem de Sem, e não pela linhagem de Cão, o avô de Ninrode. De modo que a aplicação da profecia em Gênesis 3:15 por parte dos babilônios a Ninrode, diria, falsamente, que o descendente da mulher seria camita, um cuxita. Também, se forem corretas as lendas a respeito de Ninrode ter sofrido morte violenta, isto seria explicado pelos babilônios como o ato predito de a Grande Serpente ferir o calcanhar do descendente da mulher. — Gên. 9:18, 24-27.

      COMEÇA A ADORAÇÃO DE “MÃE E FILHO”

      13. (a) Portanto, como é que pode ter-se desenvolvido a adoração da mãe e do filho? (b) Que significado tem o nome “Semíramis”?

      13 Seguir-se-ia que a mãe de Ninrode seria considerada como a “mulher”, a mãe do descendente que deveria ferir a cabeça da Grande Serpente, embora a Bíblia nem sequer a mencione. Destarte, partilharia da glória do filho, Ninrode. Quase com certeza, seria reverenciada e, possìvelmente, exaltada como sendo deusa. Isto conduziria à adoração da mãe e do filho. Talvez seja por tal razão que a espôsa de Cuxe veio a ser chamada de Semíramis ou Z’emir-amit. O nome significa “A Portadora do Ramo”. O ramo simbólico seria Ninrode, como o que traria paz e faria que passasse a calamidade mundial.

      14. Quão difundida se tornou a adoração, da Babilônia antiga, da Mãe e Filho?

      14 A respeito disso, The Two Babylons, páginas 20, 21, diz:

      Os babilônios, em sua religião popular, adoravam supremamente à Deusa-Mãe e ao Filho, que era representado nas gravuras e nas imagens como um infante ou menino, nos braços da mãe . . . De Babilônia, esta adoração da Mãe e do Filho se difundiu até os confins da terra. No Egito, a Mãe e o Filho eram adorados com os nomes de Ísis e Osíris. Na Índia, até hoje, como Isi e Iswara; na Ásia, como Cybele e Deōius; na Roma pagã, como Fortuna e Júpiter-puer, ou Júpiter, o menino; na Grécia, como Ceres, a Grande Mãe, com um bebê aos seios, ou como Irene, a deusa da Paz, com o menino Pluto nos braços; e até mesmo no Tibete, na China, e no Japão, os missionários jesuítas ficaram atônitos de descobrir o correspondente da Madonna e seu filho, tão devotamente adorados quanto na própria Roma papal; Shing Moo, a Santa Mãe na China, representada com um menino nos braços, e uma auréola em redor, exatamente como se um artista católico-romano tivesse sido usado para erguê-la.

      O original daquela mãe, tão amplamente adorada, há razão de crermos, era Semíramis, a quem já nos referimos, a qual, como é bem conhecido, era adorada pelos babilônicos, e outras nações orientais, e isso sob o nome de Réa, a grande Deusa “Mãe”.

      15. Que fundo talvez tenha levado a ser Semíramis representada como a filha da deusa-peixe Atargatis?

      15 A mãe de Ninrode, sendo espôsa de Cuxe, era neta da esposa de Noé, a qual sobrevivera ao grande dilúvio, da mesma forma como o fizeram os peixes. Note como a religião pagã babilônica fêz uso disso para identificar Semíramis:

      Disto já temos evidência de Heródoto [o antigo historiador grego], que atribui a ela as ribanceiras que confinaram o Eufrates (i. 184) e conhece o nome dela como sendo dado a uma porta de Babilônia (iii. 155). . . .” Segundo as lendas, em seu nascimento, bem como em seu desaparecimento de sôbre a terra, Semíramis aparece qual deusa, a filha da deusa-peixe Atargatis, e ela mesma relacionada com as pombas de Ishtar ou Astartē. — The Encyclopoedia Britannica, Volume 24, edição de 1911, página 617.

      16. De que modos segue atualmente a cristandade a norma da adoração babilônica em dar proeminência à adoração do filho, Ninrode, e da mãe, Semíramis?

      16 É fácil ver como a religião falsa se desenvolveu ainda mais e edificou, tendo por base as idéias babilônicas, doutrinas que se encontram em tôdas as religiões do mundo hodierno. Descobrimos notável exemplo disso na doutrina da trindade, que mais tarde foi constituída em pilar do baluarte da falsa religião da cristandade. Ninrode, como o primeiro mortal depois do Dilúvio que foi deificado, se tornaria “o pai dos deuses” no sistema babilônico da falsa adoração. De modo similar, a chamada Semíramis se tornaria “a mãe de deus” ou “a mãe dos deuses”. Portanto, na religião de Cuxe e de sua espôsa e de Ninrode, mais glória e proeminência seriam dadas ao filho Ninrode, assim como na doutrina da trindade de “Deus o Pai, Deus, o Filho e Deus, o Espírito Santo”, a cristandade dá mais atenção ao Filho do que ao Pai. Mas, em algumas seções da cristandade, mais honra e adoração são dadas à Mãe Virgem do que ao Filho ou ao Pai; e ensina-se que a Mãe é quem realmente ferirá na cabeça à Grande Serpente, e ela é exaltada como sendo a Mãe de Deus. — Gên. 3:15, Soares.

      17. (a) Em vista do desenvolvimento dos centros da falsa religião, em todo o mundo, que perguntas podem ser feitas? (b) Como é que a Bíblia as responde?

      17 Que mau comêço foi dado às nações! Ao invés de uma herança de verdade, partindo dos baluartes da adoração verdadeira, herdaram a falsidade e as práticas ímpias dos centros de religião falsa, devido à desobediência egoísta e infiel de seus antepassados. Será que o resultado dêstes eventos frustrou a Jeová Deus em seu propósito? Haveria meio de Jeová pôr paradeiro a êstes baluartes da religião falsa e de eventualmente livrar de suas garras as pessoas dispostas à justiça? Cumpriria seu propósito conforme fôra declarado no início, de engrandecer seu nome e de estabelecer a sua adoração por tôda a terra, sem ter rival? Ouça ao que êle diz: “Tal como a chuva e a neve caem do céu e para lá não volvem sem ter regado a terra, sem a ter fecundado, e feito germinar as plantas, sem dar o grão a semear e o pão a comer, assim acontece à palavra que minha bôca profere: não volta sem ter produzido seu efeito, sem ter executado minha vontade e cumprido a sua missão.” — Isa. 55:10, 11, Maredsous.

      18. Por que é importante conhecer os passos que Deus tem dado para quebrantar o poder dos baluartes da religião babilônica?

      18 É de máxima importância, visto que tôdas as nações têm sido grandemente influenciadas, ver que passos Deus tem dado para quebrantar o poder dêstes baluartes da religião falsa e libertar o povo bem do meio dêles. Observaremos, nos seguintes exemplares desta revista, o progresso de seus propósitos, lado a lado com o desenvolvimento da religião falsa.

  • Jovens: mantenham a integridade ao freqüentarem a escola
    A Sentinela — 1964 | 1.° de dezembro
    • Jovens: Mantenham a Integridade ao Freqüentarem a Escola

      TODOS os cristãos, quer jovens quer idosos, têm a responsabilidade de manterem sua integridade para com Jeová Deus. Às vezes, contudo, os jovens acham que a sua carga de responsabilidade de manterem a integridade é mais leve do que a dos cristãos mais idosos. Mas, se vocês, jovens, professam ser verdadeiras testemunhas de Jeová Deus, então fazem bem em ter presente que vocês, também, precisam manter a integridade em tôdas as ocasiões. Não pensem que a juventude lhes exime das conseqüências de se violar os princípios bíblicos. Se desejam provar-se dignos da vida interminável na nova ordem de coisas de Deus, sejam diligentes em aplicar os princípios bíblicos, destarte mantendo a integridade durante os seus anos escolares.

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