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Baal-zebubeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Médio. Visto que o fornecimento de oráculos estava ligado a Baal-Zebube, outros partilham o conceito de que Baal-Zebube era um deus considerado como provendo oráculos pelo vôo ou zumbido duma mosca. — 2 Reis 1:2.
A designação “Beelzebube” ou “Belzebu” (possivelmente significando “senhor da habitação” ou “senhor do excremento”), que aparece nas Escrituras Gregas Cristãs com referência ao regente dos demônios, pode ser uma alteração de “Baal-Zebube”. — Mat. 12:24.
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BaasaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BAASA
[destemido; ofensivo]. Terceiro rei do reino de dez tribos de Israel, filho de Aijá, da tribo de Issacar, tendo antecedentes insignificantes. Usurpou o trono por matar seu predecessor, Nadabe, após o que exterminou toda a casa de Jeroboão, como tinha sido profetizado. (1 Reis 15:27-30; 14:10) Baasa, contudo, deu continuidade à adoração dos bezerros de Jeroboão, e, por causa disso, prometeu-se que a sua própria casa também seria exterminada. (1 Reis 16:1-4) Quando travou guerra contra Judá, Asa induziu o rei da Síria a fustigar Baasa pelo N. A cidade fortificada de Ramá, que Baasa estava edificando, foi então devastada por Asa. (1 Reis 15:16-22; 2 Crô. 16:1-6) Depois de ter regido por 24 anos (975-952 A.E.C.), Baasa morreu e foi sepultado em sua capital, Tirza. Elá, filho dele, foi seu sucessor, mas, em questão de dois anos, Zinri rebelou-se e exterminou a casa de Baasa, cumprindo o decreto de Jeová. — 1 Reis 16:6-13.
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BabelAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BABEL
[confusão]. Uma das primeiras cidades a ser edificada após o Dilúvio. Ali Deus “confundiu . . . o idioma de toda a terra”. (Gên. 11:9) O nome se deriva do verbo balál, que significa “mesclar, misturar, confundir, desordenar”. Os cidadãos locais, imaginando sua cidade como sendo a sede do governo de Deus, afirmavam que o nome se compunha de Bab (Porta) e de El (Deus), significando “Porta de Deus”. Desde a antiguidade, a palavra “Bab” (“Porta”) é a designação dada no Oriente Médio à sede dum governo.
O começo do reino do iníquo Ninrode, o “poderoso caçador em oposição a Jeová”, foi aqui em Babel, “na terra de Sinear”, na planície aluvial formada pelo aluvião dos inundantes rios Eufrates e Tigre. (Gên. 10:9, 10) Não havia pedras disponíveis para construção, de modo que os edificadores utilizaram grandes depósitos de argila. “Façamos tijolos e cozamo-los por um processo de queima”, disseram. Devido à ausência de cal, a argamassa consistia em betume, provavelmente transportada pelo Eufrates abaixo desde os seus depósitos naturais em Hit, a 225 km a NO. — Gên. 11:3.
O programa de Babel, que desafiava a Deus, centralizava-se na construção duma torre religiosa “com o seu topo nos céus”. Não foi construída para a adoração e louvor de Jeová, mas foi dedicada à religião falsa, inventada pelo homem, com a motivação de fazer um “nome célebre” para os construtores. — Gên. 11:4.
O tempo aproximado de tal edificação pode ser deduzido da seguinte informação: Pelegue viveu de 2269 a 2030 A.E.C. Seu nome significava “divisão; parte”, pois “nos seus dias foi dividida a terra” [isto é, “a população da terra”]; Jeová “os espalhou dali por toda a superfície da terra”. (Gên. 10:25; 11:9) Um texto de Skarkalisharri, rei de Agade (Acade) nos tempos patriarcais, menciona sua restauração duma torre-templo em Babilônia, subentendendo que tal estrutura já existia antes de seu reinado.
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Babilônia (Cidade)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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BABILÔNIA (CIDADE)
[confusão]. O nome posteriormente dado a Babel. Esta cidade renomada localizava-se junto ao rio Eufrates, nas planícies de Sinear, região mais tarde chamada Babilônia, a aproximadamente 870 km a E de Jerusalém, e cerca de 80 km ao S da moderna Bagdá. — Veja BABILÔNIA (PAÍS).
Ninrode, que viveu na última parte do terceiro milênio A.E.C., fundou a cidade de Babilônia como a capital do primeiro império político do homem. A construção desta cidade, contudo, teve um fim súbito quando se deu a confusão das comunicações. (Gên. 11:9) Gerações posteriores de reconstrutores vieram e passaram. Hamurábi ampliou e fortificou a cidade, e a tornou a capital do Império Babilônico sob a regência semítica.
Sob o controle da Potência Mundial Assíria, a cidade de Babilônia figurou em várias contendas e revoltas. Daí, com o declínio do segundo império mundial, o caldeu Nabopolassar fundou nova dinastia em Babilônia, por volta de 645 A.E.C. Seu filho, Nabucodonosor II, que concluiu a restauração e levou a cidade à sua maior glória, jactou-se: “Não é esta Babilônia, a Grande, que eu mesmo construí?” (Dan. 4:30) Em tal glória, continuou sendo a capital da terceira potência mundial sob os sucessivos reinados do filho de Nabucodonosor, Evil-Merodaque (Amel-Marduque), de seu genro Neriglissar e do filho de Neriglissar, Labashi-Marduque, e, por fim, tendo a Nabonido, genro de Nabucodonosor, no trono. Belsazar, filho de Nabonido, regia junto com seu pai como co-regente até a noite de 5/6 de outubro de 539 A.E.C. (calendário gregoriano), quando Babilônia caiu diante dos exércitos invasores dos medos, persas e elamitas, sob o comando de Ciro, o Grande.
Nessa noite fatídica, na cidade de Babilônia, Belsazar realizava um banquete para mil de seus grandes. Nabonido não estava ali presente para ver a ominosa escrita na parede de argamassa: “MENE, MENE, TEQUEL e PARSIM.” (Dan. 5:5-28) Os registros históricos antigos indicam o que se seguiu. Depois de sofrer a derrota às mãos dos persas, ele se refugiara na cidade de Borsipa, ao SO.
Nem estava o exército de Ciro dormindo em seu acampamento ao redor dos muros inexpugnáveis de Babilônia naquela noite de 5/6 de outubro. Para eles, era uma noite de grande atividade. Numa estratégia brilhante, os engenheiros do exército de Ciro desviaram o poderoso rio Eufrates de seu curso através da cidade de Babilônia. Daí, descendo o leito do rio, os persas avançaram, subindo pelas margens do rio, para tomar a cidade de surpresa, penetrando pelas portas ao longo do cais. Percorrendo rapidamente as ruas, matando a todos que resistiam, capturaram o palácio e mataram Belsazar. Tudo havia terminado. Em uma só noite, Babilônia havia caído, terminando séculos de supremacia semitica; o controle de Babilônia passou a ser ariano, e cumpriu-se a palavra profética de Jeová. — Isa. 44:27; 45:1, 2; Jer. 50:38; 51:30-32; veja CIRO.
Desde aquela data memorável, 539 A.E.C., a glória de Babilônia começou a fenecer, à medida que a cidade declinava. Por duas vezes ela se revoltou contra o imperador persa, Dario I (Histaspes), e, na segunda ocasião, foi desmantelada. Uma cidade parcialmente restaurada rebelou-se contra Xerxes I (c. 482 A.E.C.) e foi saqueada. Alexandre Magno tencionava fazer de Babilônia a sua capital, mas morreu subitamente em 323 A.E.C. Nicátor conquistou a cidade em 312 A.E.C., e transportou grande parte de seus materiais para as margens do Tigre, a fim de usá-los na construção de sua nova capital, Selêucia. No entanto, a cidade e um povoado de judeus permaneciam nos tempos cristãos iniciais, fornecendo ao apóstolo Pedro motivo para visitar Babilônia, conforme observado em sua carta. (1 Ped. 5:13) Inscrições ali encontradas mostram que o templo de Bel em Babilônia existia até mesmo em 75 E.C. Por volta do quarto século da E.C., parece que a cidade deixou de existir. Tornou-se nada mais que “montões de pedras”. (Jer. 51:37) Atualmente, mesmo tais pedras se desfizeram em pó e nada resta senão montículos de terra e ruínas, verdadeiro ermo, em que nada cresce. Conforme André Parrot, curador-chefe dos Museus Nacionais Franceses, que visitou as ruínas por diversas vezes entre 1930 e 1950, comenta: “A impressão que sempre me causou era de completa desolação.” [Prefácio do Babylone et l’ancien testament (Babilônia e o velho testamento), conforme traduzida para o inglês por B. E. Hooke.] Por certo, sua condição desolada atesta o pleno cumprimento de profecias tais como Isaías 13:19-22; 21:9; 47:1-3; 48:14; Jeremias 50:13, 23; 51:41-44, 64.
A RELIGIÃO DE BABILÔNIA
A cidade de Babilônia era um lugar muitíssimo religioso; foram descobertos os remanescentes de nada menos que 53 templos. O deus da cidade imperial era Marduque. Seu templo era a E-sagila, que significa “Casa Sublime”; sua torre a E-teme-nanki, significando “Casa da Fundação do Céu e da Terra”. Marduque é chamado Merodaque na Bíblia, e várias autoridades identificam Ninrode como o deus Marduque; era costume antigo uma cidade deificar seu fundador. Tríades de deidades eram também proeminentes na religião babilônica. Uma delas, constituída de dois deuses e uma deusa, compunha-se de Sin (o deus-lua), Xamaxe ou Sarnas (o deus-sol) e Istar; dizia-se que estes eram os regentes do Zodíaco. E ainda outra tríade era composta dos diabos Labartu, Labasu e Akhkhazu. A idolatria se evidenciava por toda a parte. Babilônia era deveras “uma terra de imagens entalhadas”, de imundos “ídolos sórdidos [de excremento]”. (Jer. 50:1, 2, 38) Os babilônios criam na imortalidade da alma humana. Nergal era seu deus do submundo, a “terra sem retorno”, e sua esposa, Eres-Quigal era sua soberana.
Os babilônios desenvolveram a pseudociência da astrologia, no esforço de descobrir o futuro do homem nas estrelas. (Veja ASTRÓLOGOS.) A magia, a feitiçaria e a astrologia desempenhavam parte destacada em sua religião. (Isa. 47:12, 13; Dan. 2:27; 4:7) Muitos corpos celestes, por exemplo, os planetas, receberam nomes segundo os deuses babilônios. No quarto século E.C., Epifânio opinou que foi ‘Ninrode quem estabeleceu as ciências da magia e da astronomia’. A adivinhação continuou a ser um componente básico da religião babilônica nos dias de Nabucodonosor, que a usava para fazer decisões. — Eze. 21:20-22.
MILENAR INIMIGA DE ISRAEL
A Bíblia tece muitas referências à cidade de Babilônia, começando com o relato de Gênesis sobre a cidade original de Babel. (Gên. 10:10; 11:1-9) Incluído no despojo tomado de Jericó por Acã havia “um manto oficial de Sinear”. (Jos. 7:21) Depois da queda do reino setentrional de Israel, em 740 A.E.C., foram trazidas pessoas de Babilônia para substituir os cativos israelitas. (2 Reis 17:24, 30) Ezequias cometeu o erro de mostrar aos mensageiros de Babilônia os tesouros de sua casa; estes mesmos tesouros, bem como alguns dos “filhos” de Ezequias, foram mais tarde levados para Babilônia. (2 Reis 20:12-18; 24:12; 25:6, 7) O Rei Manassés (716-661 A.E.C.) também foi levado cativo para Babilônia, mas, por se ter humilhado, Jeová o restaurou ao seu trono. (2 Crô. 33:11) Sob Nabucodonosor, Babilônio, era um “copo de ouro”, na mão de Jeová, para derramar sua indignação contra as infiéis Judá e Jerusalém. O Rei Nabucodonosor levou os preciosos utensílios da casa de Jeová para Babilônia, junto com milhares de cativos. — 2 Reis 24:1 a 25:30; 2 Crô. 36:6-20; Jer. 25:17; 51:7.
No livro de Daniel se recontam as experiências de Daniel e de seus três companheiros no cativeiro babilônico, inclusive a interpretação dos sonhos do rei e o recebimento de visões. Os livros de Esdras e de Neemias contam como cerca de 50.000 saíram do cativeiro junto com Zorobabel e Jesua, em 537 A.E.C., e sobre outros 1.800 junto com Esdras, em 468. Os utensílios do templo foram restaurados a Jerusalém. (Esd. 2:64-67; 8:1-36; Nee. 7:6, 66, 67) Em 455 A.E.C. o rei persa Artaxerxes I, também chamado de “rei de Babilônia”, comissionou Neemias a ir a Jerusalém como governador e reconstruir suas muralhas. (Nee. 2:7, 8) Mordecai era descendente de um benjamita que foi levado cativo para Babilônia. — Ester 2:5, 6.
As Escrituras Gregas Cristãs contam como Jeconias (Joaquim), levado prisioneiro para Babilônia, foi um elo na linhagem até Jesus. (Mat. 1:11, 12, 17) A primeira carta canônica do apóstolo Pedro foi escrita de Babilônia. (1 Ped. 5:13) Esta “Babilônia” era a cidade às margens do Eufrates, e não Roma, conforme alguns afirmam. — Veja PEDRO, CARTAS DE.
“Babilônia, a Grande” acha-se incluída entre os simbolismos do livro de Revelação. Ali, ela é descrita como “a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra” (17:5) e como fazendo “todas as nações beber do vinho da ira da sua fornicação”. (14:8) É-lhe dado o “copo do vinho da ira” do furor de Deus (16:19); “numa só hora” chega seu julgamento (18:10); os dez chifres da fera cor de escarlate desmontam-na da fera, desnudam-na, comem suas partes carnudas e a queimam por completo. (17:16) Ela é lançada para baixo num lance rápido, como uma grande mó. (18:21) Assim, a desolação de “Babilônia, a Grande” torna-se tão completa como a daquela iníqua cidade nas margens do rio Eufrates. — Veja BABILÔNIA, A GRANDE.
[Mapa na página 185]
(Para o texto formatado, veja a publicação)
BABILÔNIA
ROSA DOS VENTOS DE BABILÔNIA
PARA BIT HABBEN
TEMPLO DO FESTIVAL DO NOVO
ACADE
PORTA DE SIN
FORTIFICAÇÕES EXTERIORES
PORTA DE ISTAR
CIDADELA N
MUSEU
FORTALEZA
PALÁCIO DA CIDADE
FOSSO DO PALÁCIO
TEMPLO DE NINMA
JARDINS SUSPENSOS
SUBÚRBIO, PORTA DE LUGALGIRRA
PORTA DE LUGALGIRRA
TEMPLO DE BELIT NINÂ
TEMPLO DE HADAD(?)
PORTA DE HADAD
RUA DE HADAD
SUBÚRBIO NUKHAR
CANAL DA CIDADE NOVA
KUMARI
CIDADE NOVA
JARDIM
MARGEM DO EUFRATES
Rio Eufrates
MARGEM DE ARACHUT
CEMITÉRIO DE BABILÔNIA
MAUSOLÉU (?)
RUA DE XAMAXE
TEMPLO DE XAMAXE(?)
PORTA DE XAMAXE
PARA AKUSZ
LARSA
SUBÚRBIO DE TUBA
CANAL DE BORSIPA
DILBAT BORSIPA
SUBÚRBIO DE LITAMU
BÌT CHACHÙRU
PARA NIPUR
SUBÚRBIO DÚRU-SHA-KARRAB
NOVO CANAL(?)
SUBÚRBIO DA CIDADE DO NOVO CANAL
MURALHA EXTERNA DE NABUCODONOZOR
PORTA DE ENLIL
RUA DE ENLIL
RUA DE SIN
PORTA DE URAXE
RUA DE NABU
TEMPLO DE GULA
TEMPLO DE NINURTA
MÃO DO CÉU
BOSQUE DA VIDA
TEMPLO DE MARDUQUE
TORRE
ESAGILA
CASA SAGRADA
PORTA SAGRADA
AVENIDA DAS PROCISSÕES
CIDADE INTERIOR
TEMPLO DA ISTAR DE ACADE
PORTA DE DEUS
CANAL DE BANITU
RUA DE ZABABA
PORTA DE ZABABA (NINURTA)
KISH
SUSÃ(?)
KASSIRI TEE KULLAB
RUA DE MARDUQUE (NERGAL)
TEATRO GREGO
CIDADE DE BANITUM
MURO EXTERNO DE NIMID ENLIL
MURO INTERNO DE IMGUR ENLIL
PORTA DE GISHU (MARDUQUE)
CUTA
[Foto na página 186]
Ruínas na área da Porta de Istar da antiga Babilônia.
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Babilônia (País)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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BABILÔNIA (PAÍS)
Aquela terra antiga no baixo vale mesopotâmico através do qual correm os rios Tigre e Eufrates, e que corresponde à parte sudeste do moderno Iraque. Estende- se por cerca de 48 km a O do Eufrates, sendo contígua ao deserto da Arábia. A leste do Tigre, é limitada pelas colinas da Pérsia; a SE, pelo golfo Pérsico. Seu limite norte é um limite natural, assinalado por observável aumento da altitude próximo de Bagdá. Aqui no N os dois rios se aproximam a uns 40 km um do outro. A planície se estende por cerca de 400 km ao S, e tem uns 160 km de largura em seu ponto mais amplo. Esta área de uns 20.720 km2 tem um tamanho similar ao estado de Nova Jersey, E.U.A., ou de Sergipe, Brasil. Esta região é tão plana que, do limite norte até o golfo existe um declive de apenas 38 m no nível dos rios.
Às vezes os historiadores subdividem a região de Babilônia, chamando a parte setentrional de Acade e a parte sul de Suméria ou Caldéia. Originalmente este território foi designado nas Escrituras como a “terra de Sinear”. (Gên. 10:10; 11:2) Mais tarde, quando os regentes dominantes fizeram da cidade de Babilônia a sua capital, era conhecida como a região ou país de Babilônia. Visto que as dinastias caldéias às vezes a dominavam, era também chamada de “a terra dos caldeus”. (Jer. 24:5; 25:12; Eze. 12:13) Algumas das antigas cidades do país de Babilônia eram Adabe, Acade, Babilônia, Borsipa, Ereque, Quis, Lágaxe, Nipur e Ur.
Composta de depósitos de aluvião resultantes das inundações causadas pelos dois grandes rios, a terra, como um todo, era bastante fértil. Extensivo sistema de canais, tanto para irrigação como para drenagem, tornava possível produzir safras colossais de cevada, milho, tâmaras, figos e romãs.
A escavação arqueológica feita aqui no berço da civilização trouxe à luz muitos fatos interessantes sobre povos do passado, e seu modo de vida. O deciframento de milhares de tabuinhas de argila e de inscrições revela que as pessoas, há muito, faziam contratos, assinavam arrendamentos e comercializavam com outras nações. Possuíam um sistema de pesos e medidas, e tinham conhecimento da ciência da matemática. A astronomia, embora explorada pelos astrólogos adoradores de demônios, conseguia, mesmo assim, manter um registro do tempo e do movimento dos corpos celestes, e, destarte, desenvolveram-se calendários úteis.
Por volta da primeira metade do oitavo século A.E.C., um rei assírio chamado Tiglate-Pileser III (Pul) regia o país de Babilônia. (2 Reis 15:29; 16:7; 1 Crô. 5:26) Mais tarde, durante o reinado de Sargão II, um caldeu chamado Merodaque-Baladã proclamou-se rei da cidade de Babilônia, com o apoio de Elão e de alguns arameus, mas, depois de alguns anos, foi expulso por Sargão. Senaqueribe, ao suceder a Sargão II, enfrentou outra revolta babilônica liderada por Merodaque-Baladã. Depois da tentativa frustrada de Senaqueribe de capturar Jerusalém em 732 A.E.C., Merodaque-Baladã enviou emissários a Ezequias, de Judá, possivelmente para conseguir apoio contra a Assíria. (Isa. 39:1, 2; 2 Reis 20:12-18) Alguns anos depois, Senaqueribe expulsou Merodaque-Baladã e fez-se coroar regente da cidade de Babilônia, posição que reteve até à morte. Seu filho, Esar-Hadom, reconstruiu a cidade de Babilônia; este, por sua vez, foi sucedido por Assurbanipal, que governou o país de Babilônia através dum vice-rei. Após a morte de Assurbanipal, os babilônios cerraram fileiras em torno de Nabopolassar, e lhe concederam a realeza. Isto, então, foi o começo da dinastia neobabilônica, que devia continuar até Belsazar.
Evidentemente, em 632 A.E.C., a Assíria foi subjugada por esta nova dinastia caldéia, com a ajuda dos aliados medos e citas. Em 625, o filho de Nabopolassar derrotou o Faraó Neco, do Egito, na batalha de Carquemis, e, mais tarde nesse ano, assumiu as rédeas do governo como Nabucodonosor II. (Jer. 46:1, 2) Em 620, compeliu Jeoiaquim a pagar-lhe tributo, mas, depois de dois anos, Jeoiaquim se revoltou. Em 618, ou durante o terceiro ano de Jeoiaquim como regente tributário, Nabucodonosor subiu contra Jerusalém. (2 Reis 24:1; 2 Crô. 36:6) No entanto, antes que pudesse ser vencido pelos babilônios, Jeoiaquim morreu. Joaquim, tendo sucedido a seu pai, rapidamente se entregou e foi levado cativo para Babilônia, junto com os demais nobres, em 617. (2 Reis 24:12) Zedequias foi em seguida designado para o trono de Judá, mas também se rebelou; e, em 609, os babilônios cercaram de novo Jerusalém e finalmente romperam suas muralhas em 607 A.E.C. — 2 Reis 25:1-10; Jer. 25:3-12.
Pelo menos uma tabuinha cuneiforme foi encontrada, referindo-se a uma campanha contra o Egito, no 37.° ano de Nabucodonosor (588/587 A.E.C.) Esta pode ter sido a ocasião em que o poderoso Egito veio a ficar sob controle babilônico, segundo predito pelo profeta Ezequiel, evidentemente no ano 591 A.E.C. (Eze. 29:17-19) Por fim, depois dum reinado de 43 anos, que incluía tanto a conquista de muitas nações como um grandioso programa de edificações na própria Babilônia, Nabucodonosor II morreu, e foi sucedido por seu filho, Evil-Merodaque (Amel-Marduque), em 581. Este novo regente mostrou bondade para com o cativo Rei Joaquim. (2 Reis 25:27-30) O período seguinte da história babilônica é bastante obscuro. Informações históricas mais completas acham-se disponíveis quanto a Nabonido e seu filho, Belsazar, que evidentemente atuavam como co-regentes na época da queda de Babilônia.
Já então os medos e os persas, sob o comando de Ciro, o Grande, marchavam para assumir o controle de Babilônia, e tornarem-se a quarta potência mundial. Na noite de 5/6 de outubro de 539 A.E.C. (calendário gregoriano), apoderaram-se de Babilônia, e Belsazar foi morto. Dentro de dois anos, Ciro expediu seu famoso decreto que permitia que cerca de 50.000 cativos retornassem a Jerusalém. Cerca de duzentos anos depois, o domínio persa sobre o país de Babilônia chegou ao fim quando Alexandre Magno capturou a cidade de Babilônia, em 331. Em meados do segundo século A.E.C., os partos, sob seu rei, Mitridates I, detinham o controle sobre a região de Babilônia. Visto que floresciam comunidades judaicas nesta terra, Pedro, o apóstolo para os judeus, dirigiu-se à cidade de Babilônia, e foi dali que escreveu pelo menos uma de suas cartas inspiradas. (Gál. 2:7-9; 1 Ped. 5:13) Os líderes judeus nestas comunidades orientais também desenvolveram o Targum Babilônico, também conhecido como Targum de Onkelos, bem como produziram vários manuscritos das Escrituras Hebraicas. Um dos textos mais importantes da linha de textos orientais ou babilônios é catalogado como o Códice Babilônico Petropolitano de 916 E.C., agora em Leningrado, U.R.S.S. Em 226 E.C., a regência parta sobre o pais de Babilônia foi substituída pela dinastia sassânida (persa), e, por volta de 640 E.C., os árabes muçulmanos assumiram o controle de Babilônia. — Veja BABILÔNIA (CIDADE).
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Babilônia, A GrandeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BABILÔNIA, A GRANDE
Entre as visões de João, registradas no livro de Revelação, aparecem declarações de julgamento contra “Babilônia, a Grande”, bem como uma descrição dela e de sua queda. — Rev. 14:8; 16:19; caps. 17 e 18; 19:1-3.
Em Revelação 17:3-5, Babilônia, a Grande, é descrita como mulher vestida de púrpura e escarlate, ricamente adornada, e montada sobre uma fera cor de escarlate que tem sete cabeças e dez chifres. Sobre sua testa, acha-se escrito um nome, “um mistério: ‘Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra’”. Ela também é representada como sentada sobre “muitas águas”, que representam “povos, e multidões, e nações, e línguas”. — Rev. 17:1-15.
O luxo e o domínio atribuídos à Babilônia, a Grande, não permitem igualá-la simplesmente à cidade literal de Babilônia, na Mesopotâmia. Depois que a antiga Babilônia caiu diante de Ciro, o Persa, em 539 A.E.C., ela perdeu sua posição como potência mundial dominante, sendo libertos os seus cativos, inclusive os judeus. Embora a cidade continuasse a existir até mesmo além dos dias dos apóstolos, e, por isso, existisse nos dias de João, não mais era uma cidade de importância mundial, e eventualmente caiu em decadência e ficou em completa ruína. Assim, Babilônia, a Grande, tem de ser vista como cidade simbólica, da qual a cidade literal de Babilônia era o protótipo. Visto que a cidade antiga forneceu à cidade mística o seu nome, é de ajuda considerar brevemente as características notáveis de Babilônia junto ao Eufrates, características estas que fornecem indícios quanto à identificação da cidade simbólica da visão de João. Veja o livro “Caiu Babilônia, a Grande!” — O Reino de Deus já Domina! Veja também as edições de A Sentinela, de 1/11/64 a 1/9/66, que publicaram o seriado baseado neste livro.
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BagasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BAGAS
Veja COLOCÍNTIDA.
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BalaãoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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BALAÃO
[talvez, devorante ou devorador]. Um filho de Beor, do século quinze A.E.C., que morava na cidade araméia de Petor, no vale do alto Eufrates, e próximo do rio Sajur. Embora não fosse israelita, Balaão tinha certo conhecimento e reconhecimento de Jeová como o verdadeiro Deus, falando dele em certa ocasião como “Jeová, meu Deus”. (Núm. 22:5, 18) Isto talvez se tenha dado porque devotados adoradores de Jeová (Abraão, Ló e Jacó) anteriormente moravam na vizinhança de Harã, não muito longe de Petor. — Gên. 12:4, 5; 24:10; 28:5; 31:18, 38.
Balaão rejeitou a oferta da primeira delegação do rei moabita, Balaque, a qual trouxe consigo “honorários pela adivinhação”, afirmando: “Jeová se negou a deixar-me ir convosco.” (Núm. 22:5-14) Quando vieram “outros príncipes em maior número e mais honrados” (Núm. 22:15), e Balaão novamente buscou a permissão de Jeová para ir com eles, Jeová disse: “Levanta-te, vai com eles. Mas, somente a palavra que eu te falar é que podes falar.” — Núm. 22:16-21; Miq. 6:5.
No caminho, o anjo de Jeová por três vezes colocou-se de pé na estrada, fazendo com que a jumenta de Balaão primeiro se desviasse para um campo, em seguida apertasse o pé de Balaão contra um muro, e, por fim, se deitasse. Por três vezes Balaão espancou o animal, que então, miraculosamente, proferiu um protesto verbal. (Núm. 22:22-30) Por fim, o próprio Balaão viu o anjo de Jeová, que lhe anunciou: “Eu é que saí para fazer oposição, porque teu caminho tem sido temerariamente contrário à minha vontade.” Todavia, Jeová mais uma vez permitiu que Balaão continuasse em seu proceder escolhido. — Núm. 22:31-35.
Desde o começo até o fim, Deus desaprovou inalteravelmente qualquer maldição contra Israel, insistindo que, se Balaão fosse, teria de abençoá-lo e não amaldiçoá-lo. (Jos. 24:9, 10) No entanto, Deus lhe permitiu ir. Foi como no caso de Caim, quando Jeová expressou sua desaprovação, mas, ao mesmo tempo, permitiu que tal indivíduo fizesse sua escolha pessoal, quer de abandonar seu mau caminho, quer de lançar-se diretamente em eu proceder iníquo. (Gên. 4:6-8) Balaão, então, como Caim, foi teimoso em desconsiderar a vontade de Jeová nessa questão, estando determinado a perseguir seu próprio objetivo egoísta. No caso de Balaão, foi a cobiça da recompensa que o cegou quanto ao erro de seu modo de agir, conforme Judas escreve: ‘Balaão se arremeteu no proceder errôneo por uma recompensa.’ O apóstolo Pedro comenta: “Balaão, filho de Beor, . . . amava a recompensa de fazer injustiça, mas ele recebeu uma repreensão pela sua própria violação daquilo que era direito. Um animal de carga, sem voz, fazendo pronunciação com voz de homem, impediu o proceder louco do profeta.” — Judas 11; 2 Ped. 2:15, 16.
Ao alcançar o território moabita e encontrar
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