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Mensageiros da libertaçãoA Sentinela — 1964 | 1.° de agosto
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é parte predominante da religiosa Babilônia Maior. Mas, em 1914, irrompeu a Primeira Guerra Mundial: e a cristandade, a participante principal na guerra, usou-a como instrumento para levar cativos os filhos da Sião celestial, como foram levados cativos os israelitas para a antiga Babilônia durante os setenta anos de desolação de Jerusalém.
20. (a) O cumprimento de profecias bíblicas conduziu a que acontecimentos tanto em 1914 como depois? (b) Que pergunta se faz, com que resposta?
20 Todavia, a profecia bíblica e seu tempo marcado, juntamente com os eventos de 1914, provaram que a mulher de Deus, a Sião celestial, tinha dado à luz o prometido reino do Messias ou de Cristo, e que o entronizado Jesus tinha começado a reinar no meio dos seus inimigos, para subjugá-los completamente no tempo devido. (Apo. 12:1-5; Sal. 110:1-6; Heb. 1:13; 10:12, 13) A futura batalha do Har-Magedon, a ser travada no tempo designado de Deus, pôs-se à frente dêle, especialmente depois que cessou a guerra invisível no céu, sendo lançados Satanás e seus demônios da posição celestial dêles para a terra. Enquanto isto, será que o vitorioso Rei Jesus Cristo, prefigurado por Ciro, o Grande, o conquistador da antiga Babilônia, esperaria até o Har-Magedon para libertar as testemunhas cristãs de Jeová do seu cativeiro à atual Babilônia Maior? Segundo a profecia bíblica, Não!
21. Que profecia se cumpriria em 1914, mas com que problemas se confrontaria então?
21 Em 1914, o Todo-poderoso Jeová Deus assumiu seu grande poder e começou a reinar quanto à terra mediante o estabelecimento do seu prometido reino messiânico. Assim, “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor e do seu Cristo”. (Apo. 11:15-18) Chegara então a hora do cumprimento da profecia de Cristo: “Estas boas novas do reino serão pregadas em tôda a terra habitada, em testemunho a tôdas as nações; e então virá o fim”, isto é, o Har-Magedon. (Mat. 24:14) Mas, se as testemunhas do Rei Jeová ficassem no cativeiro babilônico, como poderiam anunciar o já iniciado domínio do reino prometido de Deus? Como poderiam dar certo ou haver harmonia nas coisas, estando o Todo-poderoso Jeová Deus a reinar e as suas testemunhas ainda estando na terra em cativeiro ao inimigo, à Babilônia Maior? Como poderiam as cativas testemunhas cristãs de Jeová prefigurar a liberdade da “mulher” celestial de Deus e dizer: “A Jerusalém de cima é livre, e ela é a nossa mãe”? (Gál. 4:26) Sob condições cativas não poderiam assim fazer.
22. Depois de lançado do céu, como foi que Satanás se opôs ao Reino?
22 Apocalipse 12:7-17 revelou de antemão que depois de Satanás ser lançado para a terra mediante a guerra no céu, êle perseguiria a mulher de Deus que tinha dado à luz o reino messiânico e, irado com ela, iria “travar guerra com os remanescentes da sua semente, que observam os mandamentos de Deus e têm a obra de dar testemunho de Jesus”. A realização dêstes eventos requer que umas tantas outras coisas também ocorram. Que coisas? Satanás, o Diabo, é o “deus dêste sistema de coisas” e, por conseguinte, também é deus da Babilônia Maior, que pertence a êste sistema de coisas. Na Babilônia Maior êle manteve cativos os “remanescentes” da semente de Sião até o fim da Primeira Guerra Mundial, em 1918. Depois de ser tirado de sua posição celestial, Satanás, o Diabo, perseguiu a “mulher” de Deus, Sião, mediante perseguição aos remanescentes da semente dela na terra. Êle fêz isto travando guerra contra êles.
23. O que evidencia o fato de Satanás ter travado guerra contra os remanescentes da semente de Cristo?
23 O que vemos nisto? Sendo lançado do céu, Satanás perdeu o domínio sôbre os remanescentes da semente dela; e a sua adoradora, a religiosa Babilônia, a Grande, também perdeu tal domínio. Se êle e ela ainda os tivessem cativos, por que teria sido necessário “travar guerra” contra êles? Travar guerra contra êles se tornara necessário porque tinham sido libertados e estavam livres para ‘observar os mandamentos de Deus e ter a obra de dar testemunho de Jesus’. A guerra que o Diabo travou contra êles foi uma tentativa para trazê-los de volta ao cativeiro da Babilônia Maior.
24. Quando foi liberto o povo de Deus da Grande Babilônia e de que grande fato dá isto testemunho?
24 Precisamos guiar-nos pelos fatos do caso. Quando provam os fatos que as testemunhas cristãs foram libertas do cativeiro à adoração demoníaca da Babilônia Maior? Na primavera de 1919, pois dali em diante elas se empenharam destemidamente na pregação do reino messiânico em tôda a terra habitada, em testemunho a tôdas as nações, observando assim o mandamento de Deus para êste tempo e desincumbindo-se da obra de dar testemunho do entronizado Messias, Jesus. A libertação delas não seria atribuída a nenhum outro além de Jeová, mediante seu Rei messiânico, Jesus Cristo, o Ciro Maior. O que significa isto? De que grande fato dá testemunho esta evidência? Do seguinte: Que não sòmente Satanás, o deus da Grande Babilônia, tinha sido lançado do céu, mas também a própria Babilônia, a Grande, tinha caído.
25. (a) Por que não significa isto que a Grande Babilônia tinha sido destruída e que exemplo se apresenta para ajudar-nos a entender o que significou a sua queda? (b) Será que a destruição final da Grande Babilônia levará séculos para ser completada?
25 A queda de Grande Babilônia por volta de 1919 não significa que ela tinha sido destruída. Nada disso! Ela ainda existe hoje e ainda mantém seu domínio sôbre os reis da terra. Contudo, as testemunhas cristãs de Jeová foram libertas dela. Podemos entender melhor êste assunto, olhando para a história antiga. Observamos que, quando a antiga Babilônia caiu diante do persa Ciro, o Grande, em 539 A. C., ela não foi destruída nem extinguida. Ela continuou existindo por séculos depois, até mesmo nos dias do apóstolo cristão Pedro, que visitou a decadente cidade e escreveu dali pelo menos uma carta, senão duas. (1 Ped. 5:13) Hoje, porém, nada mais resta da cidade de Babilônia, senão ruínas indistintas que começaram a ser escavadas em 1899. Semelhantemente, a religiosa Babilônia, a Grande, caiu por volta de 1919 e sua destruição completa jaz à frente, no futuro. Mas não cremos ter que esperar séculos por sua destruição. Agora tudo acontecerá de repente à Grande Babilônia, e esperamos ver a sua destruição em nossa geração! Que alegria será isto para todos os mensageiros da libertação!
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Se Jesus voltasseA Sentinela — 1964 | 1.° de agosto
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Se Jesus Voltasse
Num almôço em Lauttasaari, Finlândia, a autora Eila Pennanen falou sôbre o assunto do título acima e, na conclusão, disse o seguinte, conforme relatado no Vartija, um jornal religioso patrocinado pelos clérigos, no seu número 5-6, em 1962: “Como as pessoas reagiriam para com Jesus hoje em dia? Os homens da direção da igreja o desconsiderariam sorrindo, os fariseus o denunciariam pela imprensa, os escribas demandariam que concílios de bispos o punissem por heresia, os saduceus o imaginariam homem simples e indouto, e a autoridade secular o silenciaria dum modo muito mais eficiente que a crucificação. A publicidade em si mesma é assassina. Há motivos de se desejar que Jesus não volte.” Não deve causar admiração esta atitude, pois o que diria Jesus sôbre a apatia espiritual, cobiça materialística, imoralidade e guerras da cristandade? O que diria êle sôbre os lideres religiosos que se unem aos políticos em louvor às Nações Unidas antes que ao reino de Deus?
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