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A religião falsa faz o papel de meretrizA Sentinela — 1989 | 15 de abril
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A religião falsa faz o papel de meretriz
1. Como é que muitos têm encarado a prostituição?
ALGUNS a chamam de a mais antiga profissão — a de uma meretriz, prostituta ou rameira. Conforme comumente usadas, todas essas palavras têm o mesmo significado, referindo-se a uma mulher imoral que vende o uso de seu corpo para homens. Mas, houve tempo em que isso era considerado uma vocação honrosa!
2, 3. Como é que o papel das sacerdotisas na antiga Babilônia se contrastava com a lei de Jeová a Israel sobre a prostituição masculina e feminina?
2 Falando do antigo sacerdócio de Babilônia, o professor S. H. Hooke, perito em arqueologia bíblica, declarou: “O sacerdócio não se restringia a homens, mas mulheres também integravam a equipe dos grandes templos. Era considerado honroso pertencer à ordem das sacerdotisas, e ouvimos falar de vários reis que dedicaram suas filhas à vocação sacerdotal. . . . A sua função mais importante era servir como prostitutas sagradas nas grandes festividades periódicas. . . . O templo de Istar [a deusa da fertilidade e da guerra], naturalmente, tinha uma grande equipe de tais mulheres.”
3 Isso se contrastava nitidamente com a adoração que devia ser prestada a Jeová Deus pela nação de Israel. A Lei dizia claramente: “Nenhuma das filhas de Israel pode tornar-se prostituta de templo, nem pode algum dos filhos de Israel tornar-se homem que se prostitua no serviço dum templo [por praticar homossexualismo]. Não deves trazer a paga duma meretriz nem o preço dum cão à casa de Jeová, teu Deus, para algum voto, porque são algo detestável para Jeová, teu Deus.” (Deuteronômio 23:17, 18) Assim, o pagamento de uma meretriz era inaceitável como contribuição para o santuário de Deus. Até o meretrício sem conotação religiosa era desonroso. Ordenou-se aos israelitas: “Não profanes a tua filha por fazer dela uma prostituta, para que o país não cometa prostituição, nem o país deveras se encha de moral desenfreada.” As leis contra a prostituição e o homossexualismo, descritos como “algo detestável”, eram uma proteção para a nação, tanto em sentido espiritual como físico. — Levítico 19:29; 20:13.
O Meretrício Espiritual É Ainda Pior
4. Qual é a pior forma de meretrício?
4 Do ponto de vista de Deus, porém, existe uma forma ainda pior de prostituição — o meretrício espiritual, ou seja, afirmar adorar o Deus verdadeiro quando, na verdade, se presta adoração e afeto a outros deuses. A antiga Jerusalém levou a sua prostituição um passo adiante. Ela dava presentes às nações que espiritualmente fornicavam com ela, poluindo a adoração verdadeira. — Ezequiel 16:34.
5, 6. Quem está cometendo meretrício espiritual neste século 20, levando a que perguntas?
5 Mesmo neste século 20, o meretrício espiritual é comum no sistema religioso do mundo. A cristandade é a parte mais destacada desse sistema — sistema este que a Bíblia chama de “Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra”. — Revelação (Apocalipse) 17:5.
6 Mas, qual será o destino final de Babilônia, a Grande? E como tal desfecho afetará a você e a seus entes queridos? Se Deus julgou adversamente as meretrizes no antigo Israel, o que fará ele a respeito do hodierno meretrício espiritual? Os artigos seguintes examinarão estas e outras perguntas relacionadas.
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A infame meretriz — sua quedaA Sentinela — 1989 | 15 de abril
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A infame meretriz — sua queda
“Caiu! Caiu Babilônia, a Grande, aquela que fazia todas as nações beber do vinho da ira da sua fornicação!” — REVELAÇÃO 14:8.
Este e o próximo artigo foram o discurso final do simpósio intitulado “O Tempo Designado Está Próximo”, apresentado nos Congressos de Distrito “Justiça Divina” das Testemunhas de Jeová, em 1988.
1. Quem é a infame “meretriz”, e por que temos de saber a respeito dela?
A INFAME “meretriz” — quem é ela? Por que falar a respeito dela? Já não basta a dose nauseante de imoralidade que nos apresentam os eletrizantes romances, filmes, programas de TV e vídeos? Sim! Mas, não se trata de uma prostituta comum. Ela é, de fato, a mais influente, a mais notória e a mais assassina prostituta de toda a história. E ela já vende seus favores há mais de 4.000 anos! Precisamos saber a seu respeito, para nossa proteção. Em Revelação (Apocalipse) 14:8, um anjo celestial chama essa mal-afamada mulher de Babilônia, a Grande, e a descreve como sedutora de nações. Visto ser ela tão perigosa, devemos alegrar-nos de saber que ‘está próximo o tempo designado’ de Jeová executar o julgamento contra ela. — Revelação 1:3.
2. De onde essa meretriz deriva o seu nome, e como veio a existir um império mundial da religião falsa?
2 Essa meretriz deriva o seu nome da antiga Babilônia, a orgulhosa cidade fundada há mais de 4.000 anos na Mesopotâmia, por Ninrode, o “poderoso caçador em oposição a Jeová”. Quando os babilônios começaram a construir uma torre religiosa pagã, Jeová confundiu a língua deles e os espalhou até os confins da terra. Eles levaram consigo a sua religião, e foi assim que veio a existir um império mundial de religião babilônica. Deveras, trata-se de Babilônia, A GRANDE. (Gênesis 10:8-10; 11:1-9) Até hoje, os mistérios da antiga Babilônia se refletem nas crenças e nas práticas das religiões do mundo. (Revelação 17:7) O nome hebraico da cidade, Babel, significa “Confusão”, uma designação apropriada para a atual misturada de religião falsa!
3. (a) Por quanto tempo Babilônia manteve cativo o povo de Deus, colocando-o em contato com o quê? (b) Quando foi que Babilônia sofreu uma queda desastrosa, e por que o seu fim não veio naquele tempo?
3 A antiga Babilônia recobrou-se daquele primeiro revés e, com a derrubada da Assíria, em 632 AEC, tornou-se a terceira potência mundial da história bíblica. A sua glória como tal durou pouco — menos de cem anos — mas, por quase 70 destes ela manteve cativo o povo de Deus, Israel. Isto colocou Israel em contato com os mil templos e capelas de Babilônia, as suas tríades de deuses e de diabos, a sua adoração de mãe-e-filho, e a sua astrologia, que idolatrava deuses supostamente imortais. Assim, os israelitas cativos ali estavam, no centro mundial da religião falsa, quando, em 539 AEC, a cidade de Babilônia sofreu uma desastrosa queda. Mas, o seu fim ainda não chegara! Os seus conquistadores continuaram a usá-la como prestigioso centro religioso.
Um Império Religioso Global
4. (a) O que declararam os profetas de Jeová a respeito de Babilônia, e o que aconteceu com ela? (b) Que outra Babilônia ainda vive, em detrimento dos povos da terra?
4 Os profetas de Jeová haviam declarado a Sua sentença, de que Babilônia tinha de ser varrida “com a vassoura do aniquilamento” — “como quando Deus derrubou Sodoma e Gomorra”. Cumpriram-se mais tarde essas profecias? Sim, em todos os seus pormenores! Com o tempo, a antiga Babilônia virou um monte de ruínas — desabitada, exceto por répteis e animais selvagens — exatamente como predito! (Isaías 13:9, 19-22; 14:23; Jeremias 50:35, 38-40) No entanto, aquela outra Babilônia, a hodierna Babilônia, a Grande, ainda vive. Como império mundial da religião falsa ela perpetua os ensinos e o espírito altivo da Babilônia original. É o instrumento principal de Satanás para cegar os povos da terra para com os propósitos de Jeová relacionados com o Reino. — 2 Coríntios 4:3, 4.
5. (a) Que religiões se desenvolveram enquanto Babilônia estava no apogeu de sua glória, mas, por que Satanás não teve êxito em inundar o mundo inteiro com a falsa religião? (b) Como usou Satanás a religião falsa após o surgimento do cristianismo?
5 Foi por volta do sexto século antes de Cristo, quando a potência mundial babilônica estava no apogeu de sua glória, que surgiram também as religiões do hinduísmo, do budismo, do confucionismo e do xintoísmo. Mas, conseguiu Satanás inundar o mundo inteiro com a religião falsa? Não, porque um restante das antigas testemunhas de Jeová retornou de Babilônia para Jerusalém a fim de restabelecer a adoração de Jeová. Assim, seis séculos depois, havia ali judeus fiéis para acolher o Messias e se tornar os primeiros membros da congregação cristã. A religião falsa causou o martírio do Filho do próprio Deus e tornou-se instrumento de Satanás para se opor ao verdadeiro cristianismo, como Jesus e seus apóstolos haviam advertido. — Mateus 7:15; Atos 20:29, 30; 2 Pedro 2:1.
6. (a) Como corrompeu Satanás os ensinos cristãos, e que ensinos que desonram a Deus se desenvolveram? (b) Que aconteceu com milhares de pessoas que preferiram a verdade bíblica a dogmas babilônicos?
6 Especialmente depois da segunda destruição de Jerusalém, em 70 EC, Satanás usou falsos apóstolos para corromper ensinos cristãos, fundindo-os com o misticismo babilônico e a filosofia grega mundana. Deste modo, substituiu-se o “um só Jeová” da Bíblia por uma ‘tríade divina’, a Trindade. (Deuteronômio 6:4; Marcos 12:29; 1 Coríntios 8:5, 6) E a doutrina da imortalidade da alma humana, conforme ensinada pelo filósofo pagão Platão, foi introduzida para invalidar os preciosos ensinos bíblicos do resgate de Cristo e da ressurreição. Isto abriu caminho para a crença num inferno de fogo e num purgatório menos ardente. (Salmo 89:48; Ezequiel 18:4, 20) Tais ensinos, que desonram a Deus e se valem dos temores das pessoas, têm ajudado a encher os cofres das igrejas. Além disso, nos dias da Inquisição e da Reforma, os clérigos mal podiam esperar pelas chamas do inferno para infligir os tormentos. Milhares de pessoas que preferiam a verdade bíblica a dogmas babilônicos foram queimadas vivas na estaca, tanto por católicos como por protestantes. Mas, como veremos, o meretrício de Babilônia, a Grande, vai muito além de promover a falsidade.
O Dia de Julgamento de Jeová
7. (a) Quando e como começou Jeová a restaurar verdades bíblicas básicas e expor os falsos ensinos babilônicos? (b) Que verdades bíblicas básicas restauraram os Estudantes da Bíblia?
7 O dia de Jeová julgar essa meretriz teria de chegar! (Hebreus 10:30) Houve um período preparatório, a partir da década de 1870, quando Jeová enviou seu “mensageiro” — um grupo sincero de estudantes da Bíblia — para restaurar verdades bíblicas básicas e expor os falsos ensinos babilônicos. (Malaquias 3:1a) Esse grupo “mensageiro” endossou as palavras proféticas de Revelação 4:11: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder, porque criaste todas as coisas e porque elas existiram e foram criadas por tua vontade.” O “mensageiro” tornou-se também um franco defensor do sacrifício de resgate de Jesus, a provisão de Deus para remir a humanidade. A humanidade remida incluiria primeiro o “pequeno rebanho” que haveria de governar com Jesus no Seu Reino celestial, e, mais tarde, as centenas de milhões de pessoas que viverão para sempre na terra paradísica — a maioria das quais será ressuscitada dentre os mortos. (Lucas 12:32; 1 João 2:2; Atos 24:15) Sim, aqueles Estudantes da Bíblia restauraram essas verdades fundamentais e, em sentido figurativo, até mesmo ‘apontaram a mangueira contra o inferno e apagaram o fogo’ do dogma babilônico do tormento eterno!a
8. (a) Como aproveitou o clero da cristandade a Primeira Guerra Mundial para tentar destruir os Estudantes da Bíblia? (b) Que aconteceu com o juiz que manteve oito diretores da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) na prisão por negar-lhes a fiança?
8 Por uns 40 anos os Estudantes da Bíblia proclamaram destemidamente que o ano de 1914 marcaria o fim dos Tempos dos Gentios. Como esperado, aquele ano trouxe eventos que abalaram o mundo, não o menos importante destes sendo a Primeira Guerra Mundial. Oh! Como os clérigos da cristandade — a parte mais destacada de Babilônia, a Grande — tentaram aproveitar essa crise mundial para destruir aqueles intrépidos Estudantes da Bíblia! Por fim, em 1918, conseguiram despachar para a prisão oito diretores da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA) sob forjadas acusações de sedição. Mas, esses diretores foram libertados depois de nove meses e, mais tarde, inocentados das acusações. O juiz federal Martin T. Manton, que mantivera esses Estudantes da Bíblia na prisão por negar-lhes fiança, foi mais tarde condecorado pelo Papa Pio XI, sendo nomeado “cavaleiro da ordem de São Gregório, o Grande”. Mas, a sua glória durou pouco, pois em 1939 ele foi sentenciado a dois anos de prisão e uma pesada multa. Por que razão? Por ter sido culpado de vender seis decisões do tribunal pelo valor de 186 mil dólares em subornos!
9. Como explicou a profecia de Malaquias o que estava acontecendo com o povo de Jeová, e, assim, com quem começou o julgamento?
9 Como acabamos de mencionar, em 1918 o povo de Jeová entrou num período de severa prova. As palavras adicionais do profeta, em Malaquias 3:1-3, explicam o que estava acontecendo: “E repentinamente virá ao Seu templo o verdadeiro Senhor [Jeová], a quem procurais, e o mensageiro do pacto [abraâmico]” — Jesus. Sim, Jeová veio com seu Cristo para o julgamento. Daí, Jeová pergunta: “Quem agüentará o dia da sua vinda e quem se manterá de pé quando ele aparecer? Pois ele será como o fogo do refinador e como a barrela dos lavadeiros.” De acordo com 1 Pedro 4:17, o julgamento começaria com os que professassem pertencer à “casa de Deus”. Assim, os verdadeiros cristãos foram refinados e purificados para o serviço de Jeová.
“Saí . . . Dela, Ó Meu Povo”!
10. Que julgamento divino caiu sobre a cristandade e toda a religião falsa por volta de 1919, resultando em que para Babilônia, a Grande?
10 Como parte impenitente de Babilônia, a Grande, o clero da cristandade não podia agüentar o julgamento de Jeová. Haviam manchado terrivelmente as suas vestes como participantes da carnificina da guerra mundial e como perseguidores dos cristãos verdadeiros. (Jeremias 2:34) Em vez de aclamarem o entrante Reino celestial de Cristo, promoviam uma Liga das Nações constituída pelos homens, que vieram a descrever como a “expressão política do Reino de Deus na terra”. Por volta de 1919 era evidente que Jeová julgara a cristandade — e, de fato, toda a religião falsa. Babilônia, a Grande, havia caído, condenada à morte! Estava bem na hora de todos os amantes da verdade e da justiça agirem de acordo com a ordem profética de Jeremias 51:45: “Saí do meio dela, ó meu povo, e ponde cada um a sua alma a salvo da ira ardente de Jeová.”
11, 12. (a) O que diz um anjo em Revelação 17:1, 2 sobre o julgamento de Babilônia, a Grande? (b) O que são as “muitas águas” sobre as quais a grande meretriz se senta, e como fez ela com que os habitantes da terra ‘se embriagassem com o vinho da sua fornicação’?
11 Babilônia, a Grande, caiu! Mas ela ainda não foi destruída. Como império mundial da religião falsa, ela existirá por mais um curto período como obra-prima de engano de Satanás. Qual é o julgamento definitivo de Deus contra ela? Não somos deixados em dúvida! Abramos nossa Bíblia em Revelação 17:1, 2. Ali, um anjo dirige-se ao apóstolo João e, por meio deste, aos atuais estudantes da profecia, dizendo: “Vem, mostrar-te-ei o julgamento da grande meretriz que está sentada sobre muitas águas, com a qual os reis da terra cometeram fornicação, enquanto que os que habitam na terra se embriagaram com o vinho da fornicação dela.” A expressão “muitas águas” se refere às massas turbulentas da humanidade, há tanto tempo oprimidas pela grande meretriz. E a profecia diz que “os que habitam na terra” são embriagados com o vinho dessa meretriz. Assimilam os ensinos falsos e os caminhos mundanos e imorais de Babilônia, a Grande, e saem cambaleando, como que embriagados por um vinho barato e falsificado.
12 Em Tiago 4:4 lemos: “Adúlteras, não sabeis que a amizade com o mundo é inimizade com Deus?” A religião do século vinte está por demais disposta a bajular o mundo, e isso especialmente no caso da cristandade. Seus clérigos não somente deixam de proclamar as boas novas do entrante Reino de Jeová, como também diluem os ensinos morais da Bíblia, tolerando a permissividade mundana entre os membros de igreja. Até mesmo os clérigos não são tão inocentes assim quanto à fornicação carnal, tão categoricamente condenada pelo apóstolo Paulo, ao dizer: “Não sejais desencaminhados. Nem fornicadores, nem idólatras, nem adúlteros, nem homens mantidos para propósitos desnaturais, nem homens que se deitam com homens . . . herdarão o reino de Deus. E, no entanto, isso é o que fostes alguns de vós. Mas vós fostes lavados.” — 1 Coríntios 6:9-11.
“Revolver-se no Lamaçal”
13, 14. (a) Que exemplos mostram que o clero hodierno não ‘foi lavado’? (b) Que conceito com relação a atos genitais homossexuais adotou um sínodo da Igreja Anglicana, e que novo nome certo noticiarista sugeriu dar à igreja? (c) O clero apóstata se enquadra bem em que palavras do apóstolo Pedro?
13 Será que os clérigos hodiernos ‘foram lavados’? Bem, como exemplo, note a situação na Grã-Bretanha, outrora um baluarte do protestantismo. Em novembro de 1987, enquanto a primeira-ministra britânica exortava os clérigos a prover liderança moral, o vigário de uma igreja anglicana dizia: “Os homossexuais têm tanto direito à expressão sexual quanto os demais; devíamos ver o bem nisso e incentivar a fidelidade [entre os homossexuais].” Um jornal londrino noticiou: “As práticas homossexuais tornaram-se tão generalizadas numa certa faculdade anglicana de teologia, que estudantes de outra faculdade tiveram de ser proibidos, pelo corpo docente, de visitá-la.” Certa pesquisa calculou que “num distrito londrino, o número de clérigos com inclinações homossexuais pode ser mais da metade do total”. E, num sínodo da igreja, 95 por cento dos clérigos da Igreja Anglicana apoiaram uma moção que classificou a fornicação e o adultério como pecados, mas não atos genitais homossexuais; dizia-se que tais atos homossexuais apenas deixavam de atingir o ideal. Comentando tudo isso, certo noticiarista sugeriu que a Igreja Anglicana bem que podia mudar de nome para Sodoma e Gomorra. Outro jornal londrino declarou: “O povo britânico está estarrecido ao contemplar os resultados de uma geração de permissividade.”
14 Quão bem o clero apóstata no decorrer dos anos se enquadra nas palavras de Pedro: “Com eles aconteceu o que diz o provérbio verdadeiro: ‘O cão voltou ao seu próprio vômito e a porca lavada a revolver-se no lamaçal’”! — 2 Pedro 2:22.
15. (a) Que colapso nos valores morais ocorreu em toda a cristandade? (b) Quem tem de compartilhar a responsabilidade por essa ceifa funesta?
15 Em toda a cristandade e, de fato, no mundo inteiro, há um terrível colapso nos valores morais. Em certas sociedades, o casamento é agora considerado desnecessário, e os casados acham que a fidelidade marital está fora de moda. Cada vez menos pessoas legalizam a sua união conjugal, e o índice de divórcios aumenta vertiginosamente entre os que o fazem. Nos Estados Unidos, os divórcios mais do que triplicaram nos últimos 25 anos, para bem mais de um milhão por ano. Na Grã-Bretanha, no período de 20 anos a partir de 1965, os divórcios quadruplicaram, de 41.000 para 175.000. Solteiros preferem coabitar com outros solteiros de qualquer sexo, e muitos passam de um parceiro para outro. Lamentam as terríveis doenças sexualmente transmissíveis, notavelmente a AIDS, que proliferam em resultado de seu estilo de vida imoral, mas continuam a insistir nas suas degradantes práticas sexuais. Os clérigos da cristandade não têm disciplinado os membros errantes das igrejas. Ao ponto em que têm tolerado a imoralidade, eles têm de compartilhar a responsabilidade por essa ceifa funesta. — Jeremias 5:29-31.
16. (a) O que sublinha o fato, de que Babilônia, a Grande, caiu, e que brado angélico em Revelação 18:2 é apropriado? (b) O que devem fazer todos os que desejarem sobreviver ao fim do mundo?
16 O lastimável estado moral existente no império mundial da religião falsa sublinha também o fato de que Babilônia, a Grande, já caiu. Deus julgou-a e destinou-a à destruição. Quão apropriado é, então, o forte brado do anjo, em Revelação 18:2: “Caiu! Caiu Babilônia, a Grande, e ela se tornou moradia de demônios, e guarida de toda exalação impura, e guarida de toda ave impura e odiada!” E quão importante é que todos os que desejarem sobreviver ao fim do mundo ajam agora, atendendo à chamada do Rev. 18 versículo 4: “Saí dela, povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas”! Sair da religião falsa é um passo vital para se sobreviver à iminente “grande tribulação”. (Revelação 7:14) Mas, requer-se mais, como veremos!
[Nota(s) de rodapé]
a Em 1.º de novembro de 1903, depois do último duma série de debates no Salão Carnegie, em Pittsburgh, Pensilvânia, EUA, entre Charles T. Russell e o Dr. E. L. Eaton, um dos clérigos presentes reconheceu a vitória do irmão Russell, dizendo: “Vejo com satisfação que o senhor apontou a mangueira contra o inferno e apagou o fogo.”
[Fotos na página 6]
Imagens de deuses trinos — do antigo Egito e da cristandade.
[Crédito das fotos]
Acervo do Museu Saint-Remi, Reims, foto de J. Terrisse
Museu de Louvre, Paris
[Quadro na página 8]
A MORAL DO CLERO
“Centenas de crianças sexualmente abusadas por sacerdotes católicos nos Estados Unidos nos últimos cinco anos têm sofrido profundo trauma emocional, dizem pais, psicólogos, policiais e advogados envolvidos nos casos.” — Akron Beacon Journal, 3 de janeiro de 1988.
“A Igreja Católica Romana nos Estados Unidos tem sido obrigada a pagar milhões de dólares em indenizações a famílias que afirmam que seus filhos foram sexualmente abusados por sacerdotes. Apesar disso, o problema tem-se agravado de tal forma que muitos advogados e vítimas dizem que a igreja desconsidera e encobre tais casos.” — The Miami Herald, 3 de janeiro de 1988.
[Foto na página 9]
A Bíblia compara líderes religiosos imorais com uma porca lavada que volta a revolver-se na lama.
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A infame meretriz — sua destruiçãoA Sentinela — 1989 | 15 de abril
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A infame meretriz — sua destruição
“Louvai a Jah! A salvação, e a glória, e o poder pertencem ao nosso Deus, porque os seus julgamentos são verdadeiros e justos. Pois ele executou o julgamento na grande meretriz que corrompia a terra com a fornicação, e das mãos dela vingou o sangue dos seus escravos.” — REVELAÇÃO 19:1, 2.
1. Em que sentido a grande meretriz tem fornicado com “os reis da terra”, e qual tem sido o resultado?
O QUE consideramos até aqui já é bastante sério. Contudo, devemos notar que Revelação (Apocalipse) 17:2 fala também da fornicação da grande meretriz com “os reis da terra”. Embora tenha sofrido uma queda, ela ainda é muito amiga do mundo e procura manipular os governantes mundiais para conseguir seus objetivos. (Tiago 4:4) Esse meretrício espiritual, que consiste em relações ilícitas entre Babilônia, a Grande, e governantes políticos, tem resultado na morte prematura de dezenas de milhões de inocentes! Já era bastante ruim que a grande meretriz se envolvesse em ambos os lados da luta na Primeira Guerra Mundial, mas os seus pecados com relação à Segunda Guerra Mundial certamente “acumularam-se até o céu”! (Revelação 18:5) Por que dizemos isso?
2. (a) Como ajudou Franz von Papen a Adolf Hitler tornar-se governante da Alemanha, e como descreveu um anterior chanceler alemão esse cavaleiro papal? (b) Na Concordata entre o Estado nazista e o Vaticano, que duas cláusulas foram mantidas secretas? (Veja a nota ao pé da página.)
2 Ora, para citar apenas um exemplo, como é que o tirano Adolf Hitler se tornou chanceler — e ditador — na Alemanha? Foi por meio da trama política dum cavaleiro papal, a quem o anterior chanceler alemão, Kurt von Schleicher, descreveu como “a espécie de traidor em comparação com o qual Judas Iscariotes é um santo”. Tratava-se de Franz von Papen, que manobrou a Ação Católica e os líderes industriais no sentido de se oporem ao comunismo e unirem a Alemanha sob Hitler. Como parte duma barganha traiçoeira, Hitler fez de von Papen o vice-chanceler. Hitler enviou a Roma uma delegação chefiada por von Papen para negociar uma concordata entre o Estado nazista e o Vaticano. O Papa Pio XI mencionou aos enviados alemães quanto lhe agradava que “o Governo alemão tinha agora no comando um homem intransigentemente contrário ao comunismo” e, em 20 de julho de 1933, numa requintada cerimônia no Vaticano, o Cardeal Pacelli (que pouco depois se tornaria o Papa Pio XII) assinou a concordata.a
3. (a) O que escreveu um historiador sobre a Concordata entre o Estado nazista e o Vaticano? (b) Durante as comemorações no Vaticano, que honra foi conferida a Franz von Papen? (c) Que papel desempenhou Franz von Papen na tomada nazista da Áustria?
3 Certo historiador escreveu: “A Concordata [com o Vaticano] foi uma grande vitória para Hitler. Deu-lhe o primeiro apoio moral recebido do mundo exterior, e isso da fonte mais elevada.” Durante as comemorações no Vaticano, Pacelli conferiu a von Papen a alta condecoração papal da Grã-Cruz da Ordem de Pio.b Winston Churchill, em seu livro A Tempestade Que se Aproxima, publicado em inglês em 1948, conta como von Papen usou adicionalmente “a sua reputação de bom católico” para obter o apoio da igreja para a anexação da Áustria pelos nazistas. Em 1938, em homenagem ao aniversário natalício de Hitler, o Cardeal Innitzer ordenou que todas as igrejas austríacas ostentassem a bandeira suástica, tocassem os sinos e orassem pelo ditador nazista.
4, 5. (a) Por que recai sobre o Vaticano uma terrível culpa de sangue? (b) Como deram os bispos católicos alemães apoio aberto a Hitler?
4 Portanto, recai sobre o Vaticano uma terrível culpa de sangue! Como parte principal de Babilônia, a Grande, ele ajudou significativamente a colocar Hitler no poder e a dar-lhe apoio “moral”. O Vaticano foi ainda mais longe por dar consentimento tácito às atrocidades de Hitler. Durante a longa década de terror nazista, o pontífice romano manteve-se calado, enquanto centenas de milhares de soldados católicos lutavam e morriam para a glória do regime nazista, e enquanto milhões de desafortunados eram liquidados nas câmaras de gás de Hitler.
5 Os bispos católicos alemães até mesmo davam apoio aberto a Hitler. No mesmo dia em que o Japão — parceiro de guerra da Alemanha naquela época — fez o ataque de surpresa a Pearl Harbor, o jornal The New York Times publicou o seguinte: “A Conferência dos Bispos Católicos Alemães, reunida em Fulda, recomendou a introdução duma ‘oração de guerra’ especial a ser lida no princípio e no fim de todos os ofícios divinos. A oração implora à Providência abençoar as armas germânicas com a vitória e conceder proteção à vida e à saúde de todos os soldados. Os Bispos instruíram os clérigos católicos adicionalmente a terem e lembrarem os soldados alemães ‘na terra, no mar e no ar’ num sermão dominical especial pelo menos uma vez por mês.”
6. De que grandes agonias e atrocidades poderia ter sido o mundo poupado se não tivesse havido fornicação espiritual entre o Vaticano e os nazistas?
6 Se não tivesse havido o namoro entre o Vaticano e os nazistas, talvez se tivesse poupado ao mundo a agonia de ter muitos milhões de soldados e civis mortos pela guerra, de seis milhões de judeus assassinados por não serem arianos, e — mais preciosos aos olhos de Jeová — de milhares de Suas Testemunhas, tanto dos ungidos como das “outras ovelhas”, que sofreram grandes atrocidades, sendo que muitas Testemunhas morreram nos campos de concentração nazistas. — João 10:10, 16.
A Meretriz Vista de Perto
7. Como descreveu o apóstolo João a visão da grande meretriz que ele teve de perto?
7 Quão apropriada é a visão que a seguir se desenrola na profecia de Revelação! Passando para o Rev. capítulo 17, versículos 3 a 5, encontramos João dizendo a respeito do anjo: “E ele me levou no poder do espírito para um ermo. E avistei uma mulher sentada numa fera cor de escarlate, que estava cheia de nomes blasfemos e que tinha sete cabeças e dez chifres. E a mulher estava vestida de púrpura e de escarlate, e estava adornada de ouro, e de pedra preciosa, e de pérolas, e tinha na sua mão um copo de ouro cheio de coisas repugnantes e das coisas impuras da sua fornicação. E na sua testa havia escrito um nome, um mistério: ‘Babilônia, a Grande, a mãe das meretrizes e das coisas repugnantes da terra.’” Re 17:3-5
8. (a) O que a grande meretriz leva no seu copo de ouro, mostrando assim quem ela é? (b) Em que sentido está Babilônia, a Grande, simbolicamente “vestida de púrpura e de escarlate” e adornada “de ouro, e de pedra preciosa, e de pérolas”?
8 João teve aqui uma visão bem de perto de Babilônia, a Grande. O lugar dela é realmente naquele ermo, entre os animais selvagens que o habitam. Essa grande meretriz é claramente identificada por aquilo que ela leva no seu copo, embora este, por fora, pareça enganosamente precioso. Ela toma uma poção repugnante do ponto de vista de Deus. Sua amizade com o mundo, suas doutrinas falsas, sua permissividade moral, seus flertes com os poderes políticos — nada disso é tolerado por Jeová, “o Juiz de toda a terra”. (Gênesis 18:22-26; Revelação 18:21, 24) Oh! quão belamente ela se adorna! Ela é famosa por suas imponentes catedrais com impressionante arquitetura e vitrais, seus pagodes e monastérios adornados com jóias e seus templos e santuários tradicionais. Fiéis à moda introduzida pela grande meretriz, seus sacerdotes e seus monges se trajam de custosas vestes de cor escarlate, púrpura e açafrão. — Revelação 17:1.
9. Que longa história de culpa de sangue tem Babilônia, a Grande, e como termina João apropriadamente a sua descrição a respeito?
9 O mais repreensível, porém, é o seu espírito sanguinário. Neste respeito, Jeová tem com ela um ajuste de contas bem antigo! Ela tem apoiado ditadores sanguinários dos tempos modernos, e a sua repelente história de derramamento de sangue já dura séculos, através das guerras religiosas, das Inquisições, das Cruzadas, sim, remontando ao martírio de alguns dos apóstolos e à morte do próprio Filho de Deus, o Senhor Jesus Cristo, e mais além. (Atos 3:15; Hebreus 11:36, 37) Acrescente a tudo isso a matança de Testemunhas de Jeová, em anos mais recentes, por pelotões de fuzilamento, enforcamento, machado, guilhotina, espada e tratamento desumano em prisões e campos de concentração. Não é para menos que João termine a sua descrição dizendo: “E eu vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus”! — Revelação 17:6.
“O Mistério da Mulher E da Fera”
10. (a) Como é que a grande meretriz tem perseguido as Testemunhas de Jeová até os dias de hoje? (b) Que tipo de líderes são os clérigos de Babilônia, a Grande?
10 João ficou “admirado com grande espanto” diante do que viu. Nós hoje também nos espantamos! Durante os anos 30 e 40, a grande meretriz usou a Ação Católica e a trama política para perseguir e banir as testemunhas fiéis de Jeová. Até hoje, onde quer que consiga exercer suficiente influência, Babilônia, a Grande, continua a obstruir, a restringir e a difamar a obra das Testemunhas de Jeová, que proclamam a gloriosa esperança do Reino de Deus. Por manterem centenas de milhões de pessoas cativas nas organizações religiosas da grande meretriz, os seus clérigos servem de ‘guias cegos de cegos’, conduzindo tais pessoas à cova da destruição. Nunca jamais poderia essa infame meretriz dizer como o apóstolo Paulo: ‘Eu vos chamo como testemunhas de que estou limpo do sangue de todos os homens.’ — Mateus 15:7-9, 14; 23:13; Atos 20:26.
11, 12. Qual é o mistério da “fera cor de escarlate” que carrega a infame meretriz, e que esclarecimento sobre esse mistério receberam as Testemunhas de Jeová em 1942?
11 Notando o espanto de João, o anjo disse-lhe: “Por que te admiras? Eu te direi o mistério da mulher e da fera que a carrega, que tem as sete cabeças e os dez chifres.” (Revelação 17:7) O que é essa “fera”? Mais de 600 anos antes, o profeta Daniel havia visto animais visionários, e explicou-se-lhe que estes representavam “reis”, ou governos políticos, da terra. (Daniel 7:2-8, 17; 8:2-8, 19-22) João vê aqui em visão uma combinação de tais governos — uma “fera cor de escarlate”. Trata-se da Liga das Nações, criada por mãos humanas, que surgiu no cenário mundial em 1920, mas que mergulhou num abismo de inatividade ao irromper a Segunda Guerra Mundial, em 1939. Mas, o que é “o mistério da mulher e da fera”?
12 Por providência divina, as Testemunhas de Jeová receberam em 1942 um esclarecimento sobre esse mistério. A Segunda Guerra Mundial estava no auge, e muitos achavam que ela aumentaria progressivamente até levar ao Armagedom. Mas Jeová pensava de modo diferente! Ainda havia muito trabalho para suas Testemunhas executarem! Na sua Assembléia Teocrática do Novo Mundo, de 18-20 de setembro de 1942, tendo a Cleveland, Ohio, EUA, como cidade-chave interligada com outras 51 localidades naquele país, Nathan H. Knorr, presidente da Sociedade Torre de Vigia (dos EUA), proferiu o discurso público “Paz — Pode Durar?”. O orador recapitulou Revelação 17:8, que diz sobre a “fera cor de escarlate” que ela “era, mas não é, contudo, está para ascender do abismo, e há de ir para a destruição”. Ele mostrou que a Liga das Nações “era” de 1920 a 1939. Daí atingiu-se o estágio do ‘não ser’, por causa da extinção da Liga. Mas, depois da Segunda Guerra Mundial, essa combinação de nações ascenderia do abismo. Cumpriu-se essa previsão baseada na Bíblia? Certamente que sim! Em 1945, a “fera” internacional emergiu de seu abismo de inatividade na forma de Nações Unidas.
13. Como tem Babilônia, a Grande, continuado seu comportamento meretrício com a “fera” ONU?
13 Babilônia, a Grande, embora enfraquecida pela sua queda, tem continuado seu comportamento meretrício com a “fera” ONU. Por exemplo, em junho de 1965, dignitários dos sete principais ramos de religião do mundo, os chamados cristãos e os não-cristãos, alegadamente representando metade da população do mundo, reuniram-se em São Francisco, EUA, para comemorar o 20.º aniversário da ONU.c Naquele mesmo ano, o Papa Paulo VI descreveu a ONU como “a última esperança de concórdia e paz”, e, mais tarde, o Papa João Paulo II expressou a sua esperança de que “as Nações Unidas permaneçam sempre o supremo foro da paz e da justiça”. Em 1986, o império mundial da religião falsa encabeçou o patrocínio do Ano Internacional da Paz, da ONU. Mas, houve verdadeira paz e segurança em resposta às suas orações religiosas? Longe disso! Cada vez mais nações-membros da ONU mostram que não têm nenhum amor genuíno pela grande meretriz.
A Eliminação da Meretriz
14. Que tarefa especial tem a cumprir a “fera” ONU, e como é isso descrito pelo anjo de Deus?
14 No tempo devido, a própria “fera cor de escarlate” terá de ir para a destruição. Mas, antes disso, e mesmo antes de seu derradeiro ataque animalesco contra o povo de Deus, essa fera, a ONU, tem uma tarefa especial a cumprir. Jeová põe ‘Seu pensamento no coração da fera e de seus chifres militarizados’. Com que resultado? O anjo de Deus responde: “E os dez chifres que viste, e a fera, estes odiarão a meretriz e a farão devastada e nua, e comerão as suas carnes e a queimarão completamente no fogo.” “Ela se glorificou e viveu em impudente luxúria”, mas agora tudo isso se inverte. Os seus imponentes edifícios religiosos e as suas vastas propriedades não a salvarão. Como diz o anjo: “É por isso que as pragas dela virão num só dia, morte, e pranto, e fome, e ela será completamente queimada em fogo, porque Jeová Deus, quem a julga, é forte.” — Revelação 17:16, 17; 18:7, 8.
15. Como é que os amantes políticos da meretriz, bem como os magnatas do alto comércio, reagirão ao desaparecimento dela?
15 Os amantes políticos da meretriz lamentarão o seu desaparecimento, declarando: “Ai, ai, ó grande cidade, Babilônia, forte cidade, porque numa só hora chegou o teu julgamento!” Também os magnatas do alto comércio, que obtiveram com ela lucros desonestos, “chorarão e prantearão, dizendo: ‘Ai, ai . . . porque tais grandes riquezas foram devastadas numa só hora!’” — Revelação 18:9-17.
16. Como reagirá o povo de Deus à destruição da grande meretriz, e como confirma isso Revelação?
16 Todavia, qual será a reação do próprio povo de Deus? Todos eles estão incluídos nas palavras do anjo: “Alegra-te por causa dela, ó céu, e também vós, santos, e vós, apóstolos, e vós, profetas, porque por vós Deus exigiu dela judicialmente a punição!” Com um lance rápido Babilônia, a Grande, terá sido lançada para baixo, para nunca mais vituperar o santo nome de Jeová. A destruição da grande meretriz provocará cânticos de celebração e vitória em louvor a Jeová. Como primeiro duma série de coros de aleluia, ressoará o alegre refrão: “Louvai a Jah! A salvação, e a glória, e o poder pertencem ao nosso Deus, porque os seus julgamentos são verdadeiros e justos. Pois ele executou o julgamento na grande meretriz que corrompia a terra com a sua fornicação, e das mãos dela vingou o sangue dos seus escravos.” — Revelação 18:20-19:3.
17. Após a eliminação da grande meretriz, como serão levados a término os atos de julgamento de Deus?
17 Os atos de julgamento de Deus serão rapidamente levados a término, à medida que o “Rei dos reis e Senhor dos senhores”, Cristo Jesus, pisar “o lagar de vinho da ira do furor de Deus, o Todo-Poderoso”, no Armagedom. Ali fará desaparecer os governantes iníquos e todos os demais remanescentes da organização de Satanás na terra. Aves necrófagas devorarão os seus cadáveres. (Revelação 16:14, 16; 19:11-21) Quão felizes devemos ser de que está próximo o tempo marcado por Deus para livrar a nossa bela terra de tudo o que é ímpio, imundo e corrompedor!
18. Qual é o grandioso clímax do livro de Revelação?
18 É este o clímax do livro de Revelação? Não, ainda não! Porque então, completada a ressurreição dos 144.000 para o céu, ocorre o casamento do Cordeiro. A sua “noiva”, adornada para seu marido, é empossada num “novo céu”, e dali ela desce, simbolicamente, como ajudadora de seu Noivo, para executar o propósito de Jeová de ‘fazer novas todas as coisas’. A beleza espiritual da noiva é a da cidade santa, a Nova Jerusalém, que Jeová Deus, o Todo-poderoso, ilumina com a sua glória, e o Cordeiro é a sua lâmpada. (Revelação 21:1-5, 9-11, 23) É então que Revelação atinge o seu grandioso clímax, tendo sido santificado o nome de Jeová, e passando o Cordeiro, Cristo Jesus, junto com a sua noiva, a Nova Jerusalém, a abençoar a humanidade obediente com vida eterna no Paraíso terrestre.
19. (a) Além de sair de Babilônia, a Grande, o que mais é essencial para a salvação? (b) Que convite urgente ainda está aberto, e qual deve ser a nossa reação?
19 Já se deu conta da duplicidade da religião falsa e já saiu de Babilônia, a Grande? E já deu o passo adicional de se chegar a Jeová Deus, por meio de Cristo Jesus, em dedicação de pleno coração que leva ao batismo? Isso também é essencial para a salvação! Ao se aproximar o tempo designado a execução do julgamento final de Jeová, ecoa-se com compelente urgência o convite: “O espírito e a noiva estão dizendo: ‘Vem!’” Que todos os que aceitam esse convite dediquem sua vida a Jeová e sejam zelosos em dizer: “Vem!” a mais outros. Sim, “quem tem sede venha; quem quiser tome de graça a água da vida”. (Revelação 22:17) O convite ainda está aberto. Você será realmente feliz se tomar a sua posição e conservar essa posição perante o trono de Deus e do Cordeiro, como um dos do povo dedicado e batizado de Jeová. O tema designado está mais próximo do que talvez imagine! Sim, o grandioso clímax de Revelação está próximo!
Em conclusão do Estudo de A Sentinela desta semana, o dirigente deve pedir que a seguinte Resolução seja lida, para depois considerá-la com a ajuda das perguntas providas. Trata-se da Resolução apresentada no mundo inteiro nos Congressos de Distrito “Justiça Divina” das Testemunhas de Jeová, em 1988, ao final do discurso “A Infame ‘Meretriz’ — Sua Queda e Sua Destruição”.
[Nota(s) de rodapé]
a Por razões óbvias, duas cláusulas da Concordata, referentes a uma frente unida contra a União Soviética e aos deveres de sacerdotes católicos recrutados pelo exército de Hitler, foram mantidas secretas na ocasião. Esse recrutamento violava o Tratado de Versalhes (1919), ao qual a Alemanha ainda estava obrigada; o conhecimento público dessa cláusula poderia inquietar outros signatários de Versalhes.
b Franz von Papen estava entre os nazistas que foram julgados como criminosos de guerra em Nurembergue, Alemanha, em fins dos anos 40. Ele foi absolvido, mas mais tarde pegou uma pesada sentença de um tribunal alemão de desnazificação. Ainda mais tarde, em 1959, foi nomeado Camarista Papal Privado.
c Falando sobre essa reunião, o Papa Paulo VI disse: “Quão verdadeiramente correto e apropriado é que uma convocação religiosa de paz tenha sido incluída entre as cerimônias em comemoração da assinatura da Carta das Nações Unidas, feita vinte anos atrás. ”
[Fotos na página 12]
O Vaticano compartilha com von Papen e Hitler uma terrível culpa de sangue.
[Crédito das fotos]
UPI/Bettmann Newsphotos
[Fotos na página 15]
Em vez de recomendar o Reino de Deus, os papas têm chamado a ONU de ‘a última esperança de paz’.
[Crédito das fotos]
Fotos menores: da ONU
[Quadro na página 11]
O SILÊNCIO DO PAPA
Em seu livro Franz von Papen — Sua Vida e Sua Época (em inglês), publicado em 1939, H. W. Blood-Ryan conta em pormenores as tramas através das quais aquele cavaleiro papal levou Hitler ao poder e negociou a concordata do Vaticano com os nazistas. Sobre os terríveis massacres organizados, que atingiam os judeus, as Testemunhas de Jeová e outros, o autor diz: “Por que Pacelli [Papa Pio XII] se manteve calado? Porque nos planos de von Papen para um Santo Império Romano dos alemães ocidentais, ele via no futuro uma Igreja Católica mais forte, com o Vaticano de volta ao trono do poder temporal . . . Esse mesmo Pacelli exerce agora o poder da ditadura espiritual sobre milhões de almas, todavia, escassamente um sussurro foi erguido contra a agressão e perseguição hitlerianas. . . . Ao escrever essas linhas, já se passaram três dias da matança e nem uma única oração veio do Vaticano em favor das almas dos contestadores, bem a metade dos quais eram católicos. Terrível será o acerto de contas quando esses homens, despojados de todas as suas influências terrenas, chegarem à presença de seu Deus, Que exigirá um ajuste de contas. Que desculpa poderão apresentar? Nenhuma!”
[Quadro na página 15]
O ENVOLVIMENTO DO VATICANO
O The New York Times de 6 de março de 1988 publicou que o Vaticano esperava em 1988 um déficit orçamentário recorde de 61,8 milhões de dólares. Disse o jornal: “Uma principal despesa presumivelmente envolve uma promessa feita em 1984 de pagar aproximadamente 250 milhões de dólares a credores do Banco Ambrosiano. O Vaticano estava profundamente envolvido com esse banco de Milão antes de sua quebra, em 1982.” Deveras, tão profundamente envolvido nesse escândalo que o Vaticano tem-se recusado sistematicamente a entregar às autoridades três de seus altos funcionários, incluindo um arcebispo americano, para serem julgados em tribunais italianos!
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Uma resoluçãoA Sentinela — 1989 | 15 de abril
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Uma resolução
A assistência aos Congressos “Justiça Divina” sem dúvida foi maior do que a do ano prévio, quando 6.443.597 pessoas se reuniram em 1.098 localidades no mundo todo, com 93.822 sendo batizadas. Ao discurso ‘A Infame “Meretriz”’, proferido em todos os Congressos “Justiça Divina”, seguiu-se o lançamento, em mais de 20 idiomas, do belamente ilustrado livro de 320 páginas intitulado Revelação — Seu Grandioso Clímax Está Próximo!. O orador disse a seus ouvintes: “Façam bom uso deste novo livro nos seus estudos pessoais e congregacionais. Usem-no também para anunciar ao mundo que Babilônia, a Grande, está condenada, que as nações se confrontam agora com o Armagedom, e que o grandioso clímax será atingido no magnífico Reino de Jeová por Cristo e a sua noiva. Serão felizes em ouvir e em observar estas coisas, ‘pois o tempo designado está próximo!’ — Revelação 1:3.
Nós, que desde 1914 vivemos “no dia do Senhor” e nesta época de julgamento divino, alegramo-nos com o mais grandioso de todos os privilégios — o de servir o Soberano Senhor Jeová, sob o seu Rei dos reis, Jesus Cristo. (Revelação 1:10) Como TESTEMUNHAS DE JEOVÁ, testificamos que:
(1) ABOMINAMOS o vitupério que Babilônia, a Grande, e especialmente a cristandade, tem lançado sobre o nome do único Deus vivente e verdadeiro, Jeová. De nossa parte, AFIRMAMOS, de todo o coração, as palavras de Revelação 4:11: “Digno és, Jeová, sim, nosso Deus, de receber a glória, e a honra, e o poder.”
(2) ABOMINAMOS a aderência da cristandade a ensinos babilônicos, notavelmente os dum deus trino, da imortalidade da alma humana, do tormento eterno no inferno, dum purgatório ardente e da adoração de imagens — tais como as de Nossa Senhora e a cruz. Em harmonia com Revelação 22:18, 19, APEGAMO-NOS FIRMEMENTE à Palavra escrita de Deus e a tudo o que ela contém.
(3) ABOMINAMOS as filosofias e práticas contrárias a Deus, tão comuns na cristandade, como a evolução, as transfusões de sangue, os abortos, a mentira, a ganância e a desonestidade. Na nossa adoração e no nosso modo de vida, HONRAREMOS o nosso Criador, Jeová Deus, o Todo-Poderoso, cujos caminhos são descritos em Revelação 15:3 como “justos e verdadeiros”.
(4) ABOMINAMOS o fracasso da cristandade em acatar as mensagens de Jesus às sete congregações, em Revelação capítulos 2 e 3, em assuntos tais como o sectarismo, a idolatria, a fornicação, a influência tipo Jezabel, a mornidão e a falta de vigilância. Da nossa parte, OUVIREMOS E OBEDECEREMOS o “que o espírito diz às congregações”.
(5) ABOMINAMOS a imoralidade e a permissividade na cristandade e entre os seus clérigos, e aclamamos o claro julgamento por Jeová, declarado em Revelação 21:8, de que os que continuam na sua imundície — fornicadores, mentirosos e semelhantes — serão totalmente destruídos. APOIAMOS DE TODO O CORAÇÃO as normas bíblicas sobre o sexo, o casamento e a vida familiar.
(6) ABOMINAMOS a secular prostituição espiritual dos clérigos de Babilônia, a Grande, por ser cúmplices de governantes mundanos para conseguir poder, riqueza e domínio opressivo sobre o povo comum. ESTAMOS RESOLVIDOS a ajudar pessoas sinceras a obedecer à convocação do anjo, em Revelação 18:4: “Saí dela, povo meu.”
(7) ABOMINAMOS a maciça culpa de sangue resultante dos mais de 100 milhões de vidas sacrificadas nas guerras só neste século, na maior parte atribuível à fornicação da grande meretriz com os poderes políticos. ALEGRAMO-NOS de que está próximo o tempo designado para Deus executar a punição judicial contra Babilônia, a Grande, conforme claramente mencionado em Revelação 18:21-24.
Como Testemunhas de Jeová, CONSIDERAMOS SER UMA ALEGRIA E UM PRIVILÉGIO anunciar ao mundo que em 1914 “o reino do mundo tornou-se o reino de nosso Senhor [Jeová] e do seu Cristo”. (Revelação 11:15) ESTAMOS RESOLVIDOS a avançar destemidamente com a divulgação dos julgamentos declarados de Jeová contra Babilônia, a Grande, e de avisar da iminência da guerra de Deus, o Armagedom. ESTAMOS DETERMINADOS a ecoar, com alta voz e “a toda nação, e tribo, e língua, e povo”, a boa notícia de que são iminentes “um novo céu e uma nova terra” para a bênção da humanidade obediente. (Revelação 14:6; 21:1) ALEGRAMO-NOS de que, em resultado dessa proclamação, uma grande multidão de mais de três milhões de pessoas, de todas as nações, está agora unida conosco em todo o globo. Todos nós, junto com o anjo que voa pelo meio do céu, declaramos: “Temei a Deus e dai-lhe glória, porque já chegou a hora do julgamento por ele, e assim, adorai Aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas.” — Revelação 14:7.
[Perguntas de Estudo Para “Uma Resolução”:]
1. Com o que se alegram agora as Testemunhas de Jeová?
2. Em cada um dos sete pontos da Resolução, declare (a) o que as Testemunhas de Jeová abominam e (b) que afirmação positiva fazem as Testemunhas.
3. (a) Que alegria e privilégio têm as Testemunhas de Jeová? (b) Ao que estão decididas as Testemunhas? (c) O que mais estamos determinados a fazer? (d) Em que regozijo e em que declaração participam as Testemunhas de Jeová?
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Babilônia, A Grande, é acusadaA Sentinela — 1989 | 15 de abril
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Babilônia, A Grande, é acusada
NUMA série de congressos ao redor do mundo em 1988-89, milhões de Testemunhas de Jeová endossaram a resolução em que expressam a sua abominação da conduta de Babilônia, a Grande, o império mundial da religião falsa — especialmente conforme representada pela cristandade. Algumas pessoas sinceras talvez se perguntem: ‘Não é esta uma posição demasiadamente forte?’ Não, de forma alguma! Quando notamos quão destemidamente os profetas do antigo Israel denunciaram a idolatria de seus dias, e a linguagem forte com que Jesus expôs a hipocrisia religiosa de sua época, nós, como Testemunhas de Jeová, cremos que essa posição é plenamente justificada. Deus até mesmo a ordena. — Isaías 24:1-6; Jeremias 7:16-20; Mateus 23:9-13, 27, 28, 37-39.
Assim, em que base abominamos a conduta de Babilônia, a Grande? Que evidência histórica temos da falha da religião em honrar o verdadeiro Soberano Senhor do universo, Jeová?
A Moderna Babilônia Despreza o Nome
O Soberano Senhor do universo não é anônimo. Ele identificou a si mesmo como Jeová, umas 7.000 vezes na Bíblia. Ele atribui importância vital ao seu nome. O terceiro dos Dez Mandamentos diz: “Não deves tomar o nome de Jeová, teu Deus, dum modo fútil, pois Jeová não deixará impune aquele que tomar seu nome dum modo fútil.” E Jesus destacou o nome de seu Pai na oração do Pai-Nosso, dizendo: “Santificado seja o teu nome.” — Êxodo 20:7; Mateus 6:9.
Os antecedentes da cristandade quanto a honrar o nome de Deus são desoladores. Até mesmo a Bíblia Rei Jaime (de 1611, em inglês) usa o nome de Jeová, de forma isolada ou em combinação, apenas sete vezes.a Outras traduções eliminaram totalmente o nome. A maioria das religiões deixa de honrá-lo. Em vez disso, têm exaltado a sua “santíssima” Trindade e, em alguns casos, Maria, a chamada Mãe de Deus, acima do Deus da Bíblia. Permitiu-se que o precioso nome de Jeová caísse em relativo desuso.b
Elogiavelmente, o islamismo reconhece a existência de um só Deus, a quem chama de Alá, segundo seu livro sagrado, o Alcorão. Contudo, não usa seu nome, Jeová, revelado na Bíblia pelo menos dois mil anos antes de o Alcorão vir a existir. Os hindus adoram milhões de deuses e deusas, mas Jeová não figura entre estes.
Um notável transgressor com respeito ao nome de Deus é o judaísmo. Por milhares de anos, os judeus têm afirmado ser o povo do nome de Deus, não obstante, por causa de sua tradição, fizeram com que o verdadeiro nome de Deus caísse em completo desuso.
Por conseguinte, como testemunhas do Soberano Senhor Jeová, temos de expressar a nossa repulsa diante do descaso para com o santo nome de Deus por parte de Babilônia, a Grande.
Por Que Detestamos Ensinos Babilônicos
Milhões de pessoas têm sido exploradas e mantidas em temor à base do ensino babilônico de que o homem tem uma alma imortal. Desde os tempos antigos, a religião falsa tem explorado o medo de que a alma possivelmente seja torturada para sempre num inferno de fogo. Um refinamento mais sutil desse ensino é o do sofrimento temporário no fogo do purgatório. Pessoas sinceras pagam por Missas em favor dos mortos, mas nunca sabem quando os pagamentos deixam de ser necessários! Tais doutrinas blasfemas não têm base na Bíblia. — Veja Jeremias 7:31.
De fato, a Bíblia ensina que o homem é uma alma vivente, mortal. Por sua desobediência, Adão não foi condenado a um inferno de fogo ou a um purgatório, mas sim à morte. Dito de modo simples, “o salário pago pelo pecado é a morte”. (Romanos 6:23; Gênesis 2:7, 17; 3:19) A esperança bíblica para os mortos se baseia, não numa alma imortal, mas sim na promessa de Deus de uma ressurreição para uma vida perfeita numa terra paradísica. — João 5:28, 29; Revelação (Apocalipse) 21:1-4.
Ainda outro ensino babilônico é a “santíssima” Trindade. Tal ensino de três pessoas em um só Deus nunca fez parte da fé dos antigos hebreus. (Deuteronômio 5:6, 7; 6:4) Jesus, ele próprio um judeu, certamente nunca creu ou ensinou que ele era Deus todo-poderoso. Não afirmou pertencer a uma tríade, conforme ensinada na doutrina ou dogma babilônico. — Marcos 12:29; 13:32; João 5:19, 30; 14:28; 20:17.
Portanto, rejeitamos as blasfemas doutrinas de Babilônia, conforme ensinadas nas falsas religiões do mundo. Adoramos ao único Deus verdadeiro, Jeová, por meio de seu Filho, que se tornou “um sacrifício propiciatório” pelos pecados, não apenas de cristãos ungidos, mas também do inteiro mundo da humanidade. — 1 João 2:2.
Por Que Rejeitamos Filosofias Antideus
Os papas e o clero da cristandade têm lamentado o surto de ateísmo, e muitos usam isso para justificar seu apoio à política de direita. Todavia, deve-se perguntar: Quem fechou os olhos às injustiças e às desigualdades que fomentaram esse aumento de ateísmo, especialmente no último século? Isso ocorreu de maneira notável no domínio da cristandade. Por exemplo, a Igreja Ortodoxa Russa era consorte dos czares, que cruelmente oprimiam o povo. A falta de reais valores cristãos da parte dos que se apresentavam como representantes de Deus contribuiu para as condições que criaram um solo fértil para o ateísmo.
As religiões da cristandade adotaram também o ensino da evolução, que desonra o Criador. Atribuem a complexidade e a variedade de mais de um milhão de formas de vida às forças cegas da natureza. Dizem, na realidade, que essa variedade se desenvolveu por meio de uma série de acasos benéficos. Tal filosofia torna Deus supérfluo e o homem responsável perante ninguém. A ética torna-se assunto de opção pessoal. (Salmo 14:1) Um dos resultados é que os abortos chegam agora a dezenas de milhões por ano — em países que afirmam ser religiosos!
Nós rejeitamos essas filosofias e práticas antideus. Adoramos a Jeová, “Aquele que vive para todo o sempre, que criou o céu e as coisas nele, e a terra e as coisas nela, e o mar e as coisas nele”. — Revelação 10:6; 19:6.
Por Que Abominamos os Frutos de Babilônia, a Grande
A cristandade deixou de acatar as mensagens de aviso às sete congregações, contidas em Revelação, capítulos 2 e 3. Tais mensagens aconselham contra a prática de sectarismo, de idolatria e de fornicação, e também contra a mornidão e a negligência.
Uma visita a praticamente qualquer local de adoração revelará que muitas pessoas religiosas têm enaltecido a criatura acima do Criador. Como assim? Por sua veneração de imagens e ícones e sua adoração prestada a “santos”, Nossas Senhoras e cruzes. — Compare com o Salmo 115:2-8; 2 Coríntios 5:7; 1 João 5:21.
As palavras de Paulo encontram neles um cumprimento: “Porque, embora conhecessem a Deus, não o glorificaram como Deus . . . Tornaram-se tolos e transformaram a glória do Deus incorruptível em algo semelhante à imagem do homem corruptível, e de aves, e de quadrúpedes, e de bichos rastejantes.” — Romanos 1:21-23.
Por Que Condenamos a Imoralidade de Babilônia
Os últimos 20 anos viram o homossexualismo ser aprovado ou tolerado como estilo de vida alternativo. Milhões de homossexuais ‘se assumiram’ e agora desfilam pelas ruas, propagando seu “Orgulho Gay”. Como encara Deus esse homossexualismo?
A Bíblia disse claramente uns 3.500 anos atrás: “E não te deves deitar com um macho assim como te deitas com uma mulher. E algo detestável.” (Levítico 18:22) E uns 2.000 anos atrás, Paulo mostrou que as normas de Deus não haviam mudado, ao escrever: “É por isso que Deus os entregou a ignominiosos apetites sexuais, pois tanto as suas fêmeas trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza; e, igualmente, até os varões abandonaram o uso natural da fêmea e ficaram violentamente inflamados na sua concupiscência de uns para com os outros, machos com machos, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena recompensa, que se devia ao seu erro.” — Romanos 1:26, 27; 1 Coríntios 6:9, 10; 1 Timóteo 1:10.
Não obstante, o número de clérigos da cristandade que são homossexuais praticantes é tão grande que eles têm conseguido formar um poderoso grupo de pressão homossexual em muitas das principais religiões. Exigem que seu estilo de vida seja reconhecido e que lhes seja conferida a condição de ministro. Um caso ilustrativo é o da maior denominação protestante no Canadá, a Igreja Unida do Canadá, cujos líderes, em 24 de agosto de 1988, por 205 a 160, votaram em favor da admissão de homossexuais no ministério.
Por Que Abominamos a Prostituição Espiritual de Babilônia
A Revelação denuncia a fornicação de Babilônia com “os reis da terra”, seus governantes políticos. Representa-se a meretriz como estando sentada “sobre muitas águas”, que significam “povos, e multidões, e nações, e línguas”. (Revelação 17:1, 2, 15) Por ter uma relação cordial com os governantes políticos, a religião falsa ao longo dos séculos tem, quer de maneira aberta, quer dissimulada, usado a sua influência para dominar e explorar o povo comum.
Exemplos desse domínio são as concordatas, ou acordos, que o Vaticano celebrou com os governantes nazista e fascista neste século 20. Em resultado, a influência da igreja sobre os rebanhos levou à total subserviência a governantes impiedosos. Em 1929, o Vaticano assinou uma concordata com o ditador fascista Benito Mussolini. O que se seguiu na Alemanha? O cardeal alemão Faulhaber, atribuindo as seguintes palavras a Pio XI, dá um vislumbre do que o papa pensava sobre Hitler: “Estou contente; ele é o primeiro estadista a falar contra o bolchevismo.” Faulhaber disse mais tarde: “A minha viagem a Roma confirmou o que eu há muito poderia ter suspeitado. Em Roma, o nacional-socialismo e o fascismo são considerados a única salvação contra o comunismo e o bolchevismo.”
Os bispos católicos da Alemanha se opuseram à filosofia nazista antes de 1933. Mas, como diz o autor alemão Klaus Scholder em seu livro The Churches and the Third Reich. (As Igrejas e o Terceiro Reich), os bispos receberam ordens do embaixador do Vaticano na Alemanha, o Cardeal Pacelli, de rever a sua posição com relação ao nacional-socialismo. O que motivou tal mudança? Foi a perspectiva da concordata entre o Terceiro Reich e o Vaticano, feita em 20 de julho de 1933.
Klaus Scholder relata: “Na eleição e no plebiscito de 12 de novembro [1933] Hitler colheu os frutos da concordata do Reich na forma de um surpreendentemente elevado número de votos ‘sim’, acima de tudo nos círculos predominantemente católicos do eleitorado.”
Embora alguns poucos líderes protestantes expressassem oposição à tomada nazista de 1933, as suas vozes logo se perderam no maciço clamor do nacionalismo. Scholder explica: “Havia claramente uma crescente prontidão na igreja protestante para abandonar a cautela exercida no passado e então, por fim, também ser levada pelo fervor nacional. . . . Surgiram pela primeira vez declarações oficiais da igreja, que apoiavam sem reservas o novo Reich.” De fato, o protestantismo vendeu-se ao nacionalismo nazista e tornou-se sua serviçal, da mesma forma como a Igreja Católica se tornara.
Ao longo dos séculos, como mostra o registro histórico, a religião falsa tem-se ligado aos poderosos grupos da elite governante e favorecido o prestígio desta em detrimento do povo comum. A ‘atitude mental de Cristo’ não tem sido refletida pelos líderes das religiões do mundo, que avidamente têm buscado poder, bens e riquezas. Como Testemunhas de Jeová, abominamos tal prostituição espiritual. — João 17:16; Romanos 15:5; Revelação 18:3.
Por Que Abominamos a Culpa de Sangue de Babilônia
No livro de Revelação, Babilônia, a Grande, é acusada de maciça culpa de sangue: “E eu vi que a mulher estava embriagada com o sangue dos santos e com o sangue das testemunhas de Jesus. Sim, nela se achou o sangue dos profetas, e dos santos, e de todos os que foram mortos na terra.” — Revelação 17:6; 18:24.
A história da religião falsa é uma história de ódio e de derramamento de sangue, cabendo à cristandade a maior culpa de sangue. Duas guerras mundiais começaram no domínio de nações chamadas cristãs. Líderes políticos “cristãos” recorreram a armas em 1914 e 1939, e o clero em todas as nações em luta deu a sua bênção. O The Columbia History of the World (A História do Mundo, de Colúmbia), diz sobre a Primeira Guerra Mundial: “A verdade e a vida foram desvalorizadas, e dificilmente ergueu-se uma voz em protesto. Os guardiães da palavra de Deus lideraram o coro marcial. Guerra total veio a significar ódio total.” (O grifo é nosso.) Capelães do exército incitavam seus soldados com fervor patriótico, enquanto que os jovens dos dois lados serviam de bucha de canhão. Esse mesmo livro de história diz: “O sistemático envenenamento da mente dos homens por paroxismos de nacionalismo . . . obstruía ainda mais a busca da paz.”
A religião falsa em todo o mundo continua a produzir ódio, à medida que grassam conflitos entre judeus e muçulmanos, hindus e siques, católicos e protestantes, muçulmanos e hindus, budistas e hindus. Sim, a religião falsa continua a contribuir para o banho de sangue “de todos os que foram mortos na terra”. — Revelação 18:24.
Em vista de toda a prova apresentada acima, as Testemunhas de Jeová acham que a resolução do congresso de 1988 é apropriada e oportuna. Corretamente, denunciamos a falsa religião como sendo a meretriz culpada de sangue, Babilônia, a Grande. Anunciamos ao mundo o único caminho certo para a paz e a verdadeira adoração — voltar-se para o Soberano Senhor do universo, Jeová Deus, através Daquele que ele enviou à terra, o Cristo, ou Messias, Jesus. Isso significa aceitar o Reino de Deus como o único governo justo e duradouro que pode suprir as necessidades da humanidade. E também significa que agora é o tempo de obedecer à ordem: “Saí dela [de Babilônia, a Grande], povo meu, se não quiserdes compartilhar com ela nos seus pecados e se não quiserdes receber parte das suas pragas.” — Revelação 18:4; Daniel 2:44; João 17:3.
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