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A religião na política — ao que conduz?Despertai! — 1974 | 8 de junho
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O que podem fazer os cristãos sinceros para evitar o mesmo fim? A Revelação não nos deixa em dúvida: “Saí dela, meu povo, para não serdes cúmplices dos seus pecados e partilhardes dos castigos infligidos a ela.” — Rev. 18:4, PIB.
Se deseja sinceramente agradar a Deus em sua adoração, então certamente “sairá” da religião que se tornou impura com a política do mundo. Ao invés, associar-se-á com a “religião pura e sem mácula diante de Deus e Pai”, na qual os verdadeiros cristãos ‘guardam-se incontaminados do mundo’. As testemunhas de Jeová terão prazer em ajudá-lo nesse sentido. — Tia. 1:27, PIB.
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Fidji-palheta do PacíficoDespertai! — 1974 | 8 de junho
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Fidji—palheta do Pacífico
Do correspondente de “Despertai!” em Fidji
AQUI em Fidji, uma tela multicolorida passa diante dos nossos olhos. Há muçulmanos com turbantes graciosos, barbudos siques, atarefados chineses. Notará alguns com chapéus cônicos e tradicionais calças pretas mandarínicas. As mulheres de Madras podem ser vistas em saris de vívido rosa e roxo, comprando carnes doces de um vendedor junto ao meio-fio. Uma mulher malaia, de veste incomum, discute com um turista o preço de uma cesta.
Mas, no meio desta população mista, uma nacionalidade de cabeça grande, e cabeluda, se destaca como sendo um pouco mais alta que as restantes, o fidjiano nativo. Com seu esplêndido físico, e vestido com seu ímpar sulu, descrito por um chefe como sendo o “saiote dos Montanheses dos Mares do Sul”, o fidjiano retém uma individualidade bem distinta de todos os demais.
“Mas”, talvez pergunte, “como é que há tantas nacionalidades diferentes em Fidji, estas ilhas remotas no vasto Pacífico?” Para responder isto, temos que abrir as páginas da história.
O Fidjiano
Grande parte do passado é vaga. Em algum tempo desconhecido do passado, emigrantes navegadores em grandes canoas duplas velejaram do oeste através das águas não cartografadas do Pacífico. Não possuíam sextante, bússola, nem cartas marítimas. Velejaram mormente pelo sol, contra ventos e correntes prevalecentes. Seus únicos instrumentos de navegação eram seus olhos e o conhecimento do mar. Lendas, e agora uma teoria de aceitação geral, rebuscam a trilha destes navegadores como se originando na Indonésia, considerada a alpondra do Pacífico. Fidji mais tarde se tornou um cadinho das raças mistas melanésia e polinésia.
Estes emigrantes melanésios se tornaram os melhores construtores de barcos do Pacífico Sul. Suas bem-conhecidas canoas duplas eram construídas de tábuas pesadas, escavadas de troncos cortados por meio de instrumentos cortantes de pedra como um machado, e amarradas com gaxetas. As juntas eram feitas com tal precisão que raramente precisavam de calafetagem. Algumas levavam até sete anos para serem construídas. A maior canoa fidjiana de que se tem registro é a Rusa-i-Vanua, tendo um comprimento total de mais de 36 metros, e um convés de mais de 15 metros de comprimento por 7,30 de largura, o mastro tendo mais de 20 metros de altura e cada uma das duas vergas medindo 27,50 metros. Tais canoas podiam transportar cem homens, com suprimentos para longa viagem, e atingir uma velocidade de 15 nós. Passaram-se os séculos, e então a imagem de Fidji mudou, com o advento do europeu.
O Europeu e a História Moderna
Embora Fidji fosse visitada já antes por um holandês, sentiu a influência européia em maior grau no século dezoito, quando vieram até aqui os exploradores. Entre eles se achavam os interessados no sândalo. O sândalo de suave fragrância contém um óleo muito prezado na Polinésia. Na China e na Índia se podia encontrar lucrativo mercado para esta madeira fragrante, onde era altamente prezada para incenso, artigos religiosos, finos armários e para perfume. Uma carga de duzentas e cinqüenta toneladas, comprada com itens de troca no valor de cem dólares, era vendida na China por quarenta mil dólares. Isto levou homens aventureiros a percorrer traiçoeiros recifes até as praias de Vanua Levu e os lançou contra os mais temíveis canibais dos Mares do Sul.
Durante este período, Fidji veio a ser conhecida como as Ilhas Canibais. Este temível título não era tampouco um nome errado, pois fora a paixão do fidjiano pela carne humana que levou o poeta Robert Brooke a escrever:
Os membros que dantes lhe encantavam
Ao selvagem agora deleitavam;
O ouvido atento ao seu voto outrora
É uma das muitas entradas agora.
Alguns chefes adotaram o canibalismo com prazer. O chefe Ra Udreudre, segundo se afirma, jantou uns 900 corpos durante sua vida. Daí, há o relato autenticado do malfadado clérigo metodista, Thomas Baker, morto e comido, com botas e tudo. Partes de suas botas chamuscadas podem ser vistas no Museu de Suva, junto com os garfos para comer carne. Sejam quais forem as causas, o canibalismo sobrepujou e manchou as excelentes qualidades do fidjiano.
Em 1835, chegaram os missionários metodistas Cross e Cargill. Alguns dos nativos aceitaram os ensinos dos estrangeiros de fraque, mas pelos motivos errados. A idéia que o ilhéu tinha de deus era a de um deus que ou os abençoava ou os punia, e adoravam-no por causa de seu poder. Quando viram que os europeus conseguiam produzir instrumentos de ferro, a imprensa, armas de fogo e navios de guerra, raciocinaram que o novo deus tinha de ser mais poderoso do que o deles e seria melhor adorá-lo.
De 1840 em diante, os colonizadores europeus vieram em ondas sucessivas, esperando encontrar seu “pote de ouro”. Negociaram, compraram terrenos a cerca de dez centavos estadunidenses o hectare e estabeleceram plantações. Estas exigiam grandes forças trabalhadoras. Os fidjianos não serviam, visto que só trabalhavam quando lhes dava vontade e não se dispunham a fazer trabalhos servis. Assim, alguns plantadores compraram escravos no mercado aberto. Esta demanda de mão-de-obra adicionou outro grupo étnico ao cenário.
Ilhas com População Variada
Com o advento da Guerra Civil Estadunidense, o cultivo de algodão em Fidji tornou-se lucrativa ocupação. Mais tarde se desenvolveu a indústria açucareira. Havia grande demanda de trabalhadores e os plantadores se voltaram para a Índia. Trabalhadores indianos já eram usados sob um sistema de contrato em África, e, em 1879, Fidji logo o seguiu. O sistema de contrato continuou aqui até 1916. Dos 64.000 indianos em Fidji naquele tempo, 24.000 voltaram para a Índia, ao passo que os outros permaneceram
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