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  • O maior porto interior da Europa
    Despertai! — 1977 | 8 de novembro
    • com a ajuda do Canal Reno-Meno-Danúbio é possível atingir o Mar Negro. Os navios chegam a Duisburg procedentes da França, Espanha, Inglaterra, Escandinávia, Polônia, Rússia e de outros países.

      Olhando ao Redor

      Dispondo de informações básicas, decidimos fazer uma excursão por este porto interior que se amplia. Escolhemos uma poltrona no convés superior do barco turístico, a fim de observar tudo sem interferências.

      Logo depois de deixar a margem, nossa atenção foi captada pela silhueta do enorme complexo industrial dessa área. Logo surgiu enorme usina de cobre, que processa mais de um milhão de toneladas métricas de matéria-prima cada ano. Nossa atenção se voltou para uma indústria química que já tem estado em operação por mais de um século. A poluição era deveras irritante. Nuvens de fumaça marrom-amareladas pairavam no ar. Pó vermelho-ferrugem chovia continuamente da atmosfera contaminada, recobrindo a inteira vizinhança. Embora se tenham empregado grandes somas em filtros de ar e em outros meios para reduzir a poluição, esses esforços mostraram-se muito aquém de serem adequados.

      Por fim chegamos a Schwanentor, a parte mais antiga do porto de Duisburg. Ali vimos enormes silos de um porto graneleiro que foi construído em 1840. Daí, demos meia-volta e nos dirigimos de novo ao Reno. Havia muito mais coisas a ver.

      Em pouco tempo, passamos por um porto petrolífero, com 600 tanques imensos. Navios de Roterdã estavam ancorados junto à estação de bombeamento, esperando descarregar seus suprimentos de óleo cru. Do outro lado há um ancoradouro de ferro-velho. Aqui se encontra a maior prensa hidráulica para sucata da Europa. Com uma força de 360 quilos por centímetro quadrado, esta máquina comprime e amontoa os fragmentos de ferro-velho, que então é usado na produção de aço. Nestas montanhas de sucata há muitas carroçarias de automóveis. Ficamos imaginando: “Quando é que o nosso irá acabar aqui?”

      O ar tornou-se cada vez mais denso, e logo descobrimos o porquê. Nosso barco turístico passava por guindastes e esteiras de transporte de carvão. Interessante é que esta atmosfera parecia pouco incomodar as gaivotas que adejavam incansavelmente. Elas não só encontram alimento nas águas cinza-esverdeadas da baía, mas também, surpreendentemente, mantêm “coletes” limpos apesar da atmosfera enegrecida.

      Rebocadores Novos e Antigos

      A baía se ampliou e divisamos alguns rebocadores. Nos tempos passados, os rebocadores puxavam barcaças, mas, nos dias atuais, empurram-nas. Desta forma, um rebocador consegue movimentar seis grandes barcaças ligadas umas às outras. A cena nos faz lembrar um pátio de manobra ferroviário. Esses “rebocadores que empurram” utilizam duas tripulações, de modo a trabalhar dia e noite.

      Aqui e ali, contudo, vimos velhos rebocadores. Os caixilhos de flores que costumavam adornar os parapeitos das janelas de suas cabinas, a roupa lavada que esvoaçava na brisa, e os cercados de telas de arame para as crianças brincarem nos fizeram recordar que ainda existe vida familiar nas águas da baía de Duisburg.

      Tivemos até oportunidade de subir a bordo dum velho rebocador, com sua roda propulsora. Este barco a vapor serve agora como museu flutuante de navegação. Tem 75 metros de comprimento e possui duas chaminés negras que ascendem 9 metros em direção ao céu. Quase no meio, sua roda propulsora, de considerável tamanho, do lado de fora, tornava evidente que estávamos a bordo duma antigüidade. Dentro do barco exibiam-se muitas peças históricas, inclusive modelos de navios antigos, as leis que anteriormente regulavam o tráfego no rio e, até mesmo, uma reprodução duma antiga âncora romana, feita de madeira.

      Planeja visitar a Alemanha? Se vier à vizinhança de Duisburg, achará que vale a pena fazer como nós — excursionar pelo maior porto interior da Europa.

  • Eles lêem com os dedos
    Despertai! — 1977 | 8 de novembro
    • Eles lêem com os dedos

      GOSTA de ler? Se assim for, talvez um dos seus passatempos favoritos seja descontrair-se numa poltrona confortável, tendo em mãos um bom livro ou uma boa revista. Imagine só as muitas coisas que aprendeu, os lugares que visitou, as pessoas com quem conversou — tudo isso através da página impressa! Mas, e se fosse cego? Estaria fechada ao leitor esta porta de aprendizagem? Não, não se soubesse ler com os dedos.

      Por meio do sistema de leitura pelo tato, conhecido como braile, dezenas de milhares de cegos ao redor do mundo têm podido apreciar a leitura. Atualmente, quase tudo que é impresso pode ser transcrito em braile, para ser lido por dedos treinados. Centenas de pessoas foram até mesmo auxiliadas a obter conhecimento da Palavra e dos propósitos de Deus, graças a que as Escrituras Sagradas e compêndios bíblicos foram produzidos em braile. Mas isso nem sempre foi possível, visto que a padronização e o desenvolvimento do braile só ocorreram no último século e meio.

      História do Braile

      Por muitas centúrias, procuraram-se métodos de tornar possível que o não-vidente “lesse” por si mesmo. Os esforços primitivos envolviam esculpir letras de blocos de madeira e então arranjá-las na devida ordem para que os cegos as sentissem com os dedos. Mais tarde, as letras eram fundidas em chumbo ou outros metais adequados. Às vezes se empregavam letras cortadas de papelão grosso. Desnecessário é dizer que tal arranjo era muito desajeitado e consumia muito tempo. Contribuindo para as dificuldades, a maioria das letras empregadas naqueles dias eram difíceis de distinguir pelo tato, a menos que fossem grandes.

      Um grande passo no desenvolvimento dum sistema de leitura para os cegos foi dado através dos esforços de Valentin Haüy, fundador duma escola para crianças cegas em Paris, em fins do século dezoito. Por acaso, ele descobriu que certa matéria impressa que tinha sido firmemente calcada no papel podia ser sentida por estudantes cegos, e que eles podiam, com certa dificuldade, identificar determinadas letras. Haüy imediatamente começou a imaginar um sistema em que o tipo móvel comumente usado na impressão

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