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Bebês prematuros — como enfrentar o desafioDespertai! — 1989 | 22 de fevereiro
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nós, naquelas primeiras semanas”, disse ela.
Pode-se também dar apoio por enviar cartões e presentes. Os presentes podem incluir qualquer coisa que você adquiriria para o bebê nascido a termo. Deve-se, naturalmente, levar em conta o tamanho do bebê. Há disponíveis fraldas descartáveis, ou de pano, para prematuros, bem como moldes e roupinhas para eles.
Nunca é demais sublinhar a necessidade de apoio emocional. Seja positivo e otimista. Mary, a mãe de Kelly, disse: “Eu precisava de pessoas que fossem encorajadoras e dissessem coisas edificantes. Sentia raiva quando alguém me dizia: ‘Não se apegue muito.’ Era a esperança que me sustentava.” Um pensamento bíblico que a sustentou acha-se em Isaías 41:13: “Pois eu, Jeová, teu Deus, agarro a tua direita, Aquele que te diz: ‘Não tenhas medo. Eu mesmo te ajudarei.’”
Visitas feitas por anciãos cristãos da congregação de Mary foram muito encorajadoras. Ambas as mães, Christy e Mary, disseram que o apoio que receberam dos maridos foi imensurável, e que tal experiência os tornou mais apegados um ao outro.
A Prevenção — O Proceder Sábio
Há sabedoria em se despender mais esforços em tentar impedir que os bebês sejam prematuros do que em simplesmente cuidar deles, depois. Segundo certo estudo feito nos Estados Unidos, para cada hora prolongada de gravidez, entre 24 e 28 semanas, poupa-se US$ 150 [uns Cz$ 135.000,00] em cuidados hospitalares. Assim, seria proveitoso incluir informações sobre bebês prematuros em sua “biblioteca pré-natal”, e ter preparado um plano de ação, caso ocorra o nascimento prematuro do bebê. Mais importante, porém, é que a mãe prospectiva deve tentar prevenir ter um parto prematuro.
Primeiro, a mulher grávida não deve fumar. Fumar durante a gravidez evidentemente prejudica as artérias do feto, segundo um informe publicado em Medical World News. Comentou um professor da Universidade de Cornell: “Que os vasos fetais são prejudicados, penso eu, confere com o que sabemos sobre bebês nascidos com baixo peso, e alta incidência de malformações congênitas, e a separação prematura entre os bebês de mulheres que fumam.”
Em segundo lugar, se você estiver grávida, deve evitar atividades que exijam esforço demasiado, tais como levantar peso. Em terceiro lugar, evite situações que possam causar traumas físicos ou emocionais. A Bíblia menciona que um ferimento físico ou notícias devastadoras podem precipitar um parto. — Êxodo 21:22; 1 Samuel 4:19.
Se correr alto risco de ter um prematuro, deve consultar uma pessoa, tal como um obstetra, que tenha experiência em cuidar de gestantes. As grávidas de alto risco incluem as que, antes, já deram à luz um bebê prematuro, as grávidas de mais de um filho, as que têm mais de 40 anos, ou são adolescentes, e as que consomem imoderadamente bebidas alcoólicas. Entre outras coisas que colocam a mulher na categoria de alto risco acha-se a pressão arterial alta, o diabetes, e as anormalidades da placenta. No caso de tais mulheres, precisa haver uma maior monitoração da gravidez. Certifique-se de seguir a dieta pré-natal apropriada, de modo a tentar manter a melhor saúde possível para você mesma e seu bebê.
Todavia, mesmo quando a mãe prospectiva faz todo o possível para certificar-se dum parto normal, não existem garantias disso. Partos prematuros são por demais comuns, e seu número parece estar aumentando. Mas, que dizer do futuro? Existe qualquer perspectiva de corrigir este defeito no sistema reprodutivo humano?
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Os bebês prematuros precisam de ternos cuidados amorososDespertai! — 1989 | 22 de fevereiro
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Os bebês prematuros precisam de ternos cuidados amorosos
ERAM três horas da madrugada de domingo. Desconheço o que provocou o prematuro trabalho de parto. Mas, suspeito que talvez tenha recebido convidados demais em casa. Seja qual for a razão, meu filhinho estava a caminho um mês antes do tempo.
O trabalho de parto foi longo e incerto. Por todo o dia de domingo e por toda aquela noite, entrei no trabalho de parto sem dar à luz. Muitas vezes, a cabeça do bebê ficava visível para a parteira em uma contração (que se chama de coroação), apenas para desaparecer inteiramente, ficando fora do alcance, na outra. Às quatro horas da manhã de segunda-feira, 25 horas depois de iniciado o trabalho de parto, a parteira determinou, por ouvir os batimentos cardíacos do bebê, que o bebê estava em situação angustiosa. Ela me ministrou oxigênio e me levou de imediato para o hospital. Três horas depois, Danny nasceu.
Tanto eu como meu marido, Bill, podíamos ver que o bebê estava tendo dificuldades de respirar, visto que seus pulmões não funcionavam bem. Eles nos permitiram segurá-lo por alguns segundos, e, nesse tempo, eu e Bill notamos que ele respirava mais facilmente quando o segurávamos e falávamos com ele. Quando a equipe hospitalar nos disse que ele tinha de ser colocado numa incubadora, eu não tinha disposição de discutir com eles, depois de um trabalho de parto tão longo e confuso.
Às 9:30 horas, o pediatra veio ver-me. Disse que tinha examinado o bebê e parecia estar passando bem; o médico mandaria trazer o bebê, para que eu o amamentasse. Mas o bebê não veio. Eram 10, 11, 12 horas, e o Danny ainda não tinha vindo. Por fim, pouco depois do meio-dia, veio uma enfermeira do berçário e me fez o surpreendente anúncio: “Seu bebê está-se retraindo e dilatando, e teve de ser colocado numa isolette! [incubadora especial para prematuros].” Depois de dizer isso, e sem maiores explicações, ela foi embora.
Pode imaginar o que isso causou ao meu estado emocional já abalado. Visto que eu não sabia o que “retraindo e dilatando” significavam, chamei a parteira e perguntei-lhe se era algo grave. “É, sim”, disse ela, “é muito grave. É com isso que eles se preocupam, no caso dos bebês prematuros”.
“Que quer dizer com isso?” Eu perguntei: “Ele poderia morrer?”
“É possível”, disse ela. Ela sugeriu que eu deveria insistir em ver o bebê.
As enfermeiras me disseram que eu não podia vê-lo até que o médico o examinasse. Nesse ponto, comecei a chorar histericamente e criei uma comoção e tanto. “Ele é meu bebê, e vai morrer, e eu nem sequer posso segurá-lo!” Elas reagiram rapidamente, levando-me até ele. Embora não pudesse tomá-lo nos braços, havia uma pequena abertura do lado da isolette, ou incubadora, por onde eu podia enfiar a mão e tocá-lo.
Danny estava num estado lastimável. Os músculos de seu estômago ainda estavam arfando de tanto esforço de respirar do modo errado, e suas narinas estavam bem abertas, uma vez que ele não estava obtendo suficiente oxigênio. (Daí a expressão retraindo o esterno, e dilatando as narinas.) As mãos e os pés dele estavam escuros, por falta de oxigênio.
Coloquei a mão lá dentro e comecei a massageá-lo levemente da cabeça aos pés, e a dizer-lhe o quanto eu o amava. Contei tudo sobre o papai dele e seu irmão, Timóteo, e toda a sua família, e quanto todos nós o amávamos e queríamos que fosse para casa. Ele se mostrou muito atento a ouvir minha voz, e a massagem ajudou a acalmá-lo. Ninguém me precisa convencer de que o amor opera maravilhas. Vi isso por mim mesma naquele dia. Em questão de meia hora, a respiração dele já era inteiramente normal, e as mãos e os pés dele estavam bem rosados.
Disse a enfermeira de plantão: “Não posso acreditar! Olhe só para ele! Está respirando tão bem, e olhe só as mãos e os pés dele!” Ela o retirou e entregou a mim, sem esperar a permissão do médico.
A crise passou. Danny estava seguro. Isso aconteceu há mais de sete anos. Até o dia de hoje, Danny gosta muito de ouvir essa história sobre a sua experiência, e ele gosta que eu a conte a outros. — Segundo narrado por Mary Jane Triggs.
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Quando todos os bebezinhos serão saudáveisDespertai! — 1989 | 22 de fevereiro
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Quando todos os bebezinhos serão saudáveis
SERIA um crime expulsar uma pessoa de sua tenda e de seu saco de dormir numa noite fria do Ártico, obrigando-a a suportar as intempéries em escassa roupa de baixo. Similarmente, é um crime que um bebê seja prematuramente expelido de seu lugar aquecido e protegido no útero, antes de poder enfrentar o mundo exterior. Mas quem ou o que é responsável por este crime hediondo?
Os pais certamente não submeteriam intencionalmente seu filhinho a tais dificuldades. Em realidade, a mãe não consegue parar o trabalho de parto, uma vez iniciado, quer isso ocorra com um bebê nascido a termo, quer com um prematuro. Até os peritos médicos não compreendem exatamente
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