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As pessoas — por que agem de certa formaDespertai! — 1980 | 22 de outubro
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os iamis do Pacífico Ocidental, os lapps, os arapexes e os fores, da Nova Guiné. . . .
“Quando os antropólogos estudam tais sociedades não-agressivas, observamos que é mormente através de seus costumes de criação de filhos que elas produzem personalidades cooperadoras, não violentas. As crianças são objeto de grande afeição. Desde a infância, as criancinhas raramente ficam sem ter contato físico com alguém que está, ou acariciando-as ou as carregando no colo. . . .
“A agressão e a não-agressão são ambas formas aprendidas de comportamento. Cada sociedade fornece modelos de suas formas preferidas de comportamento — modelos que continuamente acentuam o comportamento do indivíduo. Os Estados Unidos colocam diante da criança os tipos mais agressivos de modelos, e então, ficamos imaginando por que temos tão altos índices de crimes violentos.”
O Dr. John Lind insta em favor do retorno do costume de as mães embalarem seus bebês, e de se entoarem canções de ninar para eles, porque isto “acelera o desenvolvimento do cérebro” A revista Psychology Today (Psicologia Atual), de dezembro de 1979, disse que “durante os períodos formativos do desenvolvimento do cérebro, certos tipos de privação sensória — tais como a falta de contato e de embalo da criança por parte da mãe — resultam em desenvolvimento incompleto ou prejudicado dos sistemas neuronais que controlam a afeição”. “Visto que os mesmos sistemas influenciam os centros cerebrais associados à violência”, continuava o artigo, “o bebê privado disso poderá ter dificuldades em controlar os impulsos violentos quando for adulto.”
O Dr. Richard Restak em seu livro The Brain: the Last Frontier (O Cérebro: a Última Fronteira; 1979) apresenta os seguintes pontos: As experiências têm “fornecido evidência conclusiva de que o sistema límbico [marginal] é a área do cérebro mais associada com a emoção” e destruir ou estimular esta área transforma o comportamento. O estímulo elétrico pode provocar alegria ou raiva. “O cérebro imaturo depende do estímulo sensório para ter seu crescimento normal”, e, “quando um bebê é balançado nos braços ou acariciado, os impulsos são dirigidos ao cerebelo, que estimula seu desenvolvimento.” Isto é importante, pois o cerebelo controla o movimento e, se privado destes impulsos agradáveis, não se formam suficientes sinapses nervosas, e o seu desenvolvimento é anormal. O resultado poderá ser uma personalidade impulsiva, descontrolada e violenta.
Os dois parágrafos acima mostram que não só os genes, os meios ambientes e os modelos de comportamento que a sociedade coloca diante de nós influenciam a nossa forma de agir, mas também o tratamento que recebemos quando bebês indefesos influencia nosso desenvolvimento cerebral, nossos estados emocionais e as ações resultantes.
Mas, ainda outro fator está em operação — um fator cuja existência muitas pessoas nem sequer admitem. The Wall Street Journal, contudo, o faz. Num editorial de 28 de outubro de 1977, sobre “O Impulso Terrorista”, ele se pergunta sobre a raiva e a violência sem sentidos. A tendência é culpar a sociedade, mas o editorial se indaga a respeito de “impulsos profundos e irracionais” no homem, para quem “o mal tem seus próprios atrativos”. Sua sentença final: “Estará menos perto da verdade se culpar a sociedade do que se culpar a Satanás.”
A Bíblia chama a Satanás de “o deus deste sistema de coisas”, identifica “forças espirituais iníquas nos lugares celestiais” como os reais inimigos, e declara um ai para a terra, “porque desceu a vós o Diabo, tendo grande ira, sabendo que ele tem um curto período de tempo”. (2 Cor. 4:4; Efé. 6:12; Rev. 12:12) Satanás estava na raiz das dificuldades no Éden, quando tentou Eva a abandonar a ‘imagem e semelhança’ de Deus. Ele ainda é poderosa força hoje em dia em fazer com que as pessoas ajam com violência raivosa, sem sentido.
Muitos fatores conhecidos explicam por que as pessoas agem de certa forma. A genética, o meio ambiente, a liberdade de escolha, as necessidades insatisfeitas — tudo isso influencia a conduta. O desenvolvimento cerebral na infância desempenha importante papel. No entanto, o entendimento, por parte do homem, do cérebro, está ainda na sua infância. É freqüentemente chamado de a coisa mais misteriosa em nosso misterioso universo. Daí, existe também a influência satânica.
Assim, será que realmente sabemos o porquê de as pessoas agirem de certa forma? Sabemos de alguns pormenores; não conhecemos muitos pormenores. Mas, sabemos do motivo básico: Nenhum de nós reflete perfeitamente ‘a imagem e semelhança de Deus’.
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As pessoas — sua volta à semelhança de DeusDespertai! — 1980 | 22 de outubro
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As pessoas — sua volta à semelhança de Deus
“Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas, e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou.” — Col. 3:9, 10.
JEOVÁ criou a terra para continuar para sempre, para ser habitada para sempre. Ele a deu aos filhos dos homens, para ser herdada pelos mansos da terra. E, assim como Jesus ensinou seus seguidores a orar, a vontade de Deus será feita na terra como é feita no céu. Desde o início, foi o propósito de Deus que o homem servisse como zelador da terra. Este ainda é Seu propósito. Apenas aqueles, contudo, que retornarem à semelhança de Deus poderão usufruir tal privilégio. — Sal. 104:5; 37:29; 115:16; Mat. 6:9, 10.
Tais pessoas devem despir-se da velha
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