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Enfrente a ameaça do abuso do álcoolDespertai! — 1978 | 22 de junho
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entender melhor como evitar abusar de seu corpo.
As bebidas alcoólicas não são assimiladas pelo corpo precisamente do mesmo modo que a maioria dos alimentos. A maioria dos alimentos sofre lenta oxidação em diferentes estágios primeiro no estômago e no intestino delgado. Isto permite que os nutrientes dos alimentos sejam absorvidos pela corrente sangüínea, para serem distribuídos a outras partes do corpo. O álcool, porém, é absorvido pelo estômago e intestino delgado sem virtualmente mudar de forma. Daí, é levado pelo sangue ao fígado.
O fígado possui determinado ritmo de oxidação do álcool. Quando recebe mais do que pode processar, manda o restante para a corrente sanguínea, sem ser oxidado. É levado para o coração, que o bombeia através do sistema circulatório para outras partes do corpo. Por fim, retorna ao fígado, que aceita um pouco mais dele para oxidar e então devolve o resto. Este processo continua até que seja completamente oxidado.
Quando um drinque, quer de bebida “forte”, de cerveja ou vinho, é sorvido lentamente e não é “tragado” de uma só vez, então o fígado pode lidar mais facilmente com o álcool. Está recebendo-o em quantidades metabolizáveis. Relativamente pouco será mandado à corrente sanguínea sem ser oxidado.
Não há meio de o bebedor mediano poder acelerar o ritmo de oxidação do fígado. Beber café preto, tomar banhos frios de chuveiro, ou respirar profundas golfadas de ar puro, de nada adiantam para acelerar tal processo. A melhor ajuda de que o corpo dispõe é a pessoa só tomar alguns drinques, sorvê-los lentamente, e espacejá-los por um período de tempo. Isto não se dá apenas com o uísque, mas também com outras bebidas, visto que uma lata de cerveja ou um copo de vinho contém quase a mesma quantidade de álcool que uma dose de uísque.
Bebedores Problemáticos
No entanto, que fazer caso a bebida já se tenha tornado um grave problema? Como pode alguém ajudar a si mesmo? O que outros podem fazer?
O bebedor problemático precisa encarar de frente a realidade que tem problemas com o álcool Não deve deludir-se por pensar que pode parar de beber quando quiser. Para demasiados etilistas, esta ilusão persiste ao continuarem a beber, até que prejudicam sua saúde, tornam-se mentalmente perturbados, ou morrem devido à bebida.
O primeiro passo para o bebedor problemático é admitir que tem problemas com a bebida, de modo que possa ser ajudado. Caso não o admita, há pouca possibilidade de lidar com isso em tempo hábil. Mas, na maioria dos casos, os etilistas não admitirão seu etilismo. O processo mental que os levou a se tornarem alcoólicos os impede de fazer algo a respeito disso. Esta é a razão pela qual as famílias e os amigos de tal pessoa devem tentar ajudá-la.
Pode-se contar com as agências oficiais para lidar com tal problema? Naturalmente que há diversas delas, em diferentes países, que podem ajudar. Mas observe o que afirma World Health (Saúde Mundial): “O número de países em que tem crescido qualquer resposta adequada para os problemas relacionados ao álcool, até agora, tem sido pequeno Similar inação, em face de qualquer doença infecciosa que produzisse tamanha devastação, seria vista como tristemente culpável, e qualquer problema de ‘tóxicos’, de dimensões similares, certamente provocaria alarme.”
Por que isto se dá? Responde World Health: “Para tantos países, [o álcool] é a droga aceita, prezada, e literalmente santificada, preferida pela sociedade . . . O álcool é diversão, hospitalidade, amizade, festa, tônico barato dos nervos, masculinidade, romance, celebração, a bebida que sela a barganha, riso, esnobação e sactamento. O que faríamos sem ele? Como pode realmente ameaçar nossa saúde? Qualquer pessoa que apresente um conceito contrário é rejeitada como desmancha-prazeres.”
Entretanto, como indica tal publicação, o abuso do álcool constitui grave ameaça à saúde, à felicidade e à vida mesma. Mas não se deve presumir que alguma agência irá lidar com tal problema.
Nem deve a pessoa imaginar que possa deixar desenvolver o etilismo, e então curá-lo através dum tratamento médico. Não existe nenhuma “cura” clínica para o alcoolismo. Ao passo que várias coisas podem ser úteis, tais como a dieta e nutrição aprimoradas, a correção do baixo nível de açúcar no sangue, a medicação e hospitalização, é preciso mais do que isso. O problema básico ainda está na mente e no coração da pessoa.
O alcoólico apenas tratado “clinicamente”, sem se dar a devida atenção à motivação e a outros fatores similares, quase sempre volta ao etilismo. Os principais fatores da recuperação são: tratamento precoce, o ardente desejo e a determinação do paciente de melhorar, e a ajuda dos que lhe são achegados.
Ao passo que alguns psiquiatras crêem que a discussão dos problemas dum alcoólatra, e lhe dizer o que o álcool está fazendo ao seu corpo, ajudem a convencer a pessoa a deixar de beber, o Dr. BenJamim Kissin, de Nova Iorque, declara: “Não tenho verificado ser isto mui satisfatório aqui na clínica. Não é o bastante.” Adiciona: “Tentamos mudar o padrão de vida.”
Sem dúvida, mudar o padrão de vida da pessoa é essencial. Também o é descontinuar as insalubres companhias da pessoa, abandonar aqueles que não são reais amigos, mas que contribuem para o etilismo. Todavia, de onde pode provir tão poderosa motivação para alguém mudar seu inteiro padrão de vida?
A Mais Poderosa Ajuda
Há uma fonte de ajuda provada que é mais poderosa do que qualquer outra. Tem ajudado muitos a obter a motivação correta, a correta atitude mental e de coração. Tal fonte é a mais poderosa em todo o universo, o próprio Deus Onipotente.
Jeová Deus criou o homem. Ele conhece melhor como o homem pode equacionar seus problemas, como pode enfrentar melhor suas pressões e emoções. Assim, quando alguém recorre a tal fonte de ajuda, coloca-se em condições de receber a melhor ajuda possível.
Um modo em que tal ajuda é provida é pelo excelente conselho do livro, da autoria de Deus, para orientar a humanidade, isto é, sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Na Bíblia, descobrimos por que a vida é tão repleta de problemas, e também aprendemos a solução maravilhosa que Deus promete. Ela nos diz que o propósito de Deus é causar o fim do atual mundo insatisfatório, repleto de dificuldades. Ele o substituirá por uma nova ordem justa, um paraíso na terra, livre de todas as coisas más que tanto prevalecem hoje em dia. (Luc. 23:43; Rev. 21:4, 5) Assim, aprender o objetivo da vida e o que o futuro nos reserva é poderosíssimo incentivo para ‘mudar o padrão de vida’.
A Bíblia mostra que pessoas, que outrora eram bêbadas, abandonaram tal prática ao obterem conhecimento exato dos propósitos de Deus. Menciona beberrões junto com fornicadores, idólatras, ladrões e outros, e então diz: “Isso é o que fostes alguns de vós. Mas vós fostes lavados, mas vós fostes santificados, mas vós fostes declarados justos.” — 1 Cor. 6:9-11.
Visto ser definitivamente possível vencer o alcoolismo, a Bíblia aconselha: “Desnudai-vos da velha personalidade com as suas práticas e revesti-vos da nova personalidade, a qual, por intermédio do conhecimento exato, está sendo renovada segundo a imagem Daquele que a criou.” (Col. 3:9, 10) Tal conhecimento exato da Palavra de Deus pode suprir a motivação necessária para a mudança do padrão de vida.
Há algo mais. Quando alguém deseja sinceramente vencer o abuso do álcool, poderá recorrer a Deus, pedindo certa medida de Seu poder como ajuda. A poderosa força ativa de Deus, seu espírito santo, acha-se disponível, se solicitada. Disse Jesus Cristo: “Persisti em pedir, e dar-se-vos-á; persisti em buscar, e achareis; persisti em bater, e abrir-se-vos-á. . . . o Pai, no céu, dará espírito santo aos que lhe pedirem!” — Luc. 11:1-13.
Apenas um exemplo, dentre muitos, neste respeito, é o do senhor, num país sul-americano, cujo alcoolismo estragava sua vida. Amiúde ficava bêbedo, perdia bons empregos, esbanjava dinheiro, e reduziu sua família à pobreza. Não raro tomava “bebedeiras” de vários dias, e acabava preso. Repetidas vezes ameaçava sua esposa. E ela retaliava de vários modos, inclusive ameaçando-o de pegar os três filhos deles e sumir.
Mas, daí, a esposa começou a estudar a Bíblia com uma Testemunha de Jeová. Aprendeu, da Palavra de Deus, a melhor maneira de a esposa se portar com seu marido, mesmo com um alcoólatra. Começou a tratá-lo melhor. Com o tempo, ele notou isso e quis saber o que causou tão excelentes mudanças nela. Assim, ele também começou a estudar a Bíblia. Ao aprender mais, passou a depender cada vez menos da bebida.
Daí, concordou em receber tratamento médico para seu etilismo. Mas não terminou o tratamento. Por que não? Disse que, graças ao que aprendera, tinha agora suficiente força de vontade para deixar de beber. E deixou mesmo, abandonando-o por completo. Também mudou de companhias recusando-se a tomar parte em bebedeiras que seus antigos colegas ainda promoviam.
Como resultado, toda a sua vida melhorou. Gozou de uma vida familiar muito mais feliz, de melhores relações com outros, conseguiu reter um emprego e pôde propiciar melhor moradia para a família. O que é de grande interesse aqui é que afirmou não ter conseguido tudo isso graças ao tratamento médico, e sim à determinação que fez, com a ajuda da Bíblia, da oração, a ajuda da esposa, e de companhias edificantes.
Nem é este um caso isolado. Muitas experiências similares, de diferentes partes do mundo, mostram que o alcoolismo pode ser vencido.
No entanto, uma vez a pessoa sobrepuje sua dependência do álcool, precisa exercer grande cautela. Para a maioria dos ex-alcoólicos, o melhor conselho quanto às bebidas alcoólicas é: nem toque nelas! Quase todas as autoridades concordam que, para os ex-etilistas, a abstinência total do álcool é o melhor proceder. Uma porcentagem relativamente pequena pode recuperar o controle a ponto de poderem beber moderadamente e não voltar ao abuso do álcool. Mas, a maioria não consegue isso.
Assim, ao passo que as bebidas alcoólicas podem acrescentar certo prazer à vida, devem ser manejadas como se manejaria um aparelho explosivo: com extremo cuidado. De outra forma, tal “explosão” criará problemas tão graves que até a própria vida poderá ser destruída.
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Óleo — nos tempos antigos e em sua dietaDespertai! — 1978 | 22 de junho
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Óleo — nos tempos antigos e em sua dieta
O QUE lhe vem à mente quando se menciona o óleo vegetal? Pensa numa substância usada para molho de salada ou para cozinhar? Está também familiarizado com seu papel na fabricação de remédios, perfumes, tintas, margarina e sabões? O que dizer do passado? Dá-se conta que é muito antiga a história do uso do óleo, remontando a milhares de anos?
Podemos examinar mais de perto esta substância escorregadia. O óleo é mais leve do que a água e, ao invés de se combinar com o líquido mais pesado, flutua em seu topo. O velho adágio, “água e azeite não se misturam”, descreve bem uma das principais caraterísticas deste fluído.
O óleo vegetal mais comumente usado, nos tempos antigos, era extraído do fruto da oliveira. Até 30 por cento das azeitonas maduras constituem-se de azeite e, no caso da polpa apenas, cerca da metade dela. Num bom ano, uma oliveira saudável poderá produzir de 38 a 57 litros deste líquido. Essa quantidade seria suficiente para suprir as necessidades de gordura para a dieta de uma família de cinco ou seis pessoas.
Antigamente, conforme indicado na Bíblia, o óleo de oliva tinha grande variedade de usos. Além de ser empregado para cozinhar e assar, era comumente esfregado no corpo depois do banho. Isto servia para
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