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Nadabe e Abiú — exemplos admoestadoresDespertai! — 1970 | 8 de dezembro
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ou teriam notado sua reverência pela adoração de Jeová e jamais teriam sequer pensado em oferecer incenso que Deus não lhes tinha prescrito.
Poderia ser que, contribuindo para sua falta de respeito pelos sérios aspectos do serviço sacerdotal, achava-se o beberem vinho ou outra bebida semelhante nessa ocasião. Isto talvez os movesse a se sentirem frívolos e a fazer algo tão presunçoso e precipitado, como oferecer fogo ilegítimo. Pelo menos, isto parece ser subentendido pelas instruções de Jeová a Aarão pouco depois deste incidente: “Não bebas vinho, nem bebida inebriante, nem tu nem teus filhos, quando entrares na tenda de reunião, para que não morrais. É um estatuto por tempo indefinido para as vossas gerações, tanto para se fazer diferença entre o santo e o profano, e entre o impuro e o puro, como para se ensinar aos filhos de Israel todos os regulamentos que Jeová lhes falou por meio de Moisés.” — Lev. 10:8-11.
Visto que o apóstolo Paulo nos assegura que “estas coisas lhes aconteciam como exemplos, e foram escritas como aviso para nós, para quem já chegaram os fins dos sistemas de coisas”, o que podemos aprender do proceder de Nadabe e Abiú? — 1 Cor. 10:11.
Mais de uma coisa. Primeiro de tudo, poder-se-ia dizer que havia nele um aviso subentendido para todos os primogênitos não pensarem demasiado de si mesmos. É bem provável que Nadabe, o primogênito, liderasse nessa questão. Entre outros primogênitos que não se provaram bons, acha-se Caim, o primogênito de Adão; Esaú, o primogênito de Isaque; Rubem, o primogênito de Jacó, e Amom, o primogênito do Rei Davi.
Há também no registro uma lição para todos os jovens, para mostrarem respeito aos mais velhos, para se voltarem para eles em busca de orientação, especialmente se forem pais tementes a Deus. Os jovens devem cuidar de não permitir que se crie um “conflito de gerações” entre eles e seus pais e outros mais velhos” pois este conflito conduz a que ajam de forma errada. Meridianamente, a Palavra de Deus aconselha: “Honra a teu pai e a tua mãe.” “Observa, filho meu, o mandamento de teu pai, e não abandones a lei de tua mãe.” Certamente, se Nadabe e Abiú tivessem esta atitude mental para com seu pai, não viriam a sofrer pesar. — Êxo. 20:12; Pro. 6:20.
Neste registro, acha-se também contido um aviso contra a presunção, pois ilustra o princípio: “Chegou a presunção? Então chegará a desonra.” (Pro. 11:2) Caso sejamos favorecidos com privilégios especiais, ou tenhamos destaque incomum, não devemos permitir que isto nos dê um conceito muito elevado de nós mesmos. Não raro, tais pessoas desejam dizer a seus superiores o que estes devem fazer, ao invés de modestamente avaliarem a necessidade de obterem orientação.
E, por fim, há o aviso do perigo de se ser indevidamente influenciado pelas bebidas alcoólicas. Na verdade, a Bíblia nos diz que uma das dádivas de Deus é o vinho que “alegra o coração do homem mortal”, e que devemos dar “vinho aos amargurados de alma”. Também se nos diz que um pouco de vinho é bom para as aflições estomacais e outros males. — Sal. 104:15; Pro. 31:6; 1 Tim. 5:23.
Mas, será sábio tomar vinho ou qualquer outra bebida alcoólica quando a pessoa tem sérios deveres a cumprir, quando precisa pensar com clareza e ter firme controle de suas faculdades físicas e mentais? O Dr. M. A. Block, autoridade sobre o efeito do álcool sobre o corpo, diz que “o álcool eleva a pessoa do estado de realidade para um estado mental mais agradável e desejável”, e que “com álcool em seu sangue, o motorista talvez ache que está agindo melhor, quando, em realidade, está agindo pior”. — Vital Speeches of the Day (Discursos Vitais do Dia), 15 de setembro de 1969.
Sim, as bebidas alcoólicas estimulam as emoções e deprimem os processos mentais. Não é sem boa razão que o sábio Rei Salomão observou: “O vinho [usado em excesso] é zombador, a bebida inebriante é turbulenta e quem se perde por ele não é sábio.” Os cristãos, por conseguinte, devem ser cuidadosos, tanto quanto à ocasião como quanto à quantidade que ingerem de tais bebidas. E seria parte da discrição não se entregarem a tais bebidas pouco antes ou enquanto se empenham no ministério, assim evitando causar desnecessária ofensa. — Pro. 20:1.
Na verdade, muito se pode aprender dos exemplos admoestadores de Nadabe e Abiú, conforme se encontram na Palavra de Deus, a Bíblia.
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Itens NoticiososDespertai! — 1970 | 8 de dezembro
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Itens Noticiosos
Demonstração de Amor Cristão
◆ A frieza resultante na Nigéria Oriental, devastada pela guerra, sentiu o calor do amor cristão. As testemunhas de Jeová expediram onze toneladas de publicações bíblicas, roupa e suprimentos de alimento, muito necessitados, a seus irmãos cristãos em onze cidades da Ibolândia. Verificou-se que estes seus irmãos estavam com boa disposição, determinados a se apegar à sua devoção a Deus e a continuar em seu ministério cristão. A obra de pregação do reino de Deus está sendo reorganizada naquela área, para que se possa ajudar os que pranteiam a se voltarem para o reino de Deus como a única esperança da humanidade.
‘Apertando o Botão do Pânico’
◆ Muitos sacerdotes católicos estão dessatisfeitos com a maneira em que o Vaticano lida com as coisas. Esta foi a mensagem do sacerdote Joseph H. Fichter, sociólogo que leciona na Universidade de Harvard. Disse: “A chamada ‘crise clerical’ trouxe finalmente a hora da verdade à hierarquia. Nada mais os incomoda tanto. Os prelados apertam agora o botão do pânico. Perdem seus constituintes, seus empregados, seus súditos. De repente compreendem que o sacerdócio sagrado não é mais o bastante atraente como profissão vitalícia para atrair novos recrutas ou conservar os homens que já foram ordenados. Esta é revelação chocante, especialmente para os bispos que têm estado fora de contato com seus sacerdotes, que não sabem, ou não se importam em admitir, por que tantos de seus clérigos estão descontentes.”
Mantida a Isenção de Impostos
◆ O Supremo Tribunal dos EUA, em 4 de maio de 1970, acordou por 7 votos contra 1 que as leis que isentam de tributação as propriedades eclesiásticas usadas unicamente com fins religiosos não violam a proibição constitucional de apoio do Estado à religião. O argumento foi que as isenções de imposto concedidas às propriedades eclesiásticas aumentavam os impostos das propriedades privadas e obrigavam os proprietários a contribuir aos grupos religiosos contra a sua vontade. Argumentou-se que o resultado era um subsidio indireto do estado para as igrejas, em violação da proibição da Primeira Emenda a qualquer ‘estabelecimento de uma religião’ pelo governo. O Supremo Tribunal rejeitou tal argumento.
União Católico-Episcopal
◆ A Igreja Católica Romana e as igrejas episcopais nos EUA expediram um relatório em que declaravam que a “união orgânica” das duas igrejas parecia agora uma possibilidade realística. Um porta-voz do grupo predisse que “dentro de cinco a dez anos no máximo” os episcopais e os católicos estariam participando nos sacramentos uns dos outros.
LSD e Defeitos Congênitos
◆ Os resultados de um estudo de longo prazo do uso do LSD pelos pais revelou que a droga “deve ser seriamente considerada como possível agente mutante” — agente que produz mudanças genéticas nas células. O Dr. Cheston M. Berlin, principal investigador no estudo, declarou: “Embora não possamos nos precipitar em dizer que temos evidência inequívoca até à data de que o uso de LSD causa defeitos congênitos, estamos em terreno mais firme, mais suspeitoso, do que nunca antes.”
Freqüência à Igreja em Declínio
◆ Menos de 1 por cento dos membros protestantes vão regularmente à igreja na Alemanha Ocidental. Cerca de 30 por cento dos católicos romanos fazem isso. A tendência é para baixo. Os bispos católicos condenaram os que abandonaram a igreja de “infringir contra a solidariedade à Igreja”. “Não podemos aceitar isto . . . quando um católico faz tal declaração está seriamente cometendo uma ofensa contra nossa comunidade”, dizem os bispos. Evidentemente vêem diminuir o dólar de imposto que os membros da igreja são compelidos a pagar, e fazem tudo ao seu alcance para reter o imposto para a igreja, tentando proibir que os membros abandonem
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