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Beber — concorda você com o conceito bíblico?A Sentinela — 1983 | 15 de outubro
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diz: ‘Ei, agüente firme e aprenda a enfrentar a coisa.’” O que deveria ajudar o cristão a lidar com as ansiedades da vida? “Alguma mágica química”, ou sua relação com Deus? — Salmo 4:8.
ABSTINÊNCIA ÀS VEZES?
Sim! Para o alcoólatra, é importante que ele se abstenha completamente, para que o impulso de exceder-se não o domine. Isso traz à lembrança as palavras de Jesus em Marcos 9:43: “Se a tua mão te fizer alguma vez tropeçar, corta-a; melhor te é entrares na vida aleijado, do que ires com as duas mãos para a Geena [que significa destruição].” Portanto, se o beber lhe tem causado problemas, por que não o ‘corta’? Afinal de contas, “melhor te é entrares na vida”! Conforme o expressou certo ancião cristão, diretor de projeto dum programa de reabilitação do alcoolismo: “A total abstinência não é um preço alto demais a pagar pela vida na Nova Ordem de Deus.”
Todavia, a abstinência não se aplica apenas aos alcoólatras; há ocasiões em que todos nós fazemos bem em nos abster. No antigo Israel, os sacerdotes e os levitas, quando em serviço no tabernáculo ou no templo, eram proibidos de beber álcool de qualquer espécie, sob pena de morte (Levítico 10:8, 9; Ezequiel 44:21) Os reis também eram aconselhados a não beber vinho ou bebida inebriante quando oficiavam. Por que não? “Para que não se beba e se esqueça o decretado, e não se perverta a causa de qualquer filho de tribulação.” — Provérbios 31:4, 5.
Que dizer de hoje? Bem, ficaria tranqüilo se soubesse que o piloto do avião em que viaja havia bebido? É claro que não! Vidas estão envolvidas. Portanto, o cristão deve acautelar-se quanto a beber antes de dirigir um automóvel. Mas, seria muito mais impróprio o cristão regalar-se com bebidas alcoólicas pouco antes ou durante as atividades sagradas do ministério de campo, de assistir a reuniões e de dar conselhos e orientações bíblicos a outros. Por que seria isso impróprio? Porque está envolvida aqui a vida eterna!
Portanto, concorda com o conceito bíblico sobre o beber? Quer concorde, quer não, o que está em jogo é a sua vida, bem como a de outros que talvez tropecem por causa de imprudentes hábitos de beber. Mais do que isso, desejamos que a nossa vida agrade ao nosso Deus, Jeová. Sim, as bebidas alcoólicas são uma dádiva de Deus — quando usadas moderadamente! Mas, se for melhor para você abster-se completamente, então não deixe de fazer isso. Lembre-se, “melhor te é entrares na vida”!
Entretanto, o que podem os anciãos da congregação fazer para ajudar seus irmãos cristãos que se excedem no uso do álcool? E que dizer do(a) alcoólatra — o que se pode fazer para ajudar a ele ou a ela? Essas e outras perguntas serão consideradas em nossa próxima edição.
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Êxodo — da tirania para a ordem teocráticaA Sentinela — 1983 | 15 de outubro
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Êxodo — da tirania para a ordem teocrática
JEOVÁ ouviu os clamores deles como “escravos sob tirania”. Chegara o tempo para agir, e ele agiu como todo-poderoso Libertador deles. Pouco depois, Deus estabeleceu seu povo escolhido como teocracia bem organizada.
Esta, em resumo, é a narrativa emocionante que encontrara no livro bíblico de Êxodo. Escrito pelo profeta hebreu Moisés, conta o que se passou com os israelitas desde 1657 até 1512 AEC. Entre os aspectos absorventes do livro encontram-se assombrosos milagres e magnífica legislação.
No entanto, será que Êxodo tem significado real neste século 20? Sim, tem, conforme mostrará nossa breve consideração do livro.
EPÍTOME DE ÊXODO
Os descendentes de Jacó, como moradores no Egito, aumentaram tão rapidamente, que, por ordem real passaram a sofrer como “escravos sob tirania”. Faraó até mesmo decretou a morte de todos os meninos israelitas. Um bebê que escapou de tal fim fora colocado por sua mãe numa arca de papiro a flutuar no Nilo. A filha de Faraó encontrou e adotou este menino, dando-lhe o nome de Moisés, que significa “salvo da água”. Embora fosse criado na casa real, Moisés, à idade de 40 anos, tomou o lado de seu próprio povo oprimido, matando um egípcio. Obrigado a fugir, ele foi para Midiã, onde se casou e levou a vida de pastor. No ínterim, aquele Faraó faleceu, mas outro faraó tiranizava os israelitas. Com o tempo, Deus ouviu o clamor deles por ajuda. — Êxodo 1:1 a 2:25.
Certo dia, Moisés notou que um arbusto estava em chamas, mas, milagrosamente, não se queimava. Ali Jeová, por meio dum anjo, o comissionou para que voltasse ao Egito e levasse os israelitas para fora da escravidão despótica. Deus designou o irmão dele, Arão, para ser seu porta-voz. — Êxodo 3:1 a 4:31.
Moisés e Arão compareceram perante Faraó, pedindo que permitisse que os israelitas celebrassem no ermo uma festividade para Jeová. O governante egípcio negou-se a isso desafiantemente, mas Jeová
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