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Deve tomar bebidas alcoólicas?A Sentinela — 1974 | 1.° de junho
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Note que se cita certa autoridade, o Dr. Giorgio Lolli, como dizendo a respeito dos alcoólatras: “O alcoólatra retrocede do mundo adulto para a infância, em sentido físico e psicológico. Suas percepções mentais e sensações físicas tornam-se indistinguíveis. Igual à criancinha, torna-se indefeso e exige os cuidados dum nenê.” Além disso, os que procuram a imoralidade sexual talvez também exortem a pessoa a beber, a fim de que afrouxe o autodomínio dele ou dela.
Certamente, ceder diante de quaisquer destas pressões mostra — não que tem força ou é adulto — mas que é fraco e tem falta de coragem moral. com bons motivos que Provérbios 20:1 adverte de que o vinho pode tornar-se “zombador, a bebida inebriante é turbulenta, [e] quem se perde por ele não é sábio”. Não precisa experimentar a embriaguez para saber quão indesejável ela é — assim como tampouco precisa quebrar uma perna para saber quão doloroso isso pode ser.
Não é apenas o perigo de se tornar “bebedor problemático” ou alcoólatra que exige cautela. Apenas uma única experiência má com o álcool pode causar dano duradouro: um acidente sério de automóvel, talvez com a perda da vida ou dum membro — seu próprio ou de alguém inocente; ou um ato de imoralidade, que mancha toda a sua vida e que pode trazer complicações espinhosas; ou talvez uma conduta violenta de que se arrependerá por muito tempo. Por que arriscar-se desnecessariamente?
A possibilidade de tal resultado trágico se torna clara do fato de que, dentre as 50.000 pessoas que morrem cada ano nas estradas dos Estados Unidos, mais da metade das mortes provém de acidentes cujas causas se relacionam com bebidas alcoólicas. E uma notícia no jornal Times de Nova Iorque, de 18 de julho de 1972, diz que “mais de 80 por cento dos homicídios e dos assaltos a mão armada são cometidos por pessoas inebriadas”.
PONDERE O ASSUNTO COM SABEDORIA.
Ao ponderar o assunto, lembre-se de que as bebidas alcoólicas não são um dos essenciais da vida, assim como o ar, o alimento e a água. Pode passar sem elas, e muitos preferem isso. Lembre-se também de que aquele que deseja ter a aprovação de Jeová Deus, o Dador da vida, precisa servi-lo de ‘todo o coração, alma, mente e força’. (Luc. 10:27) Abusar do álcool não só pode privar da clareza e atenção mentais, e da força física, mas pode também afetar o coração, levando ao desenvolvimento de má motivação. — Isa. 28:7, 8; 1 Tes. 5:6-8; Osé. 4:11.
É verdade que a Bíblia fala com aprovação do uso moderado de bebidas tais como o vinho. Mas o que acontece quando se encaram tais bebidas alcoólicas como meio de escapar da realidade da vida ou do tédio, por se conseguir uma sensação artificial de felicidade e um sentimento sintético de camaradagem? Ou quando são encaradas como remédio para a personalidade, para ‘firmar os nervos’, a fim de vencer a timidez ou o medo? É bem possível que se verifique que a cura é por do que a doença. Que adianta o dinheiro quando mostra ser falsificado? E que adianta a sensação de felicidade ou coragem quando mostra ser apenas artificial?
Um relatório esclarecedor do Instituto Nacional da Saúde Mental (publicado pelo Departamento de Saúde, Educação e Bem-estar Social dos E. U. A.) mostra que os perigos do abuso do álcool tinham menos probabilidade de aparecer quando prevaleciam as seguintes circunstâncias:
(1) Quando o primeiro contato da pessoa com as bebidas alcoólicas ocorreu dentro duma família forte ou dum grupo religioso, e quando as bebidas usualmente eram de teor alcoólico baixo (tais como vinhos de mesa ou cerveja) e usualmente tomadas às refeições, apenas como parte delas. (2) Quando o uso destas bebidas era encarado nem como virtude, nem como pecado, não se considerando o beber como medida da qualidade de adulto ou de ser “verdadeiro homem”. (3) Quando ninguém era pressionado para beber e quando a rejeição duma bebida não era menosprezada mais do que a rejeição dum pedaço de pão. (4) Quando se desaprovava fortemente o excesso no beber, não sendo considerado nem ‘na moda’, nem cômico ou algo a ser tolerado. E, talvez o mais importante, (5) quando havia um acordo unido e coerente sobre o que é direito e o que é errado no que se refere ao uso de tais bebidas, dando os pais um bom exemplo de moderação.
Seu guia melhor e mais seguro, naturalmente, é a Palavra de Deus. Conforme já vimos, ela fornece exemplos do uso correto das bebidas alcoólicas e uma forte advertência contra o mau uso delas. Aconselha os jovens a ser “obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo”. (Efé. 6:1) Respeite o critério de seus pais, baseado na Palavra de Deus, quanto a se deve tomar bebidas alcoólicas ou não, ou sob quais circunstâncias pode fazer assim. Será sábio se evitar entregar-se a elas quando os que as tomam são todos jovens, sem haver presentes pais ou parentes para prover uma influência controladora. — Pro. 1:7-9; 6:20-22; 22:15.
Acima de tudo, para a sua felicidade duradoura, ‘quer coma, quer beba, quer faça qualquer outra coisa, faça todas as coisas para a glória de Deus’. — 1 Cor. 10:31.
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Jeová abre os coraçõesA Sentinela — 1974 | 1.° de junho
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Jeová abre os corações
ÀS VEZES, as circunstâncias que fazem com que as pessoas entrem em contato com a mensagem da Bíblia são muito incomuns e ilustram que Jeová Deus, deveras, abre os corações para se prestar atenção à verdade. — Atos 16:14.
Uma das testemunhas de Jeová, um ministro pioneiro especial que serve na Austrália, relata:
“Quando chegamos pela primeira vez a Coonamble, soubemos de um homem jovem interessado na Palavra de Deus. Seu nome era Tony e ele morava numa tenda de meia-água em Lightning Ridge, 120 milhas [c. 190 km] distante. Pensávamos que não teríamos nenhuma dificuldade em achá-lo, até que vimos Lightning Ridge! Havia uma tenda de meia-água quase debaixo de cada árvore. Andamos em volta um pouco, de carro, e por fim fixamos os olhos numa única tenda. Quando nos aproximamos, saiu um jovem. Dissemos-lhe que estávamos à procura dum jovem que se interessava em estudar a Bíblia conosco. Ele ficou muito emocionado e disse que era ele.
“Este jovem, andando pelo leito seco dum riacho em Annarke em busca de safiras, achou um pequeno livro, cuja capa estava tão inchada, que caiu fora quando o apanhou. Ele leu o livro duas vezes, traduziu-o para o esloveno e enviou a sua tradução aos seus pais na Europa. Tratava-se do livro A Verdade Que Conduz à Vida Eterna.
“Durante dois meses, visitamos Tony cada segunda-feira à noite e estudamos o livro Verdade à luz de velas. Ele decidiu então abandonar a mineração de opalas e veio a Coonamble, passando a morar conosco no Salão do Reino. Além de estudar pessoalmente, ele trabalhava no Salão do Reino, limpando-o e arrumando-o. E visto que era eletricista de profissão, instalou todas as luzes no Salão do Reino.
“Por fim, foi batizado no riacho que corre atrás de nosso salão, depois de ter de escavar um buraco bastante grande e fundo para que coubesse nele, visto que o riacho estava quase seco.”
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