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    • seja usada para o benefício dos que a obtêm, e que os fortaleça para servi-lo. (1 Sam. 9:13; Mat. 14:19; Luc. 9:16) Ao abençoar o pão e o vinho na Refeição Noturna do Senhor, louvor e agradecimentos são oferecidos a Deus, junto com a solicitação de que todos os que deles participam possam ser beneficiados espiritualmente pelas coisas que eles simbolizam, e possam permanecer unidos e íntegros como corpo de Cristo. — Mat. 26:26; 1 Cor. 10:16.

      Na sociedade patriarcal, o pai amiúde abençoava os filhos pouco antes de sua morte. Tratava-se dum assunto de grande importância, e era altamente prezado. Assim, Isaque abençoou Jacó, pensando que este era o seu primogênito, Esaú. Isaque declarou o favor e a prosperidade para Jacó, à frente de seu irmão Esaú, sem dúvida fazendo petição a Jeová para que cumprisse tal bênção, visto que o próprio Isaque era cego e idoso. (Gên. 27:1-4, 23-29; 28:1, 6; Heb. 11:20; 12:16,  17) Mais tarde, Isaque, com plena consciência, confirmou e ampliou tal bênção. (Gên. 28:1-4) Antes de morrer, Jacó abençoou primeiro os dois filhos de José, daí, os seus próprios filhos. (Gên. 48:9, 20; 49:1-28; Heb. 11:21) Similarmente, Moisés, antes de sua morte, abençoou a inteira nação de Israel. (Deut. 33:1) Em todos esses casos, os resultados provaram que eles falavam profeticamente. Em alguns casos, quando declaravam tais bênçãos, a mão do abençoador era colocada sobre a cabeça do abençoado. — Gên. 48:13,  14.

      Como saudação, oferecer alguém uma bênção significava que desejava o bem-estar da outra pessoa. Jacó, ao ser levado perante Faraó, abençoou-o. (Gên. 47:7; veja também 1 Samuel 13:10; 25:14; 1 Reis 1:47; 2 Reis 10:15.) Ao partir, podiam-se conceder bênçãos. Rebeca, por exemplo, foi abençoada por sua família quando partia da Mesopotâmia para casar-se com Isaque. — Gên. 24:60;  veja também Gênesis 28:1; 2 Samuel 19:39; 1 Reis 8:66.

      Oferecer um presente também estava ligado a bênçãos. (Gên. 33:11; Jos. 14:13; 15:18,  19) Compreensivelmente, o próprio presente poderia ser chamado de bênção, um “presente de bênção”. Talvez se oferecessem presentes como votos de bem-estar para um ente querido, ou no empenho de obter o favor de alguém, ou como expressão de gratidão. —1 Sam. 25:27; 30:26.

      Bênçãos podiam ser concedidas em forma de cumprimentos. Boaz abençoou Rute por sua benevolência. (Rute 3:10) Os homens que se ofereciam para realizar um serviço a favor da adoração de Jeová eram abençoados pelos observadores. (Nee. 11:2) Os pais têm direito a uma bênção da parte de seus filhos. — Pro. 30:11.

      Uma bênção pode consistir em linguagem favorável ou edificante. Jesus admoestou-nos a ‘abençoar aos que nos amaldiçoam’. (Luc. 6: 28) “Persisti em abençoar os que vos perseguem; abençoai e não amaldiçoeis.” (Rom. 12:14) Isto não significa louvar os opositores, mas que ter boa conduta para com tais pessoas, junto com linguagem bondosa, cortês e verídica que lhes traria benefícios, caso fosse acatada, poderia resultar em granjear a boa vontade delas. (1 Cor. 4:12; 1 Ped. 3:9) A maneira de se falar também tem de ser considerada. (Pro. 27:14) Desviar alguém de atos iníquos é deveras uma bênção, resultando nos melhores interesses daquela pessoa, e no louvor de Jeová. —  Atos 3:26.

      SER UMA BÊNÇÃO PARA OUTROS

      A pessoa pode ser uma bênção para o próximo por seguir um proceder obediente para com Deus. A associação de tais pessoas, a quem Jeová abençoa, traz bênçãos para outros. Labão foi abençoado porque Jacó cuidava dos rebanhos dele. (Gên. 30:27,  30) A casa e o campo de Potifar prosperaram graças à supervisão de José. (Gên. 39:5) A presença de dez cidadãos justos poderia ter feito com que Deus poupasse Sodoma. (Gên. 18:32) O servo dedicado de Deus pode trazer a consideração favorável de Deus para com um cônjuge descrente e seus filhos pequenos. (1 Cor. 7:14) Jesus disse que, no tempo da maior tribulação do mundo, “por causa dos escolhidos, aqueles dias serão abreviados”, de outra forma, “nenhuma carne seria salva”. (Mat. 24:21,  22; compare com Isaias 65:8.) Imitar o exemplo dos abençoados por Deus traz ainda maiores bênçãos. (Gál. 3:9; Heb. 13:7; 1 Cor. 11:1; 2 Tes. 3:7) Fazer o bem aos irmãos de Cristo, os “escolhidos” de Deus, traz as bênçãos de Jeová para as “ovelhas”, com a recompensa da vida eterna. — Mat. 25:34,  40,  46.

  • Benevolência
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • BENEVOLÊNCIA

      Veja BENIGNIDADE.

  • Ben-hadade
    Ajuda ao Entendimento da Bíblia
    • BEN-HADADE

      [filho de (o deus) Hadade].

      Nome de três reis da Síria mencionados no registro da Bíblia. Hadade era o deus-tempestade, adorado por toda a Síria e outras regiões circunvizinhas.

      1. O primeiro rei da Síria chamado Ben-Hadade no relato bíblico era filho de Tabrimom, e neto de Heziom. Tinha feito um pacto com o Rei Baasa, de Israel, porém o Rei Asa, de Judá, alarmado quando Baasa começou a fortificar Ramá, a apenas alguns km ao N de Jerusalém, subornou Ben-Hadade para que rompesse seu pacto e atacasse o reino setentrional, destarte forçando Baasa a retirar-se. Em troca dos tesouros reais de Judá e dos do santuário do templo, Ben-Hadade invadiu Israel, atacando e varrendo decisivamente várias cidades do território de Naftali e da região do mar da Galiléia. Conforme esperado, Baasa retirou-se para sua capital, em Tirza. (1 Reis 15:16-21; 2 Crô. 16:1-6) Esta ação se deu em cerca de 962-961 A.E.C. (o “trigésimo sexto ano” em 2 Crônicas 16:1 evidentemente se refere ao trigésimo sexto ano a contar da divisão do reino, em 997 A.E.C.). — Veja ASA.

      Uma estela, conhecida como Estela de Melcart, foi descoberta em 1939, cerca de 6,5 km ao N de Alepo, no norte da Síria, e, embora a inscrição não seja inteiramente legível, é traduzida por W. F. Albright como dizendo: “A estela que Bir-Hadad, filho de Tab-Ramman, filho de Hadyan, rei de Arã, ergueu para seu senhor Milqart, (a estela) que ele prometeu solenemente a ele quando (lit., e) ele deu ouvidos à sua voz.” Bir-Hadade é a forma aramaica de Ben-Hadade e, se o restante da tradução for correta, isto identificaria bem de perto Ben-Hadade I como a Bíblia o apresenta.

      2. A próxima menção de um rei sírio chamado Ben-Hadade ocorre durante o reinado do Rei Acabe, de Israel (c. 940-919 A.E.C.). Evidentemente por volta do quinto ano antes da morte de Acabe (c. 923 A.E.C.), “Ben-Hadade, rei da Síria” liderou as forças coligadas de 32 reis, evidentemente vassalos, contra Samaria, cercando a cidade e exigindo que o Rei Acabe se rendesse incondicionalmente. (1 Reis 20:1-6) Acabe convocou um conselho dos anciãos do país, que o aconselharam a resistir. Daí, ao passo que as forças sírias se preparavam para um ataque contra a cidade, e Ben-Hadade e os outros reis estavam embebedando-se nos tabernáculos que ergueram, Acabe, seguindo o conselho divino, usou de estratégia para lançar um ataque de surpresa contra o acampamento sírio e teve êxito em desarraigá-los. — 1 Reis 20:7-21.

      Aceitando a teoria de seus conselheiros, de que Jeová era “um Deus de montes”, e que, por conseguinte, os israelitas podiam ser derrotados em terreno plano, no ano seguinte Ben-Hadade liderou seu exército até Afeque, no vale do Esdrelom. As forças sírias tinham sido reorganizadas, os 32 reis sendo substituídos por governadores, como chefes das tropas, evidentemente devido a se considerar que os governadores lutariam mais unida e obedientemente e, talvez, também teriam mais forte incentivo para obterem a promoção a uma posição mais alta do que os reis mais independentes. As teorias religiosas e militares de Ben-Hadade, contudo, resultaram imprestáveis contra as forças israelitas que, embora sobrepujadas grandemente em número, foram avisadas de antemão desse ataque, por um profeta, e tinham o apoio do Rei do universo, Jeová Deus. As forças sírias foram reduzidas a pedaços e Ben-Hadade fugiu para Afeque. Contudo, Acabe permitiu que este inimigo perigoso fosse embora livre, sendo-lhe feita por Ben-Hadade a seguinte promessa: “As cidades que meu pai tomou ao teu pai, eu restituirei; e designarás para ti ruas em Damasco, assim como meu pai designou em Samaria.” — 1 Reis 20:22-34.

      Há considerável diferença de opinião quanto a se este Ben-Hadade é o mesmo rei sírio dos dias de Baasa e de Asa, ou se ele é, ao invés, um filho ou neto daquele rei. Para que Ben-Hadade I (do tempo de Asa) seja o Ben-Hadade dos dias de Acabe e até mesmo de Jeorão (c. 917-905) seria necessário um reinado de cerca de 45 anos, ou mais. Isto, naturalmente, não é impossível.

      No entanto, aqueles que sustentam que o rei sírio dos dias de Acabe devia ser chamado Ben-Hadade II, indicam a promessa feita por Ben-Hadade a Acabe, citada acima. (1 Reis 20:34) À primeira vista, parece que o pai de Ben-Hadade havia tomado cidades de Onri, pai de Acabe, embora não se registre nenhum conflito entre a Síria e Israel durante o reinado de Onri. A única tomada de cidades israelitas pela Síria, que se acha registrada, ocorreu anteriormente, durante a regência de Baasa, e foi feita por Ben-Hadade I, conforme descrita sob o N.° 1, acima. Se esta for a tomada mencionada, então isso faria com que Ben-Hadade I fosse o pai (ou, em vista do uso freqüentemente amplo do termo, possivelmente o avô) do Ben-Hadade (II) do reinado de Acabe. Por outro lado, Baasa não era o “pai” de Acabe, nem seu antepassado. Alguns comentaristas explicariam isso por dizerem que “pai”, neste caso, poderia referir-se a um predecessor real no trono, muito embora não fosse parente consangüíneo, como seria um ancestral de sua linhagem.

      Todavia, ter a promessa de Ben-Hadade a Acabe feito referência a “Samaria” pareceria limitar a captura de cidades israelitas pela Síria ao reinado de Onri, visto que Samaria foi construída por ele e, depois disso, tornou-se a capital de Israel. As “ruas” designadas, pelo que parece, se relacionavam especialmente ao comércio e às relações comerciais entre os dois reinos.

      Sejam quais forem as circunstâncias e o tempo da captura das cidades israelitas, a evidência bíblica parecería indicar um diferente Ben-Hadade como regente no tempo de Acabe, e, por isso, poderia ser mencionado como Ben-Hadade II. Parece que a promessa de Ben-Hadade II de devolver as cidades tomadas de Israel por seu pai não foi inteiramente cumprida, pois, no ano final da regência de Acabe, este rei israelita fez uma aliança com Jeosafá, na vã tentativa de recuperar dos sírios Ramote-Gileade (a E do Jordão). Ben-Hadade II é evidentemente o anônimo “rei da Síria” que ordenou que seus “trinta e dois chefes dos carros” concentrassem seu ataque, naquela batalha, em Acabe. (1 Reis 22:31-37) Deve também ter sido o rei que enviou seu leproso chefe do exército,Naamã, para ser curado por Eliseu, durante o reinado de Jeorão. O rei sírio adorava o deus Rimom (cujo nome forma parte do nome de Tabrimom, pai de Ben-Hadade I), tido por muitos como sendo o mesmo que o deus Hadade. —  2 Reis 5:1-19.

      Apesar do serviço de cura prestado a seu general, Ben-Hadade manteve sua animosidade para com Israel, e enviou grupos invasores a Israel. (2 Reis 6:8; compare com versículo 23.) No entanto, Eliseu, coerentemente, avisou o rei de Israel de antemão sobre o roteiro dos grupos

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