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  • Mordecai
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    • livrasse os judeus. Ele mostrou a Ester a pesada responsabilidade sobre os ombros dela, e orientou-a a implorar o favor e a ajuda do rei. Embora colocasse em perigo sua própria vida, Ester concordou em executar tal plano. — Ester 4:7 a 5:2.

      De forma muito oportuna para Mordecai e os judeus (pois se tratava da própria questão da lealdade de Mordecai ao rei), a atenção do Rei Assuero foi providencialmente dirigida, numa noite de insônia, ao livro oficial de registros do Estado. O rei foi ali lembrado de que Mordecai não tinha sido recompensado pelo bom serviço prestado no passado, o de revelar o sedicioso complô de Bigtã e Teres. Nisso, o rei desejou honrar de forma grandiosa a Mordecai, o que deixou Hamã mortificado, pois recebeu ordens de fazer os arranjos e de anunciar publicamente tal honraria. — Ester 6:1-12.

      Ester teve êxito em apontar Hamã como o responsável pela torpe representação falsa e pela calúnia contra os judeus, e também como um traiçoeiro conspirador contra os interesses do próprio rei. O enraivecido Assuero ordenou a pena de morte para Hamã, e a estaca de mais de 22 m que Hamã tinha erguido para Mordecai se tornou o local onde ele próprio foi enforcado. — Ester 7:1-10.

      Mordecai substituiu então a Hamã como primeiro-ministro, e recebeu o anel de sinete do próprio rei, para a selagem dos documentos de Estado. Ester colocou Mordecai sobre a casa de Hamã, que o rei lhe havia entregue. Daí, Mordecai utilizou a autorização do rei para expedir um contradecreto que fornecia aos judeus o direito legal de se defenderem. Para os judeus, isso era uma luz de libertação e de alegria. Muitos no Império Persa se aliaram aos judeus e, quando chegou 13 de adar, o dia para as leis entrarem em vigor, os judeus estavam preparados. Os altos oficiais os apoiaram por causa da elevada posição de Mordecai. Em Susã, a luta se estendeu até o outro dia. Mais de 75.000 inimigos dos judeus no Império Persa foram destruídos, incluindo os dez filhos de Hamã. (Ester 8:1 a 9:18) Com a confirmação de Ester, Mordecai ordenou a celebração anual da festividade do décimo quarto e décimo quinto dias de adar, os “dias de Purim”, para se regozijarem e banquetearem, e oferecerem presentes uns aos outros, e aos pobres. Os judeus aceitaram tal festividade, e a impuseram a seus descendentes e a todos que se haviam juntado a eles. Como segundo em posição no império, Mordecai continuou sendo respeitado pelos judeus, o povo dedicado de Deus, e trabalhando para o bem-estar deles. — Ester 9:19-22, 27-32; 10:2, 3.

      UM HOMEM DE FÉ

      Mordecai era um homem de fé, como os mencionados pelo apóstolo Paulo em Hebreus, capítulo 11, embora não seja ali citado nominalmente. Demonstrava coragem, firmeza de decisão, integridade e lealdade a Deus, e a seu povo, e seguia o princípio posteriormente expresso por Jesus: “Pagai de volta a César as coisas de César, mas a Deus as coisas de Deus.” (Mat. 22:21) Ele e Ester eram da tribo de Benjamim, a respeito da qual profetizou o patriarca Jacó: “Benjamim continuará a dilacerar como lobo. De manhã comerá o animal apanhado e à noitinha repartirá o despojo.” (Gên. 49:27) A atividade destes benjamitas se deu na noitinha da nação de Israel, depois de seus reis não mais ocuparem o trono, e de terem ficado sob o domínio gentio. É possível que Mordecai e Ester tenham tido o privilégio de destruir o último dos odiados amalequitas. O interesse de Mordecai no bem-estar de seus concidadãos indica que tinha fé de que, dentre os filhos de Israel, viria o descendente de Abraão que abençoaria todas as famílias da terra. — Gên. 12:2; 22:18.

  • Mordomo
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    • MORDOMO

      [Heb., sokhén; gr., oikonómos, ecônomo].

      Alguém colocado como encarregado da casa ou de certos bens que pertencem a outrem. Um mordomo ou ecônomo poderia ser um homem livre ou um escravo de confiança. O ‘mordomo injusto’ a quem Jesus se referiu em uma de suas ilustrações parece ter sido representado como um homem livre. (Luc. 16:1, 2, 4) Os reis, e muitas outras pessoas de posse ou de categoria, possuíam um mordomo, e os homens poderiam variar quanto ao grau de autoridade que concediam a seus mordomos. A palavra grega epítropos, “encarregado”, tem um significado intimamente relacionado, uma vez que o mordomo amiúde tinha supervisão da casa, bem como dos outros servos e da propriedade, e, às vezes, até mesmo das transações comerciais. — Gál. 4:1-3; Luc. 16:1-3.

      As responsabilidades e os deveres administrativos dum mordomo descrevem apropriadamente o ministério que foi confiado por Jeová Deus ao cristão. Jesus descreve seu conjunto de fiéis ungidos na terra como o “escravo fiel e discreto”, mas, como escravo, eles também atuam como um mordomo dele, tendo- lhes confiado, nestes “últimos dias”, “todos os seus bens”, incluindo a pregação destas “boas novas do reino” em toda a terra, e o ensino daqueles desejosos de ouvir. (Mat. 24:14, 45; Luc. 12:42-44) Os superintendentes na congregação cristã são “mordomos” e exige-se deles estrita fidelidade. (Tito 1:7; 1 Cor. 4:1, 2) A Paulo, como apóstolo, especialmente como o apóstolo aos gentios, foi confiada uma mordomia ou supervisão especial. (1 Cor. 9: 17; Efé. 3:1,  2) Pedro indica a todos os cristãos, sejam eles superintendentes ou não, que são mordomos da benignidade imerecida de Deus, expressa de vários modos, e mostra que cada um deles possui uma esfera ou um lugar no arranjo de Deus, em que pode executar uma mordomia ou supervisão fiel. — 1 Ped. 4:10.

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