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  • Um livro de impacto sem igual
    A Sentinela — 1977 | 15 de novembro
    • Um livro de impacto sem igual

      EXISTE um livro de ambiente oriental, escrito por orienteis, o qual, sem dúvida, tem tido maior impacto na humanidade do que qualquer outro livro. Tem sido traduzido, inteiro ou em partes, em mais de 1.600 idiomas. E há mais este fato bem notável: Foi por causa deste livro que muitas pessoas e até mesmo nações inteiras aprenderam a ler! Idiomas que antes não possuíam escrita a possuem agora só porque este livro foi traduzido para estas línguas específicas. Este livro extraordinário é a Bíblia.

      É simplesmente espantoso que a Bíblia tenha encontrado aceitação entre muitos milhões de pessoas de toda raça e nação. Vivemos agora no século vinte, muitas centenas de anos afastados dos eventos narrados nas Escrituras Sagradas. Para a maioria dos leitores, o ambiente da Bíblia também é geograficamente remoto. Contudo, as Escrituras têm agradado ao coração das pessoas dum modo como nenhum outro escrito o fez.

      Charles D. Eldridge, em Contribuições do Cristianismo Para a Civilização (em inglês), fez a seguinte observação sobre este ponto: “Os livros escritos num país raras vezes se tornam populares em outros países; são como as árvores que não podem suportar a tensão do transplante; embora publicados com aceitação, sob condições favoráveis, em uma nação, raramente sobrevivem às condições mudadas da vida social, educacional, política e religiosa em outras nações. Isso não se dá com a Bíblia: ela tem sido transplantada para todo solo debaixo do sol, sem sofrer perda séria de vigor e encanto.”

      Um motivo básico pelo qual a Bíblia agrada a todas as tribos, nações e raças é que apresenta a vida de modo realístico, com suas alegrias e suas tristezas, seus triunfos e seus fracassos, seus progressos e seus reveses, seu amor e seu ódio. T. H. Darlow, na introdução de O Maior livro do Mundo (em inglês), expressou-o do seguinte modo: “Há um único Livro, e apenas um só que abrange todas as alturas e profundezas da natureza humana. A Bíblia pertence a essas coisas elementares — tais como o céu, o vento e o mar, tais como o pão e o vinho, como os beijos de criancinhas e as lágrimas vertidas à beira da sepultura — que nunca ficam velhas ou antiquadas, porque são a herança comum da humanidade.”

      O impacto causado pela Bíblia na erudição e na literatura causa espanto à imaginação. Tome, por exemplo, o mundo de língua inglesa, que inclui uns 358 milhões de pessoas. Escreve John R. Green, em Uma Breve História do Povo Inglês: “Toda a literatura em prosa, da Inglaterra, salvo os tratados esquecidos de Wiclif, desenvolveu-se desde a tradução das Escrituras por Tindale e Coverdale. No que se referia à nação em geral, na língua inglesa não existia nenhuma história, nenhum romance, quase nenhuma poesia, exceto o pouco conhecido verso de Chaucer, quando se mandou que a Bíblia fosse posta nas igrejas.” O dramaturgo e poeta inglês William Shakespeare obteve da Bíblia grande parte da inspiração para as suas obras. Disse-se que “nenhum escritor assimilou as idéias e reproduziu as palavras da Escritura Sagrada mais copiosamente do que Shakespeare”. De modo similar, para o poeta inglês Shelley, a Bíblia foi o livro principal na sua limitada biblioteca.

      Em anos mais recentes, o novelista inglês Hall Caine admitiu: “Quaisquer que sejam as fortes situações nos meus livros, elas não são criações minhas, mas são tiradas da Bíblia. ‘O Juiz’ é a história do Filho Pródigo, ‘O Serviçal’ é a história de Esaú e Jacó, ‘O Bode Expiatório’ é a história de Eli e seus filhos, . . . e ‘O Manquês’ é a história de Davi e Urias.”

      O humorista e redator estadunidense Thomas L. Masson disse a respeito do impacto da Bíblia na literatura: “É o alicerce granítico de toda a nossa literatura, e, portanto, se quiser saber alguma coisa, é na Bíblia que terá de encontrá-la. . . . Ela é grande demais para os sistemas, abrange o próprio homem e todos os seus pensamentos. Na realidade, é uma grande galeria de magníficos retratos humanos.”

      Por isso, é bem apropriado que a edição de 1971 da Encyclopœdia Britannica descreva a Bíblia como constituindo “provavelmente a coleção mais influente de livros na história humana”. Lemos adicionalmente: “Não importa o que se pense do conteúdo da Bíblia, o papel dela no desenvolvimento da cultura ocidental e na evolução de muitas culturas orientais torna pelo menos certa familiaridade com a sua literatura e a sua história o distintivo indispensável do homem instruído, no mundo de língua inglesa.”

      Não somente grandes obras literárias, na língua inglesa, foram influenciadas pela Bíblia, mas também os grandes escritos na maioria dos outros países ocidentais. Um caso pertinente é a literatura alemã. O poeta lírico e literato Heinrich Heine sentiu-se induzido a dizer: “Todas as expressões e todos os idiotismos encontrados na Bíblia de Lutero são alemães. O escritor precisa continuar a usá-los. E, visto que este livro se encontra nas mãos das pessoas mais pobres, não precisam ser excecionalmente eruditas para poder expressar-se em forma literária.” Muitos provérbios alemães são tirados da Bíblia, e a tradução das Escrituras por Lutero proveu a base para o alemão literário.

      Os comentários de duas famosas figuras literárias alemãs, Johann Wolfgang von Goethe e Heinrich Heine, sobre o efeito da Bíblia na sua obra, são especialmente dignos de nota. Goethe disse a respeito de sua carreira: “É a crença na Bíblia, fruto de profunda meditação, que me tem servido de guia na minha vida moral e literária. — Verifiquei ser isso um capital investido com segurança e que produz abundantemente juros.” Num comentário de teor similar, Heine declarou: “Devo meu esclarecimento simplesmente à leitura dum livro. Um livro? Sim, e é um simples livro antigo, modesto como a própria natureza, e tão natural assim; um livro que se apresenta tão eficaz e despretensioso como o sol que nos acalenta, como o pão que nos nutre; um livro que olha para nós de modo tão triste e afetuoso como uma idosa vovó a qual também o lê diariamente, com lábios amorosos e trêmulos, e com os óculos sobre o nariz. — E o nome deste livro bem corriqueiramente é o livro, a Bíblia.”

      Como é que cerca de quarenta homens, vivendo durante um período de aproximadamente 1.600 anos, puderam produzir tal livro, uma obra que tem continuado a ser fonte de inspiração durante muitos séculos depois de ter sido terminado, e continua a ser tal? Nenhum de seus escritores atribuiu a si mesmo o mérito disso. Seu objetivo era transmitir, não a sua própria mensagem, mas a de Jeová Deus, a Fonte de sua inspiração. O salmista Davi declarou: “Foi o espírito de Jeová que falou por meu intermédio, e a sua palavra estava na minha língua.” (2 Sam. 23:2) Não é esta expressão corroborada pela natureza extraordinária da Bíblia? Portanto, não merece este livro a maior de nossas atenções?

  • De brigão das ruas para ministro cristão
    A Sentinela — 1977 | 15 de novembro
    • De brigão das ruas para ministro cristão

      Conforme narrado por Harry S. Yoshikawa

      NOSSOS vizinhos, na pequena localidade onde me criei, no Havaí, há quase cinqüenta anos, eram apostadores, lutadores e ladrões. Meu pai era rude e robusto pescador — perito nas artes marciais.

      Papai ensinara a meu irmão e a mim já em tenra idade a nos defendermos. Participamos em competições de artes marciais, e usualmente vencíamos ou ganhávamos o segundo lugar. Quando eu tinha treze anos de idade, fomos ao Japão, por seis meses, onde recebemos treinamento adicional nas artes marciais. Aprendi também o pugilismo com um ex-campeão de peso médio do Havaí.

      Brigar tornou-se minha atividade semanal. Meu apelido era Nanico, o Brigão, e eu não era nanico. Os amigos costumavam apanhar-me lá pela meia-noite, só para lutar com alguém em Honolulu ou em Waikiki.

      Em 1944, alistei-me no exército e fui enviado para a Europa. Travava-se a segunda guerra mundial, e era algo terrível de se ver. Quando acabou, formei um conjunto musical chamado de “Xepeiros de Praia”, e também um time pugilístico, havaiano. Percorremos a Europa, divertindo tanto as tropas como os civis. Fizemos gravações, bem como transmissões pelo rádio.

      DOIS JOVENS DE QUE SEMPRE ME LEMBRAREI

      Foi durante a guerra, na Bélgica, no começo de 1945, que ouvi pela primeira vez algo que, com o passar do tempo, veio a significar muito para mim. Eu era primeiro-sargento, e cada semana vinha ao meu escritório um jovem de uns dezoito anos. Ele me falava sobre como Deus estabelecerá um governo que trará paz à terra. Quando lhe perguntei por que não se alistara, ele disse que já estava num exército — no de Cristo. Para mim, esta foi uma resposta intrigante.

      Depois de voltar do teatro de guerra na

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