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  • “Esta é a terra” da palavra da verdade
    A Sentinela — 1969 | 15 de março
    • “Esta é a terra” da Palavra da verdade

      “Jeová prosseguiu, dizendo-lhe: ‘Esta é a terra de que jurei a Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: “Dá-la-ei à tua descendência.” Eu te fiz vê-la com os teus próprios olhos.’” — Deu. 34:4.

      1. De que interesse é para nós a geografia?

      VISTO que foi abençoado com vida, nesta terra maravilhosa em que o homem reside, talvez esteja interessado na geografia, pelo menos até certo ponto, pois os homens se interessam no seu lar. A geografia é uma ciência realmente fascinante, descritiva da terra e da vida nela. Trata especialmente da descrição da superfície da terra e das regiões ocupadas pela água, os mares e outros corpos de água. Estuda o ar, a distribuição da vida vegetal, animal e humana, bem como os recursos naturais da terra, e, também, em certo grau, as indústrias do homem e os registros dos diversos elementos e da sua relação mútua entre si.

      2. Explique duas maneiras de se familiarizar com as regiões da terra.

      2 Ao tomar em consideração a terra, naturalmente, pode ver na realidade muitas das suas particularidades. Acham-se também disponíveis mapas que oferecem consideráveis pormenores. Portanto, não precisa visitar cada parte da terra para aprender alguma coisa sobre ela, mas, pode verificar fisicamente o que aprendeu do estudo por realmente visitar e conhecer as diversas regiões da terra. Tudo isso resulta no que se poderia chamar de boa aula de geografia, num estudo pessoal de primeira mão, da ciência da terra e de suas particularidades.

      3. Que “aula de geografia” incomum proveu o verão de 1967?

      3 Chegam-se a conhecer também partes da terra através das notícias vinculadas com eventos correntes. Durante os meados de 1967, a atenção do mundo concentrou-se numa pequena parte do globo terrestre, imediatamente ao leste do Mar Mediterrâneo. Em junho daquele ano travou-se uma guerra curta, violenta, e os canais de notícias do mundo publicaram relatos pormenorizados do conflito e o território em que ocorria. Estes relatos impressos incluíam mapas, gráficos, gravuras, fotografias e desenhos, indicando aos leitores as particularidades físicas da região, o que foi deveras uma aula de geografia sobre aquela parte da terra, habilitando as pessoas a ter uma compreensão melhor daquela região do que antes destes relatos publicados.

      4, 5. (a) Nos relatos sobre a guerra de 1967 entre israelenses e árabes, como se demonstrou a peculiaridade do campo de batalha? (b) De que interesse maior é isto para nós?

      4 As notícias sobre este conflito entre israelenses e árabes, que irrompeu numa guerra em 5 de junho de 1967, incluíam uma particularidade que não se aplica a mais nenhuma parte da terra. Faziam inúmeras referências a fatos que se aplicam exclusiva e caracteristicamente a esta região. Isto é muito significativo. Confirma o fato de que esta terra era o local de eventos passados, da maior importância, que lhe interessam. Queira notar alguns dos pontos salientados nas notícias

      5 Jerusalém foi chamada de “cidade histórica”, “reverenciada pelos cristãos por ter sido o local de muitos grandes eventos na vida de Jesus”. Fêz-se menção de “antigas estradas bíblicas entre (Tel-Aviv) e Jerusalém”, de “lugares santos, cristãos”, do Monte das Oliveiras, do local do templo do Rei Salomão, de Belém, como lugar de nascimento de Jesus, de “Damasco . . . fundada por Uz, filho de Arã . . . que já no tempo de Abraão era cidade . . . . Paulo foi convertido ao cristianismo em caminho para a cidade”.

      6. Cite fatos adicionais que salientam a história desta região da terra.

      6 Salientando a natureza histórica do campo de batalha, noticiou-se que certo rabino judeu disse emocionado: “Estamos agora realizando os sonhos dos judeus durante dois mil anos! Estamos entrando na era messiânica.” Nas notícias sobre a guerra, a região foi chamada de “terra de Canaã, que os árabes chamam pelo seu nome romano, Palestina, e os judeus chamam de Israel”, e os combatentes, de “descendentes de Isaque e descendentes de Ismael”. “Judeus e árabes têm uma associação histórica que remonta a 3.500 anos, ambos sendo povos semíticos. Os judeus derivam a sua descendência de Abraão, através de seu filho Isaque e seu neto Jacó. Os árabes também afirmam ser descendentes de Abraão, através de outro filho, Ismael.’

      7, 8. (a) Relacionados com um mapa publicado junto com um comunicado de guerra, que pontos de interesse foram salientados? (b) Faça ligações diretas, adicionais, entre eventos modernos e a história bíblica.

      7 Relacionado com um mapa publicado junto com um comunicado de guerra: “O mapa . . . demonstra, num relance, a amplitude da vitória israelense. Israel ocupa agora posições estratégicas que tornam suas fronteiras muito mais defensíveis do que no passado — a Cidade Velha de Jerusalém e as colinas da Judéia; as colinas samaritanas do Jordão; as colinas de Golã da Síria; a Planície de Gaza; posições que dominam o Estreito de Tiran e os principais entroncamentos de comunicação em Sinai, que se estendem até a própria margem oriental do Canal de Suez.”

      8 O Muro das Lamentações, o Monte das Oliveiras, o Monte Scopus, o Vale de Jeosafá, Tiberíades, o Mar da Galiléia, os outeiros sírios acima das águas onde Pedro pescava, o Monte das Beatitudes, o local dos milagres dos pães e dos peixes, o monte Hermom, todos estes estavam incluídos na geografia da guerra, e, o que impressiona: “Foi nesta terra cruel e linda, há 2.000 anos, que a paz e a misericórdia foram pela primeira vez pregadas por um judeu de Nazaré, como doutrina universal.”

      9. Que diz a Palavra do Criador sobre esta parte específica da terra?

      9 Aquele que fez a terra, Jeová, o Criador, providenciou as coisas de tal maneira que nesta parte específica da terra, numa região relativamente pequena, ocorressem eventos de grande importância para sua pessoa, leitor. É a esta parte da terra que se refere Deuteronômio 34:1-4: “Moisés passou então a subir das planícies desérticas de Moabe ao monte Nebo ao cume do Pisga, que defronta com Jericó. E Jeová foi mostrarlhe todo o país, Gileade até Dã, e todo Naftali, e a terra de Efraim e Manassés, e toda a terra de Judá, até o mar ocidental, e o Negebe e o Distrito, o vale plano de Jericó, a cidade das palmeiras, até Zoar. E Jeová prosseguiu, dizendo-lhe: ‘Esta é a terra de que jurei a Abraão, Isaque e Jacó, dizendo: “Dá-la-ei à tua descendência.” Eu te fiz vê-la com os teus próprios olhos, visto que não passarás para lá.”’

      10. (a) À base da descrição adicional da terra dada em Josué 1:4 e Gênesis 15:18-21, indique no mapa publicado aqui as regiões incluídas e as fronteiras. (b) Portanto, quando Jeová disse a Moisés: “Esta é a terra”, a que se referiu Ele?

      10 Uma descrição adicional desta terra é a seguinte: “Vosso território virá a ser desde o ermo e este Líbano até o grande rio, o rio Eufrates, isto é, toda a terra dos hititas, e até o Grande Mar, na direção do pôr do sol.” (Jos. 1:4) Quando mostrou a terra a Moisés, Jeová referiu-se à sua promessa feita a Abraão, e foi a Abraão que Jeová fez esta descrição da terra: “Naquele dia Jeová concluiu um pacto com Abrão [Abraão], dizendo: ‘A tua descendência hei de dar esta terra, desde o rio do Egito até o grande rio, o rio Eufrates: os queneus, e os quenizeus, e os cadmoneus, e os hititas, e os perizeus, e os refains, e os amorreus, e os cananeus, e os girgaseus, e os jebuseus.’” (Gên. 15:18-21) Moisés estava interessado em toda esta terra. Desejava muito ir para a parte setentrional da terra da promessa, à região dos montes do Líbano, mas Deus não lhe permitiu isso. Em vez disso, Deus, por fim, lhe mostrou a terra dum ponto de observação no cume do Pisga, no monte Nebo. (Deu. 3:23-28) Portanto, conforme pode ver, tratava-se dum território muito específico e definitivamente descrito, que Deus havia selecionado para o seu propósito; e Jeová Deus deu esta terra deleitosa de presente ao seu povo pactuado, os israelitas. Esta maravilhosa Terra da Promessa foi o cenário para muitos dos eventos registrados na Palavra de Deus, a Bíblia, e foi, na maior parte, o lugar em que se registrou a Palavra da verdade. Portanto, a Terra da Promessa, de que Jeová disse: “Esta é a terra”, é a terra da Palavra da verdade, a terra da Bíblia, a terra do livro que é hoje o livro religioso dos cristãos.

      11. Que apoio dá a terra à Palavra?

      11 A terra da Palavra da verdade demonstra que é inteiramente razoável confiar na Palavra. A terra apóia a Palavra. Há os que põem em dúvida a existência de lugares mencionados pela Bíblia e eles questionam os eventos que a Bíblia diz que ocorreram. Não podemos duvidar do fato da existência da Bíblia, porque temos o livro das Escrituras Sagradas, mas, tais pessoas negam a exatidão da Bíblia. Hão de tentar negar a existência da terra? Dificilmente; a terra está ali!

      12. Apresente razões por que os cristãos hoje em dia estão especialmente interessados nesta terra.

      12 Nós e qualquer outro podemos hoje ver a terra e o que há nela. A descrição da Terra da Promessa, contida na Bíblia, não é vaga, mas, ao contrário, as descrições fornecem nomes específicos e lugares específicos. Os cristãos devem interessar-se nestes pormenores, porque fazem parte da Palavra da verdade. Josué, o servo de Jeová, disse na sua despedida: “Hoje estou indo no caminho de toda a terra, e vós bem sabeis, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, que não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, vosso Deus, vos falou. Todas elas se cumpriram para convosco. Nem uma única palavra delas falhou.” (Jos. 23:14) Josué, na sua despedida, fez referência à boa terra que ‘Jeová vos deu.’ Os cristãos confiam na Palavra da verdade, e nisso são ajudados e fortalecidos pelo seu conhecimento da terra da Palavra da verdade.

      13, 14. (a) Foram sempre bem compreendidas as referências geográficas da Bíblia? (b) Que disse Martinho Lutero sobre isso? (c) Quão recentes são os mapas científicos das terras bíblicas? (d) Até que ponto podemos chegar a conhecer o território bíblico?

      13 As muitas particularidades mencionadas na descrição da terra mostram a extensão da região da Terra da Promessa. Mencionam-se o rio Eufrates, o Mediterrâneo ou Mar Ocidental, o rio do Egito, os montes do Líbano e outros pontos geográficos. Sabe onde se encontram tais lugares? A Terra da Promessa acha-se na extremidade oriental do Mar Mediterrâneo e se estende desde a costa para o leste. Pode ser encontrada ali, agora, em qualquer mapa do mundo.

      14 As referências geográficas da Bíblia não foram bem entendidas, até o século passado. O erudito bíblico, Martinho Lutero, que viveu de 1483 a 1546, foi citado como dizendo: “Seria também bom conhecer a localização das terras (bíblicas) na relação de uma para com a outra, para que as palavras e os nomes estranhos, desconhecidos, não tornassem a leitura desagradável e a compreensão complicada e difícil.” Aparentemente, o primeiro mapa das terras bíblicas, considerado realmente científico, foi publicado por volta de 1880. Hoje em dia, não há razão por que não se possa familiarizar bem com a Terra da Promessa. A compreensão da terra, agora disponível, ajudá-lo-á a compreender a própria Bíblia. Esta terra, o cenário dos eventos da Palavra da verdade, é real e não mítica. É uma terra que pode visitar hoje em dia.

      15. (a) Que duas dádivas, incluídas nas que Jeová deu ao homem, temos ainda presentes para o nosso benefício? (b) De que proveito são para nós?

      15 A própria Bíblia, a Palavra da verdade, constitui uma valiosíssima dádiva de Jeová, uma dádiva feita não só aos israelitas, mas a todos os crentes interessados. Estas duas grandes dádivas, a terra e a Palavra de Deus, ainda estão presentes conosco. Nenhuma delas pode ser obliterada. A Palavra nos diz que devemos prestar atenção à terra. Esta terra da Palestina, a antiga terra da adoração de Jeová, significa mais para os cristãos do que para outras pessoas. O amplo uso, pela Bíblia, de locais específicos tornam a terra e os locais importantes para nós. Embora as particularidades da superfície da terra tenham mudado durante os séculos, a terra ainda existe, e o uso que faz dela para localizar eventos salienta a veracidade do relato bíblico e lhe faz viver a Palavra da verdade.

      16. Até que ponto relacionamos eventos com locais?

      16 É natural e correto que relacione eventos mencionados na Bíblia com o local, quando este é indicado no relato. Conhecendo-se o ambiente, aumenta o interêsse no evento e se avalia mais plenamente o significado. Há muitas razões por que nos devemos familiarizar com a própria terra, para sabermos ao máximo possível a que se referia Jeová quando disse ao seu servo Moisés: “Esta é a terra.”

      PEQUENO PALCO PARA ENORMES EVENTOS

      17. Que descrição paradísica se aplicava antigamente a esta terra?

      17 “Jeová, teu Deus, te introduz numa terra boa, uma terra de vales de torrente de água, de fontes e de águas de profundeza surgindo no vale plano e na região montanhosa, uma terra de trigo e de cevada, e de videiras, e de figos, e de romãs, uma terra de azeite e de mel, uma terra em que não comerás pão com escassez, em que não carecerás de nada, uma terra cujas pedras são ferro e de cujas montanhas extrairás o cobre. Quando tiveres comido e te tiveres fartado, então terás de bendizer a Jeová, teu Deus, pela boa terra que te deu.” (Deu. 8:7-10) A terra é assim descrita na Bíblia como sendo naquele tempo um verdadeiro paraíso. A terra antiga serve de modelo para a terra sob o reinado do reino celestial de Jeová, por meio de Cristo Jesus, um paraíso.

      18. Usando o mapa na página 171, descreva adicionalmente a Terra da Promessa.

      18 A área da antiga Terra da Promessa se determina pelas descrições que já se apresentaram aqui, e também pela encontrada em Números 34:1-12. Não vamos apresentar o texto aqui, mas recomendamos que o leia no seu exemplar da Bíblia. No mapa publicado aqui verá a extensão desta terra que constitui o pequeno palco para os eventos importantes encenados nele. Estritamente falado, tinha apenas cerca de 56 quilômetros de largura de leste a oeste e 480 quilômetros de comprimento, na direção geral de norte a sul. Na realidade, apenas uns 240 quilômetros estavam povoados, equivalendo a uma área de cerca de 15.500 quilômetros quadrados. Isto foi nos dias do poder do reino sob Salomão: “Pois mantinha tudo em sujeição deste lado do Rio, desde Tifsa até Gaza, sim todos os reis deste lado do Rio; e a própria paz veio a ser sua em cada região dele, em toda a volta. E Judá e Israel continuaram a morar em segurança, cada um debaixo da sua própria videira e debaixo da sua própria figueira, desde Dã até Berseba, todos os dias de Salomão.” — 1 Reis 4:24, 25.

      19. Que proporções assumiu o palco de dramas bíblicos?

      19 Além disso, os israelitas estabeleceram-se ao leste do Jordão, numa área bastante grande, e isto, em adição à área acima descrita como estando debaixo de Salomão, significa um total de cerca de 25.900 quilômetros quadrados. De modo que este era o tamanho do palco para eventos dramáticos.

      20. Especifique as características geográficas gerais da terra ao longo do Mar Mediterrâneo, recorrendo ao mapa na página 173.

      20 A variedade e os extremos encontrados nesta região geográfica podem ser facilmente visualizados e será de ajuda para nós se fizermos isso. A Terra da Promessa tem algumas características gerais que são bastante fáceis de lembrar. A terra realmente ocupada pelos judeus estendia-se desde os montes do Líbano, mostrados no mapa como estando ao norte, até o ermo no sul, o Negebe. Ao longo do Mar Ocidental ou Grande Mar, agora conhecido como Mediterrâneo, que constitui o limite ocidental da Terra da Promessa, há uma série de planícies, sendo que a região das planícies se estende ao longo do litoral, passando por Cesaréia e Sarom.

      21. Em direção ao leste, qual é a próxima característica?

      21 Ao leste dali, entre o litoral e as montanhas, há a Sefelá (“Terra Baixa”) ou região de colinas. No mapa pode ver a Sefelá em direção ao sul, acima do Negebe. Nesta região colinosa, a Sefelá, pode ver no mapa a cidade de Laquis, mencionada vinte e três vezes na Bíblia.

      22. No mapa, onde se encontram os outros pontos mencionados aqui?

      22 Situadas de modo geral ao leste da Sefelá ou da região de colinas encontram-se as montanhas de Samaria e de Judá. Elas incluem o território onde está situada Jerusalém. No mapa verá Jerusalém, também chamada Sião, ao oeste da extremidade setentrional do Mar Morto, e verá também o Monte das Oliveiras e Betânia. Ao norte dali acham-se as montanhas de Samaria, incluindo o monte Gerizim. Ali se encontra a Fonte de Jacó, a aldeia de Sicar e também a cidade de Samaria. Esta região se encontrava no território das dez tribos de Israel, após a divisão da nação de Israel em duas partes.

      23. Indique, no mapa, o Vale Fendido e relacione os locais mencionados aqui.

      23 Olhe para a direita de Jerusalém e para o norte, isto é, para o nordeste de Jerusalém, e verá a cidade de Jericó. Jericó se encontra no lado ocidental da particularidade geográfica que vem a seguir em importância na Terra da Promessa. Esta particularidade geográfica destacada é o grande Vale Fendido, que vai do norte ao sul, desde as montanhas do norte, e inclui o vale do Jordão o rio Jordão, o Mar da Galiléia, o Mar salgado ou Mar Morto e se estende até o Arabá e o Mar Vermelho.

      24. Onde estava Moisés parado para observar a terra?

      24 Daí, ao leste do rio Jordão e ao leste do Mar Salgado estão as colinas e os planaltos de Moabe. No mapa verá indicado o monte Nebo e Pisga. Nesta posição elevada Moisés estava parado e inspecionava a terra, olhando para o norte, para o oeste e para o sul, podendo olhar através da paisagem até o Mar Mediterrâneo, e ele olhava para a grande região e ouvia as palavras de Jeová dirigidas a ele: “Esta é a terra.”

      25. Usando o mapa, recapitule as cinco particularidades geográficas gerais da terra.

      25 Assim pode observar algumas particularidades gerais da Terra da Promessa: a planície ao longo da costa do Mediterrâneo, a região de colinas ou Sefelá, as montanhas de Samaria e de Judá, onde se acha Jerusalém, o grande Vale Fendido ou do Jordão, incluindo Jericó, e depois as colinas e os planaltos ao leste do rio Jordão, incluindo a terra de Moabe.

      26. Indique no mapa outros locais bíblicos.

      26 Muitas das particularidades físicas mencionadas na Bíblia podem ser encontradas neste mapa ou em outros, inclusive o vale do Cédron, o vale de Hinom, o Arabá, o rio Arnon, o rio Jordão, o Monte das Oliveiras, a planície de Esdrelom, o monte Carmelo, o monte Hermom e o rio Jaboque.

      27. (a) Que fato é importante para nós? (b) Por que é de importância? (c) O que derrota agora a certo criticismo?

      27 Agora, isto é importante para nós: em cada uma destas regiões existe uma abundância de evidência arqueológica descoberta apoiando a Bíblia, que envolve lugares mencionados na Palavra da verdade. Por que é isto tão importante? Por causa do fato de que, embora haja muitos lugares, mencionados na Bíblia, que já são conhecidos e foram localizados por séculos, há muitos outros lugares que as Escrituras mencionam, mas cuja localização não se tornou conhecida durante os anos; e os críticos da Palavra de Deus disseram, realmente, que, visto se desconhecerem as localizações de tais lugares, segue-se que os relatos bíblicos não são verdadeiros e que as Escrituras, portanto, não são dignas de confiança. Os fatos que dão apoio arqueológico provam algo essencial para nós neste respeito. Provam que, quando pessoas afirmam que certos lugares mencionados na Palavra de Deus nunca existiram, as pessoas que fazem tais afirmações estão erradas. O “criticismo cético” da Bíblia, à base da não-identificação de locais bíblicos, surgiu especialmente a partir do século dezoito. Expresso na linguagem de uma autoridade arqueológica, William Foxwell Albright: “As narrativas patriarcais de Gênesis e a tradição mosaica dos livros seguintes do Pentateuco foram desacreditados pelo alto criticismo moderno . . . Alguns tratam Moisés como figura lendária.” Este criticismo foi caracterizado como “atitude supercrítica antes prevalecente”, mas que agora é derrotado pelos fatos das descobertas mais recentes na Terra da Promessa.

      28, 29. De que vantagem é a terra para aquele que busca a verdade?

      28 Portanto, a situação é que temos a terra diante de nós; podemos visitá-la. As particularidades geográficas da superfície da terra são em si mesmas claras e evidentes, e podem ser identificadas até mesmo pelo visitante casual como sendo as mencionadas na Palavra da Deus. Todavia, com respeito aos povos e aos lugares que até agora tem sido identificados pela própria Bíblia, os críticos que se opõem à Palavra de Deus e que procuram desacreditá-la afirmaram que tais pessoas e lugares são fictícios, e, portanto, em vista disso, que o relato bíblico é mito, indigno de confiança, e que não deve ser tomado como guia seguro.

      29 Já dissemos que os fatos que dão apoio arqueológico provam que tais críticos da Bíblia estão errados. Não está interessado em conhecer pelo menos algumas destas descobertas arqueológicas que confirmam a Bíblia? O artigo que segue trata de algumas delas.

  • A arqueologia e a terra apóiam a palavra da verdade
    A Sentinela — 1969 | 15 de março
    • A arqueologia e a terra apóiam a Palavra da verdade

      “Vós bem sabeis, de todo o vosso coração e de toda a vossa alma, que não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, vosso Deus, vos falou. Todas elas se cumpriram para convosco. Nem uma única palavra delas falhou.” — Jos. 23:14.

      1. A quem foram dadas as dádivas da terra e da Palavra feitas por Jeová?

      A Terra da Promessa, que Jeová Deus deu ao seu povo Israel, apóia e confirma a sua Palavra da verdade, a Bíblia, a qual ele deu como dádiva inestimável, não só aos israelitas, mas a todos os que querem adorá-lo. A Palavra refere-se à terra; a terra apóia a Palavra e especialmente vence o mau criticismo bíblico com os bons fatos da arqueologia. Achamos que estará interessado em alguns destes fatos e nos comentários relativos a eles, feitos por autoridades no campo da arqueologia.

      2, 3. Apresente a opinião de peritos no sentido de que o mau criticismo bíblico foi vencido pelo que de bom provém da arqueologia.

      2 “É perfeitamente verídico dizer-se que a arqueologia bíblica tem contribuído muito para corrigir a impressão vigente no fim do século passado e em princípios deste século, de que a história bíblica era em muitos lugares de fidedignidade duvidosa.” Assim declara J. A. Thompson em The Bible and Archaeology (A Bíblia e a Arqueologia).

      3 “Na Palestina são postos a descoberto lugares e cidades muitas vêzes mencionados na Bíblia. Apresentam-se exatamente como a Bíblia os descreve e no lugar exato em que a Bíblia os situa.” Este é o conceito de Werner Keller, em E a Bíblia Tinha Razão . . ., na introdução, e ele prossegue: “Convenci-me . . . de que a Bíblia tinha razão!”

      4. Há evidência, além da Bíblia, a respeito do grande dilúvio?

      4 Sabia que o relato bíblico sobre a grande inundação, o Dilúvio, tem sido posto em dúvida? Tem sido ridiculizado por alguns críticos da Bíblia, os quais assim desonraram a Deus e a Cristo Jesus, prejudicando aqueles que conseguiram influenciar. No entanto, escavações arqueológicas têm sido interpretadas como confirmando o relato bíblico sobre o Dilúvio, contido no capítulo sete do livro de Gênesis. Há apoio arqueológico para a veracidade do relato bíblico sobre a “torre com o seu topo nos céus”. — Gên. 11:3, 4.

      5. Indique no mapa os locais agora determinados, conforme alistados aqui.

      5 Lugares mencionados nos capítulos dez e onze do relato de Gênesis, cuja existência e situação são confirmadas pelos relatos da arqueologia, incluem os locais de Calá, Ereque, Ur dos Caldeus, Harã, todas elas cidades; e as pessoas do capítulo onze de Gênesis, a saber, Pelegue, Serugue, Naor, Tera e Harã, são mencionados em escritos cuneiformes encontrados nas ruínas do palácio de Mari. Os antigos locais de Siquém e das fontes em Berseba são igualmente indicados.

      6. Declare os fatos confirmados quanto a Jericó, e localize o seu lugar num dos nossos mapas.

      6 A destruição da antiga cidade de Jericó, situada do lado ocidental do grande Vale Fendido, é mencionada em Josué 6:20, 24, mostrando a queda milagrosa dos muros de Jericó e a derrubada da cidade pelos hebreus sob Josué. Enquanto não havia disponível nenhuma confirmação arqueológica do relato bíblico, questionava-se loquazmente a veracidade dela. Isto não é mais possível. A arqueologia confirma o relato bíblico sobre a destruição da cidade. As escavações em Jericó começaram em 1930. Os escavadores descobriram que as muralhas duplas que cercavam a cidade haviam caído encosta abaixo como se tivessem sido derrubadas por um terremoto ou por outra força invisível. Haviam-se construído casas sobre vigas que ligavam o alto das duas muralhas, e, em um setor, parte da muralha ainda estava de pé e pode ter sido o lugar onde a casa de Raabe foi preservada durante a catástrofe bíblica. Os escavadores encontraram evidência dum fogo intenso. A cidade fora queimada. Não se tratava dum incêndio comum, porque a camada de cinzas estava extraordinariamente grossa e parecia que se ajuntara todo o combustível disponível para conseguir uma destruição total. A cidade não fora saqueada, nem se fez qualquer reconstrução substancial da cidade até centenas de anos depois, por volta do tempo do Rei Acabe, tempo em que a Bíblia nos diz que foi reconstruída. Atualmente, pode dirigir-se ao Vale Fendido, ao local das escavações das ruínas daquela antiga cidade de Jericó e ver este apoio arqueológico do relato bíblico.

      7. Muitos outros lugares exigem aqui a nossa atenção. Quais são, cada um deles, e onde se encontram no mapa grande?

      7 Como no caso das ruínas de Jericó, também as ruínas de outra cidade tomada pelos israelitas, sob Josué, Hazor, junto com evidências da destruição dela por Josué, estão incluídas nos achados arqueológicos. Evidência documentária, além daquela da Bíblia, mencionando que os israelitas realmente estavam na terra de Canaã, é constituída pelo monumento de Neftoa (Jos. 15:9), que contém tal menção. Na lista dos achados arqueológicos encontram-se os restos de Betel (Juí. 1:22-25), os locais de certas cidades filistéias (Jer. 25:17, 20), as ruínas de Gibeá (1 Sam. 10:20-26), o local de Micmás ainda está ali (1 Sam. 13:5, 23), o lugar onde Davi venceu Golias (1 Sam. 17:2, 3), as ruínas de Bete-Sã e a casa de Astorete (1 Sam. 31:10), Mexido, na baixada setentrional de Jezreel, com as suas grandes estrebarias (1 Reis 9:15), Eziom-Géber, com suas usinas de cobre e seus estaleiros (1 Reis 9:26), o local de Gebal (Eze. 27:9), o baluarte de Mispá (1 Reis 15:16, 22) e os palácios de Samaria, com sua mobília luxuosa de marfim e de outro material. — 1 Reis 22:39.

      8. Conte o relato bíblico sobre o Rei Mesa.

      8 O livro da Palavra da verdade declara em 2 Reis 1:1: “Moabe começou a revoltar-se contra Israel depois da morte de Acabe.” Isto é confirmado em 2 Reis 3:4, 5: “No que se refere a Mesa, rei de Moabe, tornou-se criador de ovelhas, e ele pagou ao rei de Israel cem mil cordeiros e cem mil carneiros não tosquiados. E sucedeu que, assim que Acabe morreu, o rei de Moabe começou a revoltar-se contra o rei de Israel.” O capítulo prossegue narrando a ação tomada pelo Rei Jeorão contra o Rei Mesa de Moabe. Os moabitas foram grandemente humilhados e foram derrotados.

      9. O que contribuiu a arqueologia para o relato de Mesa, em apoio da Bíblia?

      9 A arqueologia apresentou um relato da revolta, escrito pelo Rei Mesa, uma pedra chamada de Pedra Moabita. Inscrita num dialeto um pouco diferente do hebreu bíblico, ela foi erigida pelo Rei Mesa, parcialmente para comemorar a sua revolta. Esta pedra foi encontrada em 1868 dentro do território de Moabe, aproximadamente a meio caminho ao longo do lado oriental do Mar Morto. O rei de Moabe mostrou ser adorador do deus Quemós. Ele menciona no seu relato o nome do Deus de Israel, Jeová. O deus falso, Quemós, não pôde salvar Moabe. O escrito de Mesa, na Pedra Moabita, não pôde encobrir a vitória de Jeová sobre Moabe. Disse Jeremias: “Pereceu o povo de Quemós.” E Sofonias profetizou: “A própria Moabe tornar-se-á como Sodoma e os filhos de Amom como Gomorra.” (Jer. 48:46; Sof. 2:9) Assim foi o caso de Mesa e de seu povo, os moabitas. A Pedra Moabita não só usa o Tetragrama em caracteres hebraico-fenícios, mas menciona quatorze lugares encontrados no registro bíblico. Esta pedra tem estado disponível por muito tempo aos pesquisadores da Bíblia.

      10. Onde jazem as ruínas de Sodoma e Gomorra, e isto segundo que autoridade?

      10 “A própria Moabe tornar-se-á como Sodoma e os filhos de Amom como Gomorra”, declarou Sofonias. Qual foi a sorte de Sodoma e Gomorra, e as cidades vizinhas da baixada? “Hoje podemos dizer com segurança que . . . o enigma da destruição das duas cidades foi solucionado”, declara Werner Keller. A solução é que estas cidades corrutas da baixada jazem em ruínas na região que atualmente está sob a superfície das águas da extremidade meridional do Mar Morto, cujas águas estão num nível mais elevado do que estavam antes da destruição destas cidades. De certo é verdade que, “desde . . . que Israel consolidou sua ocupação da . . . Palestina . . . a tradição bíblica é cada vez mais iluminada por material arqueológico e documentário de toda espécie”. “Em suma, podemos agora novamente tratar a Bíblia, do princípio ao fim, como documento autêntico de história religiosa”, diz o arqueólogo Albright.

      11. Mencione as “maravilhas” aqui alistadas e situe cada uma delas, conforme apresentada nos mapas acompanhantes.

      11 O cumprimento das declarações proféticas de Jeová sobre a destruição de seus inimigos, conforme se achavam concentrados nas diversas cidades do seu tempo, se mostra nas ruínas destas cidades. Tais ruínas são confirmações maravilhosas da exatidão das declarações dos profetas de Deus. Tais “maravilhas”, segundo alistadas por uma autoridade, incluem Tiro, Sídon, Batel, Samaria, Jerusalém, Babilônia e as nações do Egito, de Edom e dos filisteus. Locais que foram cenário de escavações para pesquisas arqueológicas incluem: Hazor, Corazim, Nazaré, Cesaréia, Samaria, Siquém, Silo, Betel, Jericó, Gibeão, Gibeá, Jerusalém, Qumram, BeteZur, Laquis, Debir e Ezion-Géber, e isto de modo algum completa a lista.

      12. O que foram Laquis e Aseca, onde estavam situadas e que apoio dão agora à Palavra de Deus?

      12 No grande mapa publicado neste número, encontrará Laquis, na Sefelá, perto da qual se achava Aseca. Escavaram-se as ruínas de ambas estas cidades. Destas escavações vieram tesouros arqueológicos que estabelecem uma multidão de pormenores em confirmação dos relatos bíblicos. Em 1935, nas ruínas da sala da guarda da casa do Portão Duplo, foram encontrados dezoito cacos de cerâmica com escrita. Estes resultaram ser várias cartas, e a coleção é agora conhecida como as “Cartas de Laquis”. Elas confirmam a menção bíblica de sinais de fogo, em Jeremias 6:1, e Laquis como cidade vizinha de Aseca, mencionada em Jeremias 34:7. Confirmam as Escrituras ao mencionarem Laquis e Aseca como as últimas duas cidades fortificadas que restavam. Confirmam o fato de que Judá desceu ao Egito em busca de ajuda, em violação das ordens de Jeová. Temos nas “Cartas de Laquis” o registro deste posto avançado militar resistindo a Nabucodonosor. Além disso, elas mostram que os judeus, naquele tempo, não tinham objeção a usar o nome de Jeová. As quatro letras hebraicas, o Tetragrama, do nome de Deus, Jeová, estão incluídas nas “Cartas de Laquis”.

      13. (a) Quais são alguns dos lugares encontrados atualmente em Samaria, que apóiam a Bíblia? (b) Que outros pontos pode o viajante ver hoje em dia? Onde estão situados no mapa?

      13 No capítulo oito de Josué, o relato diz que o monte Ebal foi o lugar onde Josué construiu um altar a Jeová, e o povo de Israel, seus anciãos, oficiais, juízes, sacerdotes, levitas, residentes forasteiros e nativos, todos se ajuntaram diante do monte Ebal e diante do monte Gerizim. Leram-se para Israel as bênçãos e as maldições. O monte Gerizim e o monte Ebal existem ali hoje em dia. Poderá visitá-los. Em 1963, centenas de testemunhas de Jeová foram visitar este local geográfico e outros locais na Terra da Promessa, e lá, na parte meridional da terra de Samaria, na vizinhança do monte Gerizim e do monte Ebal, muitas delas, assim como Jesus, beberam água da Fonte de Jacó, perto da aldeia de Sicar, onde ainda corre o frio e refrescante rio subterrâneo. O rio Jordão, o Mar da Galiléia, as cidades de Belém e Hébron, o vale de Hinom, junto com muitos e muitos outros locais geográficos, ainda se encontram ali e poderá vê-los. Qualquer um pode vê-los, e, tanto quanto ainda são observáveis, atualmente, eles apóiam a Palavra da verdade.

      14. Atualmente, que corresponde à vista que Jesus teve quando sentado no Monte das Oliveiras?

      14 Estes últimos exemplos mencionados são bastante óbvios, e o mesmo se dá com o seguinte, confirmando a exatidão do ambiente bíblico da grande profecia de Jesus. Marcos 13:3 diz: Jesus “estava sentado no Monte das Oliveiras, com o templo à vista”. O Monte das Oliveiras ainda existe ali hoje. Do seu alto pode olhar para o oeste, além do Jardim de Getsêmane, por cima do vale do Cédron para os muros orientais da atual cidade de Jerusalém, e pode ver o local onde, nos dias de Jesus, se erguia o maravilhoso templo, conforme representado no calendário de 1968 da Sociedade Tôrre de Vigia. O lugar antes ocupado pelo templo é agora ocupado por uma mesquita muçulmana, o Zimbório da Rocha. O lugar está ali, a terra está ali, a geografia confirma Marcos 13:3. Quando Jesus estava sentado no Monte das Oliveiras, ele tinha o templo à vista, e o local do templo está àvista hoje, de cima do Monte das Oliveiras.

      15. Além da Bíblia, que prova há da existência de Pôncio Pilatos? Onde foi encontrada?

      15 Pôncio Pilatos figurou no ministério de Jesus, quando este ministério se aproximava do seu fim, e foi bastante recente que Cesaréia, na planície costeira, contribuiu com um valioso achado arqueológico com referência a Pôncio Pilatos, governador romano de Jerusalém no tempo de Cristo Jesus. Pilatos era conhecido apenas pelo registro a seu respeito na Bíblia e nos escritos de antigos historiadores, especialmente Josefo, mas desconhecia-se qualquer evidência arqueológica a seu respeito. No entanto, em 1961, uma expedição arqueológica italiana, da Universidade de Milão, encontrou perto de Cesaréia uma placa de pedra, do tamanho de uns oitenta por sessenta centímetros, contendo escrita que inclui os nomes latinos de Pôncio Pilatos e Tibério. Isto constitui prova arqueológica da existência de Pilatos. As testemunhas de Jeová sabem que Pilatos existiu, por causa daquilo que se diz na Bíblia. Quanto aos que negam a Bíblia: que vão fazer com a inscrição referente a Pôncio Pilatos?

      16. De que proveito é para nós o apoio que a arqueologia dá à Bíblia?

      16 A relação do apoio da terra à Palavra da verdade prossegue, e apresentamos aqui apenas uma pequena porção dele. Que efeito deve tal conhecimento ter sobre nós? De que proveito é para nós? De que proveito é para nós o apoio à Bíblia dado pela arqueologia? Em que sentido é a maravilhosa dádiva que Jeová deu na forma da Terra da Promessa de ajuda para nós, nesta data tardia? O conhecimento da Bíblia e da terra, o apoio à Bíblia pela arqueologia e pela própria terra, devem aumentar nosso aprêço pela Palavra da verdade. Assim como a descoberta de manuscritos antigos ajudou a restabelecer o puro texto original da Bíblia, assim a descoberta da multidão de artefatos resultou numa confirmação convincente de que as coisas declaradas no texto bíblico são histórica, cronológica e geograficamente dignas de confiança, até nos mínimos detalhes.

      17, 18. (a) Qual é o conceito publicado do principal bibliotecário do Museu Britânico? (b) Do arqueólogo Glueck?

      17 A arqueologia confunde assim os críticos da Bíblia. Um famoso erudito britânico, diretor e principal bibliotecário do Museu Britânico, durante muitos anos, disse a respeito da Bíblia: “A evidência da arqueologia tem servido para restabelecer a sua autoridade e também para aumentar seu valor, por torná-la mais inteligível, através de um conhecimento mais pleno de seu fundo histórico e seu ambiente. A arqueologia ainda não disse a última palavra; mas os resultados já alcançados confirmam o que a fé sugere, que a Bíblia só pode ganhar com o aumento do conhecimento.”

      18 O arqueólogo Nelson Glueck, no seu livro Rivers in the Desert (Rios no Deserto; 1959, p. 31), diz: “Na realidade, porém, pode-se dizer categòricamente que nenhuma descoberta arqueológica refutou alguma vez qualquer referência bíblica.”

      19. (a) O que é confirmado pela arqueologia? (b) Como nos podemos familiarizar com a Terra da Promessa?

      19 Enumeremos ou reenumeremos os benefícios trazidos à causa da verdade e à Palavra de Deus pelos fatos da arqueologia. A arqueologia: confirma as narrativas patriarcais, a regência de Saul, o reinado de Davi, ajuda na localização de lugares geográficos, ajuda em fixar a cronologia de eventos bíblicos, informa-nos sobre os costumes e a cultura dos tempos bíblicos, apresenta o fundo histórico da Bíblia e auxilia na compreensão do significado de algumas palavras bíblicas. Inegavelmente, a terra da Palavra da verdade existe; está ali. Portanto, vamos familiarizar-nos com ela tanto quanto podemos? Quando num relato bíblico ou em nosso estudo da Palavra de Deus se mencionam lugares e regiões, vamos consultar os mapas que temos em nossas Bíblias, ou outros mapas, e localizar tais lugares? Queremos aumentar nossa compreensão do que lemos na Bíblia? Certamente que queremos. Ter uma visão da geografia aumenta nossa compreensão da palavra escrita (algo que devemos desejar). Podemos aos poucos familiarizar-nos com a Terra da Promessa e assim ficar mais familiarizados com a própria Bíblia.

      20. Como devemos corresponder à dádiva da terra e da Palavra feita por Jeová?

      20 A terra enaltece seu Criador. Alegramo-nos com o seu enaltecimento. A dádiva vindica o Dador. Regozijamo-nos com a vindicação de Jeová, amamos e apreciamos a dádiva da Palavra de Deus. Dizemos, com o Salmo 119:130, 140: “A própria exposição das tuas palavras dá luz, fazendo que os inexperientes entendam. Tua declaração é muitíssima refinada e teu próprio servo a ama.” Somos servos de Jeová. Amamos a sua Palavra da verdade!

      21. De que significação é para nós Josué 23:14?

      21 Os críticos e os que contradizem a Palavra de Deus não têm nada para oferecer senão falsidade, dúvidas, perplexidade e deturpação. Isto não é para nós. Antes, as testemunhas de Jeová reconhecem a verdade expressa por Josué, a quem se juntam em dizer: ‘Nós bem sabemos, de todo o nosso coração e de toda a nossa alma, que não falhou nem uma única de todas as boas palavras que Jeová, nosso Deus, nos falou. Todas elas se cumpriram para conosco. Nem uma única palavra delas falhou.’ — Jos. 23:14.

      [Foto na página 178]

      Pedra Moabita, mostrando o Nome Divino.

      [Foto na página 179]

      Uma das “Cartas de Laquis”, contendo as letras hebraicas antigas para “Jeová”.

      [Foto na página 180]

      Inscrição parcial encontrada em Cesaréia, cuja segunda linha reza “[Pon]tius Pilatus”.

      [Mapa na página 177]

      (Para o texto formatado, veja a publicação)

      MESOPOTÂMIA

      SINEAR

      Harã

      Nínive

      Calá

      Tigris

      Mari

      Rio Eufrates

      Rio Tigre

      Babilônia

      Ereque

      Ur

      Golfo Pérsico

  • Resultados de repetidas visitas a uma casa
    A Sentinela — 1969 | 15 de março
    • Resultados de repetidas visitas a uma casa

      É notável que um ministro cristão visitasse quase que de contínuo, durante cerca de quinze anos, uma casa para dirigir estudos bíblicos com os moradores dela. No entanto, em Akron, Ohio, EUA, foi isto que aconteceu, conforme se explica:

      “Há cerca de quinze anos, quando pregava de casa em casa, coloquei o compêndio bíblico ‘Seja Deus Verdadeiro’ com uma senhora. Logo comecei um estudo bíblico domiciliar com ela, e, depois de dois anos, ela se batizou em símbolo de sua dedicação para servir a Jeová Deus. No entanto, com o tempo, esta senhora se mudou daquela casa.

      “Tempos depois, de novo eu fazia visitas ministeriais nessa vizinhança quando encontrei os novos inquilinos. Estes incluíam um senhor, sua esposa e seus filhos. Esta família, também, concordou em receber um estudo bíblico, e de novo usamos o compêndio ‘Seja Deus Verdadeiro’. Progrediram em conhecimento bíblico, e, mais tarde, o senhor dedicou a vida a servir a Deus. Mas, isto não é tudo.

      “Depois de algum tempo, pude iniciar um estudo bíblico com diversos jovens que se mudaram para tal casa. A mensagem caiu em corações receptivos, porque dois dos rapazes por fim simbolizaram sua dedicação a Jeová Deus pelo batismo em água. Um deles por fim se tornou ministro pioneiro de tempo integral.

      “Talvez pense que possivelmente não poderia haver mais nenhuma acolhida naquela casa. Não obstante, novos inquilinos se mudaram para lá, e, em certo domingo de manhã eu fazia visitas ministeriais na vizinhança, junto com minha filha. Eu disse a ela: ‘Se alguém me convidar a entrar, creio que iniciarei um estudo bíblico.’ A senhora da casa nos convidou a entrar, dizendo que desejava ver na Bíblia o nome de Jeová. Foi iniciado um estudo bíblico no livro ‘Seja Deus Verdadeiro’, e os moradores progrediram ao ponto de dedicar suas vidas a Deus e foram batizados em 1966.

      “Ainda, isto não é tudo. Sabe, há novos inquilinos agora morando naquela casa. E, recentemente, quando fazia visitas ministeriais na vizinhança, coloquei o compêndio bíblico ‘Coisas em Que É Impossível Que Deus Minta’ com os moradores, um senhor e sua esposa. Realizo agora um estudo bíblico domiciliar com eles.”

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