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A unidade da Bíblia como livroA Sentinela — 1960 | 1.° de janeiro
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Bíblia, contudo é muito importante. Apresenta-nos a Bíblia desde o início como livro único. Não há nada, em toda a literatura, que se assemelhe a ela exatamente, ou que chegue mesmo perto dela. Para encontrarmos a sua explicação, somos obrigados a investigar o que se acha atrás da qualidade fragmentária de suas partes, para encontrar a unidade básica de pensamento e propósito do conjunto. A unidade da Bíblia não é algo artificial — feito. . . . A história bíblica não é apenas um registro de acontecimentos, mas evidencia intento, propósito e objetivo, indicando que atrás disso acha-se uma mente divina.”
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A antiga Corinto — próspera e licenciosaA Sentinela — 1960 | 1.° de janeiro
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A antiga Corinto — próspera e licenciosa
A ANTIGA cidade de Corinto era famosa pela sua riqueza, pelo seu luxo e pela sua licenciosidade. Neste respeito, não era muito diferente da moderna civilização ocidental com sua prosperidade material e a ênfase dada ao sexo. A informação a respeito de Corinto ajuda-nos a entender melhor as cartas de Paulo dirigidas aos coríntios, bem como a apreciar a oportunidade do seu conselho.
A primeira cidade de Corinto foi uma metrópole próspera no tempo em que havia ainda reis no trono de Jeová em Jerusalém. A cidade estava situada numa faixa estreita de terra que se estendia até o Acrocorinto, uma fortaleza rochosa natural de aproximadamente 580 metros de altura. Esta faixa estreita de terra entre dois mares ligava a península do Peloponeso à parte setentrional da Grécia e se chamava “a ponte do mar”, ou isthmos, de que se deriva o moderno termo “istmo”, significando uma faixa estreita de terra entre dois mares.
Corinto era favorecida por um porto marítimo em cada mar, um sendo o ponto terminal das vias marítimas do mar asiático, e o outro sendo o ponto terminal das da Itália. Grandes quantidades de mercadorias eram transportadas sobre o istmo, de um porto para o outro. Corinto tornou-se a cidade mais rica da Grécia. Tornou-se também “um dos berços mais antigos da arte”. As colunas coríntias eram extremamente ornamentadas e amplamente imitadas.
Corinto “possuía todo o esplendor que a riqueza e o luxo podiam criar”. “Nem a todos é dado ir a Corinto” rezava um provérbio. O seu luxo era acompanhado de imoralidade, auxiliada pela adoração da “rainha do céu”, Afrodite, a deusa do “amor” e da beleza, fazendo que Corinto fosse também conhecida como a cidade mais licenciosa da antiga Grécia. No santuário desta deusa, mil hieroduli, ou sacerdotisas, ofereciam seus corpos aos estranhos, em prova de sua devoção a Afrodite. As heteras, ou meretrizes, de Corinto eram famosas tanto pela sua diabólica beleza como pelo elevado preço que cobravam pelos seus favores. Corinthiázesthai significava “praticar a ocupação de alcoviteiro”. Libertinos masculinos e femininos eram conhecidos por “corintiastas”.
No ano 146 A. C., o general romano Múmio destruiu Corinto, despojando-a de muitos dos seus tesouros de arte por razões comerciais. Um século depois, em 46 A. C., Júlio César reconstruiu a cidade
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