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Existe um guia fidedigno?Despertai! — 1976 | 22 de abril
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Existe um guia fidedigno?
PARA que um guia seja fidedigno e verdadeiramente útil à humanidade tem de satisfazer certos requisitos: Tem de ser simples, franco e compreensível. Tem de elevar o nível do modo de pensar do homem e lhe fornecer encorajamento e esperança. Tem de ser prático, aplicável em todas as eras e sociedades, e disponível a todas as pessoas.
A Bíblia é um livro que tem tal pretensão. Apresenta-se como comunicação do Criador. Afirma ser uma lâmpada para guiar a vereda da pessoa. — Sal. 119:105.
Alguns criticam a Bíblia por causa de sua antiguidade, afirmando que, nestes tempos modernos, o homem já avançou além do âmbito da Bíblia. É válida tal crítica? Na verdade, desde o começo, a sociedade humana sofreu mudanças, e, hoje, estamos numa era tecnológica. Mas, como humanos, não somos os mesmos de sempre, Não têm sido os mesmos, desde o começo, os amores, as esperanças e os desejos básicos da humanidade?
Ademais, onde é que encontramos a maioria dos problemas hoje? No círculo familiar e nas relações mútuas. A tecnologia simplesmente intensificou os problemas e os trouxe mais rápido a lume. Ter um propósito na vida, apreciar a segurança e a felicidade, são agora tão importantes como sempre o foram, e as necessidades da humanidade realmente não mudaram do que eram há milhares de anos atrás.
Visto que as necessidades básicas humanas não mudaram com o passar dos séculos, não seria mais valioso o guia que tivesse uma história antiga do que um que não tivesse enfrentado a prova do tempo? Não daria um quadro mais completo dos assuntos que considera, o guia baseado nas experiências de muitas gerações, ao invés de apenas uma’ Assim, então, antes de ser fraqueza, não seria a antiguidade da Bíblia um fator de apoio à sua afirmação de ser um guia fidedigno?
Na verdade, há outros escritos antiquíssimos. Mas, nenhum deles pode apontar origens tão remotas como as da Bíblia. Embora a escrita da Bíblia começasse há cerca de 3.500 anos atrás, seu início como palavra falada: de Deus era âmbito anterior, pois o registro mostra que Deus falou ao primeiro homem, Adão. Depois disso, ele se comunicou com o homem até o dilúvio noeano, de modo que os homens, usando Sua palavra como guia, puderam ‘andar com Deus’ e ser considerados justos por Ele. — Gên. 1:28; 6:9; 7:1.
É a Bíblia o Produto de Simples Homens?
‘Mas a Bíblia foi escrita por simples homens’, alguns afirmarão. Será que isso a torna menos autorizada e eficaz? Deus poderia ter entregue um livro completo aos homens, assim como escreveu os Dez Mandamentos em tábuas de pedra para Moisés. Mas, teria isso tornado o livro mais aceitável às pessoas hoje do que um livro escrito por homens que reconheceram sua inspiração por Deus, Como poderia alguém, hoje, provar que um livro agora existente veio direto do Criador do homem há milhares de anos atrás? Não seria tal afirmação impossível de ser provada, um obstáculo para o livro ser aceito como guia fidedigno’ Por outro lado, ninguém pode negar a afirmação da Bíblia de ser um livro escrito por homens. E a pessoa que lê a Bíblia pode ver por si mesma se o que ela contém concorda com a afirmação: “Toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa para ensinar, para repreender, para endireitar as coisas, para disciplinar em justiça, a fim de que o homem de Deus seja plenamente competente, completamente equipado para toda boa obra.” — 2 Tim. 3:16, 11.
Ademais, quando homens verazes e tementes a Delis escreveram, da profundeza de seu coração, o que Deus lhes revelava, o registro assim produzido continha calor humano, o que não teria acontecido caso fosse apenas um relato objetivo, com falta do elemento humano. Sim, as expressões registradas por homens que passaram pelas mesmas experiências, emoções, problemas e dificuldades que passamos apelam para nosso coração.
A prova mais notável de a Bíblia ser escrita por homens inspirados por Deus é fornecida pelas muitas profecias que contém. Ela predisse a desolação permanente de cidades poderosas tais como as antigas Nínive e Babilônia. (Isa. 13:19, 20; Sof. 2:13, 14) Até mesmo o nome‵ do conquistador de Babilônia, Ciro, foi declarado anos antes de seu nascimento. (Isa. 45:1, 2) As próprias condições que marcaram o século atual são vividamente representadas. Por exemplo, em 2 Timóteo 3:1-5, lemos: “Sabe, porém, isto, que nos últimos dias haverá tempos críticos, difíceis de manejar. Pois os homens serão amantes de si mesmos, amantes do dinheiro, pretensiosos, soberbos, blasfemadores, desobedientes aos pais, ingratos, desleais, sem afeição natural, não dispostos a acordos, caluniadores, sem autodomínio, ferozes, sem amor à bondade, traidores, teimosos, enfunados de orgulho, mais amantes de prazeres do que amantes de Deus, tendo uma forma de devoção piedosa, mostrando-se, porém, falsos para com o seu poder.” Mas, a Bíblia não deixa os assuntos nisso. Aponta além dos “últimos dias” para um tempo em que esta terra será um lar seguro para o homem e mostra o que devemos fazer para estar entre aqueles que a usufruirão. (Rev. 21:3, 4) Conhece qualquer outro livro que contenha informações tão exatas e encorajadoras?
Valor Duradouro
O valor da Bíblia também é revelado em ter suportado a mais ferrenha oposição e tentativas de destruí-la. Como observou certo escritor:
“Nenhuma outra possessão humana tem sido tão prezada e condenada como a Bíblia. Tem sido ridicularizada, proscrita e queimada. Mas também tem sido entesourada e salvaguardada. E tem perdurado.
“Muitos morreram ao defendê-la. Outros a mantiveram escondida, para impedir que a polícia se apoderasse dela. Homens foram executados por traduzi-la para as línguas comuns. . . .
“Há cerca de dois séculos, Voltaire declarou que ‘foram precisos 12 homens para estabelecer o cristianismo. Eu mostrarei que apenas um homem consegue reduzi-lo a pedaços. Em cem anos, a Bíblia se tornará um livro obsoleto, a ser relegado às prateleiras poeirentas do antiquário.’” — George W. Cornell, escritor da “AP” no Star de Montreal, Canadá 22 de dezembro de 1973.
As alegações de Voltaire e de outros iguais a ele provaram-se carentes de base. A história bem demonstra a verdade bíblica de que “toda a carne é como a erva, e toda a sua glória é como a flor da erva; a erva se resseca e a flor cai, mas a declaração de Jeová [Deus] permanece para sempre”. (1 Ped. 1:24, 25) Sim, a “declaração” de Deus, conforme expressa na Bíblia, sobreviveu, ao passo que muitos que a atacaram há muito já voltaram ao pó sem vida.
Por conseguinte, não diria que a Bíblia merece cabal exame de sua parte? Tal empenho, cremos, o convencera de que “toda a Escritura é inspirada por Deus e proveitosa”. — 2 Tim. 3:16.
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Um livro de mitos ou um guia que tem sido deturpado?Despertai! — 1976 | 22 de abril
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Um livro de mitos ou um guia que tem sido deturpado?
UM LIVRO repleto de mitos dificilmente poderia ser um guia fidedigno. Todavia, muitas idéias comumente atribuídas à Bíblia não são, definitivamente, sólidas. Por que isto se dá? Está a Bíblia realmente errada? Ou poderia acontecer que, ao passo que a Bíblia é um guia baseado em fatos, fidedigno, muitas crenças populares a respeito de seus ensinos não são nada mais que mitos? Considere só:
O Que as Pessoas Atribuem à Bíblia
Deus criou a terra e toda vida nela em seis dias de vinte e quatro horas. Crê nisso?
As almas imorredouras das pessoas más vão para o inferno, lugar de eterno tormento ardente.
Alguns afirmam: ‘Deus amaldiçoou a raça negra.
Enquanto houver gente haverá guerras. É isto uma realidade?
A terra será queimada um dia.
O Que a Bíblia Diz
A Bíblia não define os dias criativos como períodos de vinte e quatro horas cada um. A respeito do conceito de Deus sobre o tempo, ela diz: “Mil anos aos teus olhos são apenas como o ontem que passou e como uma vigília durante a noite.” (Sal. 90:4) “Um só dia é para Jeová como mil anos, e mil anos, como um só dia.” — 2 Ped. 3:8.
“Todas as almas — a mim me pertencem. Como a alma do pai, assim também a alma do filho — a mim me pertencem. A alma que pecar — ela é que morrerá.” (Eze. 18:4) “O salário pago pelo pecado é a morte, mas o dom dado por Deus é a vida eterna por Cristo Jesus, nosso Senhor.” (Rom 6:23) “Os mortos . . . não estão cônscios de absolutamente nada.” (Ecl. 9:5) “Tudo que a tua mão achar para fazer, faze-o com o próprio poder que tens, pois não há trabalho, nem planejamento, nem conhecimento, nem sabedoria no Seol [inferno, “V. Douay”, em inglês], o lugar para onde vais.” — Ecl. 9:10.
O homem Noé pronunciou certa maldição profética sobre seu neto Canaã, mas nenhuma maldição divina foi jamais pronunciada sobre a raça negra. (Gên. 9:25) A Bíblia opõe-se a sentimentos de superioridade tribal, nacional e racial Diz: “Deus não é parcial, mas, em cada nação, o homem que o teme e que faz a justiça lhe é aceitável.” (Atos 10:34, 35) “Ele fez de um só homem toda nação dos homens.” — Atos 17:26.
“[Deus] certamente fará julgamento entre as nações e resolverá as questões com respeito a muitos povos. E terão de forjar das suas espadas relhas de arado, e das suas lanças, podadeiras. Não levantará espada nação contra nação, nem aprenderão mais a guerra.” (Isa. 2:4) “Glória a Deus nas maiores alturas, e na terra paz entre homens de boa vontade.” — Luc. 2:14.
“Assim disse Jeová, o Criador dos céus, Ele, o verdadeiro Deus, o Formador da terra e Aquele que a fez, Aquele que a estabeleceu firmemente, que não a criou simplesmente para nada, que a formou mesmo para ser habitada.” (Isa. 45:18) Deus vai “arruinar os que arruínam a terra”. (Rev. 11:18) “Os céus e a terra que agora existem estão sendo guardados para o fogo e estão reservados para o dia do julgamento e da destruição dos homens ímpios.” — 2 Ped. 3:7.
Assim, o que revela a comparação de algumas crenças comuns com a Bíblia? Que a Bíblia foi deturpada. Portanto, não se permita criar preconceito contra a Bíblia à base do que outros afirmam sobre ela ou de como agem os que professam segui-la. Por que não verifica por si mesmo se sua orientação pode indicar-lhe uma vida mais feliz agora e um futuro maravilhoso?
[Foto na página 10]
Deus criou a terra e toda vida nela em seis dias de vinte e quatro horas. Crê nisso?
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As almas imorredouras das pessoas más vão para o inferno, lugar de eterno tormento ardente.
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Alguns afirmam: ‘Deus amaldiçoou a raça negra.
[Foto na página 11]
Enquanto houver gente haverá guerras. É isto uma realidade?
[Foto na página 11]
A terra será queimada um dia.
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É realística a Bíblia?Despertai! — 1976 | 22 de abril
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É realística a Bíblia?
PARA que um guia seja realístico, não só tem de estar livre de mitos ou de falsos conceitos, mas também tem de prover são raciocínio sobre os assuntos e problemas que enfrentamos. Quanto a este ponto, comparemos o que as pessoas pensam e prevêem para o futuro com o que a Bíblia diz.
Apesar das ameaças de contínua inflação, desemprego e inúmeros problemas internacionais, muitos crêem que às coisas melhorarão. Vêem soluções de longo alcance para as diferenças políticas, raciais e nacionalísticas; para a escassez de víveres e a crise energética. Crêem que o mundo está nos umbrais da paz e da segurança.
Certa revista estadunidense de âmbito nacional, recentemente, expressou a opinião de que “levando tudo em conta, há esperançosa perspectiva para [os] E. U., ao entrarem num período de paz . . . A história sugere [que o] cenário está sendo montado para o crescimento econômico, para tempos mais felizes para o país. [Os] E. U. já saíram de dificuldades mais fortes no passado, e sairão de novo”.
Sobre a perspectiva mundial, George W. Shepherd Jr., escreve em The Christian Century: “O verdadeiro mundo . . . é um mundo em que se pode construir a paz, dolorosamente, apenas à base do acordo internacional, reconhecendo-se plenamente os direitos e os interesses da maioria das nações, em especial as do Terceiro Mundo. O único arcabouço que temos, dentro do qual tal acordo possivelmente possa vir a funcionar, é as Nações Unidas. É por isso que estamos vendo o reavivamento daquele organismo, junto com o desenvolvimento do que poderiam ser chamadas de novas medidas de ‘ação pacífica’ em prol da paz.”
Mas, que apelo observamos os líderes mundiais fazerem para manter a esperança das pessoas na continuação dos sistemas atuais ou num “mundo melhor”? Não fazem as mesmas promessas que já são feitas há séculos? Não trouxe à atenção, cada potência mundial do passado, sua glória e poder, levando as pessoas a achar que era a esperança do mundo? Mas, onde está a glória daquelas potências agora? Não é feito hoje o mesmo apelo? E, muito embora muitas pessoas tenham perdido a fé em seus líderes, por falta de melhor esperança elas acham que, de algum modo, surgirá um homem que corrigirá as coisas. É isso realístico?
Exemplo duma previsão “profética” humana para este mundo é a declaração do falecido Walter Lippmann, conforme registrada em The World Book Encyclopedia: “Quando olharmos abaixo da superfície, veremos que há, em andamento, aquilo que podemos chamar de Grande Revolução, e é nesta Grande Revolução que temos de confiar para trazer a paz e a estabilidade sobre as quais, por fim, a sociedade universal pode florescer.
“. . . O que é a Grande Revolução? É uma mudança radical na condição humana. É produto do conhecimento avançado do homem, de seu conhecimento de como controlar as condições materiais de sua vida na terra.”
No entanto, há pessoas que parecem encarar tais “profecias” apenas como sonho. U. S. News & World Report, de 5 de maio de 1975, disse: “Ouve-se falar cada vez menos, nesses dias, de ‘nova ordem mundial’. Dificilmente isso causa surpresa. Cada vez mais, o mundo parece limitar-se a agrupamentos regionais,, amiúde competitivos, raramente cooperativos. Até mesmo estes parecem cada vez mais atribulados, despedaçados pelo nacionalismo, inseguros.”
O Ponto de Vista Bíblico — É Realístico?
O ponto de vista bíblico, por outro lado, não é confuso nem vacilante. Indica por que falham os planos humanos é por que toda década traz problemas mais graves. Como Palavra inspirada de Deus, conta-nos que a aflição da humanidade se deve à imperfeição por parte de toda a humanidade. (Rom. 5:12) A Bíblia diz: “Não é do homem que anda o dirigir o seu passo.” (Jer. 10:23) Também, a Bíblia nos informa de que a orientação de Deus poderia ajudar agora mesmo, malgrado este mundo imperfeito, se os homens a seguissem. (Pro. 2:6-9) Os homens, porém, especialmente os líderes mundiais, recusam-se a ajustar seu proceder aos princípios bíblicos, e, como conseqüência, ceifam a desordem e a corrução. Por que, Basicamente, porque desejam a soberania de modo independente de Deus. Não querem reconhecer a Deus como supremo Conselheiro e Rei. — Atos 4:24-26; Rev. 17:12-14.
Sim, a Bíblia realisticamente atinge a raiz dos problemas do gênero humano. Fornece sólido conceito sobre a condição atual e por que ela existe. Que dizer do futuro? Profetiza a Bíblia o dia da condenação para a humanidade, ou apresenta Jubilosa esperança?
Conceito Realístico do Futuro?
Para obtermos a resposta, examinemos a profecia que Jesus deu a seus discípulos que lhe perguntaram: “Qual será o sinal da tua presença e da terminação do sistema de coisas!” (Mat. 24:3) Jesus, por inspiração, descreveu com exatidão nosso tempo atual, afirmando: “Nação se levantará contra nação e reino contra reino, e haverá escassez de víveres e terremotos num lugar após outro. Todas essas coisas são um princípio das dores de aflição.” — Mat. 24:7, 8.
As pessoas que vivem nesta geração vêem o cumprimento desta profecia, desde 1914. Não marcou aquele ano o “princípio das dores de aflição” diferente das guerras e escassez de víveres do passado? James Cameron, em seu livro intitulado “1914” afirma: “No ano de 1914, o mundo, como era conhecido e aceito então, chegou ao fim. Muito mais do que qualquer ano anterior ou posterior, este foi o ponto de destaque do século vinte.”
Como se deu isso? Porque as guerras que esta geração presenciou não eram guerras comuns. Foram chamadas de “Guerras Mundiais”. Também, Jesus disse, adicionalmente, que as nações ficariam ‘angustiadas, sem saber a saída’ e que os homens ficariam ‘desalentados de temor e na expectativa das coisas que viriam sobre a terra habitada’. Estas e muitas outras coisas que Jesus profetizou em Mateus, capítulo 24, Marcos, capítulo 13, e Lucas, capítulos 17 e 21, estão acontecendo, e elas são peculiares à nossa geração. Jesus também predisse que “esta geração [que passa por tais coisas] de modo algum passará até que todas estas coisas ocorram”. — Luc. 21:32.
Quais são “todas essas coisas” que hão de ocorrer em uma única geração? Elas incluem o fim do atual sistema humano de coisas, e não da terra literal e de toda a humanidade sobre ela. Significa a libertação da condição corruta, opressiva, poluída, em que a humanidade agora se encontra. Jesus disse àqueles que desejam fazer o que é certo e que se voltam com fé para a Bíblia: “Quando essas coisas principiarem a ocorrer, erguei-vos e levantai as vossas cabeças, porque o vosso livramento está-se aproximando.” (Luc. 21:28) A Bíblia, portanto, não tem uma sombria perspectiva de “dia de condenação”, mas uma perspectiva brilhante, para aqueles que desejam a justiça e a paz. Prediz algo sombrio apenas para os que egoistamente se apegam às coisas corrutas deste sistema decadente, e que se recusam a reconhecer a soberania de Deus. — 2 Tes. 1:6-8.
Além destas evidências — a angústia das nações e o temor das coisas que sobrevêm à terra, que os líderes mundiais sofrem, e o aumento do crime, da poluição, da imoralidade e o perigo de guerra nuclear — que prova temos de que o fim deste sistema está próximo? Como podemos saber que não pode demorar muito, ou que não será adiado para os séculos futuros, como alguns afirmam?
Potência Mundial Final Existe Agora
A Bíblia nos fornece um registro, tanto real como profético, de sete potências mundiais durante a história da humanidade. Não se trata de potências pequenas, insignificantes, mas de potências que tiveram a máxima influência no seu período de existência. Cada uma, durante seu tempo, era a Potência Número Um que as nações tinham de reconhecer. Estas eram: Egito, Assíria, Babilônia, Medo-Pérsia, Grécia, Roma e a Potência Mundial Anglo-Americana. A profecia do livro bíblico de Daniel falou com exatidão das potências dos próprios dias de Daniel, a saber, Babilônia e Medo-Pérsia, daí predisse as três que se seguiriam. A profecia mencionou nominalmente as Potências Mundiais da Medo-Pérsia e da Grécia, e descreveu as duas seguintes. O que tinha a dizer sobre elas a profecia de Daniel?
Na visão que Deus lhe deu, Daniel viu quatro animais gigantescos, representando ou prefigurando “reis”. (Dan. 7:17) Estes animais simbólicos eram um leão (Babilônia), um urso (Medo-Pérsia) e um leopardo (Grécia), seguidos de temível animal com dentes de ferro, diferente de todos os demais, e tendo dez chifres. Deste animal, outro “rei”, um chifre pequeno, surgiu, vindo a tornar-se destacado, falando palavras grandiosas. Este chifre final encarava o julgamento, não infligido por outra potência mundial, mas um julgamento diretamente administrado pelo Deus Todo-poderoso. O terrível animal era a Potência Mundial Romana e o chifre que cresceu dele era a Sétima Potência Mundial, que constituiria a última sobre a terra. Trata-se da Potência Mundial Anglo-Americana. — Dan. 7:2-12; compare com Daniel 8:20-22.
Se realmente estivermos no tempo do fim deste sistema de coisas, isto é de máxima importância e urgência. Significa que estamos no tempo da regência do reino messiânico sobre a terra. A fim de termos ampla prova, sem nenhuma dúvida, Deus nos forneceu, no último livro da Bíblia, plena certeza da veracidade da profecia de Daniel e da proximidade da regência milenar justa do Messias sobre a terra. O apóstolo João, que viveu durante a regência da Sexta Potência Mundial, o Império Romano, registra a visão que Deus lhe deu. Escreve ele: “Há sete reis: cinco já caíram [antes do tempo de João], um é [o romano], o outro ainda não chegou, mas quando chegar, tem de permanecer por pouco tempo.” — Rev. 17:10.
A parte estadunidense da Sétima Potência Mundial tem permanecido apenas cerca de 200 anos — curto tempo na história mundial. Intensificando a proximidade do fim, João também fala de OITAVO rei. Mas, este rei tem duração mui curta, ‘procedendo dos sete’ e sendo concomitante com a Sétima Potência Mundial. Este “rei” seria um governo composto, constituído das caraterísticas das sete potências mundiais — uma aliança mundial. “Vai para a destruição” junto com a Sétima Potência Mundial. A Bíblia, por conseguinte, não alista nenhuma potência mundial como sobrevivendo à sétima. É o fim. — Rev. 17:11.
É a Bíblia realística, então, quando prediz as condições mundiais exatamente como as vemos hoje, quando nos habilita a localizar onde estamos na corrente da história — quando nos ajuda a ver que está próximo o tempo de libertação? Por certo, a Bíblia é franca em sua identificação das potências mundiais. E nos mostra que os esforços dos homens não conseguem solver os problemas que o mundo agora confronta, de modo a trazer felicidade às pessoas. A Bíblia também é realística em afirmar que o clamar de “paz e segurança” pelos esforços dos homens é um falso conforto que precederá imediatamente a destruição dos sistemas humanos. — 1 Tes. 5:3.
Sim, a Bíblia é mais realística do que as promessas dos políticos, dos peritos econômicos ou até mesmo dos clérigos. Mostra por que os problemas do mundo existem e o que está realmente à frente. Mas, pode fornecer conselhos para a vida cotidiana que sejam práticos e ajudem as pessoas agora? Examinemos este assunto.
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Orientação prática que dá certoDespertai! — 1976 | 22 de abril
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Orientação prática que dá certo
MUITAS pessoas de coração honesto reconhecem hoje que precisam de ajuda ao lidar com seus problemas. Destacado médico da Flórida, EUA, que também é psiquiatra, disse: “Alta porcentagem de pessoas sofrem distúrbios emocionais como resultado do moderno estilo de vida. Imaginam poder lidar com tóxicos, promiscuidade sexual, pressões de viverem além de seus recursos, valores morais mutantes e o colapso da vida familiar. Mas, não conseguem enfrentá-los.” Onde, então, podem as pessoas encontrar a orientação de que tanto carecem?
Notando o cunho prático da Bíblia, o estadista Bernard Baruch certa vez observou: “Os Dez Mandamentos e o Sermão do Monte ainda são nossos melhores guias.” Por que disse isso? Consideremos, brevemente, alguns princípios declarados no famoso Sermão dó Monte. Jesus disse ali sobre as necessidades dos homem: “Nunca estejais ansiosos, dizendo: ‘Que havemos de comer? ou: ‘Que havemos de beber?’ ou: ‘Que havemos de vestir?’ . . . Pois o vosso Pai celestial sabe que necessitais de todas essas coisas. . . . Portanto, nunca estejais ansiosos quanto ao dia seguinte, pois o dia seguinte terá as suas próprias ansiedades. Basta a cada dia o seu próprio mal.” Mais tarde, observou: “Mesmo quando alguém tem abundância, sua vida não vem das coisas que possui.” — Mat. 6:31-34; Luc. 12:15.
Aqui se destaca a preocupação normal do homem com a necessidade de alimento, roupa e abrigo. No entanto, o mundo materialista amiúde sublinha, não as necessidades, mas os desejos do homem. O comercialismo continua insuflando o desejo de luxos, de modo que a pessoa jamais se sinta satisfeita com o que tem. O contentamento, portanto, não é sentido por aqueles cujos meios são amplos, mas por aqueles cujos desejos são poucos. A humanidade deve colocar na perspectiva correta quais são realmente suas necessidades e apreciar a orientação prática exigida para alcançá-las.
Orientação Bíblica Que É Prática Atualmente
Embora a Bíblia fosse escrita há séculos atrás, sua orientação ainda é prática hoje. O tempo transformou muitas coisas, mas a natureza humana não mudou. Os humanos continuam confrontados com os mesmos problemas que seus predecessores, exceto que, atualmente, tais problemas são muito maiores, de muito maior alcance. Como observa The World Book Encyclopedia: “Apesar de seu progresso científico e tecnológico, o homem não tem tido tanto êxito em lidar com os problemas humanos.” A única solução fidedigna para os mesmos se encontra na Bíblia. “Quem é sábio? Tanto observará estas coisas como se mostrará atento aos atos de benevolência de Jeová.” — Sal. 107:43.
A Vida Simplificada É Algo Desejável
A vida simples é o que Deus recomenda. “Ele te informou, ó homem terreno, sobre o que e bom. E o que é que Jeová pede de volta de ti, senão que exerças a justiça, e ames a benignidade, e andes modestamente com o teu Deus?” (Miq. 6:8) Quando a pessoa vive como um humano devia viver, como foi criado para viver, em harmonia com tais orientações práticas, pode sentir-se relativamente feliz, até mesmo neste sistema iníquo. Quando vai além destas recomendações fundamentais, seu estilo de vida pode tornar-se complicado devido a muitas coisas realmente não essenciais e sem importância. Estas resultarão prejudiciais para ela.
Grandes dívidas, o desejo de coisas desnecessárias, a competição por prestígio ou posição, a luta pela posição social, tentar viver segundo padrões morais que violam a consciência — tudo isso contribui para uma sociedade “confusa” que sofre infelicidade, frustração, contendas e até mesmo suicídio. Muitos procuram o auxílio de médicos, ou psiquiatras e recorrem a drogas para aliviar a tensão, e a conselhos que, muitas vezes, tornam ainda pior a situação.
Se não houvesse nenhuma outra prova de sua autenticidade e praticabilidade, bastariam os justos princípios e padrões morais da Bíblia para destacá-la como produto da mente divina. Sua praticabilidade se estende a toda fase da vida diária. Nenhum outro livro nos fornece um conceito tão racional da origem de todas as coisas, em especial da origem da humanidade, e do propósito do Criador para com a terra e o homem. Observe como seus conselhos, uma vez aplicados, seriam eficazes.
Atualmente há grandes dificuldades por causa do racismo e do nacionalismo. A Bíblia não apóia tais ideologias, mas declara expressamente que Deus “fez de um só homem toda nação dos homens, para morarem sobre a superfície inteira da terra”. (Atos 17:26) O reconhecimento de tal fato eliminaria muitos problemas graves.
Moral
A Bíblia se refere às relações sexuais sem o benefício do casamento como “fornicação”. A orientação prática é “fugi da fornicação” pois “nenhum fornicador . . . tem qualquer herança no reino do Cristo e de Deus”. (1 Cor. 6:18; Efé. 5:5) Também, a Bíblia afirma que ninguém que “seja culpado quer de adultério quer da perversão homossexual . . . possuirá o reino de Deus”. (1 Cor. 6:9, 10, New English Bible) E quanta infelicidade, ódio e doença poderiam ser eliminados por acatar tais conselhos bíblicos! — Rom. 1:24-27.
Casamento e Vida Familiar
Quanto a conselhos relativos ao casamento, a Palavra de Deus recomenda: “As esposas estejam sujeitas aos seus maridos como ao Senhor.” “Os maridos devem estar amando as suas esposas como aos seus próprios corpos.” “Filhos, sede obedientes aos vossos pais em união com o Senhor, pois isto é justo.” — Efé. 5:22, 28; 6:1.
Nunca é demais sublinhar a importância da família unida. A Bíblia devota muito espaço aos conselhos sobre os aspectos das relações entre marido e esposa, treinamento e disciplina dos filhos e a felicidade da família. Quão práticos são tais conselhos? O Dr. Charles W. Socarides, escrevendo num artigo “Homossexualismo É Distúrbio, não, É Modo de Vida”, refere-se a um livro escrito pelo Dr. Irving Bieber, intitulado “Homossexualismo: Estudo Psicanalítico de Homens Homossexuais.” Num relatório de 106 homens homossexuais e de 100 homens heterossexuais, foi observado que os genitores de homossexuais freqüentemente eram uma mãe muito apegada, íntima demais, e um pai hostil e distante.
O Dr. Socarides prossegue dizendo: “Minha convicção é de que o homossexualismo é causado pela falha de um ser humano de completar a fase da separação individualização da primeira infância, normalmente atingida à idade de três anos, que é decisiva para a identidade do gênero. Tal falha resulta num déficit de masculinidade para os meninos, com correspondente intensificação e continuação da identificação feminina primária com a mãe. Assim começa o curso do desenvolvimento homossexual.”
O homossexualismo é apenas um dos muitos frutos ruins que resultam parcialmente da recusa de reconhecer os lugares corretos do marido e da esposa, do pai e da mãe, e dos filhos, na unidade familiar. Como pode haver correta orientação para os filhos quando a unidade, a confiança, o crédito, e a felicidade da família já desapareceram? Lares rompidos, ou lares em que não existe nenhuma comunicação ou relacionamento amoroso, onde a ordem e a disciplina inexistem, são um fator causativo de todas as formas de crime. Pode alguém deveras afirmar que o desprezo pelas instruções bíblicas na vida familiar tenha produzido bons resultados?
Más Companhias
Embora, em muitos casos, as tendências ruins tenham seu início na formação familiar, há, naturalmente, outros fatores causativos da disseminação das perversões morais. Ler publicações pornográficas é uma forma de associação mental com os autores de tais publicações. Também, a associação real com outros de baixa moral arrasta nessa direção os que, inicialmente, não tinham tais inclinações, levando-os ao antro vil da devassidão. (1 Ped. 4:4) A Bíblia aconselha a pensar nas coisas boas e avisa que “más associações corrompem hábitos úteis”. (1 Cor. 15:33; Fil. 4:8) Não podemos evitar as práticas más se fizermos “amigos” dentre os que se empenham em práticas e tratos maus. Em termos bem francos, a Bíblia pontifica: “Quem anda com pessoas sábias tornar-se-á sábio, mas irá mal aquele que tem tratos com os estúpidos.” (Pro. 13:20) Não é este um conselho bom, saudável e prático?
Tratos Comerciais
A Bíblia dá conselhos até no campo dos tratos comerciais. Declara o princípio: “Dois tipos de pesos e dois tipos de efas [um para compra e outro para venda] — ambos são juntamente algo detestável para Jeová”, e: “Não roubes ao de condição humilde por ele ser de condição humilde.” (Pro. 20:10; 22:22) Ademais, condena a atitude daqueles que, por não quererem trabalhar, adotam o lema: “Explorem os ricos.” O princípio bíblico é de que se devia praticar a imparcialidade para com os ricos e os pobres: “Não deves tratar com parcialidade ao de condição humilde e não deves dar preferência à pessoa do grande.” — Lev. 19:15.
A instrução prática de toda a Bíblia sobre as relações humanas pode ser resumida nas palavras de Jesus: “Todas as coisas, portanto, que quereis que os homens vos façam, vós também tendes de fazer do mesmo modo a eles; isto, de fato, é o que a Lei e os Profetas querem dizer.” (Mat. 7:12) Se tal princípio fosse seguido, imagine só o que significaria para o mundo! Não seriam todos muito mais felizes,
Orientação Essencial à Felicidade
É óbvio que o conselho da Bíblia não tem sido aplicado pela maioria das pessoas, embora muitos possuam Bíblias e alguns as leiam. Simplesmente isto; ou até mesmo ter religião, não basta. Os princípios bíblicos tem de ser aplicados, se a pessoa deseja a felicidade. E, embora alguns sejam céticos, o conselho da Bíblia pode ser aplicado com êxito, apesar de que vivemos num sistema corruto de coisas. Por fazer isso agora, a pessoa pode ter certeza de melhorar a qualidade de sua vida, como afirmam as Escrituras: “A devoção piedosa é proveitosa para todas as coisas, visto que tem a promessa da vida agora e daquela que há de vir.” (1 Tim. 4:8) Não se trata de simples teoria, mas da realidade, conforme demonstrado cabal e também convincentemente pela prova abundante nas vidas das pessoas.
[Foto na página 17]
A honestidade nos tratos comerciais torna felizes os fregueses.
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A prova na vida das pessoasDespertai! — 1976 | 22 de abril
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A prova na vida das pessoas
NESTE mundo confuso, é difícil a pessoa simplificar sua vida e encontrar paz mental e felicidade. Será que os princípios e conselhos da Bíblia, se postos em prática, realmente resultam em tais coisas? Por certo, se algo bom for realmente praticado, deveria produzir resultados concretos que sejam satisfatórios. Existe prova de que a Bíblia pode mover pessoas a fazer as mudanças necessárias para uma vida feliz? Pode ela ajudar as pessoas, não importa qual sua posição na vida e suas circunstâncias?
Sim, pode. Há agora pelo menos dois milhões de pessoas no mundo que realmente estudam a Bíblia e que fazem o máximo para aplicar seus conselhos em toda fase de sua vida. Verificaram que tornar a Bíblia seu único guia as levou a vidas práticas e úteis. Tais pessoas são conhecidas como testemunhas de Jeová. A maioria delas são pessoas que levavam vidas normais, acatadoras da lei, embora algumas delas, no passado, vivessem em transgressão da lei e imoralmente. Há anteriores freqüentadores de igrejas e os que não eram religiosos, pessoas tanto de famílias unidas como rompidas. Mas, todas tinham uma coisa em comum: Sentiam a necessidade de segurança emocional e desejavam realizar algo de útil e permanente em sua vida. Deus considera muito qualquer pessoa que anseia uma vida feliz,
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