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Como toma as suas decisões?A Sentinela — 1964 | 1.° de maio
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Como Toma as Suas Decisões?
TODO o mundo tem que tomar decisões. Algumas são facílimas ou até mesmo agradáveis, tais como decidir que roupa vai usar, como irá divertir-se ou que amigos escolher. Outras são mais difíceis e algumas são bem desagradáveis. Obstáculos emocionais tornam difícil o tomar decisões. Um jovem, “todo caído” de amôres, encontra-se contra a barreira de estados sociais diferentes ou de religião desigual e imagina o que fazer de melhor. Um homem ou uma mulher que tem um cônjuge infiel fica imaginando se deve tentar ajuntar os pedaços e começar tudo de nôvo ou recorrer ao divórcio.
Com tal variedade de problemas com os quais as pessoas se confrontam, não é de se admirar que elas tenham muitos modos de tomar decisões. Alguns fazem o que mais lhes apela no momento, ou tomam a vereda que lhes oferece benefícios imediatos, ou seguem a lei do menor esfôrço. Outras fazem o que os amigos ou a família querem que façam. Então, qual é o melhor modo de tomar decisões
Muitas decisões envolvem questões de princípio. Às vêzes é simplesmente uma questão do certo ou do errado: se deve fazer verdadeira ou falsa declaração de impostos; se deve seguir práticas comerciais honestas ou esconsas. Outras decisões podem tratar não meramente de uma questão de certo ou errado, mas assim mesmo envolver princípios. Para tomar tais decisões é vital que tenha uma norma para servir-lhe de guia. Senão, descobrirá inevitàvelmente que as suas decisões são influenciadas pelas tendências da carne, tais como egoísmo, temor, orgulho e ciúme, conduzindo-o a resultados infelizes.
A mais excelente norma é a Palavra de Deus, a Bíblia. (Sal. 119:105) Ela é sabedoria acumulada de Jeová, o verdadeiro Deus, e provê orientação salutar para tôdas as espécies de decisões que envolvem os princípios justos. Aos que acham que a Bíblia é antiquada com relação aos problemas modernos, o sábio Rei Salomão responde: “Nada há, pois, novo debaixo do sol.” (Ecl. 1:9, ALA) Os princípios não mudam, e os princípios bíblicos se aplicam aos nossos problemas atuais, assim como se aplicavam aos problemas humanos nos dias de Salomão. Para tomarmos decisões sábias, precisamos conhecer a norma que Deus requer e aplicá-la corretamente à solução de nossos problemas.
Tome a questão de se escolher uma religião, uma das mais importantes decisões que cada um de nós temos de tomar. Muitos escolhem automàticamente a religião dos pais sem se perguntarem se ela é certa ou não. Alguns se associam a uma religião que parece satisfazer-lhes suas necessidades ou é proveitosa para seus contatos para negócios. Ainda outros fazem a escolha para agradar ao cônjuge ou por causa do pedido emocionante de um evangelista. Mas a adoração correta é questão de agradar a Deus, não a nós. O apóstolo Paulo, tendo feito uma escolha sábia de religião e, portanto, estando bem qualificado para nos aconselhar, disse: “Persisti em certificar-vos do que é aceitável para o Senhor.” Sim, em religião, Deus vem primeiro. Mostrando que o conhecimento de Jeová é essencial na escolha da religião certa, Jesus disse: “Isto significa vida eterna, que absorvam conhecimento de ti, o único Deus verdadeiro, e daquele que enviaste, Jesus Cristo.” Estude a Palavra de Deus para que fique cheio do “conhecimento exato da sua vontade”, podendo fazer uma escolha sábia de religião. — Efé. 5:10; João 17:3; Col. 1:9.
Ao tomar uma decisão, sempre é sábio considerar os possíveis resultados e não sòmente o ganho imediato. Por que jogar fora algo valioso por causa de um prazer temporário? “Há caminho, que parece direito ao homem, mas afinal são caminhos de morte.” (Pro. 16:25, ALA) Especialmente a juventude impetuosa precisa precaver-se contra tomar tôlas decisões apressadas que só podem conduzir à vergonha e dor de cabeça.
Muitas de nossas decisões produzem grandes efeitos em outros e isto deve ser levado em consideração, especialmente pelos chefes de família e pelos superintendentes espirituais. O Rei Davi falhou em considerar isto, quando contou precipitadamente as tropas de Israel, contrariando a vontade de Jeová, e trouxe morte prematura a setenta mil de seus súditos. Que penalidade terrível para uma decisão precipitada de um só homem! (2 Sam. 24:1-15) Cônjuges às vêzes podem achar que o matrimônio chegou ao ponto do rompimento. Mas uma decisão apressada para acabar com êle pode ser evitada, se êles considerarem o efeito disto sôbre os filhos.
Mas, tomar decisões deve ser influenciado principalmente pelo conhecimento de que tudo o que fazemos influencia as nossas relações para com Deus. (1 Cor. 10:31; Col. 3:17) Por esta razão o cristão maduro toma as suas decisões não sòmente na base de ser certo ou errado, mas também de se estas o aproximam de Deus ou se o afastam dêle. Segundo Paulo o expressou: “Tôdas as coisas são lícitas; mas nem tôdas as coisas são vantajosas. Tôdas as coisas são lícitas; mas nem tôdas as coisas edificam.” (1 Cor. 10:23) A relação íntima e pessoal do cristão para com Deus é a sua mais valiosa possessão e êle não tomará decisão alguma que estrague êste vínculo. A atitude dêle é expressa pelas palavras do salmista: “Tenho pôsto a Jeová constantemente diante de mim. Visto que êle está à minha destra, não hei de vacilar.” (Sal. 16:8) Quem permanece assim tão perto de Deus se voltará naturalmente para êle, ao tomar decisões. Não importa quão difíceis possam ser as decisões, o conhecimento de que se trata da vontade de Deus, certamente fortalecerá a pessoa para ir até ao fim. Decisões tomadas dêste modo, não apenas resultam em prazer temporário, mas em felicidade e satisfação reais e duradouras, porque elas agradam a Jeová.
Estamos em dias difíceis em que temos que tomar muitas decisões duras, exigindo isto uma límpida habilidade de raciocinar, bem como um bom entendimento da Palavra de Deus e das suas normas perfeitas. Quando se confrontar com a necessidade de tomar uma decisão, procure saber o princípio envolvido, considere os resultados de cada um dos cursos possíveis, tanto para si mesmo como para outros que possam vir ao caso; mas, acima de tudo, considere como influirá na sua relação para com Deus. Então poderá tomar decisões corretas e edificantes.
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A segura Palavra de DeusA Sentinela — 1964 | 1.° de maio
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A Segura Palavra de Deus
É a Bíblia de confiança? Como podemos ter certeza?
NESTES dias de dificuldade com os quais se confronta a humanidade, quão tranqüilizador é têrmos a Palavra de Deus! Apesar da sombria predição do homem de que em breve as armas nucleares aniquilarão a raça humana, Deus promete fazer “cessar as guerras até a extremidade da terra”. Segundo a sua Palavra, a terra desfrutará então “abundância de paz até que não haja mais lua”. — Sal. 46:9; 72:7.
Mas podemos estar seguros quanto à Palavra de Deus? Podemos confiar em suas promessas? Será que Deus realmente fará cessar as guerras e introduzirá paz permanente em tôda a terra? Jesus Cristo, o homem mais sábio que já andou na terra, não viu razão para questionar a fidedignidade da Palavra escrita de Deus. Êle creu no que diz ela. Deveras, citou-a repetidamente como autoridade e, em prece de apreciação ao seu Pai, confessou: “A tua palavra é a verdade.” — João 17:17.
Muito antes dos dias de Jesus, outros líderes notáveis expressaram confiança similar na Palavra de Deus. Dignas de nota são as palavras do idoso Josué, o líder militar que Deus usou para levar os israelitas à Terra Prometida. Pouco antes de sua morte, na avançada idade de 110 anos, êle disse: “Eis que já hoje sigo pelo caminho de todos os da terra; e vós bem sabeis de todo o vosso coração, e de tôda a vossa alma, que nem uma só promessa caiu de tôdas as boas palavras que falou de vós o SENHOR [Jeová] vosso Deus: tôdas vos sobrevieram, nem uma delas falhou.” — Jos. 23:14, ALA.
Josué e seus companheiros israelitas eram testemunhas oculares do cumprimento de muitas promessas contidas na Palavra de Deus. As coisas que Deus tinha falado de antemão aconteceram perante os olhos dêles! Foi miraculoso! Que certeza lhes foi isto de se poder ter confiança na Palavra de Deus e contar com ela! Uma consideração daquelas palavras de Deus que não falharam nos dias de Josué será edificadora de nossa confiança na Palavra de Deus hoje em dia.
PRIMEVAS COMPILAÇÕES DA SEGURA PALAVRA
Por ocasião das palavras de despedida de Josué ao seu povo, a Palavra escrita de Deus incluía os primeiros cinco livros da Bíblia, conhecidos como Pentateuco. Moisés tinha terminado de escrever aquêles livros cêrca de quarenta anos antes, pouco antes de sua morte. Compilou muito da informação de documentos escritos antes disto, um dos quais êle identifica como “o livro da história de Adão”. (Gên. 5:1) Ao todo Moisés usou onze de tais livros ou documentos históricos como fonte de matéria para os primeiros trinta e seis capítulos de Gênesis. Dali em diante, a informação sôbre o que tinha acontecido antes dêle, Moisés podia colher de seu pai Anram e de outros israelitas idosos. — Gên. 2:4; 6:9; 10:1; 11:10, 27; 25:12, 19; 36:1, 9; 37:2.
Um dos primitivos documentos históricos que Moisés consultou relatava a maldição de Deus sôbre o neto de Noé, Canaã, evidentemente declarada por Noé
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