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A arqueologia confirma a BíbliaA Sentinela — 1981 | 15 de maio
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Bible, o orientalista francês Joseph Plessis escreveu: “Não parece que o legislador hebreu tenha feito uso dos diversos códigos de Babilônia e Assíria. Nada na sua obra pode ser provado como tendo sido apropriado. Embora haja similaridades interessantes, elas não são tais que não possam ser facilmente explicadas pela codificação de costumes compartilhados por pessoas da mesma origem.”
Ao passo que o Código de Hamurábi reflete o espírito de retaliação, a lei mosaica diz: “Não deves odiar teu irmão no teu coração. . . . Não deves tomar vingança nem ter ressentimento contra os filhos do teu povo; e tens de amar o teu próximo como a ti mesmo.” (Lev. 19:17, 18) Isto não somente prova que Moisés não se apropriou de nada de Hamurábi, mas a comparação entre as leis bíblicas e as inscritas nas tabuinhas e nas estelas escavadas pelos arqueólogos mostram que as leis bíblicas são muito superiores àquelas que governavam outros povos antigos.
A ARQUEOLOGIA E AS ESCRITURAS GREGAS
Que dizer das Escrituras Gregas, comumente chamadas de “Novo Testamento”? Confirmou a arqueologia a exatidão desta parte importante da Bíblia? Escreveram-se livros inteiros mostrando que há tal confirmação. Já em 1890, o erudito bíblico francês F. Vigouroux publicou um livro de mais de 400 páginas intitulado “Le Nouveau Testament et les découvertes archéologiques modernes” (O Novo Testamento e as Modernas Descobertas Arqueológicas). Ele fornece nele prova abundante em apoio dos Evangelhos, de Atos dos Apóstolos e das cartas contidas nas Escrituras Gregas. Em 1895, W. M. Ramsay publicou seu livro agora já clássico S. Paulo, o Viajante, e o Cidadão Romano (em inglês), fornecendo muita matéria valiosa sobre a autenticidade das Escrituras Gregas Cristãs.
Mais recentemente, publicaram-se muitos outros livros e artigos eruditos, mostrando como a arqueologia tem demonstrado a veracidade da Bíblia inteira. E. M. Blaiklock escreveu no seu livro A Arqueologia do Novo Testamento, publicado em inglês pela primeira vez em 1970: “As notáveis vindicações da historiografia bíblica ensinaram aos historiadores o respeito pela autoridade tanto do Antigo como do Novo Testamento, e a admiração pela exatidão, a profunda preocupação com a verdade e a perspicácia histórica, inspirada, dos diversos escritores que deram à Bíblia seus livros de história.”
Sim, a arqueologia claramente apóia a Bíblia. Mas, que dizer de outros campos de ciência?
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As cidades encravadasA Sentinela — 1981 | 15 de maio
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As cidades encravadas
HAVIA cidades de determinado povo ou tribo que ficavam encerradas no território duma tribo diferente, chamadas em hebraico de mivdalóhth, ou “lugares separados”, “enclaves”. Exemplos modernos de enclaves são Berlim Ocidental, cercada pelo território da Alemanha Oriental, e a propriedade doada às Nações Unidas, encravada na cidade de Nova Iorque. Parte da antiga Jerusalém permanecia um enclave jebuseu dentro do território de Israel por quatro séculos, até que Davi finalmente a capturou. — Jos. 15:63; Juí. 1:21; 19:11, 12; 2 Sam. 5:6-9.
Na divisão da Terra da Promessa entre as doze tribos, havia cidades dentro do território geral de uma tribo que pertenciam a outra tribo. De acordo com Josué 16:9, “os filhos de Efraim possuíam cidades encravadas no meio da herança dos filhos de Manassés” (NM), quer dizer, “as cidades que se separaram para os filhos de Efraim, que estavam no meio da herança dos filhos de Manassés”. (Almeida, atualizada; veja também Josué 17:8, 9.) Alguns dos filhos de Manassés moravam em cidades dentro das fronteiras de Issacar e de Aser. — Jos. 17:11; 1 Crô. 7:29.
A herança de Simeão consistia em cidades que todas se encontravam no território de Judá, visto que a parte desta última tribo “mostrou ser grande demais para eles”. (Jos. 19:1-9) As quarenta e oito cidades administradas pelos levitas, inclusive as seis cidades de refúgio, eram todas enclaves no território de outras tribos. (Jos. 21:3-41) Assim se cumpriu a profecia de Jacó, no seu leito de morte, a respeito de Simeão e de Levi, de que ‘não teriam parte em Jacó, mas seriam espalhados em Israel’. — Gên. 49:7. — Tirado de Ajuda ao Entendimento da Bíblia, p. 517, em inglês.
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