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Apreciando o livro de sabedoria vitalizadoraA Sentinela — 1966 | 15 de setembro
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que o precedeu que este livro pertence a única coleção de escritos divinamente inspirados.
18. Além de inspirar a escrita dos livros de per si da Bíblia, que outra operação do espírito santo foi exigida para a elaboração do cânon bíblico?
18 Ao passo que houve outros escritos contemporâneos dos incluídos no cânon bíblico, nem todos tinham evidência de inspiração nem pretendiam ser inspirados, na maior parte, muito embora contivessem relatos històricamente verídicos. Sem dúvida, Jeová Deus, pelo seu espírito, orientou a catalogação dos escritos inspirados. Assim como todo livro de per si daria evidência de sua inspiração, e, por isso, de sua autoria, assim a coleção, como um todo, tinha de dar evidência de sua orientação e direção inspiradas. E dá realmente. Não haveria nada em nenhum dos escritos de per si que colidisse com a harmonia interna do todo. Neste respeito, a Bíblia, como coleção de livros de diferentes escritores, destaca-se como ímpar, não há verdadeiramente nada semelhante a ela em existência. Nenhum outro livro pode sustentar com êxito a afirmação de ser a revelação progressiva da vontade e dos propósitos de Deus e de seus tratos com a humanidade.
19. (a) Que considerações orientariam Esdras e a Grande Sinagoga em determinar o cânon das Escrituras Hebraicas? (b) Por volta de que tempo, provavelmente, terminara este cânon, e em que consistia?
19 Foi sem dúvida com tais considerações em mente e sob a orientação da diretiva força invisível de Deus que o escriba Esdras e os da Grande Sinagoga, depois dele, traçaram o catálogo dos livros canônicos das Escrituras Hebraicas. Parece provável que, como sustenta o conceito judeu tradicional, o cânon das Escrituras Hebraicas foi fixado por volta do fim do quinto século A. E. C. Este cânon não incluía os escritos apócrifos anexados em algumas edições da Bíblia, mas alistava apenas trinta e nove livros geralmente aceitos e que aparecem na maioria das Bíblias modernas. Esse cânon foi o aceito por Jesus e pela primitiva igreja cristã, e do qual Jesus e seus discípulos citaram como sendo autoridade, como sendo a Palavra de Deus.d — João 17:17.
20. De que modos o crescente cânon bíblico manifestava harmonia interna e testificava de sua única autoria?
20 Ao crescer o cânon bíblico, as revelações originais sobre Deus e seu propósito para o homem, registradas em Gênesis, permaneceram irrefutáveis. Antes, foram confirmadas, esclarecidas e ampliadas pelos escritos posteriores. A uma só voz, continuaram a testificar que só há um Deus, o Criador, cujo nome é Jeová. Sendo o Deus que não pode mentir, suas normas da verdadeira justiça, primeiro expressas em seu julgamento sobre Adão e Eva, foram mantidas. Mas, a revelação em processo o revela como Deus de bondade imerecida para com outros infelizmente nascidos de pais humanos imperfeitos. Ademais, os proferimentos proféticos do primeiro livro da Bíblia provam ser alicerces básicos nos quais são construídas firmemente as posteriores revelações da vontade Divina. Assim, a promessa do Descendente, em Gênesis 3:15, inicia uma série maravilhosa de revelações proféticas que corre por toda a Bíblia como um colar de pedras preciosas. Ao mesmo tempo, junto com outros temas bíblicos estimulantes, ajunta os livros de per si da Bíblia, como testemunho de sua única autoria comum.
21. (a) Antes de considerar a Bíblia como uma série de eventos desconjuntados e quadros não-relacionados, como a deveríamos considerar? (b) Ao que ela conduz o homem?
21 Ao ser escrito cada livro, desenrola-se o emocionante propósito de Deus — não como uma série de episódios desconjuntados ou quadros proféticos não-relacionados, mas, como maestral tapeçaria, a Bíblia revela os propósitos de Deus como um quadro composto, todas as suas partes se relacionando mutuamente, cada incidente ou evento da história bíblica tendo alguma parte a desempenhar no entendimento do todo. Cada pensamento, doutrina, evento, revelação ou profecia se enquadra no seu devido lugar no quadro, jamais colidindo ou contradizendo, mas contribuindo para a nossa compreensão do grandioso propósito de Jeová Deus. Acima de tudo, este maravilhoso livro, a Bíblia, ajuda-nos a vir a conhecer a Deus, e tal conhecimento significa a nossa vida. — João 17:3.
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“Aumentar no conhecimento exato de Deus”A Sentinela — 1966 | 15 de setembro
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“Aumentar no conhecimento exato de Deus”
1, 2. (a) Que condição quanto à aprendizagem predisse Paulo para os “últimos dias” e por que seria assim? (b) Que outro fator influencia nosso crescimento em conhecimento exato?
AO FALAR dos “últimos dias”, em que haveria “tempos críticos, difíceis de manejar”, o apóstolo Paulo escreveu a respeito dos que estão “sempre aprendendo, contudo, nunca podendo chegar a um conhecimento exato da verdade”. Esta aprendizagem é deveras fútil, pois deixa de ter qualquer proveito real. É por isso que em sua carta aos colossenses, o mesmo apóstolo orou para que seus concristãos pudessem ‘prosseguir em dar fruto em toda boa obra e em aumentar no conhecimento exato de Deus’. — 2 Tim. 3:1, 7; Col. 1:10.
2 Como é que alguns estão “sempre aprendendo, contudo, nunca podendo chegar ao conhecimento exato da verdade”? Naturalmente, como mostra o contexto destas palavras, as pessoas que não amam verdadeiramente a Deus e que não o colocam em primeiro lugar em sua vida não poderiam alcançar o conhecimento exato da verdade. Entregarem-se ao pecado e servirem de instrumento para o desejo errado impede o fluxo do espírito de Deus, que é essencial a este entendimento. (1 Cor. 2:10-14) Mas, o modo de acumularmos o conhecimento também determina o grau de nosso entendimento e de nossa compreensão.
3. Como podemos testar a exatidão de nosso conhecimento, e como se pode ilustrar isto?
3 Por exemplo, o homem talvez considere construir uma casa ele mesmo. Talvez junte todos os materiais necessários e os deposite no local da construção — empilhando tijolos, sacos de cimento, armações de janelas e portas, telhas, e assim por diante. Mas, a menos que comece a colocar juntos todos os materiais segundo um plano ou uma planta definida, permanecerão apenas um montão de itens não-relacionados que não servem para nenhum propósito útil. E é exatamente assim que algumas pessoas parecem acumular conhecimento, ou, pelo menos, itens de informações, inclusive informações religiosas ou bíblicas, acumulando-as na mente como miscelânea de idéias não-relacionadas. É somente quando a construção real começa no local de construção que é possível determinar se os materiais satisfazem as necessárias especificações e se ajustarão corretamente no seu devido lugar na estrutura. O mesmo se dá com a edificação de conhecimento exato na mente. É somente quando relacionamos o que conhecemos, colocando junto o nosso conhecimento num padrão composto, que podemos discernir se nosso conhecimento é exato, harmonioso e compreensível, ou se consiste em inexatidões, contradições e possivelmente até em falsidades. Mesmo que tenhamos os fatos corretos, se não forem entendidos em sua devida relação uns para com os outros, nosso entendimento ainda conterá falhas e poderia levar-nos a fazer decisões ruins ou a tirar conclusões erradas.
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