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  • Deve o nome ser usado?
    A Sentinela — 1984 | 1.° de julho
    • seu nome. Tornai conhecidas entre os povos as suas ações. Fazei menção de que seu nome deve ser sublimado. Entoai melodias a Jeová, porque agiu magnificamente. Isto se deve dar a conhecer em toda a terra.” — Isaías 12:4, 5.

      Soa-lhe isso como se este poderoso nome devesse ser ocultado, ou não devesse ser usado? Que devesse ser substituído por alguma outra palavra? Os tradutores que retiram o nome de Deus do Seu próprio livro obviamente não possuem o mesmo apreço pelo nome Dele que Abraão, Sara, Jacó, Moisés, Arão, Samuel, Davi e Isaías, que temiam a Deus, tinham.

      Tampouco os profetas posteriores ocultaram este nome, considerando-o por demais sagrado para se usar, ou achando que os anteriores escritores da Bíblia estavam errados e que este nome devesse ser substituto por alguma outra palavra. As mensagens deles estavam repletas de expressões tais como as seguintes: “Ouvi a palavra de Jeová.” “Assim disse Jeová dos exércitos, o Deus de Israel.” “Assim disse o Soberano Senhor Jeová.” — Jeremias 2:4; 19:15; Ezequiel 21:28.

      Tampouco o uso deste nome se restringia a assuntos religiosos. Não só era usado por instrutores, mas o povo comum usava o nome de Deus na conversa cotidiana. A Bíblia diz que Boaz dizia aos que trabalhavam no seu campo: “Jeová seja convosco”, a que eles respondiam: “Jeová te abençoe.” — Rute 2:4.

      Os arqueólogos têm encontrado confirmações das declarações da Bíblia de que as pessoas usavam este nome. Na década de 30, descobriram as Cartas de Laquis, fragmentos de cerâmica que se crê datarem da conquista de Babilônia no século sete AEC. Estas usam repetidas vezes expressões tais como: “Que YHWH [Iavé ou Jeová] faça que meu senhor ouça hoje mesmo notícias de paz!”

      Mesmo não-israelitas conheciam e usavam o nome de Deus. Os gibeonitas disseram a Josué: “Teus servos vieram por causa do nome de Jeová, teu Deus, pois ouvimos sua fama e tudo o que ele fez no Egito.” (Josué 9:9) No décimo século antes de nossa Era Comum, o inimigo de Israel, Mesa, rei de Moabe, registrou o nome na Pedra Moabita que foi redescoberta em 1868 e se encontra atualmente exposta no museu Louvre, em Paris.

      Esses fatos não devem nos surpreender. Em vez de sugerir que se tratava de um nome particular, secreto, que não devia ser usado, Moisés havia dito ao povo: “E todos os povos da terra terão de ver que o nome de Jeová foi invocado sobre ti.” (Deuteronômio 28:10) Como poderia isso acontecer se nem mesmo os adoradores usassem o Seu nome?

      Em vez de ser inefável, o nome era honrado, amado e respeitado. Foi usado ao se dar nome a lugares e até mesmo a pessoas. Abraão chamou o lugar onde ele foi para sacrificar Isaque de “Jeová-Jiré”. (Gênesis 22:14) E os nomes que se seguem estão entre nomes bíblicos bem conhecidos, cujos significados envolvem Jeová, ou Já, a forma poética abreviada do nome de Jeová: Ezequias, Isaías, Josias, Neemias, Obadias, Sofonias e Zacarias. As pessoas até mesmo usam o nome de Deus para dar nome hoje aos filhos. De fato, o maravilhoso nome de Deus pode estar incluído no seu próprio nome! Conhece alguém chamado Joel? O nome dele significa “Jeová é Deus”. Que dizer de Jonatã? Significa “Jeová tem dado”. Josué significa “Jeová é salvação”. E qualquer pessoa que tenha o nome comum de João, tem um nome que significa “Jeová tem sido gracioso”.

      Portanto, apesar da crença de alguns de que o nome de Deus é por demais sagrado para ser pronunciado, e de outros no sentido de que deve ser ignorado, não há meio de omiti-lo da Bíblia. Está incluído em todos esses nomes bíblicos que foram usados durante os muitos séculos em que as pessoas não só conheciam o sagrado nome de Deus, JEOVÁ, mas o usavam na oração, na adoração e na conversa diária.

      Mas, que dizer das Escrituras Cristãs, muitas vezes chamadas de o Novo Testamento? O nome Jeová está incluído nos nomes de Jesus e João, e na palavra “Aleluia”, mas por que não aparece com mais freqüência? A resposta a essa importante pergunta é considerada a seguir.

  • O nome de Deus nas Escrituras Cristãs
    A Sentinela — 1984 | 1.° de julho
    • O nome de Deus nas Escrituras Cristãs

      QUANDO Jesus chamou a Deus de seu Pai, seus ouvintes judeus conheciam Aquele a respeito de quem ele falava. Eles viam o nome de Deus nos rolos hebraicos da Bíblia disponíveis em suas sinagogas. Um de tais rolos foi entregue a Jesus na sinagoga de sua cidade natal, Nazaré. Ele leu uma passagem de Isaías que continha duas vezes o nome de Jeová. — Lucas 4:16-21.

      Os primitivos discípulos de Jesus também viam o nome de Deus na Septuaginta — a tradução da Bíblia para o grego, que os primitivos cristãos usavam ao ensinar e ao escrever. É verdade que em certa época pensou-se que o nome de Deus não aparecia na Septuaginta, mas agora sabe-se definitivamente que este nome era tão respeitado que o Tetragrama (termo usado pelos estudiosos para as quatro letras com que é escrito o nome de Deus em hebraico) foi copiado em letras hebraicas e inserido no texto grego.

      Áquila escreveu o nome de Deus em hebraico no seu texto grego já mesmo no segundo século. No terceiro século, Origines escreveu que “nos manuscritos mais fiéis, o NOME está escrito em caracteres hebraicos”. No quarto século, Jerônimo, tradutor da Bíblia, escreveu: “Encontramos o nome de Deus (i.e., זהוה), composto de quatro letras, em certos volumes gregos até mesmo nos dias atuais, expresso em letras antigas.”

      O Dr. Paul E. Kahle escreve: “Sabemos agora que o texto grego da Bíblia [a Septuaginta], no que tange a ter sido escrito por judeus para judeus, não traduziu o nome Divino por ky’·rios [Senhor], mas o Tetragrama escrito com letras hebraicas ou gregas foi retido em tais MSS [manuscritos].” — The Cairo Geniza, páginas 222, 224.

      Que significa isso? Significa que, quer falassem hebraico, quer grego, quando os ouvintes de Jesus liam as Escrituras, eles encontravam nelas o nome de Deus. Assim, é só razoável que quando citavam esses textos eles seguissem o costume que haviam observado — colocar as quatro letras hebraicas do nome de Jeová ao escreverem o texto das Escrituras Gregas Cristãs.

      No Journal of Biblical Literature (Periódico de Literatura Bíblica), George Howard, professor-adjunto de religião na Universidade da Geórgia, escreveu: “Visto que o Tetragrama ainda era escrito nos exemplares da Bíblia grega, que compunha as Escrituras da primitiva igreja, é razoável crer que os escritores do N[ovo] T[estamento], ao citarem a Escritura, preservaram o Tetragrama dentro do texto bíblico.” — 1977, Volume 96, N.º 1, página 77.

      A SUBSTITUIÇÃO DO NOME DE DEUS

      Pelo visto, mais tarde o nome divino foi omitido tanto da Septuaginta como do “Novo Testamento”, quando cristãos não judeus não mais entendiam o significado das letras hebraicas. Assim, o dr. Kahle escreve: “Foram os cristãos que substituíram o Tetragrama por ky’·rios [Senhor], quando o nome divino em letras hebraicas não era mais entendido.” — The Cairo Geniza, página 224.

      De que importância foi esta perda? O professor Howard afirma: “Em nosso conceito, esta remoção do Tetragrama gerou confusão na mente dos primitivos cristãos gentios quanto ao relacionamento entre o ‘Senhor Deus’ e o ‘Senhor Cristo’.” — Página 63 do artigo citado anteriormente.

      Por exemplo, o Salmo 110:1 diz: “A pronunciação de Jeová, a meu Senhor é.” Este trecho é citado em Mateus 22:44, onde, depois que o nome Jeová foi omitido, a maioria das traduções modernas rezam: “O Senhor disse a meu Senhor.” Assim, para os membros das religiões da cristandade, perdeu-se a distinção definida entre Jeová (“o Senhor”) e Jesus (“meu Senhor”).

      Há grandes vantagens em se seguir o exemplo bíblico de usar o nome de Deus: (1) Ajuda-nos a encarar a Deus como Pessoa, não apenas uma força. (2) Contribui para que nos acheguemos mais a ele. (3) Elimina a confusão, aguçando nossa percepção a respeito dele, e harmonizando ainda mais as nossas idéias com o que a Bíblia realmente ensina.

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