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A palavra de Deus continua a crescer no ChileDespertai! — 1971 | 8 de agosto
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de pessoas que compareceram à última celebração da Refeição Noturna do Senhor. Havia 19.850 na assistência!
A capital, Santiago, agora possui trinta e três congregações dos discípulos do Senhor Jesus Cristo, e o ministro-presidente de uma delas é Ricardo Traub, que, quarenta anos antes, abriu a obra de pregação das testemunhas de Jeová no Chile.
As 7.572 testemunhas de Jeová no Chile, inclusive sessenta e três missionários, treze dos quais têm estado aqui já por mais de vinte anos, estão deveras ocupados em disseminar a boa-nova do Reino. Regozijam-se com o novo prédio da sucursal e novo lar que acaba de ser dedicado, e emocionam-se com esta nova evidência de que a Palavra de Deus continua a crescer no Chile.
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Quem escreveu Segunda Pedro?Despertai! — 1971 | 8 de agosto
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“A Tua Palavra É a Verdade”
Quem escreveu Segunda Pedro?
MUITOS modernos especialistas religiosos da cristandade expressam certa dúvida de que o apóstolo Pedro realmente escreveu Primeira Pedro. No entanto, muitos deles dogmaticamente asseveram que o apóstolo Pedro simplesmente não poderia ter escrito Segunda Pedro. Chamam-na de “pseudografia”, isto é, uma contrafação.
Assim, The Interpreter’s Bible (A Bíblia do Intérprete; 1957) embora refute as acusações de que Primeira Pedro não é genuína, declara que “a possibilidade da autoria de Pedro é definitivamente eliminada” com respeito à Segunda Pedro. The Jerusalem Bible (1966) semelhantemente considera Primeira Pedro como autêntica, mas diz no que tange a Segunda Pedro, que o escritor talvez “pertencesse a um grupo dos discípulos de Pedro. . . . Isto é o que chamaríamos de contrafação, mas é algo que naqueles dias, a convenção literária achava admissível”. Em sentido similar, a New Catholic Encyclopedia (1967), Vol. 1, p. 577, declara que “quase todos os críticos concordam que” Segunda Pedro é “pseudônimo”, isto é, uma contrafação.
Por que tantos críticos modernos que professam ser especialistas bíblicos questionam a canonicidade e a autenticidade de Segunda Pedro? Uma razão é que os primitivos “padres da igreja” citam pouco a carta. Por que isso se dá? Bem poderia ser que Segunda Pedro simplesmente não circulava tão amplamente quanto Primeira Pedro.
Entre outras objeções suscitadas a ter sido Segunda Pedro escrita pelo apóstolo Pedro acha-se o fato de que seu estilo de escrita é diferente do de Primeira Pedro. Mas, o que prova isso? Pouco, quando analisamos a carta. Em sua primeira carta, Pedro diz que usa Silvano como seu secretário. (1 Ped. 5:12) Em vista disso, é de se esperar que seu estilo difira um tanto do encontrado em Segunda Pedro, se Pedro usou outro secretário ou a escreveu ele mesmo.
Esta própria questão de estilo de escrita apóia fortemente que Pedro tenha escrito a segunda carta que leva seu nome. O falecido professor W. G. Moorehead declara que “não são poucos os casos em que palavras raramente encontradas nos outros livros da Bíblia são comuns às duas Epístolas”. Por exemplo, há areté, significando “virtude”. Encontra-se em ambas as cartas de Pedro, mas apenas em Filipenses 4:8 em todas as demais partes. (1 Ped. 2:9; 2 Ped. 1:3, 5) Este professor também observa que há “muitas similaridades em idéias e em dição nas duas Epístolas”.
Similarmente, o especialista E. M. B. Green declara que “apesar das amplas diferenças, nenhum livro do Novo Testamento é tão parecido a 2 Pedro quanto 1 Pedro. Tem-se demonstrado . . . ter uma afinidade tão íntima, numa base puramente lingüística, como 1 Timóteo e Tito, onde a unidade de autoria é universalmente admitida”. — The Expositor’s Bible, p. xvi.
Daí, então, certo Professor J. R. Lumby observa que, em Primeira Pedro, há vinte palavras que não se encontram em nenhuma outra parte das Escrituras Gregas Cristãs. E há vinte e quatro outras palavras encontradas em Segunda Pedro que não se encontram em nenhuma outra parte nas Escrituras. Se alguém estivesse tentando perpetrar uma contrafação, certamente teria usado as vinte palavras distintivas de Primeira Pedro, ao invés de deixá-las de lado e usar vinte e quatro outras palavras distintivas. Mas, tais fatos são coerentes com o ter Pedro escrito ambas as cartas; aparentemente tinha a tendência de empregar tais palavras pouco usadas.
Entre outras objeções a Segunda Pedro como tendo sido escrita pelo apóstolo Pedro, há a afirmação de que as idéias apresentadas ali sabem mais ao segundo século do que ao primeiro século de nossa Era Comum. Isso é mera questão de interpretação quanto ao que Pedro tinha presente quando escreveu.
Mas, não se refere Segunda Pedro aos escritos do apóstolo Paulo como Escrituras, afirmando que alguns os torciam, para seu próprio dano? Não aponta tal indício do desenvolvimento da apostasia para os eventos do segundo século? Não. O apóstolo Paulo começou a escrever cartas cerca de quinze anos antes de Segunda Pedro ser escrita, tempo amplo para que as cartas de Paulo ficassem estabelecidas como Escrituras, no que tange a Pedro. E a apostasia, a que Pedro alude, já estava em operação nos dias de Paulo; não veio a aparecer no segundo século. — 1 Tim. 1:20; 2 Ped. 3:15, 16.
O fato é que Segunda Pedro tem muito em comum com Primeira Pedro no que toca à substância, como também quanto ao estilo de escrita. Para mencionar dois pontos: Ambas as cartas fazem referência ao Dilúvio e mostram que apenas oito pessoas sobreviveram. É interessante que, além do apóstolo Pedro, apenas Jesus Cristo recorreu ao Dilúvio para destacar uma lição, isso é, no que diz respeito às Escrituras Gregas Cristãs. (Mat. 24:37-39; 1 Ped. 3:20; 2 Ped. 2:5; 3:6, 7) Tanto Primeira como Segunda Pedro destacam a importância das inspiradas Escrituras e a maneira de sua inspiração. — 1 Ped. 1:10-12; 2 Ped. 1:19-21.
As referências em Segunda Pedro às experiências pessoais de Pedro fornecem outra evidência de que foi escrita pelo apóstolo. Começa com “Simão Pedro, escravo e apóstolo de Jesus Cristo, aos que obtiveram uma fé, tida por igual privilégio como a nossa. Ademais, o escritor de 2 Pedro 1:14 faz referência ao que Jesus disse a Pedro quanto à maneira de sua morte, conforme registrado em João 21:18, 19. O escritor então fala da transfiguração de Jesus Cristo, que havia testemunhado por ocasião em que ouvira as palavras de Deus, testificando o fato de que Jesus é Seu Filho amado. Como resultado de ter testemunhado tal cena, o escritor diz: “Temos a palavra profética tanto mais assegurada.” — Mat. 17:1-9; 2 Ped. 1:19.
Adicionalmente, o escritor faz referência a ter escrito uma carta anterior, dizendo: “Amados, esta é agora a segunda carta que vos escrevo, sendo que nela, como na minha primeira, estou acordando as vossas claras faculdades de pensar por meio dum lembrete.” (2 Ped. 3:1) E, é de interesse que, esta carta contém um toque pessoal muito forte. Sete vezes nesta carta breve, ele se refere a si mesmo pelo pronome pessoal “eu”, tais como: “Eu acho direito, enquanto estiver nesta habitação.” (2 Ped. 1:12-15; 3:1) Em toda a carta, achamos um fervor e uma maneira direta que teria sido quase que impossível um falsificador imitar.
Quando se examinam todos os fatos, torna-se claro que os ventos e as chuvas da alta crítica açoitam em vão o testemunho da palavra de Deus. Aqueles que desejam questioná-la, encontram aparentes mosquitos a coar, mas, ao assim fazer, engolem os camelos da dúvida infundada. Jeová Deus se certificou de que apenas os livros e as cartas autênticos se tornassem parte de sua Palavra, a Santa Bíblia.
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Itens NoticiososDespertai! — 1971 | 8 de agosto
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Itens Noticiosos
Aumento das Explosões Nucleares
◆ De 1945 a 1963, os EUA, a Rússia, a Grã-Bretanha e França efetuaram 440 explosões nucleares, a maioria na atmosfera. Isto deu uma média de 24 por ano. Daí, em 1963 os EUA, a Rússia e a Grã-Bretanha assinaram um tratado proscrevendo todos os testes de armas nucleares, exceto os subterrâneos. No entanto, desde aquele tratado, os EUA já explodiram 224 bombas nucleares no subterrâneo, a Rússia pelo menos 45, e a Grã-Bretanha 2. A França e a China Vermelha, que não assinaram o tratado, explodiram 41, a maioria na atmosfera. Assim, desde o tratado de proscrição dos testes, de 1963, efetuaram-se pelo menos 312 explosões nucleares, uma média de cerca de 42 por ano, cerca de 75 por cento mais por ano do que antes da proscrição.
Decai o Prestígio Militar
◆ Em seu número de 21 de dezembro de 1970, a revista Time relata: “Em grande parte por causa da Guerra do Vietnam, o prestígio militar está decaindo. Muitos reservistas, inclusive cadetes e aspirantes da marinha de West Point e Annapolis, tentam esconder suas ligações militares quando estão de licença . . . As taxas de realistamento decresceram aos seus níveis mais baixos desde 1955. Somente 31% dos reservistas de todas as categorias e subdivisões se apresentam como voluntários para um segundo termo.” Em adição, as autoridades reconhecem que o recrutamento militar tornou-se extremamente desagradável para os rapazes. Os oficiais do governo dizem que abandonariam por completo o recrutamento se se pudesse manter uma força militar toda de voluntários.
O Dólar Minguante
◆ Em matéria de poder adquisitivo, o dólar estadunidense de 1942 valia apenas 68 centavos de dólar por volta de 1949. Lá por 1957, seu valor minguara a 58 centavos. E em 1970, comprava apenas 42 centavos em mercadorias em comparação com 1942. Assim, em 28 anos, o valor de um dólar decresceu quase 60 por cento, vítima de contínua inflação.
Norte-Americanos Deixam o País
◆ Crescente número de pessoas deixam os EUA, mudando-se para outros países. Por exemplo, os que vão para a Nova Zelândia aumentaram em cerca de 30 por cento em um ano. Por que essa saída? As razões principais se relacionam às pressões e tensões da vida norte-americana, bem como aos problemas de emprego.
Ruas Inseguras
◆ As ruas das principais cidades nos EUA tornam-se cada vez mais inseguras, especialmente depois do anoitecer. A cidade de Nova Iorque relatou um aumento de 45 por cento em roubos e assaltos pelas costas em um só mês recente em comparação com o ano anterior. Naquele mês, houve 6.838 casos relatados, uma média de mais de 200 por dia! Em Washington, D. C., um turista de Nevada hospedado num hotel caro disse: “Nunca pensei que teria uma experiência dessas na capital da nação. Na noite passada, às 18,30 um guarda me parou ao andar perto de meu hotel e me disse para sair da rua àquela hora. É inseguro, disse ele.”
A Música “Rock” Afeta a Audição
◆ Os médicos estão descobrindo que os adolescentes que ouvem uma dieta constante de música “rock” sofrem vários graus de perda de audição. O especialista em sons, Theodore Berland, afirma que “o novo som da música [‘rock’] é mil vezes mais epidemiologicamente perigoso do que o som antigo”. Sugeriu-se, e não totalmente em tom de brincadeira, que todos os discos de música “rock quente” levassem o rótulo: “Aviso! A música moderna pode ser perigosa para a sua audição.”
De Quem É a Culpa?
◆ Grande parte da juventude brasileira não vai à igreja. Não dão atenção aos assuntos religiosos. De quem é a culpa? O arcebispo católico-romano de São Paulo, Dom Evaristo Arns, admitiu: “Nós somos os culpados, se a juventude não acerta. A juventude, se tiver grandes ideais, se empenha
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