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  • O papel dos hicsos na história egípcia
    A Sentinela — 1972 | 1.° de janeiro
    • por um golpe de estado rápido se colocaram na chefia do governo existente. Numa obra recente (The World of the Past, 1963, p. 444), Jaquetta Hawkes, arqueólogo, declara: “Não mais se cogita que os governantes hicsos . . . representem a invasão duma horda conquistadora de asiáticos. O nome parece significar Governantes das Terras Superiores, e tratava-se de grupos nômades de semitas que há muito haviam chegado ao Egito para comerciar e para outros fins pacíficos.” Este ponto de vista, porém, torna difícil de explicar como tais “grupos nômades” puderam obter o domínio do Egito, especialmente visto que a “Dinastia Doze”, anterior a este período, é considerada como tendo levado o país ao ápice do poder.

      O precedente ilustra que há muita confusão, não só na história egípcia antiga, mas também entre os seus intérpretes modernos. Por conseguinte, não se pode chegar a nenhuma conclusão concreta sobre a validez do “Período dos Hicsos”.

      Entretanto, pode ser que a narrativa de Maneto, conforme citada por Josefo, seja simplesmente uma tradição egípcia deturpada. Nunca se deve esquecer que o registro da história no Egito, bem como em muitos países do Oriente Próximo, estava inseparavelmente ligado com o sacerdócio, sob cuja tutelagem se treinavam os escribas. Por isso seria muito incomum que não se tivesse inventado uma explicação propagandística para dar conta do completo fracasso dos deuses egípcios de impedir o desastre que Jeová Deus trouxe sobre o Egito e seu povo. Nas páginas da história, mesmo de história recente, existem muitos exemplos de flagrante deturpação. Os oprimidos foram representados como opressores, e vítimas inocentes, como agressores perigosos e cruéis. — Êxo. 12:12, 29-32; 14:15-31.

      Portanto, a narrativa de Maneto (escrita mais de mil anos após o êxodo de Israel do Egito), se preservada com alguma exatidão por Josefo, talvez represente as tradições deturpadas transmitidas pelas gerações sucessivas de egípcios para atenuar a verdade a respeito da residência de Israel no seu país. Se este for o caso, os hicsos não seriam senão os israelitas, embora apresentados de maneira deturpada.

  • Pôncio Pilatos — político romano
    A Sentinela — 1972 | 1.° de janeiro
    • Pôncio Pilatos — político romano

      Em 1961, encontrou-se uma inscrição parcialmente danificada no local da antiga cidade costeira de Cesaréia, situada a uns 87 quilômetros ao nor-noroeste de Jerusalém. Esta inscrição leva o nome “[Pon]tius Pilatus”, i.e. Pôncio Pilato. Foi perante este Pôncio Pilatos que os líderes judaicos acusaram a Jesus Cristo falsamente de subversão, de promover o não-pagamento dos impostos e de se constituir em rei, como rival de César. Mas quem era este homem que por fim cedeu as demandas de Jesus ser pendurado numa estaca? Por que fez isso?

      Tibério César designou a Pilatos como governador da Judéia no ano 26 E.C. Segundo o historiador Josefo, Pilatos ofendeu os seus súditos. Certa noite, ele enviou os soldados romanos a Jerusalém com estandartes que tinham imagens do imperador. Subseqüentemente, uma delegação dos judeus viajou a Cesaréia para protestar a presença dos estandartes e exigir a sua remoção. Depois de cinco dias de discussão, Pilatos tentou amedrontar os peticionários com ameaças de execução pelos seus soldados, mas a sua recusa decidida de cederem o induziu a aceitar o pedido deles. (Antiquities of the Jews, Livro XVIII, cap. III, § 1) Filo, escritor judaico do primeiro século E.C., em Alexandria, no Egito, descreve um ato algo similar, da parte de Pilatos, que envolveu escudos de ouro com os nomes de Pilatos e de Tibério. — De Legatione ad Gaium, XXXVIII.

      Josefo registra ainda outro distúrbio. A fim de construir um aqueduto, para trazer água a Jerusalém duma distância de cerca de quarenta quilômetros, Pilatos usou dinheiro do tesouro do templo em Jerusalém. Quando fez uma visita à cidade, grandes multidões clamaram contra este ato. Pilatos enviou então soldados disfarçados para se misturarem na multidão, e, a um sinal, atacarem os judeus. (Antiquities of the Jews, Livro XVIII, cap. III, § 2; Wars of the Jews, Livro II, cap. IX § 4) Se Lucas 13:1 não se referir a outro incidente, talvez tenha sido nesta ocasião que Pilatos ‘misturara o sangue dos galileus com os sacrifícios deles’. Isto parece indicar que os mandou matar na própria área do templo. Visto que os galileus eram súditos de Herodes Ântipas, governante distrital da Galiléia, esta matança talvez tenha sido pelo menos um fator contribuinte para a inimizade existente entre Pilatos e Herodes, até o tempo do julgamento de Jesus. — Luc. 23:6-12.

      Em 14 de nisã de 33 E.C., de madrugada, Jesus foi levado a Pilatos pelos líderes judaicos. Quando se lhes disse que tomassem a Jesus e o julgassem eles mesmos, os acusadores responderam que não lhes era lícito executarem alguém. Pilatos levou então Jesus ao palácio e o interrogou a respeito das acusações. Era evidente que Jesus era inocente. Entretanto, diversas tentativas de Pilatos para libertar o acusado resultaram apenas em maior clamor para Jesus ser pendurado numa estaca. Temendo um motim e procurando aplacar a multidão, Pilatos acedeu aos desejos deles, lavando as mãos como que se livrando da culpa de sangue.

      Pilatos mandou então que Jesus fosse chicoteado, e os soldados colocaram uma coroa de espinhos na cabeça de Jesus e vestiram-no de trajes reais. Mas Pilatos apareceu de novo perante a multidão, dando a conhecer que não achara culpa em Jesus. Os líderes do povo continuaram a clamar para que Jesus fosse pendurado numa estaca, revelando então pela primeira vez a acusação de blasfêmia, que faziam. Sua referência a que Jesus se constituíra em “filho de Deus” aumentou o receio de Pilatos, e ele levou a Jesus para dentro, para interrogá-lo mais ainda. Os esforços finais para liberta-lo resultaram na advertência dos opositores judaicos, de que Pilatos se expunha a ser acusado de oposição a César. Depois de ouvir esta ameaça, Pilatos se sentou na cadeira de juiz. Quando os principais sacerdotes novamente rejeitaram a Jesus como rei e declararam: “Não temos rei senão César”, Pilatos entregou-lhes Jesus para ser pendurado numa estaca. — Mat. 27:1-31; Mar. 15:1-20; Luc. 23:1-25; João 18:28-40; 19:1-16.

      Tudo isto ilustra que Pilatos era um típico governante romano. Embora evidentemente não fosse do tipo condescendente, Pilatos demonstrava falta de integridade. Preocupava-se principalmente com a sua posição, com o que os seus superiores diriam se ouvissem falar de mais distúrbios na sua província Temia parecer ser condescendente demais para com os acusados de sedição. Pilatos reconheceu a inocência de Jesus e que os acusadores estavam sendo motivados pela inveja. Não obstante, em vez de arriscar prejudicar a sua carreira política, cedeu à multidão e mandou matar um homem inocente.

      Josefo relata que a posterior remoção de Pilatos do cargo resultou de queixas feitas pelos samaritanos perante o superior de Pilatos, o governador da Síria. O historiador Eusébio afirma que Pilatos se suicidou.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1972 | 1.° de janeiro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Em que sentido é Deus “sobre todos, e por intermédio de todos, e em todos”, conforme diz Efésios 4:6? — E. R., E. U. A.

      Ao lermos os versículos que circundam este texto, poderemos ver claramente que o apóstolo Paulo estava escrevendo à congregação cristã, falando da unidade que Deus causou nela. Paulo queria que os membros da congregação reconhecessem e apreciassem sua verdadeira relação com Deus e Cristo. Não se referia ali ao mundo da humanidade em geral.

      Paulo fala de “um só corpo”, batizado com a mesma água batismal, participando do mesmo espírito, e a respeito de seu “um só Senhor”, Jesus Cristo. — Efé. 4:4, 5; Mat. 28:19, 20; 1 Cor. 12:13.

      O apóstolo prossegue, dizendo que eles têm apenas “um só Deus”; não servem divididos a outros deuses, de muitas maneiras diferentes (conforme alguns deles haviam feito antes de se tornarem cristãos). — Gál. 4:8; Efé. 2:1-3.

      Jeová é o ‘único Pai’ da congregação cristã dos ungidos, por que ele os gerou com seu espírito como filhos. São agora “filhos de Deus” espirituais, com a esperança de serem co-herdeiros celestiais do Senhor Jesus Cristo, seu ‘irmão’ mais velho. Deus, como seu Pai, é claramente ‘sobre todos’ eles (Efé. 4:6) Eles, como seus filhos, sujeitam-se inteiramente à sua vontade e orientação. — Rom. 8:16; Heb. 2:11; 1 João 3:1, 2.

      Jeová, o Pai desta família cristã unificada, é ”por intermédio de todos” — isto é, todos os que constituem a congregação, do seguinte modo: Deus formou a congregação para sua própria glória. (Efé. 3:21) Jeová, ao criar e dirigir a congregação, demonstrou a sua maravilhosa sabedoria, mesmo perante os anjos Na mesma carta aos efésios, Paulo falou a respeito de sua comissão de fazer

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