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MoabeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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julgamento de Jeová mediante os babilônios, os moabitas disseram: “Eis que a casa de Judá é igual a todas as outras nações.” Por assim deixarem de reconhecer que o julgamento procedia realmente de Deus e que os habitantes de Judá eram Seu povo, os moabitas deviam sofrer o desastre e, desta forma, ‘viriam a conhecer Jeová’. — Eze. 25:8-11; compare com Ezequiel 24:1, 2.
Josefo, historiador judeu, escreve que, no quinto ano depois de desolar Jerusalém, Nabucodonosor voltou, a fim de guerrear contra a Coele-Síria, Amom e Moabe, e, depois disso, atacou o Egito. [Antiquities of the Jews (Antiguidades Judaicas), Livro X, cap. IX, par. 7] A respeito da confirmação arqueológica da desolação de Moabe, The Interpreter’s Dictionary of the Bible (Dicionário Bíblico do Intérprete; Vol. 3, p. 418) observa: “A exploração arqueológica tem demonstrado que Moabe ficou grandemente despovoada desde c. do início do sexto século, e muitos sítios desde c. do oitavo século. A partir do sexto século, nômades peregrinaram pela terra, até que fatores políticos e econômicos tornaram de novo possível a vida sedentária, nos últimos séculos AC.” — Compare com Ezequiel 25:8-11.
Posteriormente, em cumprimento de Jeremias 48:47, Ciro, o conquistador de Babilônia, com toda possibilidade permitiu que exilados moabitas voltassem à sua terra natal.
O cumprimento exato das profecias relativas a Moabe não pode ser negado. Há séculos os moabitas deixaram de existir como povo. Atualmente, o que se considera que foram as cidades moabitas, tais como Nebo, Hésbon, Aroer, Bete-Gamul e Baal-Meom, são representadas por ruínas. Muitos outros locais são agora desconhecidos.
A única explicação para o desaparecimento dos moabitas como povo é fornecida pela Bíblia. Comentou a Encyclopcedia Britannica (Ed. 11.a, Vol. XVIII, p. 632): “Israel permaneceu sendo uma grande potência na história religiosa, ao passo que Moabe desapareceu. É verdade que Moabe foi continuamente muito premida pelas hordas do deserto; a condição exposta do país é enfatizada pela cadeia de fortificações e castelos arruinados que até mesmo os romanos se viram compelidos a construir. A explicação da comparativa insignificância de Moabe, porém, não se encontra em considerações puramente topográficas. Nem pode ser procurada na história política, visto que Israel e Judá sofreram tanto, devido a movimentos externos, como a própria Moabe. A explicação deve ser encontrada no próprio Israel, em fatores . . . a serem achados na obra dos profetas.”
Em vista do desaparecimento dos moabitas como povo, a inclusão de Moabe em Daniel 11:41 entre as nações no “tempo do fim” (Dan. 11:40) deve ser, logicamente, considerada como tendo sentido figurado. Aparentemente, os moabitas representam os empedernidos inimigos do Israel espiritual. Para obter informações sobre a “Pedra Moabita”, veja MESA.
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MochoAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MOCHO
Veja CORUJA (MOCHO) .
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ModéstiaAjuda ao Entendimento da Bíblia
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MODÉSTIA
[Heb. , tsanúa‘; gr. , aidós]. Estes termos são traduzidos eficazmente pela palavra portuguesa “modéstia”. (Pro. 11:2; Miq. 6:8; 1 Tim. 2:9) Tsanúa‘ transmite a idéia de alguém que é reservado, modesto ou humilde. [A Hebrew and English Lexicon of the Old Testament (Léxico Hebraico e Inglês do Velho Testamento), de Brown, Driver e Briggs, p. 857] Aidós, empregada em sentido moral, expressa a idéia de reverência, assombro ou respeito pelo sentimento ou pela opinião de outros, ou pela própria consciência da pessoa, e, assim, expressa vergonha, o respeito próprio, o sentimento de honra, a sobriedade e a moderação. [A Greek-English Lexicon (Léxico Greco-Inglês), de Liddell e Scott, p. 36] Comparando-se aidós com a palavra grega mais comum para “vergonha” (aiskhy’ne; 1 Cor. 1:27; Fil. 3:19), o lexicógrafo Trench é citado como dizendo que aidós é “a palavra mais nobre, e subentende o motivo mais nobre! nela está envolvida uma repugnância moral inata a praticar um ato desonroso, repugnância moral esta que só existe escassamente; ou não existe de forma alguma, em aischune” Ele declara que “aidós sempre restringiria um bom homem de praticar um ato indigno aischune às vezes restringiria um homem mau”. [Expository Dictionary of New Testament Words (Dicionário Expositivo de Palavras do Novo Testamento), de W. E. Vine, Vols. I, p. 78; IV, p. 17] Assim, a consciência está especialmente envolvida no efeito restritivo subentendido em aidós.
PERANTE DEUS
Com respeito à modéstia, no sentido duma avaliação correta do valor da própria pessoa, as Escrituras fornecem bastantes conselhos. “A sabedoria está com os modestos”, afirma o provérbio. Isto se dá porque a pessoa que manifesta modéstia evita a desonra que acompanha a presunção ou a jactância. (Pro. 11:2) Ela segue o proceder aprovado por Jeová e, por conseguinte, mostra-se sábia. (Pro. 3:5, 6; 8:13, 14) Jeová ama tal pessoa, e Ihe dá sabedoria. Um dos requisitos para se obter o favor de Jeová é ‘ser modesto em andar com ele’. (Miq. 6:8) Isto envolve o devido apreço pela posição do indivíduo perante Deus reconhecendo sua própria condição pecaminosa em contraste com a grandeza, a pureza e a santidade de Jeová. Também significaria que a pessoa se reconheceria como sendo uma criatura de Jeová, totalmente dependente Dele e sujeita à Sua soberania. Eva foi alguém que deixou de avaliar isto. Ela se lançou numa busca de total independência e autodeterminação. A modéstia a teria ajudado a
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