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SofoniasAjuda ao Entendimento da Bíblia
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primeiro para inquirir de Jeová sobre o futuro de Judá, e, mais tarde, para solicitar-lhe que orasse em favor deles. (Jer. 21:1-3; 37:3) Sofonias recebeu uma carta de um falso profeta em Babilônia, instando com ele para que censurasse Jeremias, mas, em vez de fazê-lo, Sofonias leu tal carta para Jeremias, que então escreveu a resposta de Jeová. (Jer. 29:24-32) Após a queda de Jerusalém, Sofonias, então um segundo sacerdote sob Seraías, foi levado até Nabucodonosor em Ribla, e morto. — Jer. 52:24, 26, 27; 2 Reis 25:18, 20, 21.
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Sofonias, Livro DeAjuda ao Entendimento da Bíblia
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SOFONIAS, LIVRO DE
Este livro das Escrituras Hebraicas contém a palavra de Jeová, proferida por meio de seu profeta Sofonias. Foi nos dias do Rei Josias, de Judá (659- 629 AEC), que Sofonias executou sua obra profética. (Sof. 1:1) No décimo segundo ano do reinado de Josias, tendo ele c. 20 anos, o rei iniciou extensa campanha contra a idolatria, e, desde o décimo oitavo ano de sua regência até o seu término, seus súditos “não se desviaram de seguir a Jeová”. (2 Crô. 34: 3-8, 33) Por conseguinte, visto que o livro de Sofonias menciona a presença, em Judá, de sacerdotes de deuses estrangeiros e a adoração de Baal e dos corpos celestes, o tempo de sua composição pode ser fixado razoavelmente como antecedendo ao início das reformas de Josias, por volta de 648 AEC. — Sof. 1:4, 5.
Quando Sofonias começou a profetizar, a idolatria, a violência e o engano grassavam em Judá. Muitos afirmavam no coração: “Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau.” (Sof. 1:12) Mas a ação profética de Sofonias deixava claro que Jeová executaria vingança sobre os malfeitores impenitentes. (Sof. 1:3 a 2:3; 3:1-5) Seus julgamentos adversos recairiam, não só sobre Judá e Jerusalém, mas também sobre outros povos, os filisteus, os amonitas, os moabitas, os etíopes e os assírios. — Sof. 2:4-15.
A profecia de Sofonias teria sido especialmente confortadora para aqueles que se empenhavam em servir a Jeová e que tinham ficado muitíssimo angustiados com as práticas detestáveis dos habitantes de Jerusalém, inclusive seus príncipes, juízes e sacerdotes corruptos. (Sof. 3:1-7) Visto que as pessoas voltadas para a justiça teriam aguardado com expectativa a execução do julgamento divino sobre os iníquos, as seguintes palavras são, evidentemente, dirigidas a elas: ‘“Estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo, pois a minha decisão judicial é ajuntar nações, para que eu reúna reinos, a fim de derramar sobre elas a minha verberação, toda a minha ira ardente.’” (Sof. 3:8) Por fim, depois de extravasar sua ira sobre a “terra”, Jeová voltaria sua atenção favorável para o restante de Seu povo, Israel, restaurando-o do cativeiro e tornando-o um nome e um louvor entre todos os demais povos. — Sof. 3:10-20.
AUTENTICIDADE
A autenticidade do livro de Sofonias acha-se bem comprovada. Amiúde, as idéias expressas neste livro encontram paralelos em outras partes da Bíblia. (Compare Sofonias 1:3 com Oséias 4:3; Sofonias 1:7 com Habacuque 2:20 e Zacarias 2:13; Sofonias 1:13 com Deuteronômio 28:30, 39 e Amós 5:11; Sofonias 1:14 com Joel 1:15; e Sofonias 3:19 com Miquéias 4:6, 7.) O livro se harmoniza inteiramente com o restante das Escrituras ao sublinhar verdades vitais. Por exemplo: Jeová é um Deus de justiça. (Sof. 3:5; Deut. 32:4) Embora dê oportunidade para o arrependimento, ele não permite indefinidamente que a transgressão fique sem punição. (Sof. 2:1-3; Jer. 18:7-11; 2 Ped. 3:9, 10) Nem a prata nem o ouro podem livrar os iníquos no dia da fúria de Jeová. (Sof. 1:18; Pro. 11:4; Eze. 7:19) Para ser favorecida com a proteção divina, a pessoa precisa portar-se em harmonia com os julgamentos justos de Deus. — Sof. 2:3; Amós 5:15.
Outra evidência notável da canonicidade do livro é o cumprimento das profecias. A predita destruição sobreveio à capital assíria, Nínive, pelas mãos de Nabucodonosor, em 632 AEC (Sof. 2:13-15), e sobre Judá e Jerusalém, em 607 AEC. (Sof. 1:4-18; compare com 2 Reis 25:1-10.) Os etíopes, como aliados dos egípcios, evidentemente sofreram calamidade na época em que Nabucodonosor conquistou o Egito. (Sof. 2:12; compare com Ezequiel 30:4, 5.) E os amonitas, os moabitas e os filisteus deixaram finalmente de existir como povo. — Sof. 2:4-11.
ESBOÇO DO CONTEÚDO
I. Anúncio do julgamento de Jeová contra Judá e Jerusalém (1:1-18)
A. Atingidas tanto a criação animal como a humana; todos os praticantes de idolatria seriam destruídos (1:1-11)
B. Jerusalém seria vasculhada cuidadosamente; nenhuma escapatória para os que diziam: “Jeová não fará o que é bom e não fará o que é mau” (1:12, 13)
C. Descrição do dia de Jeová para a execução da vingança (1:14-18)
II. Admoestação de se buscar a Jeová antes da vinda do seu dia de executar a vingança (2:1-3)
III. Julgamento de Jeová contra várias nações que cercavam Judá (2:4-15)
A. A Filístia tornar-se-ia uma terra sem habitantes (2:4-7)
B. Moabe tornar-se-ia como Sodoma, e Amom como Gomorra (2:8-11)
C. Etíopes seriam mortos pela espada (2:12)
D. Assíria seria destruída, a sua capital, Nínive, tornando-se um baldio desolado (2:13-15)
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