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  • Servir a Jeová na mocidade e na velhice
    A Sentinela — 1971 | 1.° de outubro
    • queriam, talvez fossemos vítimas de perseguição mais ferrenha. No entanto, foi sempre uma alegria sofrer por causa da verdade de Jeová.

      APREÇO DAS BÊNÇÃOS

      Durante a minha vida como uma das testemunhas de Jeová, tive a alegria de presenciar o crescimento da obra do Reino e da organização trazida à existência por Deus entre os homens, com o fim de divulgar as boas novas do Reino. Posso lembrar-me do tempo em que havia apenas vinte publicadores do Reino aqui, ao passo que agora há mais de 18.700 Testemunhas servindo a Jeová unidamente aqui na Argentina. E eu assisti a três congressos internacionais em Nova Iorque, um em 1953, outro em 1958 e o mais recente em 1963. Quão grato sou a Jeová por estas bênçãos extras!

      Para mim, ainda é também um grande privilégio poder morar neste belo e confortável Lar de Betel em Buenos Aires, com muitas outras Testemunhas, com as quais posso servir aqui feliz. É verdade que já tenho agora mais de oitenta anos e fui submetido a três intervenções cirúrgicas dentro de um curto espaço de tempo, de modo que as minhas forças não são mais como antes. Mas, pela benignidade imerecida de Jeová, tenho a alegria de continuar a servir ao máximo de minha capacidade. Ainda posso chegar de manhã, cada dia da semana, à mesa do café, para participar com a Família de Betel na nossa consideração diária de um texto precioso da Bíblia.

      É meu sincero desejo continuar no serviço de Jeová, com a Sua ajuda, até que ele esteja disposto a conceder-me a herança celestial que é a minha esperança. Fui moço no seu serviço, e agora já sou velho. A base da longa experiência, se eu puder ser considerado como alguém que pode dar conselho cristão maduro, exorto a todos na organização de Jeová, moços e velhos, a continuarem fielmente no caminho que escolheram quando dedicaram sua vida ao Deus amoroso e misericordioso. Assim como eu tenho sido abençoado em todos os meus anos na atividade do Reino, assim também poderão usufruir a paz e a satisfação derivadas de Seu favor.

  • Perguntas dos Leitores
    A Sentinela — 1971 | 1.° de outubro
    • Perguntas dos Leitores

      ● Por que disse Jesus aos seus seguidores, conforme registrado em Atos 1:8, que pregassem em Samaria, visto que anteriormente (Mat. 10:5, 6) ele lhes havia dito que não pregassem aos samaritanos? — D. R., Nova Zelândia.

      Quando Jesus enviou seus doze apóstolos numa viagem de pregação limitada, ele lhes disse: “Não vos desvieis para a estrada das nações, e não entreis em cidade samaritana; mas, ide antes continuamente as ovelhas perdidas da casa de Israel.” (Mat. 10:5, 6) Que Jesus não proibiu toda a pregação aos samaritanos pode ser visto de suas próprias palavras e ações. Em uma de suas parábolas, ele mostrou que os judeus deviam considerar os samaritanos como seus próximos. (Luc. 10:29-37) Certa vez, Cristo curou dez homens, um dos quais era samaritano, e Jesus elogiou aquele homem por ser o único dos dez que expressou gratidão. (Luc. 17:11-19) Jesus pregou também a uma mulher samaritana junto ao poço de Sicar e depois também a outros daquela cidade samaritana. — João 4:4-43.

      Por conseguinte, a ordem de Jesus em Mateus 10:5, 6, deve ser entendida como restrição que se aplicava especialmente àquele tempo e àquela ocasião. Em vista daquilo que Jesus disse sobre as “ovelhas perdidas da casa de Israel”, parece evidente que ele estava enfatizando a importância de se levar a mensagem primeiro aos judeus, dando-lhes a primeira oportunidade. De modo que, os apóstolos, na sua viagem de pregação, deviam concentrar-se nos judeus, não tentando naquela ocasião pregar a todos os povos e nações. Por certo, os seis pares de homens teriam tido mais do que o suficiente para fazer durante a sua relativamente curta viagem, mesmo com o território restrito as cidades e aldeias dos judeus. — Mar. 6:7.

      A situação era bem diferente quando Jesus falou o que está registrado em Atos 1:8. De fato, ele estava dando aos seus seguidores algumas instruções finais, que indicavam que se devia fazer a obra mundial de pregação. Pouco antes de ascender ao céu, ele disse: “Sereis testemunhas de mim tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até à parte mais distante da terra.” E foi assim que aconteceu. Por causa da perseguição, os discípulos cristãos se espalharam, e em resultado disso sua mensagem foi pregada em Samaria. — Atos 8:1-17.

      Pode-se observar que esta pregação aos samaritanos, com o resultado de que muitos samaritanos foram batizados e receberam espírito santo, ocorreu antes de 36 E. C., quando gentios incircuncisos (não Judeus) foram pela primeira vez aceitos como crentes. (Atos 10:34-48) Isto se deu, aparentemente, porque os samaritanos tinham muito mais em comum com os judeus, em sentido religioso, do que os gentios. Os samaritanos aceitavam os primeiros cinco livros da Bíblia (segundo o “Pentateuco Samaritano”) e por isso aguardavam a vinda dum profeta maior do que Moisés. (Deu. 18:18, 19; João 4:25) E embora a sua forma de adoração fosse em muitos sentidos diferente do judaísmo, ainda afirmavam adorar o Deus de Abraão, Isaque e Jacó, e observar a Lei de Moisés, inclusive o requisito da circuncisão. Por isso, achavam-se numa categoria bastante diferente daquela em que se encontravam os gentios incircuncisos.

      ● Qual é o significado de Provérbios 20:19, e como se aplica a que os cristãos mantenham certos assuntos confidenciais? — E. M., E. U. A.

      O versículo em questão reza: “Quem anda em volta como caluniador está revelando palestra confidencial; e não deves ter associação com quem está engodado pelos seus lábios.” A primeira parte é bastante clara. Caluniador é aquele que intencionalmente divulga conversa prejudicial, destinada a dar má reputação a alguém. Isto amiúde se faz por se tornarem deliberadamente públicas e deturpadas as coisas que deviam ser mantidas confidenciais.

      A segunda parte do texto é de certo modo paralelo, mas trata daquele que “está engodado pelos seus lábios”. A pessoa pode ser engodada pelos seus lábios do mesmo modo como pelos olhos ou pelas mãos, no sentido de que estes órgãos podem deixá-lo ser tentado e desviado para maus caminhos (Mat. 5:27-29) Quem estiver engodado pelos seus lábios é desencaminhado para dificuldades, porque sua boca se abre para falar aquilo que ele ouve. Ele não tem proteção, pois não controla a sua língua. O Rei Davi observou: “Vou vigiar os meus caminhos para me guardar de pecar com a minha língua. Vou pôr uma mordaça como guarda à minha própria boca.” (Sal. 39:1) Quem “está engodado pelos seus lábios” é exatamente o oposto; raras vezes mantém alguma coisa confidencial. Provérbios 20:19 aconselha: “Não deves ter associação” com ele, pois pode causar-lhe tantas dificuldades como o caluniador.

      Realmente são dois os aspectos desta questão de coisas confidenciais. A última parte de Provérbios 20:19 destaca um deles. Basicamente, o conselho é o de ter cuidado quanto a quem se confiam coisas confidenciais. Às vezes, alguém tem certas informações ou planos particulares que não quer divulgar no momento. Talvez os mencione a um conhecido, esperando que este mantenha o assunto confidencial, e pode até mesmo pedir isso. Mais tarde fica sabendo que a segunda pessoa divulgou a outros a informação particular, que realmente não era da conta deles. O sábio aprenderá de tal experiência com um conhecido e decidirá concordemente quanto divulgará no futuro.

      Entretanto, sem que com isso se desculpe de algum modo alguém que trai habitualmente a confiança, é preciso admitir que todos os homens são imperfeitos. O discípulo Tiago escreveu: “A língua, ninguém da humanidade a pode domar.” (Tia. 3:8) Até mesmo os mais bem intencionados cometem ocasionalmente enganos e mencionam sem querer, ou deixam entrever coisas de que sabem que deviam mantê-las confidenciais. Assim, certo grau de responsabilidade recai sobre a própria pessoa que não deseja tornar público certo assunto. Quanto mais forem as pessoas às quais ele conta coisas confidenciais, tanto maior a possibilidade de que estas se tornem do conhecimento geral. E quando se contam tais coisas a alguém que mostrou ser “quem está engodado pelos seus lábios”, a possibilidade torna-se probabilidade.

      O outro aspecto importante do assunto é o de se ser pessoalmente digno de confiança. Provérbios 25:9, 10, recomenda isso, dizendo: “Pleiteia a tua própria causa com o teu próximo e não reveles a palestra confidencial de outrem; para que não te envergonhe aquele que escuta e não se possa revogar o relato mau da tua parte.” Por isso, aquele que sem necessidade e sem autorização divulga informações que devia ter mantido secretas fica assim marcado. E uma vez que se divulgou o assunto particular, não é possível revogar isso, apesar de todas as complicações a que possa levar.

      Consideremos algumas situações e relações na vida, que nos dão conhecimento de informações particulares.

      O marido e a esposa, sendo “uma só carne”; estão a par de muitas questões, planos ou fraquezas familiares que se compreende que devem ser mantidos confidenciais. (Mat. 19:5) Se um dos cônjuges criar o hábito de irrefletidamente contar aos outros tais assuntos, poderão surgir muitos problemas. Por exemplo, o marido talvez comente de brincadeira perante outros uma característica pessoal incomum de sua esposa. Quando a esposa souber disso, poderá facilmente ofender-se. Embora esta seja apenas uma ilustração, mostra como se pode causar uma fenda entre o cônjuge que esperava que o assunto fosse mantido confidencial e aquele que o divulgou. Por outro lado, quanto se fortalece o vínculo do amor entre os cônjuges quando cada um vê que o outro merece plena confiança nos assuntos pessoais ou familiares. (Efé. 5:25, 28) Pode-se ensinar

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