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Procura alguém com quem compartilhar a vida?A Sentinela — 1986 | 15 de novembro
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Embora talvez haja poucos da sua idade na congregação local, que dizer de assembléias de circuito e congressos de distrito? Assistimos a tais reuniões por motivos espirituais. Mas os que oferecem seus serviços como voluntários, em tais ocasiões, têm a satisfação de servir outros e de conhecer irmãos e irmãs que servem a Jeová de todo o coração. Nessas ocasiões há alguma possibilidade de que encontre alguém com quem mais adiante compartilhar sua vida.
No entanto, mesmo que não encontre um adequado cônjuge cristão, confie com oração em Jeová para ajudá-lo a levar uma vida casta como pessoa solteira. E enquanto ainda for pessoa solteira, cultive qualidades e habilidades que lhe possibilitarão ser bom marido e pai, ou boa esposa e mãe. (Gálatas 5:22, 23) Muitos foram ajudados a fazer exatamente isso por empreenderem o ministério de tempo integral como pioneiros. Que maneira melhor de usar seu tempo e sua energia!
Se estiver procurando alguém com quem compartilhar sua vida, então onde vai começar? Comece entre co-adoradores ativos de Jeová, entre os que compartilham seus objetivos na vida e que têm vivo desejo de servir a Ele para sempre. (2 Timóteo 2:22) E se Jeová o abençoar com um cônjuge temente a Deus, que seu casamento seja uma honra para nosso amoroso Deus.
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Balaão — história ou mito?A Sentinela — 1986 | 15 de novembro
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Balaão — história ou mito?
SEGUNDO o livro bíblico de Números, Balaão, filho de Beor, era profeta de aluguel. (Números, capítulos 22-24) De fato, seu nome aparece em oito livros bíblicos diferentes, inclusive nas cartas dos escritores cristãos Pedro e Judas. Balaão viveu no século 15 AEC, no vale superior do Eufrates. Deixou-se contratar por Balaque, rei de Moabe, que queria que lançasse maldições contra a nação de Israel. Então, era Balaão uma figura histórica ou apenas uma invenção judaica?
Conforme noticiado no periódico Biblical Archaeology Review (setembro/outubro de 1985), arqueólogos trabalhando na parte central do vale do Jordão encontraram uma notável confirmação de que Balaão realmente existiu. Fizeram escavações no Tel Deir Alla, um pouco ao norte do rio conhecido na Bíblia como o Jaboque, quando descobriram alguns fragmentos de gesso com antiga escrita semítica. Estes fragmentos foram nos últimos anos cuidadosamente datados, compilados e decifrados.
O pesquisador francês André Lemaire explicou que os fragmentos foram submetidos a testes de datação por radiocarbono, e declarou: “Segundo esses testes, as inscrições datam de c. 800 AEC, com margem de mais ou menos 70 anos.” E o que dizem? Segundo a restauração de Lemaire, o texto reza em parte (as letras entre colchetes são acrescentadas, substituindo os fragmentos faltantes):
“1. Inscrição de [Ba]laão, [filho de Beo]r, o homem que era vidente dos deuses. Eis que os deuses vieram a ele de noite e [falaram com] ele 2. Segundo estas pal[avra]s, e disseram a [Balaã]o, filho de Beor . . . e ele chorou 4. Intensamente e seu povo veio a ele e d[isse] a Balaão, filho de Beor: ‘Por que jejuas e por que choras?’ ”
Evidentemente, o texto estava disponível para a leitura do público, há uns 2.800 anos, visto que fazia parte duma inscrição mural bastante extensa. Embora haja lacunas no texto, Balaão é claramente mencionado por nome. Mesmo que a inscrição date de uns setecentos anos depois dos acontecimentos, Balaão era obviamente aceito como figura histórica e profeta.
Essas inscrições murais estão várias centenas de anos mais próximas dos eventos descritos na Bíblia do que os manuscritos mais antigos atualmente disponíveis. São mais uma evidência acrescentada à prova de que a Bíblia apresenta um registro fidedigno da história antiga. — 2 Timóteo 3:16, 17.
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