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TerraAjuda ao Entendimento da Bíblia
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Em cada caso de todos os sentidos acima mencionados, em que tais palavras são empregadas, a forma da palavra na língua original, e, mais particularmente, o ambiente ou contexto, determina qual é o sentido visado.
Os hebreus dividiam a Terra em quatro quadrantes ou regiões, que correspondiam aos quatro pontos cardeais. Nas Escrituras Hebraicas, as palavras “diante” e “em frente a” designam e são traduzidas “leste” (1 Crô. 4:39); “atrás” ou “costas” significando “oeste”; a “mão direita” indicando o “sul” (Êxo. 40:24), e a “mão esquerda” o “norte”. (Jó 23:8, 9) O leste também era (em hebraico) às vezes chamado de nascente, como, por exemplo, em Josué 4:19, ‘o limite oriental’. O oeste (no hebraico) era o poente. (2 Crô. 32:30: “o oeste.”) Também se empregavam as características físicas. Sendo quase o limite ocidental da Palestina, “o mar” (Mediterrâneo) era, por vezes, empregado para o oeste. — Núm. 34:6.
CRIAÇÃO
A vinda à existência do planeta é narrada na Bíblia por meio duma declaração simples: “No princípio Deus criou os céus e a terra.” (Gên. 1:1) A Bíblia não declara exatamente há quanto tempo foram criados os céus estrelados e a Terra. Por conseguinte, não existe nenhuma base para que os peritos bíblicos questionem os cálculos científicos para a idade da massa rochosa da Terra. Os cientistas calculam, de forma variável, a idade das rochas em 3,5 a 4 bilhões de anos, ou mais.
PROPÓSITO
Como todas as outras coisas criadas, a Terra veio a existir pela vontade (“beneplácito”, AV) de Jeová. (Rev. 4:11) Ela foi criada para permanecer para sempre. (Sal. 78:69; 104:5; 119:90; Ecl. 1:4) Deus fala de si mesmo como Deus de propósito e declara que seus propósitos são certos de cumprir-se. (Isa. 46:10; 55:11) Ele tornou bem explícito o Seu propósito quanto à Terra ao dizer ao primeiro casal humano: “Sede fecundos e tornai-vos muitos, e enchei a terra, e sujeitai-a, e tende em sujeição os peixes do mar, e as criaturas voadoras dos céus, e toda criatura vivente que se move na terra.” (Gên. 1:28) Não houve falhas na Terra ou nas coisas que nela existem. Tendo criado todas as coisas necessárias, Jeová viu que eram ‘muito boas’ e “passou a repousar” ou a desistir de outras obras criativas terrestres. — Gên. 1:31 a 2:2.
Habitar o homem na Terra é também algo permanente. Quando Deus forneceu ao homem a lei a respeito da árvore do conhecimento do bem e do mal, ele deu a entender que o homem poderia continuar vivendo para sempre na terra. (Gên. 2:17) As próprias palavras de Jeová nos asseguram de que “por todos os dias que a terra continuar nunca cessarão sementeira e colheita, e frio e calor, e verão e inverno, e dia e noite” (Gên. 8:22), e que Ele jamais destruirá novamente toda a carne por meio dum dilúvio. (Gên. 9:12-16) Jeová afirma que Ele não fez a Terra a troco de nada, mas, ao invés, que a tem dado aos homens como um lar, e que a morte por fim será eliminada. O propósito de Deus, portanto, é que a Terra seja a habitação do homem em perfeição e felicidade, com vida eterna. — Sal. 37:11; 115:16; Isa. 45:18; Rev. 21:3, 4.
A HARMONIA DA BÍBLIA COM FATOS CIENTÍFICOS
A Bíblia, em Jó 26:7, menciona a Deus como ‘suspendendo a terra sobre o nada’. A ciência afirma que a Terra permanece em sua órbita no espaço primariamente devido à interação entre a gravidade e a força centrífuga. Tais forças, naturalmente, são invisíveis. Por conseguinte, a Terra, como os demais corpos celestes, acha-se suspensa no espaço como se estivesse pendurada no nada. Falando do ponto de vista do próprio Jeová, afirma o profeta Isaías: “Há Um que mora acima do círculo da terra, cujos moradores são como gafanhotos.” (Isa. 40:22) A Bíblia declara: “Ele [Deus] demarcou um círculo sobre a face das águas.” (Jó 26:10) As águas ficam limitadas, por tal decreto, a seu devido lugar. Não sobem e inundam a terra seca; nem salpicam no espaço. (Jó 38:8-11) Do ponto de vista de Jeová, a face da Terra, ou a superfície das águas, por certo, teria um formato circular, assim como as bordas da lua apresentam um aspecto circular para nós. Antes de surgirem as superfícies da terra seca, a superfície do inteiro globo era de uma só massa circular (esférica) de águas agitadas. — Gên. 1:2.
Os escritores bíblicos não raro falam do ponto de vista do observador da Terra, ou de sua específica posição geográfica, assim como o fazemos, naturalmente, hoje em dia. À guisa de exemplo, a Bíblia menciona o “nascente” ou nascer do sol. (Núm. 2:3; 34:15) Alguns se têm apossado disto como oportunidade para desacreditar a Bíblia como cientificamente inexata, afirmando que os hebreus consideravam a Terra como o centro das coisas, o sol girando em torno dela. Os escritores bíblicos, porém, em parte alguma expressaram tal crença. Estes mesmos críticos despercebem que eles mesmos utilizam essa idêntica expressão e que ela se acha em todos os almanaques. É comum ouvir alguém dizer: “é o nascer do sol”, ou “o sol já se pôs”, ou “o sol percorreu o céu”. A Bíblia também menciona “a extremidade da terra” (Sal. 46:9), “os confins da terra” (Sal. 22:27), “as quatro extremidades da terra” (Isa. 11:12), “os quatro cantos da terra” e “os quatro ventos da terra”. (Rev. 7:1) Não se pode usar estas expressões para provar que os hebreus entendiam que a Terra era quadrada. O número quatro é, não raro, utilizado para indicar aquilo que é totalmente concluído, por assim dizer, assim como temos quatro direções e, às vezes, empregamos as expressões “os confins da terra”, “os quatro cantos da terra” no sentido de abranger a Terra toda. — Compare com Ezequiel 1:15-17; Lucas 13:29.
EXPRESSÕES FIGURADAS E SIMBÓLICAS
Menciona-se a Terra de forma figurada em vários casos. Em Jó 38:4-6, é assemelhada a um edifício, quando Jeová propõe perguntas a Jó que este, obviamente, não consegue responder, a respeito da criação da Terra e o controle que Jeová exerce sobre ela. Jeová também emprega uma expressão figurada para descrever o resultado da rotação da Terra. Diz: “[A Terra] se transforma como o barro debaixo dum selo.” (Jó 38:13, 14) Nos tempos bíblicos, alguns selos para a “assinatura” de documentos tinham a forma dum rolo gravado com o emblema do escritor. Era passado sobre o documento de barro mole, ou um envelope de argila, deixando uma impressão na argila. De forma similar, ao amanhecer, a parte da Terra que sai da escuridão da noite começa a mostrar sua forma e cor, à medida que a luz solar se move progressivamente de um lado para o outro de sua face. Sendo os céus, local do trono de Jeová, mais elevados do que a Terra, esta é, de forma figurada, o seu escabelo. (Sal. 103:11; Isa. 55:9; 66:1; Mat. 5:35; Atos 7:49) Aqueles que se acham no Seol ou Hades — a sepultura comum da humanidade — são considerados como estando sob a terra. — Rev. 5:3.
O apóstolo Pedro compara os céus e a terra literais (2 Ped. 3:5) com os simbólicos céus e terra (V. 7). Os “céus” do V. 7 não significam a própria morada de Jeová, o lugar de Seu trono nos céus. Os céus de Jeová não podem ser abalados. Nem a “terra”, neste mesmo versículo, é o planeta Terra literal, pois Jeová diz que ele estabeleceu firmemente a Terra. (Sal. 78:69; 119:90) Todavia, Deus diz que ele abalará tanto os céus como a terra (Ageu 2:21; Heb. 12:26), que os céus e a terra fugirão da sua presença, e que serão estabelecidos novos céus e uma nova terra. (2 Ped. 3:13; Rev. 20:11; 21:1) É evidente que o termo “céus” é simbólico, e que “terra”, neste caso, refere-se simbolicamente a uma sociedade de pessoas que vivem na terra, assim como no Salmo 96:1.
O termo terra também é empregado de forma simbólica para indicar os elementos mais firmes, mais estáveis do gênero humano. Os elementos irrequietos e instáveis da humanidade são ilustrados por meio da inquietação característica do mar. — Isa. 57:20; Tia. 1:6; Judas 13; compare com Revelação 12:16; 20:11; 21:1.
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Terremoto (Tremor De Terra)Ajuda ao Entendimento da Bíblia
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TERREMOTO (TREMOR DE TERRA)
Uma vibração da terra, causada primariamente pelo deslizamento ou deslocação de camadas de solo, ao longo duma falha, de uma fenda, ou pela erupção vulcânica. Abalos e tremores de terra ocorreram no decurso de toda a história bíblica, às vezes como resultado de forças geológicas naturais — como quando Judá sofreu grave terremoto nos dias de Uzias e de Jeroboão (Amós 1:1; Zac. 14:5) — ou como medidas diretas tomadas por Deus com fins judiciais, ou com objetivos que envolviam os Seus servos. A geologia da área explica a história passada de atividades sísmicas de Israel, que ainda não terminou. Para exemplificar, há algum tempo surgiu uma falha muito séria, que percorria a direção N-NE a partir do centro do golfo de Acaba. Graves terremotos ocorreram na Palestina a cada cinqüenta anos, aproximadamente, sendo muito mais freqüentes os tremores menores.
Jesus predisse que haveria grande número de terremotos, e de grande magnitude, como característica do sinal de sua presença. (Mat. 24:3, 7, 8; Mar. 13:4, 8) Desde 1914 EC, e notadamente desde 1948, tem havido um aumento no número de terremotos, especialmente dos grandes. Antes de 1948, ocorriam em série, havendo um período de descanso entre eles, mas, desde então, tem havido um grande terremoto quase que anualmente, em aditamento ao grande número dos sismos menores. — Veja The Encyclopedia Americana (Enciclopédia Americana), Livros do Ano, 1965-67, sob “Terremotos”.
No período de 68 anos, de 1915-1982, relata-se que 1.627.068 pessoas foram mortas pelos grandes terremotos. Ocorrem 1.000 sismos, por ano, suficientemente grandes para causar danos. — World Almanac (Almanaque Mundial) 1982, p. 745.
EMPREGOS FIGURADOS E SIMBÓLICOS
Amiúde se utilizam os terremotos em sentido figurado, nas Escrituras, para descrever o abalo e a derrubada de nações e de reinos. A antiga Babilônia confiava em deuses falsos, tais como Nebo e Marduque, os quais, segundo a imaginação do povo, enchiam seus céus. Também confiavam grandemente no poder de sua potente força militar, mas Deus disse, em uma declaração contra Babilônia: “Farei que o próprio céu fique agitado, e a terra sairá tremendo do seu lugar diante da fúria de Jeová dos exércitos.” (Isa. 13:13) No que diz respeito à Babilônia, deve ter sido um grande choque quando o seu império caiu e seu território deixou de pertencer a Babilônia como a terceira potência mundial, e ela se tornou simples província do Império Persa. — Dan. 5:30, 31.
O apóstolo Paulo emprega, como ilustração, a assombrosa demonstração feita no Sinai, comparando-a com a maior e mais assombrosa assembléia da congregação cristã dos primogênitos perante Deus e seu Filho e Mediador, no celeste monte Sião. Ele prossegue com a ilustração do terremoto que ocorreu no Sinai, e fornece uma aplicação simbólica, incentivando os cristãos a continuar servindo com
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