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  • A obra de ‘fazer discípulos’ avança a passos largos no Brasil
    A Sentinela — 1971 | 1.° de maio
    • de 100 por cento acima do número das Testemunhas locais. Nas dezesseis assembléias de distrito em 1969-70, houve uma assistência conjunta de 114.927. A celebração anual da Refeição Noturna do Senhor também se destaca pela sua excelente assistência. No ano passado, uma congregação de 85 Testemunhas, em Fortaleza, teve 285 pessoas presentes. No extremo Sul, em Rio Grande, uma congregação de 110 Testemunhas teve 345 pessoas presentes; outra congregação, com 45 Testemunhas, teve 195 na assistência. A assistência total à Refeição Noturna do Senhor ascendeu a 164.436 — quase mais duas pessoas para cada Testemunha presente!

      Em vista de tudo isso, a revista Realidade, numa reportagem de oito páginas, no seu número de junho último, foi induzida a exclamar a respeito da organização das testemunhas de Jeová para fazer discípulos: “Uma organização perfeita. . . . Não são egotistas: sabem que o mundo vai acabar e querem que todos se salvem” — pelo menos todos os que amam o verdadeiro Deus e procuram a Sua justiça. Deveras, a obra de fazer discípulos, no Brasil, avança a passos largos.

  • “Claro que pode, Kaioko. Eu pude!”
    A Sentinela — 1971 | 1.° de maio
    • “Claro que pode, Kaioko. Eu pude!”

      Conforme narrado por Gladys Gregory

      O ASSUNTO de nossa palestra me era achegado ao coração — o serviço de pioneiro, quer dizer, a pregação por tempo integral sob a direção da Sociedade Torre de Vigia de Bíblias e Tratados. Kayoko, uma moça japonesa, estava vivamente interessada nele.

      “Acha realmente que eu possa torna-me pioneira?” perguntou ela.

      “Claro que pode, Kayoko. Eu pude quando tinha mais ou menos a sua idade.”

      “É um privilégio muito grande poder gastar todo o tempo no serviço do reino de Deus! Mas acho que não tenho tanta confiança em mim mesma.”

      “Bem, conforme eu me lembro, eu tampouco tinha muita confiança em mim. Mas tinha confiança em Jeová, no sentido de que, se pusesse a ele e o serviço dele em primeiro lugar na minha vida, ele cuidaria de mim material e espiritualmente. E ele tem mesmo feito isso. Nunca me lamentei de ter dado este passo importante — tornar-me pioneira.”

      “Gregory-shimai,a já está no serviço de pioneira por muito tempo, não está?”

      “Não é tanto tempo assim, comparado com o de alguns fiéis que conheço. Alguns têm servido por cinqüenta anos como ministros pioneiros e ainda são bem ativos. Eu aprendi a verdadeira mensagem da Bíblia pela primeira vez em Roanoke, na Virgínia, através de minha tia, Edna Fowlkes, lá em 1940. Foi só em 1944 que entrei no ministério como pioneira. Minha mãe tinha sido cristadelfiana, mas ela amava mesmo a Bíblia, e por isso, pouco depois de eu começar a me associar com as testemunhas de Jeová, ela e minha irmã Grace fizeram o mesmo. Desde o início, Grace e eu tomamos o serviço de pioneiro por nosso alvo. Todavia, sustentarmos a nossa mãe forçosamente exigia a nossa atenção.

      “Por volta daquele tempo, duas Testemunhas jovens, zelosas, haviam deixado seu lar na Geórgia por causa de forte oposição da família e haviam chegado a Roanoke, a fim de estarem livres para servirem a Jeová de modo mais pleno. Eram Fred Rusk e sua irmã Mary. Éramos, pois, quatro que se esforçavam a atingir o alvo do serviço de pioneiro. E todos conseguimos atingi-lo! Meu irmão Grey, que ainda não era Testemunha, mas era bondoso e cooperador, voltou do exército e se ofereceu a cuidar de mamãe. Era como que um milagre! Jeová havia aberto o caminho para nós! E Fred e Mary Rusk também começaram o serviço, sendo por fim convidados a irem à sede da Sociedade, em Brooklyn, onde ele serve ainda.”

      “Isto é muito emocionante! E os jovens aqui em nossa congregação pensam do mesmo modo, não pensam? Quase todos os mais jovens são pioneiros ou planejam sê-los.”

      Sim, o espírito de pioneiro permeia as congregações das testemunhas de Jeová no Japão. E Kayoko, que apenas um ano atrás havia sido uma moça quieta e retraída quando iniciou conosco o estudo da Bíblia, desenvolveu-se numa publicadora esplêndida, animada e entusiástica do Reino, transbordando de alegria com o conhecimento dos propósitos amorosos de Deus. Agora, recém-dedicada, ela também apanhou o espírito de pioneiro!

      OS PRIMEIROS ANOS COMO PIONEIRA

      Nas minhas reminiscências com Kayoko, pensei naqueles primeiros anos de nosso serviço como pioneiras. Na primavera de 1946, Mary Rusk, Grace e eu mesma fomos designadas ao município de Loudoun, na Virgínia. Puxando nosso reboque com um velho carro de 1936, iniciamos dois anos de ministério de pregação por tempo integral, cheios de experiências, algumas provadoras, muitas boas e outras divertidas — mas, ao todo, foi um tempo bendito. O município não havia sido visitado pelas Testemunhas já por algum tempo, e três moças ocupando um reboque de habitação estacionado num posto de gasolina suscitavam certas dúvidas, bem como diversas espécies de interesse. Foi só por tirarmos a Bíblia e testemunharmos a todos que se aproximavam que os convencemos de que nosso assunto era sério.

      Encontramos muitos interessados e iniciamos alguns bons estudos bíblicos. Organizamos uma série de conferências públicas ao ar livre, no pasto das vacas da Sra. Kelly, naquele verão, sendo que os oradores vinham de congregações próximas. Havia muitos interessados presentes. No outono daquele ano chegamos a conhecer pela primeira vez Bob e Jane Harris. As notícias a nosso respeito se haviam espalhado, de modo que, quando nos dirigimos à sua casa, certo dia quente, Bob veio da debulha do trigo para ver o que queriam “aquelas moças não-infernais”, como havíamos sido chamadas por um dos que trabalhavam com ele. Ele disse a Jane: “Fique com os livros, se quiser; se eles tratam da Bíblia, devem ser bons.” Concordaram prontamente em ter um estudo bíblico, e quando, na primavera seguinte, se formou uma congregação, as reuniões foram realizadas na cozinha deles.

      Naquele verão tínhamos um auge de trinta Testemunhas ativas naquela pequena congregação, toda composta de gente da roça. Depois, no inverno, recebemos o convite de cursar a Escola Bíblica de Gileade da Torre de Vigia, para receber treinamento como missionárias. Connie, a filha de oito anos dos Harris, disse: “Mamãe, não podemos parar com as reuniões e com nossa obra de pregação do Reino só porque elas vão embora!” E, naturalmente, não pararam. Agora há naquele território duas congregações, cada uma com o seu Salão do Reino.

      Assim terminou um capítulo de nosso serviço de tempo integral, mas ainda nos alegramos de ouvir notícias sobre os frutos produzidos pelas sementes plantadas lá naquele tempo. O posto de gasolina onde havíamos estacionado o reboque era da propriedade de Calvin e Lucille Athey. Embora fossem bondosos, nunca haviam demonstrado nenhum interesse profundo em nossa mensagem. Mas, dezesseis anos depois, no Japão, recebi uma carta de Lucille, em que ela disse: “Não vai acreditar nisso, mas agora sou a sua irmã cristã.” Isto me fez ficar muito feliz.

      NA ESCOLA DE GILEAD E DEPOIS

      Cursar a Escola Bíblica de Gilead da Torre de Vigia foi uma experiência rara e maravilhosa. Não sabíamos que existia tanta abundância de conhecimento bíblico. Gilead se encontrava naquele tempo na região dos lagos Finger do estado de Nova Iorque. Seus gramados verdes e córregos sossegados induziram Asano Asayama, um dos primeiros graduados japoneses de Gilead, a declarar: “É como um pedaço do Paraíso!”

      Oito de nós, dos vinte e cinco graduados designados originalmente ao Japão, fomos depois designados à Coréia. As coisas se sucederam rapidamente. A viagem de Nova Iorque à Coréia levou dois meses, havendo muita coisa interessante para se encontrar no caminho. Daí, três meses depois de chegarmos lá, começou a guerra, e isto significava a nossa evacuação para o Japão, pelo exército. Primeiro passamos três meses em Kobe e depois acabamos ficando em Nagóia, em outubro de 1950. Foi um ano cheio de atividades!

      Nenhum de nós vai esquecer-se daquela curta estadia na Coréia. Nunca vi tanto zelo como o das Testemunhas coreanas. Materialmente pobres, muitos deles refugiados vindos da Coréia do Norte comunista, costumavam ter entre os seu poucos pertences restantes uma Bíblia bem usada. Grande número destas pessoas vinham às nossas conferências públicas, e depois de cada reunião, costumavam cercar todo missionário presente para fazerem as suas perguntas bíblicas. Satisfaziam-se apenas quando a resposta era lida na sua Bíblia.

      Lembro-me de que, por ocasião da evacuação, todos nós quase nos preocupávamos tanto com termos de nos separar de nossas co-testemunhas coreanas como com o perigo físico, real. Por muito tempo ainda nos lembraremos de suas despedidas com lágrimas correndo pelas suas faces. De fato, por algum tempo isso tornou difícil de nos acomodarmos para trabalhar no Japão. De nosso grupo, apenas Don Steele e sua esposa puderam voltar à Coréia por algum tempo. No ínterim, sugeriu-se que, visto já termos começado a aprender japonês, era melhor ficarmos no Japão. Outros missionários seriam enviados à Coréia quando recebessem permissão para entrar.

      “Gregory-shimai, seu serviço de pioneira a levou em volta do mundo. Nem todos os que se empenham no ministério de pioneiro têm tais privilégios, ou têm?”

      “Os privilégios do pioneiro são variados. Alguns nunca saem de sua terra, Kayoko. E no Japão há atualmente grande necessidade, que não acho que alguém deixaria este campo fértil.”

      JAPÃO — ESTUDO DE CONTRASTES

      Nos meus vinte anos aqui, presenciei muitas mudanças. O Japão transformou-se de um país dilacerado pela guerra e pobre num dos países mais progressistas do mundo. O povo é realmente diligente, e está ansioso de instrução e de experimentar novas idéias.

      No início, a pregação do Reino produziu poucos resultados. Isto não era surpreendente, em vista de nosso conhecimento limitado da língua e do pequeno suprimento de publicações adequadas. Não obstante, alguns se apegaram a nós, e, conforme amadureceram em conhecimento da Bíblia, tornamo-nos mais eficientes na língua deles. Alguns daqueles primeiros estudantes ainda servem fielmente no Japão, hoje em dia.

      Nossos erros com a língua eram freqüentes. Por exemplo, aquele do missionário que descobriu que, por causa de um ligeiro erro na escolha de uma palavra, costumava dizer: “Eu sou um bonde cristão.” Lembro-me de que eu disse certa vez a alguém com bastante solenidade que “Cristo Jesus veio à terra para declarar o nome e o endereço de Jeová”.

      Tínhamos de aprender muitos costumes novos. Tínhamos de nos acostumar a nos sentar nos nossos pés. Mesmo agora ainda faço isso na maioria dos meus estudos bíblicos com recém-interessados. Mas tudo é facilitado pela paciência incansável do povo japonês.

      Apesar da modernização de grande parte da vida japonesa, ainda se vê muita coisa antiga. O quimono e a mini-saia são observados lado a lado nas ruas das cidades. O Japão é o segundo país em número de computadores em uso, mas quase nenhum lar particular tem aquecimento central. O equipamento costumeiro é uma mesa baixa com um cobertor por cima dela e aquecimento por baixo dela, de modo que as mãos e os pés ficam quentes, mas as costas ficam geladas. Os japoneses são quase que 100 por cento alfabetizados, mas há muita superstição.

      Enquanto, por um lado, os jovens japoneses se rebelam e são comuns os distúrbios nas universidades, ainda assim, 70 por cento dos casamentos no Japão são providenciados pela família. Deveras, o Japão é um estudo de contrastes.

      PROGRESSO EMOCIONANTE

      Embora o aumento do interesse na nossa obra cristã fosse no início vagaroso, recuperou o tempo perdido. Levou dez anos para produzir os primeiros mil publicadores do Reino. Agora, dez anos depois, há mais de 9.000 participando regularmente no ministério de pregação de casa em casa, dos quais bem mais de 1.000 são ministros pioneiros. Que acha deste sucesso? Quinze de nosso grupo original de missionários ainda estão aqui, e quanta alegria e que privilégio é ter participado em toda esta expansão!

      As mesmas qualidades que têm contribuído para o progresso econômico exerceram também diversas influências sobre a atividade do Reino. A diligência certamente é elogiável, mas alguns dos que chegaram a conhecer o verdadeiro motivo das condições atuais deixam-se restringir no progresso cristão pelo antigo costume de colocar o trabalho e as ambições seculares na frente de tudo o mais.

      Embora as pessoas se inclinem à instrução e aceitem prontamente publicações, a profunda influência religiosa, budista, ainda funciona para manter alguma forma de culto dos antepassados. Não há nada na sua formação para dar uma base para a compreensão da existência de Deus, o Criador. Portanto, em vista da educação científica, moderna, a maioria das pessoas abaixo de sessenta anos e algumas acima desta idade nos dizem que são ateus.

      Todavia, existem pessoas mansas e dóceis, e algumas delas fizeram notável progresso. Como em toda a parte, o que conta é a condição correta do coração.

      O serviço de pioneiro, a maior parte dele no campo missionário, certamente me proveu uma grande família amorosa, fiel à promessa de Cristo Jesus. (Mar. 10:29, 30) Recentemente, um jovem das Testemunhas, novo no Betel (sede da Sociedade Torre de Vigia) em Tóquio disse: “Lembra-se de mim?” Felizmente, seu rosto não havia mudado muito. Lembrei-me de que ele freqüentava a escola primária quando eu estudava com a mãe dele em Nagóia. Três outros, em outra família com que eu havia estudado, são agora ministros pioneiros especiais.

      Um homem jovem, com quem eu havia estudado a Bíblia durante os seus anos escolares, apresentou-me sua filha de doze anos que foi batizada naquele mesmo dia, em símbolo de ter dedicado a sua vida a Deus. Alguns dos meus filhos espirituais se formaram na Escola de Gilead da Torre de Vigia, alguns saindo para servir como representantes viajantes da Sociedade e outros para servir em Betel.

      Eu, da minha parte, devo dizer que a proteção e a orientação de Jeová nunca são sentidos de modo mais forte do que quando alguém se empenha no serviço de tempo integral. Ele fornece a alegria que torna possível saber “tanto . . . estar suprido como . . . ter fome, tanto de ter abundância como de sofrer carência”. (Fil. 4:12) Nos vinte anos, desde que vim ao Japão, voltei três vezes aos Estados Unidos, sempre com a ajuda fornecida por Testemunhas generosas em todo o mundo, por intermédio da Sociedade. A última vez tive o privilégio de assistir à Assembléia Internacional “Paz na Terra” das Testemunhas de Jeová em Atlanta e de visitar meu irmão e minha irmã, bem como muitos amigos, que eu não havia visto por onze anos. Quão alegre foi esta reunião!

      Todavia, meu lar é agora o Japão! Espero continuar aqui através do Armagedom e mais além, ocupada com a adoração e o serviço de Jeová. E Kayoko? Ela já é agora por três anos ministro pioneira especial. Uma carta que recebi dela no outro dia relatava que ela dirige dez estudos bíblicos domiciliares e que um dos seus estudantes já é ministro pioneiro regular. Acho que lhe deve ter dito o que eu lhe dissera: “Claro que pode tornar-se pioneiro. Eu pude!”

      [Nota(s) de rodapé]

      a Irmã Gregory.

  • Ela e os filhos haviam mudado!
    A Sentinela — 1971 | 1.° de maio
    • Ela e os filhos haviam mudado!

      UMA família grega mudou-se para a África do Sul. Enquanto ali, a esposa interessou-se muito na mensagem bíblica da verdade, conforme apresentada pelas testemunhas de Jeová. Não muito tempo depois, ela e os filhos tiveram de retornar à Grécia para ajudar seus pais doentes. Antes de partir, o marido enfatizou-lhe que os filhos deviam ser criados segundo a igreja ortodoxa. No entanto, na Grécia, esta senhora continuou a estudar a Bíblia e progrediu rapidamente em conhecimento de seus ensinos. Seu marido começou a receber cartas entusiásticas dela sobre o que estava aprendendo. Por isso ele decidiu voltar à Grécia “para acabar com todo este negócio, antes de ir longe demais”.

      Ao chegar lá, foi recebido por uma família muitíssima feliz, em que haviam ocorrido grandes mudanças. Enquanto a sua esposa antes havia sido uma incorrigível tagarela e encrenqueira, agora descobriu que ela era apreciada e respeitada por todos. Seus filhos, que haviam sido incontroláveis, agora se tornaram muito respeitosos. Não é nem preciso mencionar que ele ficou agradavelmente surpreso. Todavia, achava que ainda precisava endireitar a esposa quanto à sua religião.

      Por isso levou a Bíblia dela à igreja da aldeia para ver as diferenças entre ela e aquela da igreja. Não encontrou nenhuma diferença. De fato, descobriu, na sua investigação, o nome Ieova (Jeová) na Bíblia da igreja, e ficou admirado que o sacerdote nunca o havia mencionado. Voltou para casa muito pensativo. “Sua religião é muito boa”, disse à esposa. “Agora sei que sempre vai ser fiel a mim como esposa e que meus filhos são agora melhores do que antes. Continue nesta religião e me dê algo para ler.” Ele voltou então para a África do Sul, onde também começou a estudar a Bíblia com as testemunhas de Jeová.

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