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  • A verdade bíblica me livrou do medo do inferno
    A Sentinela — 1970 | 1.° de fevereiro
    • A verdade bíblica me livrou do medo do inferno

      Conforme narrado por Paul Hammer

      A VIDA começou para mim em Trondheim, na Noruega, em 3 de maio de 1879. Visto que meus pais eram membros da igreja estatal da Noruega, fui criado luterano. Desde a infância, gravou-se profundamente na minha mente a doutrina do inferno de fogo. Fui ensinado que eu tinha uma alma imortal que na morte ia para o céu ou para um inferno de fogo. Visto que eu não me considerava bastante bom para ir para o céu, comecei a preocupar-me muito com a ida para um lugar de fogo do inferno. Fui realmente mantido em escravidão por este ensino.

      Na minha busca de liberdade e paz mental, decidi emigrar para os Estados Unidos, o que fiz em 1901. Achei que, se vendesse a minha propriedade e deixasse a Noruega, não estaria mais em escravidão. Mas na América ainda me achei em escravidão ao medo do inferno de fogo, do mesmo modo como na Noruega. Por isso continuei a minha busca da verdade e da liberdade, embora com pouca esperança de encontrá-las.

      Adquiri um sítio na Dakota do Norte, e, na minha busca da verdade bíblica, freqüentava ocasionalmente, durante anos, a escola religiosa luterana. Por falta de algo melhor, continuei a freqüentá-la, embora muitas vezes achasse a instrução desapontadora. Parei de freqüentar esta escola em 1918, quando entrei em contato com os Estudantes Internacionais da Bíblia, como se chamavam as testemunhas de Jeová. Obtive os sete volumes dos Estudos das Escrituras e assinei também para A Sentinela.

      Em 11 de novembro de 1918 recebi o meu questionário do Exército dos Estados Unidos e tinha assim mais uma coisa com que me preocupar, visto que eu me opunha totalmente a matar meu próximo. Felizmente, para mim, a guerra acabou naquele mesmo dia. Depois aconteceu alguma coisa que me ajudou a me livrar da escravidão religiosa. Formou-se a Liga das Nações, e as igrejas a aclamaram como a esperança do mundo. Quando o pastor da igreja luterana local começou a pregar a favor da Liga das Nações e a orar por ela, abandonei a sua igreja.

      Procurei então os Estudantes da Bíblia, e falamos até às duas horas da madrugada. Eu insistia em que eles tinham de fazer alguma coisa para ajudar a mudar as condições do mundo. Mas, eles me mostraram com a Bíblia que os homens não podem remediar estas condições, mas que precisamos esperar por Jeová Deus. Depois de muito estudo e oração, tomei a minha posição a favor de Jeová e do seu reino como um dos seus filhos da liberdade. Estava assim livre e tinha algo em prol de que viver. Havia também algo que eu podia fazer. Em março de 1919, em Fargo, na Dakota do Norte, simbolizei a minha dedicação a fazer a vontade de Jeová, pelo batismo, tendo em vista a esperança celestial.

      Entre as promessas especialmente preciosas para mim, daquele tempo em diante, se achavam as de Efésios 2:4-7: “Mas Deus, que é rico em misericórdia, pelo seu grande amor com que nos amou, vivificou-nos junto com o Cristo, mesmo quando estávamos mortos nas falhas — por benignidade imerecida é que fostes salvos — e ele nos levantou junto e nos assentou junto nos lugares celestiais, em união com Cristo Jesus, a fim de que, no vindouro sistema de coisas, se demonstrassem as riquezas sobrepujantes de sua benignidade imerecida na sua graça para conosco, em união com Cristo Jesus.”

      Com esta esperança em vista, achei então que podia acatar o conselho dado em Sofonias 3:8: “‘Estai à espera de mim’, é a pronunciação de Jeová, ‘até o dia em que eu me levantar para o despojo’.” Estava então disposto a esperar até que Jeová endireitasse os assuntos do mundo. Que privilégio e alegria era compreender os propósitos de Jeová! Por fim estava livre da escravidão a Satanás e aos seus ensinos religiosos falsos!

      Ao passo que continuava a estudar e me associar com os Estudantes da Bíblia, achei que devia fazer mais para ajudar outros a usufruir a liberdade que eu tinha então. Em 1925, apareceu na Sentinela um aviso pedindo mais trabalhadores para a sede da Sociedade Torre de Vigia em Brooklyn, também conhecida como Betel. Agradeci a Jeová por ter respondido às minhas orações e fiz petição para o serviço ali. Fui chamado no verão de 1925.

      USUFRUINDO MAIOR LIBERDADE

      O serviço em Betel assinalou uma nova era de liberdade para mim. Não precisava mais preocupar-me com alimento e abrigo, mas podia devotar todo o meu tempo e minha atenção ao serviço de Jeová. Minha primeira designação foi a de ser zelador. Este privilégio me fez sentir como o salmista, que escreveu: “Escolhi ficar de pé no limiar da casa de meu Deus, em vez de andar em volta nas tendas da iniqüidade.” Quanta alegria eu senti por servir na sede da organização de Jeová na terra! — Sal. 84:10.

      Em 1929, o irmão Rutherford, então presidente da Sociedade Torre de Vigia, pediu-me que servisse numa fazenda de uns 15 hectares em Staten Island. Era também a sede da estação de rádio WBBR da Sociedade. Depois de trabalhar ali por alguns anos, servi novamente como zelador em Betel, até 1936, quando fui designado para a Fazenda do Reino, em South Lansing, no Estado de Nova Iorque, perto de Ithaca, para cuidar dos porcos e das galinhas. A Sociedade a havia comprado no ano anterior, e ela tinha dezenas de hectares. Ao passo que a família de Betel aumentava, mantive-me ocupado em cuidar apenas dos porcos. Fiz um curso de criação de animais, para poder cuidar melhor do meu trabalho. Nos fins-de-semana participávamos no ministério de campo, assim como as outras testemunhas cristãs de Jeová, ajudando a livrar outros da escravidão aos ensinos religiosos falsos.

      Foi um dia emocionante para nós lavradores quando o presidente da Sociedade Torre de Vigia, já então N. H. Knorr, anunciou que a Fazenda do Reino, a partir de fevereiro de 1943, abrigaria a escola missionária de Gileade e que teríamos o privilégio de trabalhar com os estudantes, e eles conosco. Isto se mostrou uma verdadeira bênção, tanto para a família da fazenda como para os estudantes. Em 1949, interrompi os meus deveres na fazenda por algumas semanas, para visitar meus amigos e parentes em Trondheim, na Noruega, aos quais dei um testemunho cabal a respeito do reino de Deus; a viagem se tornou possível devido a uma herança inesperada. Em 1955, tive o privilégio de assistir às assembléias européias, ocasião em que visitei novamente meus amigos e parentes em Trondheim, na Noruega, dando-lhes testemunho e deixando com eles literatura bíblica.

      Cerca de cinco anos depois, a Escola de Gileade foi transferida para a sede em Brooklyn. Daí tivemos conosco, por vários anos, a Escola do Ministério do Reino, escola que treina superintendentes de congregação. Há um pouco mais de um ano foi vendida parte da Fazenda do Reino, de modo que a maioria dos lavradores foi transferida para a Fazenda da Torre de Vigia, a uns 145 quilômetros fora da cidade de Nova Iorque. E alguns de nós fomos transferidos de volta para a sede em Brooklyn. Assim, depois de trinta anos na Fazenda do Reino, estou de volta em Betel em Brooklyn. Em 1965, sofri um ataque cardíaco, mas, recentemente, minha saúde melhorou muito, de modo que, à idade de noventa anos, ainda posso gastar duas horas de manhã e duas horas à tarde em trabalho no escritório.

      Quando olho agora para trás aos quarenta e quatro anos de serviço de Betel, agradeço diariamente a Jeová a sua bondade e me sinto como o salmista Davi, no sentido de que a bondade e a misericórdia me seguiram todos os dias da minha vida, e que vou morar na casa de Jeová pela longura dos dias. — Sal. 23:6.

  • Não recorra à adivinhação!
    A Sentinela — 1970 | 1.° de fevereiro
    • Não recorra à adivinhação!

      TODO o mundo quer saber o que vai acontecer no futuro. Talvez apenas quanto ao tempo. “Posso plantar amanhã o milho?” “Poderei cortar a forragem na semana que vem?” “Como será o tempo no mês que vem, durante a nossa festa?”

      Tampouco se limita a curiosidade sobre o futuro às meras previsões do tempo. As pessoas em toda a parte se preocupam com os eventos futuros nos assuntos nacionais e internacionais, no comércio e nos negócios, e especialmente em questões que afetam pessoalmente a eles e aos seus entes queridos. É este forte desejo natural que impele muitas pessoas a recorrerem à adivinhação para obter as respostas às suas perguntas sobre o futuro.

      A palavra “adivinhação” vem da latina divus (“relativo aos deuses”), e crê-se que a informação recebida por meio da adivinhação provenha dos deuses. O assunto da adivinhação abrange toda a escala da obtenção de conhecimento secreto, especialmente a respeito do futuro, por meio da ajuda de poderes ocultos, espíritas. Difere da feitiçaria mágica no sentido de que a adivinhação envolve geralmente apenas procurar saber eventos futuros, em vez de tentar alterar ou controlar os mesmos, como se dá na magia.

      Os que praticam a adivinhação afirmam que deuses sobre-humanos são capazes de revelar o futuro aos treinados para ler e interpretar certos sinais e presságios que dizem ser comunicados de várias maneiras: Por fenômenos celestes (posição e movimento de estrelas e planetas, eclipses, meteoros); por forças físicas terrenas (vento, tempestades, fogo); pelo comportamento de criaturas (o uivo de cães, o vôo de aves, o movimento de serpentes); pela configuração das folhas de chá na chávena ou do óleo em cima de água, ou pela direção tomada por flechas na queda;

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