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Está mesmo próximo um fim ardente?A Sentinela — 1973 | 1.° de junho
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Grande, bem como todos os outros que negaram a Regência Soberana de Deus e profanaram sua criação seguirão Babilônia, a Grande, na destruição. Por isso é perigoso apegar-se em simpatia a esta grande organização de religião falsa. — Rev. 11:18; 19:19-21.
Portanto, embora venha um fim ardente, será um que purificará e expurgará a terra daqueles que egoistamente não têm consideração para com seus próximos, que desejam viver e seguir princípios justos. (2 Ped. 3:12, 13) Os que se importam apenas com si mesmos e não se importam com Deus, nem com sua criação maravilhosa, precisam ser eliminados como que por fogo. (Mal. 4:1) A ira de Deus acende-se especialmente contra a cristandade, porque ela tem sido a maior profanadora de Seu nome. (Rev. 18:5-7) Se amar a vida e gostar da criação de Deus, então abandone DESDE JÁ a cristandade e todas as outras religiões falsas. Evite a destruição ardente que sobrevirá aos apoiadores e ‘pranteadores’ dela.
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Jeová fortalece os que se mostram leaisA Sentinela — 1973 | 1.° de junho
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Jeová fortalece os que se mostram leais
Conforme narrado por Gresham Kwazizirah
NASCI numa cidadezinha chamada Ncheu, no país africano então chamado África Central Britânica, mais tarde Niassalândia e agora Malaui. Naquele tempo, não se exigiam legalmente registros de nascimentos, mas acho que nasci por volta de 1896. Naquele tempo, missionários europeus de várias seitas religiosas haviam apresentado a Bíblia a nós, gente africana ansiosa. Visto que eu aprendera na escola a ler e a falar em inglês, já fora por algum tempo leitor ávido da Palavra de Deus, a Bíblia.
Quando terminei a escola, nosso ancião da Igreja Presbiteriana deu-nos a oportunidade de fazer-lhe perguntas sobre a Bíblia. Por muito tempo eu queria entender o significado de Revelação 17:1-5, a respeito do mistério de “Babilônia, a Grande”. Pedi-lhe que explicasse esta passagem das Escrituras.
Falando de modo bastante rude, ele respondeu: “Este não é o tempo de este texto ser interpretado por um homem, mas esperaremos até a segunda vinda de Jesus e então ele nos dará o significado disso.” Minha mente não ficou satisfeita; eu achava que alguém, em alguma parte, devia ter a explicação disso.
Com o tempo, empreguei-me no Hospital Geral na capital, Zomba. Foi enquanto eu trabalhava ali que certo dia recebi um convite para uma reunião religiosa de pessoas que se chamavam “Watch Tower” (“Torre de Vigia”). Esta reunião havia de causar uma grande mudança na minha vida.
Quando me reuni com elas, ouvi o discurso intitulado “Deus Santifica Sua Organização”, no qual se explicava o livro de Revelação. Isto atraiu minha atenção, ao me lembrar do ancião presbiteriano que não pôde responder à minha pergunta sobre “Babilônia, a Grande”.
BATISMO LEVA A PROVA DE LEALDADE
Visto que eu ficara impressionado com as verdades da Palavra de Deus, decidi deixar meu emprego no hospital e voltar para casa, para trabalhar com esta organização, visto que um grupo destas pessoas se reunia perto dali. Quando encontrei os superintendentes do grupo, pedi-lhes que me conseguissem os sete volumes dos Estudos das Escrituras, publicados pela Sociedade Torre de Vigia. Quando acabei de ler os volumes, pedi que os superintendentes ou ‘pastores’, como eram chamados, me batizassem.
Disseram-me que, visto eu ter sido instrutor na Igreja Presbiteriana, seria aconselhável acompanharem-me primeiro até o comissário distrital (funcionário governamental, local, de assuntos nativos, sob o regime colonial britânico), na cidade vizinha, para explicar o assunto, caso os presbiterianos me causassem dificuldades. Falamos com o comissário distrital, e eu fui batizado em janeiro de 1925.
Quando a notícia chegou ao clérigo de minha anterior congregação presbiteriana, ele advertiu todos os meus anteriores companheiros, dizendo-lhes que eu tentaria converter outros membros de sua congregação. Passei por um tempo difícil, quando fui levado ao comissário distrital, o mesmo a quem visitáramos antes de eu ser batizado, e quando fui acusado falsamente de querer “ensinar às pessoas que viria uma guerra procedente da América, que mataria todos os chefes e também os comissários distritais, e que estes seriam substituídos [pelos americanos]”.
O comissário distrital manteve-me detido por um mês e referiu o caso ao comissário provincial, um funcionário governamental mais elevado. De modo que meu batismo levou a uma prova de lealdade. Permaneceria fiel a Jeová e à sua organização, ou renunciaria temeroso à minha fé, por causa da pressão dos clérigos? Decidi permanecer leal.
Entrementes, o comissário provincial visitou a minha cidade natal de Ncheu, para verificar o caso e julgá-lo. Descobriu que as acusações dos clérigos não tinham base e se deviam ao ciúme. Informou o comissário distrital que, investigando as publicações da Sociedade Torre de Vigia, não encontrara nem uma única página que provasse a acusação. Por isso fui solto da prisão, estando fortalecido e determinado a prosseguir com a obra de Jeová.
BÊNÇÃOS DERIVADAS DA PREGAÇÃO POR TEMPO INTEGRAL
Algum tempo depois, parti de casa e obtive emprego na Estrada de Ferro de Niassalândia, e fui enviado a Moçambique. Em 1933, recebi uma carta do representante europeu da Sociedade Torre de Vigia, R. A. McLuckie, que vinha a Malaui para abrir um depósito da Sociedade. Quando recebi esta notícia, deixei imediatamente meu emprego como telegrafista, em Moçambique, e apressei-me ao encontro dele. Dentro em pouco fui designado como pregador da Palavra de Deus por tempo integral e fui para a minha primeira designação, em Chiradzulu. Meu ministério ali foi especialmente abençoado por Jeová, e, depois de seis meses, fui para uma nova designação, deixando atrás muitos proclamadores das boas novas, como núcleo duma congregação forte.
Na minha próxima designação, em Mangochi, no extremo meridional do Lago Malaui, tive a companhia de outro pregador de tempo integral, o irmão Kupheka. Visto que os transportes eram difíceis naqueles dias, tivemos de carregar na cabeça nossa caixas de literatura, de Zomba a Mangochi, uma viagem de quase cento e sessenta quilômetros. Nossa carga tornava-se cada vez mais leve, visto que distribuíamos a maior parte das publicações em caminho. Neste território, em geral, era difícil falar com as pessoas, por causa de sua religião muçulmana. Estavam arraigadas em tradições e superstições. Só tivemos uma pessoa interessada com a qual nos associamos durante a nossa estada ali por quatro meses.
A Sociedade achou proveitoso dar-nos uma nova designação. Esta vez devíamos ir para Lilongwe, que possuía então uma congregação, mas havia ali muitos interessados. Sabíamos que a viagem desde Mangochi era longa, uns 285 quilômetros. Isto não nos preocupou muito, porém, pois a alegria do ministério de tempo integral deu-nos forças, e chegamos lá depois de caminhar durante cinco dias. Nosso novo território resultou em valer o esforço, porque as pessoas estavam cansadas de seus costumes mundanos e das tradições da religião falsa. Estavam assim receptivas às verdades da Palavra de Deus, que as libertava deste jugo. Em pouco tempo, as Testemunhas e os interessados reuniam-se em vinte e dois lugares diferentes nesta região.
A última parte do ano de serviço de 1935 viu a ampliação de nosso território para incluir a cidade vizinha de Dowa, onde a mensagem do Reino também foi recebida favoravelmente. Nossa atividade foi novamente abençoada por Jeová, ao ponto de que, depois de apenas quatro meses, os proclamadores das boas novas se reuniam em mais quatro lugares.
Em 10 de outubro de 1935, fui designado para outro cargo de serviço, o de diretor regional de serviço, ou servo regional, como fomos chamados depois de julho de 1936. Neste nova designação, percorri toda a província setentrional do país, visitando meus irmãos cristãos para ajudá-los no seu ministério e para proferir discursos bíblicos. No início, eu estava nervoso, pensando na grande responsabilidade que tinha e perguntando-me se podia desincumbir-me dela. Entretanto, verifiquei que Jeová me dava forças para fazer a sua vontade, enquanto eu me estribava nele.
VISITAS MINISTERIAIS AOS CHEFES
Parte de minha designação no norte do país era visitar os chefes locais, que haviam proibido nossa obra na sua região, com o consentimento do governador. Para este fim, a Sociedade Torre de Vigia me havia fornecido uma carta de apresentação a todos os chefes, com os nomes deles alistados nela. A fim de explicar nossa obra de modo claro e ajudar a divulgação da mensagem do Reino, a Sociedade havia providenciado que eu proferisse um discurso sobre “Os Dias de Noé”, onde fosse possível.
Na primeira aldeia que visitei, o chefe leu a carta de apresentação e prontamente convocou todos os seus súditos, junto com os líderes religiosos da região e outras pessoas de destaque. Ele atuou como presidente da reunião, anunciando o tema do meu discurso e pedindo que os ouvintes escutassem bem até o fim, quando teriam a oportunidade de fazer perguntas. Não houve perguntas quando terminei de falar, de modo que o chefe disse: “Se ficarem calados, não haverá motivo para se impedir as Testemunhas de pregar nesta minha região.”
Um de seus conselheiros levantou-se então e disse: “Pois bem, vossa excelência, o chefe, este jovem falou a verdade, que não pode ser negada, e ninguém parece ter uma palavra de oposição aos pontos que acabamos de ouvir.”
De modo que o chefe respondeu: “Eu abro a minha região, para que as Testemunhas possam pregar aqui, e se alguém se opuser a elas, será multado.”
Fiquei fortalecido ao ver que o espírito de Jeová me apoiava em fazer a sua obra. Embora o funcionário da corte do chefe procurasse lançar um feitiço sobre mim e me ameaçasse de que eu morreria naquela mesma noite, porque conseguira persuadir o chefe para aprovar nossa pregação, não sofri nenhum dano, apesar de um encontro perigoso com uma mamba negra, uma cobra venenosa, durante a noite.
Aos poucos, toda a província setentrional foi aberta para nossa atividade de testemunho, ao passo que os chefes vinham a compreender de modo mais claro a nossa pregação. Sou grato de que Jeová me usou em abrir a obra, e fiquei emocionado de ver os mais fortes serem encorajados, os mais fracos serem fortalecidos e as congregações aumentarem em número.
PRIVILÉGIOS E PROVAS NO APÓS-GUERRA
Depois da Segunda Guerra Mundial, ficamos melhor organizados para a expansão. Em 1946, organizaram-se circuitos das testemunhas de Jeová, com assembléias semestrais. Em 1946 fui designado para superintendente de distrito das testemunhas de Jeová, e foi meu privilégio percorrer o país inteiro, visitando superintendentes de circuito e assembléias de circuito.
Apreciei muito a associação com os missionários da Escola Bíblica de Gilead da Torre de Vigia, que começaram a chegar a partir de fins de 1948. Alguns deles participaram comigo na obra de distrito, e mais tarde, quando me tornei superintendente de circuito, em março de 1957, tirei grande proveito de sua experiência, de seu conselho útil e de seu exemplo.
Em julho de 1960, quando eu tinha cerca de sessenta e quatro anos de idade, a Sociedade, com consideração, por causa da minha idade avançada, designou-me para servir de ministro pioneiro especial. Desde então, tenho presenciado a contínua expansão da obra do Reino em Malaui, em que os proclamadores do reino de Deus aumentaram em número de 14.000 para mais de 23.000. Tenho também visto dois períodos de intensa perseguição, em 1964 e em 1967, e tenho ficado maravilhado de como Jeová nos fortaleceu para a suportarmos.
Eu mesmo tive diversos encontros com membros fanáticos dum partido político, que ameaçaram minha vida. Depois de um grupo destes ter saído de minha casa, enviaram um homem com uma faca, ao qual haviam feito jurar que me mataria. Quando chegou à minha casa, eu acabava de me barbear. Dei-lhe uma cadeira para se sentar. Ele tirou secretamente a faca, mas eu o vi, quando me voltei. Ele começou a tremer, quando se deu conta de que eu o tinha visto. Perguntei-lhe: “Veio para matar-me?”
Ele disse que fora enviado para fazer isso, e mencionou o nome dos três que o haviam enviado. “Eles dizem que o senhor é a causa de as pessoas não comprarem cédulas [do partido político]. Por isso me mandaram matá-lo”, continuou ele. “Aqui estou”, disse eu. Mas ele respondeu temeroso: “Não.” Os dois saímos então da minha casa e ele foi embora, para a sua. Os três homens que mencionou ainda continuaram a hostilizar-me e a ameaçar-me a vida, mas pouco tempo depois, seu líder foi encarcerado por atos contrários ao governo.
Nós aqui em Malaui temos passado por provações tais como nossos irmãos cristãos sofreram em outros países, debaixo de Hitler, Mussolini, Stálin e outros. Mas somos gratos de que a organização de Jeová nos preparou para as provas ardentes, por meio do conselho nas publicações da Sociedade. A expulsão dos missionários de nosso país e o fechamento do escritório da Sociedade Torre de Vigia, em 1967, enfatizou para nós que o atual sistema iníquo de coisas avança rapidamente em direção ao seu fim e será em breve removido.
Quando olho para trás, para os meus quase quarenta anos no serviço de tempo integral, alegro-me de ter permanecido na organização de Jeová. Foi na organização de Jeová que recebi as respostas às minhas muitas perguntas bíblicas, inclusive àquela sobre a identidade da misteriosa “Babilônia, a Grande”. Quão grato sou pelo livro “Caiu Babilônia, a Grande!” O Reino de Deus já Domina!, da Sociedade Torre de Vigia, que apresenta evidência abundante de que a Grande Babilônia mística não é outra senão o império mundial da religião falsa! Quão grato sou pelo privilégio de ter ajudado pessoas a fugir de “Babilônia, a Grande”, antes de ser tarde demais! — Rev. 18:4.
Sou também grato pela força recebida de Jeová, de continuar durante todos estes muitos anos. Durante este tempo, tenho visto os perseguidores do povo de Jeová não serem bem sucedidos; de fato, alguns dos perseguidores humilharam-se e tornaram-se Testemunhas. Portanto, junto com meus fiéis irmãos cristãos em Malaui, aguardo o futuro com confiança, sabendo que Jeová nos fortalecerá para o que está à frente, enquanto nos mostrarmos leais.
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O que seu modo de vestir revela sobre sua pessoaA Sentinela — 1973 | 1.° de junho
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O que seu modo de vestir revela sobre sua pessoa
Fatos úteis que os jovens desejam saber.
“O MERO homem vê o que aparece aos olhos, mas quanto a Jeová, ele vê o que o coração é.” (1 Sam. 16:7) Visto que Deus olha para o nosso coração, importa realmente como nos parecemos por fora?
Sim, importa. Porque, assim como é verdade que Jeová vê o coração, é também verdade que o “homem vê o que aparece aos olhos”. As pessoas se guiam inicialmente por aquilo que é revelado pela nossa aparência externa.
E, de fato, seu modo de vestir pode até mesmo revelar algo sobre o que tem no coração. De que modo?
O QUE É REVELADO PELO SEU MODO DE VESTIR
Quando era muito pequeno, seus pais lhe escolhiam a roupa. (Veja 1 Samuel 2:18, 19.) Provavelmente penteavam-lhe também o cabelo de certo modo. Mas quando ficou mais velho, é possível que lhe tenham permitido alguma decisão sobre a escolha da roupa, bem como sobre seu corte de cabelo ou penteado. Quanto mais se manifestava a sua própria escolha, tanto mais seu modo de vestir refletia como era por dentro, a sua própria personalidade. Portanto, o que revela sua roupa sobre a sua pessoa?
Mostra ela que é orgulhoso e vaidoso, extremamente cônscio da moda e desejoso de “eclipsar” os outros? (Veja Isaías 3:16-23.) Ou mostra, em vez disso, que tem uma atitude de “descaso” quanto à sua aparência, vestindo-se de modo desleixado, sem considerar o efeito que isso tem sobre outros?
Ou — entre estes dois extremos — mostra seu modo de vestir que é modesto e tem consideração para com os outros, ainda assim evidenciando bom gosto e escolha inteligente de sua roupa e de outras coisas relacionadas com sua aparência? Na realidade, a que o motiva seu coração em tudo isso?
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